Alcinéa Cavalcante

Liberdade de expressão!
Macapá - Amapá

Dia: 4 de junho de 2010

Chá das cinco

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 04/06/10 as 5:00 pm

GATOS EM AZUL
Isnard Lima

Há uma decoração estranha
no bar em que bebo:
Onze gatos
Mostrando o pulo azul
De um
Ágil Gato Azul
Tu pulas
Inexistente
Diferente
Azul
Fazes pensar
Que no meu bar
Há um estranho
Mais do que estranho
Que um estranho
Dentro do bar

Poeta, escritor, advogado e boêmio, Isnard Brandão Lima Filho, meu compadre, nasceu em Manaus em 1º de novembro de 1941 e veio para Macapá em 1949. Publicou dois livros: Rosas para a Madrugada (poemas, 1968) e Malabar Azul (crônicas, 1995). Morreu em 11 de julho de 2002 deixando inacabado um livro de memórias e pronta para a publicação a coletânea poética Seiva da Energia Radiante.

Oiapoque pede socorro

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 04/06/10 as 2:29 pm

Recebi, com pedido de publicação, este e-mail de um morador do Oiapoque:

“Moro no Oiapoque e queria lhe relatar uma situação que se arrasta por muito tempo.
É a situação das crianças e adolescentes em Oiapoque que a cada dia vai de mal a pior.
Toda sociedade tem assistido crianças e adolescentes na prostituição, em jogos, em bebidas alcoolicas, etc.
Essa situação é presenciada na praça, em bares e restaurantes de nossa cidade.
Presenciamos crianças e adolescentes, com uniforme escolar, pasme, até altas horas da noite nesses locais, inclusive ingerindo bebida alcoolica.
Sempre estamos cobrando de nossa autoridade do judiciário e nada tem sido feito.
O conselho tutelar não age porque não tem apoio do judiciário.
E assim vemos nossa infância de Oiapoque se perdendo.
No mês de maio, o juiz Heraldo Nascimento veio pra cá passar uns dias e depois de uma conversa com a imprensa e com o conselho tutelar e também depois de uma visita a esses locais acima citados, resolveu baixar uma portaria para delimitar horário para que menores estejam na rua.
Estavamos divulgando a portaria e toda sociedade estava muito alegre com tal atitude que iria moralizar nossa cidade pois já fomos até notícia nacional por causa da prostituição, já que, segundo nosso prefeito, a prostituição aqui é uma instituição nacional.
Quando o juiz Grote voltou, ele simplesmente mandou recolher a portaria e segundo soubemos, tudo voltou a estaca zero.
A portaria, tive ela em minhas mãos, não tinha nada demais, apenas regulava horários para que menores estivessem em bares e boates.
Queria pedir que as autoridades da Justiça do Amapá tomassem providências.
Que esse meu apelo chegasse às mãos do corregedor da justiça e do ministério publico pois não aguentamos mais essa situação em Oiapoque.
Que esse apelo chegasse ao Conselho da Justiça.
A infância do Amapá clama por socorro!
O Oiapoque clama por socorro!
UM CIDADÃO INDIGNADO”

Você teve um carrinho assim?

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 04/06/10 as 10:47 am

Se você teve um carrinho assim, movido à corda, conta aí na caixinha de comentários.
O escritor Ademir Pedrosa teve.