Alcinéa Cavalcante

Liberdade de expressão!
Macapá - Amapá

Do site do Corrêa

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 20/11/10 as 11:28 pm

Randolfe, Camilo e Sarney
Corrêa Neto, na coluna Geléia Geral

O senador Randolfe Rodrigues, eleito com 203.259 votos, a maior votação jamais dada a um candidato em eleições no Amapá, sofreu ataques duríssimos na semana passada, por ter tido a “ousadia” de se encontrar com o senador José Sarney, que é presidente do Senado Federal, no gabinete deste, em Brasília.  Sarney, eleito senador pelo Amapá, é um político decadente, caminhando para o ostracismo, onde estaria desde quando terminou sua desastrosa passagem pela Presidência da República, não tivesse sido resgatado do limbo por políticos amapaenses, que junto com ele iniciaram aqui a construção de um projeto político semelhante ao que levou o Maranhão à condição de pior Estado do Brasil. Sarney é um político fora de moda, faz tempo, mas é o presidente do Senado, tem poder e, principalmente, é portador de um mandato que lhe foi dado pelo povo do Amapá, daí ser fácil, para qualquer pessoa medianamente inteligente deduzir que o encontro se deu em função das posições que ocupam, e da discussão de questões que interessam ao Estado.

Apesar disso, frequentadores de sites e blogs da Internet, e do Twitter despejaram mensagens, algumas beirando a insanidade, apontando subserviência no encontro de Randolfe e Sarney.

Depois desse vendaval de intolerância, o tempo acabou por mostrar que é o senhor da razão.

No meio da semana que está chegando ao fim, o governador eleito do Amapá, Camilo Capiberibe, anunciou pelo twitter que estava no Senado, entrando para um encontro com José Sarney. E foi só. Depois disso fez-se silêncio sepulcral, quase absoluto sobre o assunto. Mas o encontro aconteceu, e agora? Qual a versão que você escolhe para explicar a conversa entre os dois políticos?

1 – Camilo foi ao presidente do Senado agradecer o apoio recebido durante a campanha.

2 – Camilo foi mostrar os projetos que tem para governar o Amapá, e saber o que Sarney pode fazer para que sejam concretizados.

3 – Camilo foi dizer a Sarney que é o bom da boca, e que pode resolver tudo sem ajuda de ninguém.

Agora você escolhe a que acha mais provável, e ensina aos tresloucados, que o edifício da reconstrução do Amapá é uma obra muito grande para alguém pretender tocá-la sozinho. E aproveita para ensinar aos “democratas impolutos” que se julgam donos da chave do céu, que um dos princípios básicos da democracia é o respeito às escolhas da maioria.