Alcinéa Cavalcante

Liberdade de expressão!
Macapá - Amapá

Ela canta e encanta

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 07/11/10 as 3:03 pm

A amapaense Gilcilene Oliveira fez bonito na terceira edição Festival Sesi Música.

A representante do Amapá ganhou o troféu de “Melhor Intérprete” do festival, do qual participaram mais de 1500 trabalhadores da indústria.

A finalíssima aconteceu sexta-feira no SesiMinas, em Belo Horizonte.

Gilcilene foi patrocinada pela Anglo American- que  foi uma das vinte e seis empresas homenageadas pelo Sesi por investir na participação dos trabalhadores em projetos culturais e estimular o talento dos empregados.

E porque hoje é domingo

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 07/11/10 as 12:25 am

É dia de passear pelo interior do Amapá, curtir a natureza, tomar um banho bem gostoso nos igarapés, lagos,  rios de águas límpidas ou cachoeiras, deixando a correnteza levar qualquer tristeza.

Cachoeira Grande. Foto: Edgar Torres

Hidrelétrica de Ferreira Gomes – MPE e MPF ajuizam ação contra a Alupar

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 07/11/10 as 12:19 am

Texto: Assessoria de Comunicação do MPE

Os Ministérios Públicos Federal e Estadual no Amapá ajuizaram ação civil pública contra a Alupar – empresa que venceu o leilão para a construção da usina Hidrelétrica de Ferreira Gomes, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o Instituto de Meio Ambiente e Reordenamento Territorial (Imap) e a Secretaria de Meio Ambiente do Estado do Amapá (Sema). Os MPs solicitam a suspensão das licenças prévia e de instalação e dos efeitos do leilão que elegeu a empresa vencedora. A ACP foi protocolada na Justiça Federal na última quinta-feira, 4 de novembro.

As instituições declaram na ação que o estudo de impacto ambiental não torna clara ou desconsidera uma possível influência da hidrelétrica no fenômeno da Pororoca – encontro das águas do rio e do oceano. Além disso, restringe a análise dos impactos ambientais ao baixo curso do Rio Araguari,  onde está localizada a unidade de conservação do Lago do Piratuba – única reserva biológica federal no estado”.

O Ministério Público Federal no Amapá (MPF/AP) verificou irregularidades no processo de licenciamento. “O Ministério Público Federal entende que a proximidade do leilão teve influxo na aprovação tão rápida. No entanto, essa licença de instalação concedida de modo prévio é flagrantemente irregular”, declarou o procurador da República Antonio Carlos Marques Cardoso.

Audiências
As comunidades de Macapá, Ferreira Gomes e Porto Grande participaram das audiências públicas realizadas no início deste ano. Contudo, os Ministérios Públicos sustentam que nessas ocasiões não houve esclarecimento adequado à população sobre os danos ambientais e sociais que serão causados pela usina. “Em eventos desta natureza, a comunidade tem que ser comunicada de todos os passos”, declarou a promotora de Justiça Ivana Cei. Ela garantiu ainda que as as instituições não são contra o desenvolvimento, porém, destacou a necessidade de cautela para atingir este objetivo.

Os municípios onde houve audiência pública não serão os únicos atingidos pela construção da hidrelétrica. A expansão do estudo de impacto ambiental, pedida no processo, deve atender à comunidade de Cutias do Araguari. A população do município demonstrou preocupação com as consequências do novo empreendimento quando tentou ser ouvida, mas não obteve sucesso.

O procurador da República Antonio Carlos Marques Cardoso destaca que “os Ministérios Públicos querem o cumprimento da legislação constitucional e infraconstitucional que rege a matéria, apenas isso”. Para tanto, é necessário que o estudo aponte todos os prejuízos ambientais e sociais que a construção da usina provocará às populações envolvidas, entre elas a de Cutias do Araguari.

Impactos
A construção da usina provocará impactos sociais e danos irreversíveis ao meio ambiente. O relatório de impacto ambiental (RIMA) elaborado pela empresa Ecotumucumaque revela que durante a etapa de implantação da hidrelétrica haverá, entre outros impactos, alteração da paisagem local, supressão de vegetação, aumento de doenças e alteração do modo de vida dos ribeirinhos.

O RIMA informa ainda que o empreendimento resultará no aumento populacional da região. O estudo estima que a população terá um crescimento de 22% durante a fase de implantação da usina. O que, por sua vez, deve contribuir para o aumento da violência.

Artigo dominical

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 07/11/10 as 12:14 am

O boi voador

Dom Pedro José Conti, bispo de Macapá

Certo dia dois frades brincalhões quiseram caçoar de São Tomás de Aquino e o chamaram para ver um boi voando. São Tomás saiu no quintal e ficou olhando para cima, procurando onde estava o boi voador. Enquanto isso, os dois frades riam à beça. Quando acabaram de rir, São Tomás ainda estava procurando ver o boi voando, sem se preocupar com as risadas deles. Os dois, então, perguntaram-lhe: – Frei Tomás, o senhor acreditou mesmo que um boi poderia voar?

– Ele respondeu calmamente: – Meus filhos, é mais fácil eu acreditar que um boi esteja voando do que os meus confrades estejam mentindo.

Claro que não somos obrigados a dar fé a todas as anedotas que se contam sobre as aventuras e as ingenuidades dos santos e das santas, sobretudo quando se tornaram famosos. Contudo faz bem para nós imaginar os santos e as santas um pouco, ou muito, diferentes de nós.

Basta fazer a lista de algumas bem-aventuranças do Evangelho. Começando pela pobreza. Nós sonhamos e nos preocupamos com tantas coisas materiais e eles, muitas vezes, renunciaram a tudo, ou se tiveram que administrar bens o fizeram com todo o despojamento e o desinteresse pessoal possível. Se falarmos em humildade, simplicidade e mansidão, muitos santos e santas foram campeões dessas virtudes: viveram vidas inteiras no anonimato, exercendo trabalhos humildes, buscando sempre o último lugar. Se por alguma razão ficaram famosos, na maioria dos casos, aquilo que chamaríamos “sucesso” era para eles mais um peso a ser carregado do que uma satisfação do próprio orgulho. Se algum santo ou alguma santa perdeu a paciência, foi contra coisas ou idéias erradas – alguns levantaram a voz, é verdade – foi para corrigir, implorar justiça, pedir a conversão das pessoas e das estruturas do seu tempo. Outros  clamaram pela paz, pelo fim das guerras, da miséria, da fome e da escravidão; derramaram o seu sangue acreditando mais na recompensa divina do que nas promessas dos seus perseguidores. Por fim, tantos santos e santas deram voz a um clamor silencioso feito de orações e de cânticos, no recolhimento dos mosteiros e na solidão dos eremitérios.

Os séculos passaram, mas a Igreja continua a declarar algumas pessoas santas, propondo a vida delas como modelo para os homens e as mulheres de todos os tempos. As apresenta como campeões que deveriam suscitar nos cristãos o desejo de serem imitados. Pessoas capazes de despertar em outras a vontade de gastar a própria vida para continuar as suas obra, para seguir o seu exemplo, doando tempo, inteligência e saúde, para uma grande causa, a maior de todas: o Reino de Deus.

Como educadores, pais, e sociedade em geral, devemos nos perguntar quais são os modelos de vida que apresentamos às crianças e aos jovens de hoje para que aprendam a dar um sentido grande e bonito às suas existências. Os pais de São Tomás Moro, como ele mesmo conta, queriam que ele se tornasse “grande”, isto é, crescesse bem, por isso o colocaram, desde criança, para servir como pajem em uma casa de pessoas consideradas “grandes” pela nobreza de ânimo, bondade, virtudes cristãs. Se os exemplos são mesquinhos, só podemos esperar resultados mesquinhos. Precisamos tomar coragem e apresentar à juventude pessoas que consideramos de valor, não simplesmente pelo sucesso humano, por causa do lugar que ocupam ou pelo dinheiro que ganham, mas, muito mais, por suas qualidades humanas e vivência cristã. Infelizmente, também entre nós, cristãos adultos, falamos mais dos defeitos dos outros do que das suas qualidades. Temos dificuldade de reconhecer a generosidade das pessoas, a dedicação, o esforço. Se como pais e adultos falamos mal da nossa comunidade, da nossa paróquia, com certeza não ajudamos os mais novos a querer se entrosar com os colegas da Igreja. Assim também fica difícil despertar vocações sacerdotais, religiosas e missionárias, se falamos mal de bispos, padres e freiras, ou se os únicos padres que prestam para nós são aqueles que passam, bem longe, na televisão, esbanjando charme, com pouse de estrelas. A honestidade e a sinceridade pedem que para os defeitos dos irmãos se recorra à correção fraterna; e para as virtudes se faça conhecer o exemplo deles, com alegria e entusiasmo. Tudo por amor à verdade, sem bajulação e exaltações inúteis, simplesmente felizes pelo bem realizado.