Boa noite!
Postado por: Alcinéa Cavalcante em 12/01/10 as 6:34 pm
“Durante as belas noites de tempestade os relâmpagos tiram radiografias da paisagem.” (Mario Quintana)
Mudou rapidinho
Postado por: Alcinéa Cavalcante em 12/01/10 as 5:42 pm
Bastou eu postar aqui que a Liesa estreou ontem um programa de carnaval no rádio plagiando o nome “Na batida do samba”, que era o programa que eu, Rostan Martins e J.Ney apresentávamos na Antena 1, hoje mesmo o nome foi mudado para “Liesa Samba Show”.
Tu gela, é?
Tô me guardando
Postado por: Alcinéa Cavalcante em 12/01/10 as 5:03 pm
“…E quem me ofende, humilhando, pisando, pensando que eu vou aturar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
E quem me vê apanhando da vida duvida que eu vá revidar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Eu vejo a barra do dia surgindo pedindo pra gente cantar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Eu tenho tanta alegria adiada, abafada, quem dera gritar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar…”
(Trecho de “Quando o carnaval chegar”, de Chico Buarque)
Tá no samba, tá no blog
Postado por: Alcinéa Cavalcante em 12/01/10 as 3:25 pm
Paulo Rodrigues, colecionador de títulos do carnaval amapaense. Ë um dos mais talentosos carnavalescos do Amapá. Iniciou no samba ainda criança na ala de tamborins de Maracatu da Favela. Foi carnavalesco de Piratas Estilizados, Maracatu da Favela, Piratas da Batucada, entre outras escolas. Atualmente empresta seu talento ao Império do Povo, de Santana. Paulo Rodrigues é ex-presidente da Liga das Escolas de Samba. Esse sim, sabe fazer carnaval.
Confetes e serpentinas
Postado por: Alcinéa Cavalcante em 12/01/10 as 3:03 pm
Hoje todos os confetes e serpentinas são para o amigo Nivaldo Conceição, o Pitico, que está aniversariando e, com certeza, vai ser super paparicado pela comunidade carnavalesca.
Pitico – que já foi presidente do Maracatu da Favela e hoje faz parte do Conselho – revolucionou o carnaval amapaense em 2000.
Feliz aniversário, querido!
A revolta do Sapiranga
Postado por: Alcinéa Cavalcante em 12/01/10 as 2:55 pm
Raiva e tristeza
Milton Sapiranga Barbosa
Já contei aqui, que desde gi-ti-ti-to, sou adepto, ou melhor, fanático por uma pescaria de barranco. Também descrevi meu currículo, com informações sobre os igarapés, rios, lagos e lagoas por onde andei mostrando minha perícia com um caniço ou linha de mão, dando minhas fisgadas e fazendo grandes cambadas com as mais variadas qualidades de peixes, da pratinha ao apaiarí, do matupiri ao tucunaré, arraia, acará, jacundá, mafurá, jandiá aracú, etc, etc. No Currículo, elaborei, ficticiamente, onde fiz o jardim da infância, alfabetização inferior e superior, primeiro grau, segundo grau, até chegar a faculdade na Lagoa dos Índios, que entre todos os locais bons para pescar que freqüentei, era a minha maior paixão. Pois de suas águas límpidas consegui ajudar no sustento de casa, com fartura de peixes na mesa e alguns trocados nos bolsos, adquiridos das pequenas cambadas que vendia para as prostitutas que moravam na área do chapéu de palha e adjacências. Hoje, aquele que outrora fora um lugar piscoso, está morrendo. Tudo porque, quando a lagoa está cheia, pessoas vão ali fazer pic-nic, beber cachaça ou seja lá que tipo de bebida for e, depois, jogam tudo nas águas da Lagoa, transformando-a numa espécie de lixeira marinha.
No sábado, dia 9, pela manhã, em companhia dos irmãos Maia, Walter, Ruy e Paulo, voltei a Lagoa dos Índios e após breve parada e ver o estado em que a mesma se encontra, pedi para sairmos dali. Estava dominado pela Raiva e pela Tristeza. Raiva por saber que órgãos como Sema, Ibama, Polícia Ambiental, Partido Verde e Semam, que foram criados para cuidar do meio ambiente, fauna e flora, viraram as costas para aquela que deveria servir até como atração turística de nossa Macapá. Ali, garrafas de todos os tipos, latas, sacos plásticos, agora compõem a paisagem da Lagoa dos índios. As escadas que levam as suas águas viraram sanitário público.
Minha Tristeza foi por ver acará, traíra, piranha, matupiri, dente-de-cão e uéua, mortos, boiando nas águas da lagoa, porque algum ( miserável, desgraçado, fdp) ali despejou grande quantidade de óleo, que somado a pouca oxigenação no local, pelo efeito, do que chamamos de AIÚ, ( que deixa centenas de peixes nadando na flor d`água), vai impedir que muitos peixes cheguem ao período da desova, interrompendo o clico de vida, a continuação das espécies tão apreciadas, seja na mesa do pobre, do rico ou remediado, estejam, assadas, cozidas ou fritas. Claro, acompanhadas de limão e pimenta malagueta. à gosto.
Depois do que vi, da Raiva e da Tristeza que senti, só me resta rezar e pedir: PELO AMOR DE DEUS, HOMENS DO PODER, SALVEM A LAGOA DOS ÍNDIOS!
Causos da política
Postado por: Alcinéa Cavalcante em 12/01/10 as 12:00 pm
TARDE DEMAIS
Chega à Justiça Eleitoral a denúncia de que um candidato a deputado estadual estava comprando o voto dos eleitores com telhas, tijolos, madeiras e dentaduras.
O oficial de Justiça vai à casa do candidato, bate na porta e é atendido pela mãe do candidato, uma senhora já bastante idosa e muito simpática.
- Boa tarde!
- Boa tarde, meu filho!
- Minha senhora, eu sou oficial de Justiça e trago aqui uma intimação, pois foi denunciado que nesta casa estão doando tijolos, telhas, madeiras e até dentaduras.
- Sinto muito, meu filho, você chegou atrasado. Não tem mais nada. Acabou tudo ontem.
- A senhora não está entendendo, eu sou Oficial de Justiça…
- Mesmo assim eu não posso lhe dar nada. Já acabou. Se você tivesse vindo ontem…Agora só posso lhe dar um cafezinho. Aceita?
(Do livro Zero Voto, de Alcinéa Cavalcante e Rostan Martins)
Atenção, pré-candidatos a governador!
Postado por: Alcinéa Cavalcante em 12/01/10 as 1:32 am
É melhor reforçar logo o estoque de timbó, pois a trairagem vai ser muito grande este ano.
E já começou.
Um bom nome
Postado por: Alcinéa Cavalcante em 12/01/10 as 1:28 am
Adversário dos Capiberibes, o deputado Bala Rocha (PDT) reconhece que Camilo Capiberibe (PSB) é um bom nome para disputar o governo do Amapá e diz que se Camilo for candidato não terá dificuldades de passar para o segundo turno. “A outra vaga vai ser muito disputada entre Jorge Amanajás (PSDB), Pedro Paulo (PP) e Lucas Barreto (PTB)”, prevê Bala.
Camilo disse ao blog que a decisão de ser candidato ao governo depende de muitos fatores e pouco de sua vontade. “O que posso dizer é que acredito em alianças”.
Em pesquisa publicada mês passado no jornal Folha de S.Paulo, Camilo Capiberibe aparece em segundo lugar na preferência do eleitor, com 23% das intenções de voto. Em primeiro lugar está Lucas Barreto (PTB), com 29%.
Um Góes para Rei Momo
Postado por: Alcinéa Cavalcante em 12/01/10 as 12:15 am
Em qualquer cidade deste país cabe à Prefeitura realizar o concurso para escolha de Rei Momo. Só em Macapá é diferente.
A Liga das Escolas de Samba decidiu que não quer mais Sucuriju como Rei Momo e dentro de alguns dias estará escolhendo outro, mediante análise de currículo.
Dizem por aí que a presidência da Liga tomou a iniciativa de escolher o Rei com medo que a Prefeitura de Macapá faça um concurso “pra inglês ver” coroando um Góes para reinar no carnaval.
Sei não.
Mas que é estranha a forma como a Liesa está agindo, isso é.
Como eu já disse, em qualquer lugar desse país onde há carnaval, a responsabilidade pelo concurso é da Prefeitura.
E mais: análise de currículo é apenas uma das etapas.
Geralmente, são três etapas: a primeira é análise de currículo. Na segunda etapa os candidatos a Rei são submetidos a uma sabatina, onde responderão perguntas sobre a cultura e carnaval da cidade. Na última etapa, os candidatos fazem um desfile, onde são avaliados quesitos como ginga, simpatia, irreverência, expressão corporal, entre outros.
Não entendo porque o prefeito Roberto Góes está deixando a Liesa se apropriar de algo que é da Prefeitura. Ele sabe que é assim. Ele é do carnaval. Já foi vice-presidente da Liesa e presidente da escola de samba Jardim Felicidade, onde – diga-se de passagem – realizou um bom trabalho.
Escolha de Rei Momo não pode ser feita nas coxas. Só para vocês terem uma idéia, em 2008, em Salvador (BA), fizeram um concurso nas coxas e o Ministério Público determinou a anulação.
Na ação, o Ministério Público enfatizou que “o Rei Momo, assim como diversas manifestações populares do Carnaval, constitui-se em um patrimônio público de valor cultural e, por isso, jamais poder-se-ia admitir a sua manipulação por pessoa física ou jurídica desprovida de qualquer legitimidade para representar a vontade da coletividade.”
Vale lembrar: Rei Momo não é o Rei das Escolas de Samba. Ele é o Rei do Carnaval, daí que é muito estranho que só a Liga das Escolas de Samba tenha o direito de escolher. Né não?
Perguntar não atravessa o samba
O Rei Momo recebe a chave da cidade ou a chave da Liesa?
Quem entrega a chave da cidade para o Rei é o prefeito ou a presidência da Liesa?
O prefeito de Macapá é o Roberto Góes ou a Maria?
O que é bom se copia
Postado por: Alcinéa Cavalcante em 12/01/10 as 12:10 am
“Na Batida do Samba” era o nome de uma coluna sobre carnaval que eu e Rostan Martins assinavámos no jornal “Ana Express” e também assim era denominada a página de carnaval do “Fronteira”, um antigo jornal do qual meu pai, Alcy Araújo, era o editor-chefe e um dos sócios.
Eu, Rostan Martins e J.Ney levamos “Na Batida do Samba” para o rádio. Foi um dos melhores programas radiofônicos de carnaval.
Ontem, a Liga das Escolas de Samba estreou na Rádio Antena 1 um programa de carnaval.
Já adivinhou o nome? Pois é. É esse mesmo: Na Batida do Samba.
Diz um leitor deste blog que ou a Liesa está nos homenageando ou nos plagiando.