Alcinéa Cavalcante

Liberdade de expressão!
Macapá - Amapá

Dia: 1 de dezembro de 2009

Vamos almoçar um tucunaré na brasa?

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 01/12/09 as 11:11 am

O mano Alcione passou na feira e viu um tucunaré lindo, grande e fresquinho. Não resistiu e comprou. Vamos comê-lo assado na brasa.
Da horta que cultivo no meu quintal vou levando a chicória e a pimenta para dar aquele toque especial.
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Lembras da “Furiosa”?

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 01/12/09 as 12:50 am

furiosa

Crônica do Sapiranga

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 01/12/09 as 12:44 am

Seu Antônio, brasileiro, sim senhor!
Milton Sapiranga Barbosa

O bairro da Favela foi pródigo de figuras inesquecíveis. Tinha a Tia Guilherma, que  os mais velhos, para meter medo na molecada diziam que se transformava em uma grande porca  para comer criancinhas choronas e desobedientes. Seu Nestor, apelidado de “pardal”, em referência ao personagem de histórias em quadrinhos que vivia  inventando. Tinha o Licatéro, Kitut, Eleuzípio Bem Bem e o seu Raimundão “paraquedista”, os dois últimos  já homenageados em crônicas anteriores.

Hoje quero falar do Seu Antônio, que por muitos anos trabalhou na cozinha do Hospital Geral de Macapá, tendo como companheiros, seu Alicio, Holanda, Acapú e meu tio, por parte de pai, conhecido como Manoel Delapada (não me perguntem porque Delapada, pois até hoje não sei) .

Naquele tempo dava gosto provar a comida  feita  pelas mãos desses cinco cozinheiros, que se vivos fossem,  hoje  seriam chamados de chefs.

Seu Antônio, quando de folga, gostava de tomar  umas  doses da branquinha  e  era então que revelava duas qualidades que nunca vi, até hoje, em outro ser vivente.

Tão logo saia do Bar Popular ou da Mercearia do  Cacú, arrancava uma folha de mangueira, dobrava-a ao meio e saia tocando, com uma  nitidez incrível, o Hino Nacional Brasileiro,  daí ter ganho o apelido de Antônio Brasileiro. Essa era uma de suas habilidades, a outra, que achava ser a mais espetacular, era o equilíbrio que demonstrava quando  andava sobre a calçada de meio fio, cuja largura não alcançava  um palmo. Sempre tocando o Hino Nacional na folhinha de mangueira, ele andava  um quarteirão de avenida  sem cair, mesmo estando mais pra lá do que pra cá. Só quando pisava no chão batido é que dava umas cambaleadas, demonstrando que havia tomado umas e outras.

Sempre que ele passava tocando o hino nacional  usando como instrumento uma folha  de mangueira e andando na calçada de meio fio sem cair, era seguido e aplaudido  por uma leva de moleques.

Crianças e adultos adoravam seu Antônio, brasileiro, sim senhor, pois era educado, respeitador, não dizia palavrões e nem  tirava  gracinhas com as mulheres. Seu Antônio, viveu por muitos anos em Macapá, mudando-se depois  com a família  para o Rio de Janeiro. Seu Antônio Brasileiro já nos deixou, mas ainda vive entre minhas boas lembranças da  infância feliz, vivida no meu querido Bairro da Favela.