Alcinéa Cavalcante

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Macapá - Amapá

Pra você

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 17/09/10 as 5:50 pm

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Postado por: Alcinéa Cavalcante em 17/09/10 as 10:51 am

Veja o que escrevi em maio de 2007 no meu antigo blog

“sábado, 5 de maio de 2007

Estranho, muito estranho

Sarney está em Macapá.
Hão de perguntar:
E daí? O que é que tem de estranho nisso?
Tudo.

Sarney vem raramente ao Amapá. Só vem quando há um grande acontecimento, uma grande inauguração. E não houve nada disso ontem, nem tem nada marcado para este sábado.
Daí se estranhar essa visita, aparentemente sem motivo, ao Amapá.
Mais estranho ainda: um juiz federal e um delegado da Polícia Federal estiveram no começo da noite na casa de Sarney. Os dois não fazem parte do rol de amigos, correligionários ou puxa-saco do senador e, pelo que sei, esta foi a primeira vez que estiveram na casa de Sarney.
Coincidência: está em Macapá o procurador-geral da República, Antonio Fernando. Uns dizem que ele veio pra tratar de assuntos internos do Ministério Público Federal, outros juram que veio para tratar de assuntos relacionados ao roubo de verbas federais que deveriam ser usadas na compra de remédios. Por conta desse roubo, gente indicada pelo PMDB para cargos na administração estadual foi presa pela Polícia Federal em março, na Operação Antídoto, entre eles dois ex-secretários de Saúde. E deputados federais são citados em vários depoimentos como participantes do esquema que surrupiou cerca de R$ 40 milhões da saúde pública. Até o governador Waldez Góes – que fez campanha casadinha com Sarney – é citado em depoimento como tendo sido favorecido pelo esquema com verbas para a campanha.
Outra coincidência: na quinta-feira técnicos da Controladoria Geral da União (CGU) participaram de uma longa reunião com delegados da Polícia Federal em Macapá e especula-se que uma grande bomba está prestes a estourar.
Portanto, como dizia um velho jornalista, há alguma coisa no ar que não é avião de carreira.

Postado por Alcinéa Cavalcante às 12:06 AM”

(O meu velho blog ainda está no ar. O link deste post é http://alcinea-cavalcante.blogspot.com/2007/05/estranho-muito-estranho.html)

Cerca de um mês após esta reunião, o delegado da Polícia Federal Aldo Alves Ferreira foi nomeado secretário de Estado da Justiça e Segurança Pública, do governo Waldez Góes.
Na sexta-feira, 10, ele foi preso na Operação Mãos Limpas.

O Amapá na mídia nacional

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 17/09/10 as 10:41 am

O Estado de S.Paulo
Pivô do escândalo foi indicado por Sarney

Felipe Recondo / BRASÍLIA – O Estado de S.Paulo

A nomeação de Aldo Ferreira foi, segundo o depoimento, realizada em pagamento a um favor prestado ao então governador do Amapá, Waldez Góes (PDT). O secretário foi preso na última sexta-feira durante a Operação Mãos Limpas ao desembarcar em Brasília. Em seu gabinete, em Macapá, policiais apreenderam duas malas com R$ 540 mil em espécie. As investigações encontraram indícios de fraudes em licitação em contratos firmados pela secretaria.

O assessor jurídico da secretaria, Luiz Mário Araújo de Lima, ouvido logo no início das investigações, relatou ter sido informado que a escolha de Aldo Ferreira foi decidida em reunião entre Sarney, o senador Gilvam Borges (PMDB) e a deputada Fátima Pelaes (PMDB). Conforme o depoimento, Aldo Ferreira teria exigido o cargo como pagamento por um favor a Waldez Góes e sua mulher, Marília Góes.

Aldo Ferreira teria eliminado de uma investigação da Polícia Federal qualquer menção sobre a participação de Góes e Marília num esquema de fraudes na compra de medicamentos e materiais médicos, descoberto em 2007. Naquela época, Aldo Ferreira estava na Superintendência da Polícia Federal no Estado. As investigações levaram à prisão de dois ex-secretários de Saúde, deputados e empresários.

Na reunião no gabinete de Sarney, conforme o depoimento de Lima, Gilvam Borges teria se posicionado contra a escolha do secretário “por entender que a exigência de Aldo era demasiada”. Sarney teria advertido o senador. “Sarney o admoestou dizendo que quem estava precisando de favor eram eles e não Aldo”, disse o assessor jurídico. Aldo teria sido nomeado secretário nessa mesma reunião.

Sarney é ainda apontado como suspeito de ordenar a contratação de um helicóptero para o Grupo Tático Aéreo (GTA), contrato que o assessor jurídico afirma ser “absurdo” e fraudulento. O gasto com o aluguel do helicóptero chega a R$ 300 mil mensais, incluindo despesas pagas pelo Estado como combustível e salário dos pilotos. No depoimento, Lima afirmou que “Aldo não tem influência sob o contrato do helicóptero GTA” e que acredita que o caso seria “diretamente” com Sarney.

Outro lado. Por meio de sua assessoria, Sarney negou que tenha se reunido com o grupo de parlamentares para discutir a nomeação de Aldo para a Secretaria de Justiça e Segurança Pública do Amapá. “Essa reunião nunca existiu”, informou. “O presidente não interferiu ou influiu na escolha do referido secretário ou de qualquer outro secretário de Estado do Amapá.” O senador também negou influência na indicação da empresa que aluga o helicóptero para o GTA.

TRECHOS DO DEPOIMENTO DE LUIZ MÁRIO ARAÚJO DE LIMA À PF

“Que Aldo teria assumido a secretaria alguns meses antes, 4 ou 5 meses; que soube através de terceiros que o secretário Aldo teria assumido o cargo em decorrência de favor prestado quando atuante da Superintendência da Polícia Federal do Amapá ao governador Valdez Goes e sua esposa Marília; que segundo relato no decorrer de uma investigação da Polícia Federal Valdez e Marília teriam sido observados recebendo dinheiro decorrente de mude nas licitações e contratos; que consta que Bispo teria sido chamado a Brasília pela deputada federal Fátima Pelaes para uma conversa que teria ocorrido no gabinete do senador José Sarney; que no gabinete estariam presentes os senadores José Sarney, Gilvam Borges, a deputada Fátima e Bispo, e numa sala ao lado estaria o governador Valdez Góes; que na reunião foi discutida a exigência feita por Aldo de assumir a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Amapá, e isso, sem interferências políticas externas; que o senador Gilvam teria sido contra por entender que a exigência de Aldo era demasiada, sendo que o senador Sarney o admoestou dizendo que quem estava precisando de favor eram eles e não Aldo; que nessa reunião, então, foi confirmado que Aldo assumiria a Sejusp.”

“Que outra fraude que acredita ocorrer é referente à contratação de helicóptero para o Grupo Tático Aéreo, pois o contrato é absurdo, além do que o Estado é responsável pelo combustível, pelo salário dos pilotos e horas extras voadas; que chega a R$ 300.000 mensais o gasto com o helicóptero; que a indicação para a contratação da empresa que fornece o helicóptero teria partido do senador José Sarney; que a exemplo do contrato de alimentação do Iapen o secretario Aldo não tem influência sobre o contrato do helicóptero; que acredita que isso seja diretamente com o senador José Sarney.”

Amante do governador foi peça chave para chegar aos envolvidos
Bruno Paes Manso – O Estado de S.Paulo

Por ser governador de Estado, ter sido vice e secretário estadual da Saúde nos últimos oito anos de governo, Pedro Paulo Dias (PP) tinha foro privilegiado, o que dificultava o acesso a seus segredos. Apesar das suspeitas, Pedro Paulo não podia ter o telefone grampeado. Mas havia a jovem Lívia Bruna Gato de Melo, pouco mais de 20 anos, amante do governador e servidora da Secretaria de Estado da Saúde. Foi quando a Polícia Federal percebeu que tinha nas mãos um grande trunfo.

Desde o ano passado, com autorização da Justiça, o telefone dela passou a ser monitorado pela PF em conversas que orientaram investigações, ajudaram a compreender quem é quem no esquema e a confirmar suspeitas sobre crimes que vinham sendo cometidos pelo grupo contra o Estado. Além de a amante ter papel importante no pagamento das supostas propinas, o telefone de Lívia era usado pelo governador, casado e pai de dois filhos, para falar sobre eventuais negociatas.

Pelas interceptações, foi possível saber que a Secretaria da Saúde estava sem dinheiro para pagamentos de contratos, compra de material e até para o salário dos servidores. Foi também pelo telefone de Lívia que o núcleo de inteligência da PF descobriu que, apesar da falta de verba na pasta, o casal fazia viagens de lazer a Belém com dinheiro da secretaria. Nas conversas, os dois combinam ir à Praia de Salinas dizendo que iam tratar de assuntos em São Paulo.

Passagem. Em outro diálogo, quem pede à moça passagem para Cuiabá (MT) é o irmão do governador, o ex-deputado estadual Benedito Dias, indiciado em 2007 pela PF na Operação Sanguessuga. Uma mão lavava a outra. O irmão do governador não deixava de retribuir os favores da amante do governador. Mesmo que fosse à base dos bons conselhos. Em uma escuta, em conversa com a colega de pasta, Gracinete, Lívia conta que Benedito Dias sugeriu a ela que saísse do Amapá. O motivo era um dossiê que vinha sendo preparado pela mulher de Pedro Paulo (que ela apelidou de Barbie) e que seria entregue aos adversários políticos se o caso extraconjugal prosperasse.

A amante pondera com a colega que Benedito garantiu a ela que ficasse tranquila porque o salário de servidora da Saúde continuaria pingando na conta mensalmente. Para arrematar a conversa, as duas confidentes ainda comentam sobre um contrato irregular na Secretaria da Saúde de mais de R$ 1 milhão.

Descuidada, ela acabou orientando os policiais a prestarem atenção em outro suspeito, assessor informal do governador, responsável por fazer os pagamentos nos bancos pela Saúde. “Cadê o doutor?”, pergunta o funcionário a Lívia. “Ele está doido atrás de ti. Tem um depósito de R$ 20 mil para fazer agora”, ela responde. O funcionário percebe que era perigoso dar continuidade à conversa.

“Tá ficando doida?”, ele pergunta. “Desculpa”, ela fala e depois cai no riso.

As conversas também permitiram testemunhar um governador em plena fase de enriquecimento. O casal conversava sobre os novos investimentos do político. Pedro Paulo diz ao telefone que se atrasou porque teve que ir à sua fazenda no Oiapoque. O governador lamenta que a criação de búfalos não estava se adaptando ao sal que ele vinha usando.

Folha de S.Paulo
Mensalão do ex-governador era de 500 mil

Depoimentos dados à Polícia Federal indicam que o ex-governador do Amapá Waldez Góes (PDT), candidato ao Senado, recebia uma propina de R$ 500 mil mensais para manter um contrato de fornecimento de alimentos aos presos do Estado, informa reportagem de João Carlos Magalhães, publicada nesta sexta-feira pela Folha (íntegra  disponível para assinantes do jornal e do UOL).

Segundo a reportagem, o assessor jurídico da Secretaria da Segurança Pública do Amapá Luiz Mário Araújo de Lima cooperou com a PF nas investigações da Operação Mãos Limpas. Os depoimentos, de novembro de 2009 e maio deste ano, foram obtidos pela Folha.

As apurações da PF apontaram para um suposto esquema de desvios de recursos públicos no Estado. Na semana passada, 18 pessoas foram presas –entre elas, Góes e Pedro Paulo Dias (PP), atual governador, que continuam detidos em Brasília.

Nas palavras do assessor, a fraude no Iapen (Instituto de Administração Penitenciária do Estado) era “orquestrada” por Góes, sua mulher, Marília, pelo deputado federal Evandro Milhomen (PC do B) e por Francisco Odilon Filho, empresário e dono da Mecon, que fornece as marmitas para os presos.

Em novembro, Lima disse que “teve conhecimento de fraude” e que os recursos “desviados do contrato seriam direcionados a Góes”, que “receberia em torno de R$ 500 mil mensais”. Ele pediu para ser beneficiado pelo recurso de delação premiada –possibilidade jurídica de um envolvido em crimes ter sua pena amenizada em troca de colaboração.

Lima afirmou que era pressionado e coagido pelo secretário da Segurança, Aldo Ferreira, para fazer “alterações que entendia ilegais em pareceres jurídicos” para “regularizar licitações e contratos”. Se não as fizesse, disse, perderia o emprego. Ferreira, segundo Lima, foi uma indicação do senador José Sarney (PMDB-AP).

OUTRO LADO

Sarney, por meio de nota da sua assessoria, negou que tenha interferido na escolha do secretário da Justiça e da Segurança Pública do Amapá ou de qualquer outro secretário do Estado.
Segundo a nota, o presidente do Senado também negou que tenha se reunido com políticos do Amapá para discutir a indicação do delegado para o cargo.
Leia a reportagem completa na Folha desta sexta-feira, que já está nas bancas.

(Leitor do blog pode nos ajudar a postar as matérias sobre o Amapá que estão saindo hoje na mídia nacional. Deixem o link na caixa de comentários que depois venho colocar na página principal. Vou ali distribuir mais flores pela paz no trânsito e por um mundo melhor. Aliás, o Amapá está precisando muito. Volto daqui a pouco)

Messiânicos distribuem hoje cem mil flores em Macapá

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 17/09/10 as 3:42 am

Como eu contei ontem pra vocês, hoje os messiânicos vão distribuir cem mil shorinkas em Macapá pela paz no trânsito e por um mundo melhor.
Os messiânicos se reuniram em grupos em várias casas para confeção dos mini arranjos.
Na minha casa fizemos 500.
Na Igreja Messiânica aprendemos que tudo deve começar e terminar com oração. E assim fazemos. Às 18h15 eu, meu marido e os amigos Osvaldo Simões e Glória Araújo fizemos nossa oração diante do altar e logo em seguida fomos para a área começar nossa dedicação com muita alegria e amor, movidos pelo imenso  desejo de fazer nossos semelhantes felizes.

O começo: retirar os vasinhos da embalagem e colocá-los na mesa. Na foto, Glória e Osvaldo

As flores compramos em super mercado e também colhemos no meu jardim e no jardim da casa da minha irmã Alcilene. Usamos galhinhos de icsória do meu jardim e do jasminzeiro da Alcilene.
Vasinhos tirados da embalagem, o segundo passo é colocar neles a esponja floral umedecida, onde a flor e o ramo de folhas serão fixados. A esponja é cortada em pequenos cubos (pra ganhar tempo fizemos isso na véspera).
Ok?
Agora  começamos a lavar a folhagem, cortar os galhos da flores e a folhagem na medida certa,  e montar as shorinkas. Mas atenção: as flores e folhagem tem que ser cortadas com delicadeza, manuseadas com afeto. Não podemos magoá-las, fazê-las sofrer. E vamos fixando-as no cubinho de esponja -que já está dentro do vaso.

Meu marido, eu e Glória

Fazemos isso pedindo a Deus e a Meishu-Sama (fundador da Igreja Messiânica)  pela paz no trânsito, por um mundo melhor e que esta shorinka seja um instrumento que levará felicidade para a pessoa que recebê-la.

Soeiro, Glória e Osvaldo

E assim desejando a felicidade do próximo, uma grande paz nos invade e também nos faz feliz. Meishu-Sama  nos ensina que para ser feliz primeiro devemos tornar felizes os nossos semelhantes.

Por volta das 21h meu filho chegou trazendo lanche para nós. Então, uma pausa para lanchar. Logo depois, chegaram a Marivalda Simões, o Rostan Martins e sua amada Vitória e também fizeram shorinkas.
Stefanny e Marco Antônio passaram rapidinho. Tinham compromisso e não puderam ficar.
Meu cunhado Dias também veio, mas não demorou. Alcilene não veio. Está gripada por isso ficou em casa repousando.

Já passava de uma hora da madrugada quando terminamos nossas 500 shorinkas. E como tudo termina com oração, fomos diante do altar rezar e agradecer a Deus por termos cumprido esta etapa da nossa dedicação, pela paz, pela alegria e leveza que estamos sentindo.

Logo mais estaremos reunidos de novo. Às 8 horas faremos uma oração pedindo a Deus que dê felicidade e paz às pessoas que receberem as shorinkas. Depois da oração sairemos para distribuí-las na vizinhança, nas esquinas e para onde mais nossos corações nos levarem.
Hoje em todos os pontos da cidade haverá flores. São cem mil.
Se alguém hoje bater à sua porta ou lhe parar em alguma lugar e lhe oferecer uma flor, aceite-a com carinho.
É uma flor de luz. Foi feita especialmente para você, para lhe dar alegria e paz.  Então, aproveite o dia para também fazer alguém feliz, pratique pelo menos uma pequena ação altruísta no dia de hoje e ajude a construir um mundo melhor.