Alcinéa Cavalcante

Liberdade de expressão!
Macapá - Amapá

A minha cara

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 07/04/10 as 11:11 am

Olha o que recebi por e-mail:

Néa, vendo ontem o  DVD do Gonzaguina, lembrei das tuas lutas, aí pincei a letra
desta que é a tua cara. Publica  no Blog.

Pequena Memória Para Um Tempo Sem Memória
(Gonzaguinha)

Memória de um tempo onde lutar
Por seu direito
É um defeito que mata
São tantas lutas inglórias
São histórias que a história
Qualquer dia contará
De obscuros personagens
As passagens, as coragens
São sementes espalhadas nesse chão
De Juvenais e de Raimundos
Tantos Júlios de Santana
Uma crença num enorme coração
Dos humilhados e ofendidos
Explorados e oprimidos
Que tentaram encontrar a solução
São cruzes sem nomes, sem corpos, sem datas
Memória de um tempo onde lutar por seu direito
É um defeito que mata
E tantos são os homens por debaixo das manchetes
São braços esquecidos que fizeram os heróis
São forças, são suores que levantam as vedetes
Do teatro de revistas, que é o país de todos nós
São vozes que negaram liberdade concedida
Pois ela é bem mais sangue
Ela é bem mais vida
São vidas que alimentam nosso fogo da esperança
O grito da batalha
Quem espera, nunca alcança
Ê ê, quando o Sol nascer
É que eu quero ver quem se lembrará
Ê ê, quando amanhecer
É que eu quero ver quem recordará
Ê ê, não quero esquecer
Essa legião que se entregou por um novo dia
Ê eu quero é cantar essa mão tão calejada
Que nos deu tanta alegria
E vamos à luta.

Bom dia!

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 07/04/10 as 9:48 am

Vivo do ato de escrever
sobre tragédias
e espetáculos
sobre o candidato vitorioso
e o derrotado
sobre o deputado corrupto
e o governante que finge ser honesto
sobre a exportação da mandioca
e a importaçào da farinha
sobre a fome
e a riqueza
sobre o real
e o dólar.
Perdoa-me, Anjo,
não sobrou tempo
para escrever
um poema de amor.

(Alcinéa )

A guilhotina do Pinsonia

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 07/04/10 as 1:45 am

Esta máquina está em exposição no pátio da Biblioteca Pública Elcy Lacerda

Hoje é Dia do Jornalista

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 07/04/10 as 1:17 am

É sempre bom lembrar que:
“A ética deve acompanhar sempre o jornalismo, como o zumbido acompanha o besouro.” (Gabriel Garcia Marquez)

“O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.”
(Cláudio Abramo)

“O jornalista é um servidor público, não um político.” (James Linde)

“O bem mais precioso na vida de um jornalista não é o seu emprego, mas a sua credibilidade”
(Eugênio Bucci, in “Sobre Ética e Imprensa”, Editora Cia das Letras)

Ato público por melhorias no transporte coletivo é hoje às 15 horas

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 07/04/10 as 1:03 am

Estudantes amapaenses e diversos segmentos da sociedade local fazem ato público hoje, a partir das 15h na avenida FAB em frente a Prefeitura, reivindicando melhorias no transporte coletivo.
Se você é usuário dos transportes coletivos, sofre com os ônibus sucateados e fedorentos, chega atrasado no trabalho ou na escola porque os ônibus não param no ponto e estão sempre atrasados, você tem que participar deste ato.

ATO PÚBLICO POR MELHORIAS NO TRANSPORTE COLETIVO

Na  sexta-feira, dia 26, o Diretório Central dos Estudantes e Centros Acadêmicos da UNIFAP, juntamente com trabalhadores e diversos outros usuários do transporte público, foram às ruas pacificamente e obstruíram a Rodovia JK para que pudessem ser ouvidos em relação ao transporte público.

E também com o propósito de denunciar que desde sempre, no nosso estado, prefeitura e governo “unidos pelos empresários” vem aplicando sucessivos aumentos de tarifa muito acima da inflação e do reajuste salarial dos trabalhadores. Poucas empresas monopolizam o setor e fazem da população refém de sua ambição, elevando o preço e colocando nas ruas ônibus cada vez mais sucateados.

No dia 7, o movimento estudantil voltará às ruas juntamente com os diversos segmentos sociais e novamente chamar a atenção da sociedade para as seguintes problemáticas do transporte coletivo:

1. A condição do transporte público municipal, mas principalmente intermunicipal (Macapá-Santana) que é sentida na pele por seus usuários: ônibus sucateados, superlotação, tarifa abusiva, ônibus que não param nos pontos durante o período noturno e não possuem acessibilidade aos deficientes físicos.

2. A recente ameaça de reajuste da tarifa municipal (Macapá) anunciada pelo SETAP de R$1,95 para R$ 2,55, que indiscutivelmente é descarada, incoerente, e imoral!

Diante dessa injustiça, convidamos os estudantes secundaristas, universitários, trabalhadores, idosos, deficientes, associações de bairros, sindicatos, grêmios estudantis, DCE’s, enfim, todos os usuários e não usuários do transporte coletivo a marcarem presença no ATO PÚBLICO POR MELHORIAS NO TRANSPORTE COLETIVO!

Assinam: DCE’s: UNIFAP/UEAP/FAMA; CA’s: UNIFAP/UEAP; UNE; UBES; Grêmios Estudantis; Sindicatos: SINDUFAP; SINJAP; CONLUTAS; SINDISAUDE; FESPEAP; ADFAP; Mandato do Dep. Camilo; Ass. Moradores Brasil Novo

Crônica do Sapiranga

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 07/04/10 as 12:30 am

MEU BARBEIRO PREFERIDO
Milton Sapiranga Barbosa

Sempre que ouço alguém dizer que “a primeira vez nunca se esquece”, concordo em gênero, número e grau.
Essa certeza que a primeira vez é inesquecível,  ficou mais forte quando, ao chegar em casa, após cumprir a segunda jornada de trabalho do dia, encontrei o menino Vitor Gabriel, de  quatro anos, filho da Fernanda  e bisneto da dona Sabá e do saudoso amigo/irmão Delmivaldo Lacerda( Donga Lacerda ou Carudo para os mais chegados). Ele, o Vitor Gabriel, estava de cabelos cortados no estilo rapaz moderno e foi então que lembrei do meu primeiro barbeiro, o Sr. Jorge Modesto, que tinha seu salão com paredes de barro, alí no formigueiro, próximo da casa da mãe do Azevedo Costa, na av. General Gurjão.

Depois de ver aquele garotinho com os cabelos bem aparados, lembrei que na minha infância, até os 15 anos, o corte da molecada era no estilo Cascão, personagem de histórias infantis criado por Maurício de Souza. aquele que o Ronaldo Fenômeno usou na final da  Copa do Mundo de 2002,  um tufo de cabelos na parte frontal do cocoruto. Depois dos 15 anos o moleque já podia usar o corte estilo militar  e, só após completar 18 anos,  era que podia cortar aparadinho, junto as orelhas.  Daí pra frente foi uma enxurrada de lembranças, vi passar um filme com os barbeiros que conheci; Cardoso, Lacinho, Zezinho e seu irmão Tetê, Olinto, Maruim, Casaquinha, Holanda, Crispim e Alexandre. Todos eles, por mais de uma vez, derrubaram minha cabeleira pixaim, contudo, o meu barbeiro preferido foi, sem dúvida,  o Manoel do Carmo Xavier do Rosário, o Manoel Cametá, como era mais conhecido.

Ele chegou em Macapá, oriundo da terra dos Romualdos em 1952. Trabalhou por alguns anos na  ICOMI  como carpinteiro  e ao sair, usou parte da indenização para  alugar uma sala nas dependências do  bar do Alemão (Urca bar) e montar sua primeira barbearia, que era seu grande sonho, já que em Cametá já exercera a profissão de barbeiro com grande sucesso entre seus conterrâneos.

Seu Manoel Cametá, como todo jovem da época,  mostrava seus dotes de dançarino no salão do Pecó, no salão Rouxinol e nas sedes do Latitude Zero e do Trem e também nos dançarás da vida noturna macapaense, Merengue, Sobradinho, Lago dos Sonhos, etc…!  Por ser pé de valsa e bom de papo, conquistou a jovem Zaíra, tida como um das moças mais bonitas do bairro do Trem e  que mais tarde viria ser sua esposa cumprindo a risca a frase dita em cerimônia de casamento; “até que a morte os separe”.

Manoel Cametá trabalhou no salão do Carioca, na barbearia do Hotel Macapá, até que, já no bairro da Favela, onde fixou residência, inaugurou o  SALÃO NATAL, que tornou-se um dos mais famosos e procurados de Macapá.  Seu Manoel atraia o público masculino ( depois até feminino) por sua categoria como barbeiro,  por ser bom de conversa e contador de causos e piadas como poucos. Também era um gozador de primeira linha e o seu conterrâneo Bené, era quem mais sofria, por conta de ter pronunciado Nirce, quando o nome de sua esposa era Nilce. Ele se gabava que era bom jogador de dama, mas não conseguia vencer do seu Bezerra e do vigiense Lacinho. Ganhava sempre do Sapiranga, que não jogava nada.  Manoel do Carmo Xavier do Rosário, meu amigo, meu vizinho e meu barbeiro preferido, morreu no dia 18 de abril de 2009, após já ter sofrido dois derrames. O  filho Carlitos, a pedido do pai, continua mantendo abertas as portas do SALÃO NATAL, que seu Manoel Cametá tanto amou, fez muitos amigos e admiradores de  sua arte com a navalha e a tesoura.

Exposição fotográfica

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 07/04/10 as 12:03 am

Tradições da cultura Quilombola no país

Após visitar mais de 15 cidades brasileiras, chega a Macapá a exposição Quilombolas – Tradições e Cultura da Resistência, amanhã, 8 , no Museu Fortaleza de São José de Macapá.

O registro fotográfico, inédito, realizado pelo fotógrafo documentarista André Cypriano em negativo convencional preto-e-branco tratado digitalmente, é resultado da pesquisa de campo em 11 comunidades negras remanescentes dos quilombos no Brasil, incluindo o Quilombo de Curiaú, localizado a oito quilômetros de Macapá, com cerca de 360 famílias.  Foi nesta região que chegaram, em 1751, os primeiros negros escravos trazidos por famílias do RJ, PE, BA e MA e muitos vindos da Guiné. A herança africana é preservada por meio de festas religiosas, como a tradicional festa de São Joaquim, escolhido pelos antigos escravos como padroeiro do local. Durante dez dias no mês de agosto as comunidades reúnem-se para cantar sob a benção católica, as ladainhas caindo, pouco depois, no ritmo quente do batuque e do marabaixo tocado em tambores chamados de macacos, feitos do tronco de macacaueiro e forrado com o couro de animais.

A mostra pretende divulgar a realidade das comunidades quilombolas brasileiras e incentivar o diálogo entre as comunidades afrodescendentes de cada região do país por onde passa, dando-lhes visibilidade e enfatizando as questões sociais, culturais, reconhecimento e participação social.

A exposição, que em Macapá tem o patrocínio da Petrobras, é composta por 27 fotografias em preto-e-branco, no formato 50 cm x 75 cm; sete fotografias panorâmicas, no formato 40 cm x 110 cm, seis fotografias em preto-e-branco 30 x 40 cm, dois mapas, cinco painéis de textos e legendas.

A mostra que se iniciou em 2007, foi concebida inicialmente para poucas cidades. No entanto, devido ao interesse de público e órgãos institucionais de cultura, a mostra já circulou por 15 cidades brasileiras e seis cidades da América Latina – Assunção, Buenos Aires, Montevidéu, La Paz, Lima e Bogotá.

A curadoria da exposição é de Denise Carvalho, produtora cultural e diretora da Aori Produções Culturais, empresa realizadora do projeto. O material original faz parte do livro Quilombolas – Tradições e cultura da resistência, com fotografias de André Cypriano e pesquisa de Rafael Sanzio Araújo dos Anjos.

ANDRÉ CYPRIANO- Nasceu no ano de 1964, em São Paulo. Em 1990, um ano após a sua mudança para os Estados Unidos, André começou a estudar fotografia em São Francisco. Desde então tem completado vários projetos que têm sido expostos em galerias e museus no Brasil, na Europa e nos EUA. Como parte de um projeto de longo prazo, começou a documentar estilos de vida tradicionais e práticas de sociedades em lugares menos conhecidos nos remotos cantos do mundo. Cypriano fotografou o povo de Nias, na costa oeste da Sumatra (Nias: pulando pedras), práticas de rituais em Bali (Bali: uma busca espiritual). Seus documentários fotográficos têm sido usados em seminários educativos. Atualmente, ele trabalha como fotógrafo freelancer em Nova York e Rio de Janeiro, dando continuidade a seus projetos sociais e culturais, um deles é a exposição Quilombolas – Tradições e Cultura da Resistência.

SERVIÇO:

Exposição Quilombolas – Tradições e Cultura da Resistência
Local:
Museu Fortaleza de São José de Macapá
Abertura:
8 de abril de 2010, às 16h
Visitação:
De 9 de abril a 9 de maio de 2010
De terça a domingo, das 9h às 18h
Entrada Gratuita

(Texto: Assessoria de Imprensa – Baobá Comunicação, Cultura e Conteúdo)