Alcinéa Cavalcante

Liberdade de expressão!
Macapá - Amapá

Dengue – a opinião do especialista

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 28/02/11 as 11:50 pm

São Pedro e a Dengue
MSc. Arnaldo J. Ballarini

As chuvas prenunciam a chegada do verão em boa parte do Brasil e na região Amazônica o início do inverno. Precedendo as chuvas começam as propagandas governamentais para a prevenção da Dengue. São vinte anos de convívio com a doença no Brasil e oito no Amapá. São vinte anos de esparsas epidemias em diferentes cidades e oito anos de consecutivas no Amapá nas cidades de Macapá e Santana. O que fizemos para deter as epidemias? e o que aprendemos com elas? Este é o tema desta crítica.

Para entender melhor as epidemias de dengue temos que analisar diversos fatores que favorecem o surgimento das mesmas como a questão da desorganização espacial de nossas cidades, com áreas de habitação inadequadas como nas ressacas e favelas, o elevado número de terrenos baldios, facilidade de transporte, a disposição, coleta e destino do lixo, o apelo mercadológico pelo uso de descartável plástico, a limpeza dos quintais, o aspecto cultural da população, a destinação de pneus, a temperatura, umidade e altitude, saneamento básico e ambiental e tantos outros fatores importantes, quais citarei também, a ignorância, descaso do poder público, uso das epidemias como ferramenta política, recursos financeiros insuficientes para o setor Saúde, uso da mídia como mecanismo de desviar a atenção a outros problemas da saúde pública, além de minimizar as tensões veiculando falsas informações e lógico, a presença do mosquito e do vírus.
Percebemos que vários desses fatores são de controle pelos órgãos públicos e nestes que devemos intensificar as atividades. Os que não temos como controlar, como as chuvas e altitude têm que ter o conhecimento para intervir em condições melhores superando as adversidades.

São vários anos de epidemias em Macapá e Santana concentrando a grande maioria dos casos no primeiro semestre ( 80% dos casos). Neste largo período tendo em média 3000 casos anuais notificados, creio ser no Amapá o estado que houve a mais rápida circulação de diferentes sorotipos do vírus (três sorotipos) determinando crescentes epidemias e surgimento de dengue graves e hemorrágicas.

Criminosamente, os casos de dengue são relatados. Digo criminosa a forma, por ser omisso ou intencional a subnotificação dos casos. Os Municípios não incentivam as notificações e a investigação de casos e o Estado por questões de alinhamento político não verifica. Os dados epidemiológicos da dengue no Estado do Amapá são falsos, poucos servem como parâmetros para auxilio ao controle.

Aprendemos nestes últimos anos, devido as sucessivas epidemias mesmo subnotificadas, que houve um descontrole na saúde da população que ninguém pode negar. Políticas inexistentes ou equivocadas fizeram a consolidação das epidemias e irão se perpetuar nos anos posteriores, caso haja manutenção dessas mesmas políticas de falso controle. As epidemias provam o descaso e ineficiência da gestão pública.

Impossível prever o comportamento da doença sem conhecermos os sorotipos circulantes. Esses exames são realizados em Belém e demoram meses para terem-se os resultados. Alertamos em varias oportunidades a possibilidade de introdução de novo sorotipo através da fronteira. Fundamental é realizarmos exames básicos aos pacientes como hemograma simples, que indica ao clínico o estado atual do paciente e possível evolução da doença, coisa rara nas unidades de saúde. Importante também o exame sorológico no princípio de um surto epidêmico. Aliás, boa parte dos pacientes recorre aos prontos socorros visto que não conseguem atendimento nas Unidades Básicas de Saúde. As unidades de emergência não são os locais melhores indicados para atendimento ambulatorial ao paciente dengoso.

Também e impeditivo ao conhecimento do caminhar da doença saber os índices vetoriais. O Amapá recorre ao cálculo dos índices vetoriais rápidos que já se mostraram ineficazes em todo o Brasil, utilizando essa ferramenta inútil para pesquisa do mosquito. Já há conhecimento de métodos de melhor precisão como o uso de armadilhas de ovoposição. Enfim há uma série de coisas técnicas a serem implementadas no Amapá e outras, acredito que foram superadas como o diagnóstico clínico e tratamento, pois os médicos foram capacitados para o atendimento ambulatorial e hospitalar.

Mas a Dengue não é um problema exclusivo dos orgãos de saúde pública, envolve outros setores de governo e da sociedade. Ai está o maior entrave.
Os setores governamentais ficam discutindo no Amapá de quem é a culpa ou a responsabilidade. Agarra-se em portarias do Ministério da Saúde para tal e começa o jogo de empurra. União, estados e municípios devem trabalhar harmonicamente, dividindo tarefas, complementando e suplementando as falhas dos parceiros, sem, contudo deixar ao campo político sobrepor-se ao conhecimento técnico. Sem essa de fingir que repassa os recursos suficientes, que executa as ações como deveriam e supervisionam com intuito de auxilio e com imparcialidade. Para que isso ocorra a coordenação das atividades deve ser impositiva sem melindres de ferir com posições firmes.

Medidas coercitivas têm que ser tomadas. Nesses anos epidêmicos não houve nenhuma punição aos proprietários de lixeiras urbanas, criadouros potencial do mosquito, como terrenos baldios, sucatarias, ferro velho, borracharia ou mesmo moradores que repetem o ato de jogar lixo nas esquinas. Os quintais onde surgiram os primeiros casos em 2001 continuam sendo criadouros nos bairros do Trem, Santa Inês e Central. Quanto a isso não foi feito absolutamente nada!
Em atitudes politiqueiras de panfletagem nas esquinas tempo e dinheiro foram desperdiçados. Assistimos políticos enganando a população, travestidos de educadores de saúde.

Buscar saberes técnicos, e ter ousadia e radicalizar o controle com a meta de erradicar tem que ser o objetivo. Pensar pequeno, acomodar-se com a situação, acreditar no determinismo histórico do ex-Território, fatalidades e descoberta da vacina, deixa-me convicto de que se libertarmos desses conceitos teremos que conviver com a dengue pelo resto de nossas vidas. Pensem que o isolamento geográfico do Amapá pode ser benéfico para erradicação. Outras ilhas assim fizeram com êxito. Não podemos achar que está nas mãos de São Pedro quando inicia ou termina os ciclos da dengue.

Operação “tapa-buraco” em Santana

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 28/02/11 as 11:26 pm

Com relação ao post “Alô, alô, prefeito de Santana”, a Prefeitura de Santana manda avisar que inicia nesta terça-feira,1, a “Operação Tapa-buraco”.
A Operação será feita em parceria com o governo do Estado.
De acordo com o Prefeitura de Santana, hoje ao visitar aquele município o governador Camilo Capiberibe deu prioridade para esta ação e amanhã, logo cedo, máquinas do governo e da prefeitura estarão tapando buracos e asfaltando ruas de Santana  “que após anos, somente agora volta a receber investimentos do Estado.”
Então tá.

MPF-AP investiga “Bolsa Família”

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 28/02/11 as 10:51 pm

O Ministério Público Federal no Amapá (MPF/AP) vai apurar possível ineficiência no cadastramento e recadastramento de beneficiários do programa Bolsa Família. A instituição quer saber a razão do cancelamento de 30% dos benefícios no estado.
Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), no Amapá, cerca de 1.400 famílias terão os benefícios cancelados por falta de atualização cadastral.

A investigação foi motivada por denúncias de beneficiários. Alguns deles questionam a desorganização no processo de cadastramento e recadastramento do programa. Além disso, alegam que os municípios teriam deixado de comunicar dados dos beneficiários à Caixa Econômica Federal
(CEF).

Chamado para prestar esclarecimento, representante da CEF comunicou que o banco é apenas gestor dos recursos. Disse ainda que  cabe às prefeituras enviar os dados dos beneficiários por meio de sistema informatizado. Todavia, revelou: “o Amapá é um dos poucos estados que
ainda não aderiu ao Cadastro Único”. Atualmente, o cadastro do beneficiário, no estado, depende do recebimento dos dados pela Caixa e posterior inclusão deles na base nacional do programa por um funcionário do banco.

A instituição financeira informou ao MPF/AP que o MDS comprometeu-se a implantar o Cadastro Único a partir de março deste ano. O sistema permite às prefeituras incluir os dados dos beneficiários diretamente na base nacional do Bolsa Família sem a mediação da CEF.
O MPF/AP entende que devido às inúmeras representações recebidas e à estagnada realidade social do estado, o cancelamento não pode ser justificado pela melhoria das condições econômicas da população.
(Texto: Ascom/ Procuradoria da República no Amapá)

Gitas

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 28/02/11 as 2:08 pm

Ex-governador Waldez Góes – que é funcionário federal à disposição do governo do Amapá onde exerce o cargo de agente de atividades agropecuárias – está sendo cedido para a Câmara dos Deputados. Lá vai ocupar a função de assessor parlamentar.

No bairro do Trem, em Macapá, o mosquito da dengue está brincando de pira. Aliás em quase todos os bairros de Macapá e Santana há registro de casos de dengue, inclusive de dengue hemorrágica.

Eleito presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Amapá  na última sexta-feira, 25, o desembargador Edinardo Souza toma posse amanhã às 17h, no plenário do TRE.

A amapaense Sílvia Nobre Waiãpi é a primeira mulher indígena a integrar as Forças Armadas no Brasil. Aprovada em concurso com uma das melhores notas, Silvia ingressou nas Forças Armadas no dia 3 deste mês e já está servindo no Hospital do Exército como aspirante.

Vereador Clécio Luís (PSOL) quer que as sessões da Câmara de Macapá sejam transmitidas ao vivo po rádio ou televisão. Requerimento dele nesse sentido foi aprovado por unanimidade semana passada. Já há um indicativo de que as sessões sejam transmitidas pela Rádio Difusora de Macapá – a emissora oficial do governo.

Um terreno baldio ao lado do hospital da Unimed virou criadouro de mosquito da dengue e morada de ratos.

Lula e Natan fazem show em Macapá

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 28/02/11 as 2:00 pm

Lula Barbosa se apresenta em Macapá acompanhado do  músico Natan Marques, na próxima quinta-feira, 3 de março. O show é um encontro de dois compositores que têm reconhecimento artístico em todo o país pela trajetória musical e compromisso de criar belas canções, enriquecendo o cancioneiro brasileiro . Eles se apresentam no Vitroviano, a partir das 22h,  com a participação dos amapaenses Patrícia Bastos e Enrico Di Miceli. Lula e Natan são parceiros e suas afinidades foram descobertas ao longo da carreira musical.

Lula Barbosa é cantor e compositor, autor de mais de 500 composições e vencedor de inúmeros festivais de música em todo o Brasil. Começou a carreira nos anos 70 e já foi cantado por intérpretes como Roberto Carlos, Fábio Júnior e Jair Rodrigues. Aos 15 anos fazia abertura de shows de Adoniram Barbosa e Paulinho da Viola. Em 1995, final da época dos grandes festivais, Lula conseguiu o 2º lugar no Festival dos Festivais com “Mira Ira” que ganhou também como melhor arranjo. No último festival da Globo ganhou o prêmio de aclamação popular com a canção “Brincos”.

Músico, arranjador e compositor, Natan Marques tem como destaque na biografia a atuação durante 08 anos como músico de Elis Regina, parceria que durou até o dia de sua partida. Ele já dividiu palco com Djavan, Ivan Lins, Simone, Renato Teixeira e outros consagrados artistas brasileiros desde que começou, intuitivamente,  a cantar, aos 13 anos de idade.

Lula e Natan se apresentaram recentemente em Belém e agora chegam à Macapá neste show se unindo aos talentos de Patrícia Bastos e Enrico Di Miceli. Patrícia é hoje conhecida como uma das grandes vozes da Amazônia que ganha notoriedade no país inteiro. Músico, cantor e compositor, Enrico Di Miceli também tem uma história em festivais de música e nos últimos anos reafirmou sua obra ao lançar o CD Amazônica Elegância em parceria com Joãozinho Gomes. Em 2010 Os nortistas estiveram em várias cidades brasileiras com o show Timbres e Temperos.
(Texto: Mariléia Maciel)

Alô, alô, prefeito de Santana

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 28/02/11 as 1:27 pm

Morador de Santana – o segundo maior município do Amapá – manda e-mail pro blog contando que a cidade está praticamente abandonada, ruas esburacadas e mosquitos da dengue brincando de pira.

Leia:
Gostaria que  atentassem para o  caos que vive a cidade de Santana. Parece que não tem prefeito ou creio que se tem ele não anda de carro pelas ruas, se anda é de helicóptero, porque se você for à Santana verá ruas esburacadas, a maioria, creio eu que as três ruas e meia que estão tráfegáveis, digo sem buracos são: Salvador Diniz que segue o trecho da avenida Santana até em frente ao hospital geral, a rua Ubaldo Figueira que vai também vai do trecho da avenida Santana até ao lado do ginásio poliesportivo e a recente rua Adálvaro Cavalcante que foi pavimentada, também seguindo o trecho da avenida Santana até o terminal rodoviário e a meia é a avenida Santana, começando perto da imagem da santa indo sentido norte até o cruzamento da rua Tancredo Neves.

Outra situação que venho alertar é com a saúde pública do município, se tem secretaria de saúde e funciona, lhe garanto que não fica na cidade.
Hoje sinceramente fico triste em ver minha cidade daquele jeito. Cadê os secretários, cadê prefeito? Uma calamidade bem explícita que todos falam é hora de lutar é a dengue.
Pra ter confirmação das minhas palavras vá ao hostpital de santana, acho que de 20 pessoas internadas 19 é caso de dengue. Como é difícil ver a cidade porta de entrada do estado nessa situação.
Creio que a última vez passou aquele famoso “FUMACÊ” foi em 2008 a.C, rsrsrsr irônico mas é a realidade, fazem anos que não vejo.
Na mesma rua, minha mãe pegou dengue, meu amigo, minha vizinha e em outro bairro
mulher do meu amigo está com dengue hemorrágica.

O espaço está aberto para a Prefeitura de Santana se manifestar.

Bom dia!

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 28/02/11 as 5:22 am

Para que tua segunda-feira seja linda, lírica e  perfumada divido contigo os lírios que ganhei do meu querido amigo Zanjo. Espero que te façam imensamente feliz, como me fizeram

Crônica do Sapiranga

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 28/02/11 as 12:12 am

Bar Popular
Milton Sapiranga Barbosa

O Bairro da Favela, nas  décadas de 50/60, tinha vários estabelecimentos  comerciais que  serviam  como pontos de referências  e de grandes concentrações de  pessoas.
Entre  eles podemos destacar o Salão  do Pecó,  o  Salão Rouxinol, embrião  do famoso  dançará Merengue, que primeiro  funcionou  as proximidades  onde mais tarde seria construído o Hospital  São  Camilo  e São Luiz  e depois, em definitivo, até  seu  fechamento, lá próximo  ao  quartel do  34 BIS.  Tinha  também o Posto Teixeira & Scotti, a Casa Leão de Ouro, o Bar Canta Galo, o Bar  do Pina, o Mercadinho da Favela, As Casas Duas Estrelas  e Amin Richeni, a Batedeira do  Seu Mirico, a Mercearia  do Cacú, Casa da Tia Gertrudes e  a  Sapataria do Seu Barbosa.  Na lista acima está  faltando  o Bar e Mercearia Popular, do Sr. Manoel Raimundo Monteiro, que foi esquecido de propósito por ser a razão principal desta crônica, em atendimento ao pedido do meu amigo, o competente advogado Adelmo Caxias.

O Bar Popular, apesar da seriedade  de  seu proprietário, que  dificilmente sorria (a não ser  que a piada contada  por  algum  freqüentador  fosse  muito boa) recebia  um  bom número  de pessoas no  dia  a dia. Lá se podia comprar gêneros alimentícios ou tomar uma biritinha (os adultos), na maior tranqüilidade.  Contudo, era sempre no  sábado à noite, a partir  das 20 horas,  que  um  mundão  de gente  marcava  presença  no local, para assistir o  Show de Calouros,  um  deleite  para  moradores locais  e  de bairros vizinhos.
Mas  nem  só calouros  se apresentavam.  Por lá, como convidados, passaram cantores e cantoras famosos da época,  do naipe  de um Agostinho Costa, que  tinha  um belo timbre de voz  e cantava como  ninguém  as músicas gravadas  por Nélson Gonçalves, Carlos Galhardo, Silvio  Caldas  e outros menos votados.
A  bela Terezinha Laranjeira, a Maria  Edilamar e a Belinha Barriga (uma  queria ser melhor que a outra, sendo uma versão  tucuju  da Marlene e Emilinha Borba), também por  lá  apareciam vez ou  outra para  delírio do  grande público. Cantor ou Cantora que desafinasse ou esquecesse a letra da música, levava  estrondosa vaia e gritos de fora, vai cantar no banheiro da tua casa e outros apupos, que dificilmente voltava a subir no palco.
Contudo, sem medo  de errar, posso  afirmar  que  o momento mais  esperado do Show de Calouros era quando o Osmar  Melo  ou  o Edoelson  Alencar  anunciavam: “Vem  aí o Grande Cantor  Nélson Nery”.
“Grande” e “Cantor”, era pura  gozação dos apresentadores, pois  ele não passava de 1,50 de altura  e não  cantava  lá  essas  coisas. O senhor Nélson Nery, de letra bonita  e extremamente organizado  em  suas  estatísticas  sobre  quase  tudo: Futebol, Cantores, Músicas, etc, etc., era  pai  dos amigos Milton, Dedé, Adinélson, Maria Lucia, Socorrinho, Carlos Alberto, que  sofriam  com  as  gozações  que  os moleques faziam quando seu pai  subia  ao palco.
É  que  ele, acho  que  sempre  que  aprontava das  suas, chegando tarde em casa ou tendo bebido  além da conta, era  repreendido  por  sua esposa. Para limpar  a barra em casa, ele se valia   do Show de Calouros do Bar Popular.
O Grande Nélson Nery só sabia cantar uma música  que dizia  mais ou menos  assim: “o nome dela tem apenas quatro letras. é carinhosa, é  divina  e  é mulher”  e por  aí  afora.  Por  que isso?. É  que  sua  esposa  era conhecida  por  “YAYÁ”, daí…

Quando  do Show de Calouros, os moleques  da Favela não permitiam  que  moleques de outros bairros  paquerassem  as meninas da Favela. Uma vez, munidos  de cintos, mas  sem chegar  a bater, pois eles não eram  besta de esperar, colocamos  pra correr uma turma de garotos que veio lá  do Igarapé das Mulheres tirar casquinha  com  nossas  menininhas. É mas também um  dia  eles  fizeram  o mesmo conosco .
Ficou  um a um,  crescemos e  ficamos  amigos.   O Bar  Popular do Sr Manoel Raimundo, sem dúvida, quando  em Macapá  se podia dormir com as janelas abertas e a porta escorada por um banquinho,  era  o grande point  dos favelenses ou favelianos, como queiram. Depois que  seu Manoel Raimundo  fechou o Bar Popular, ficou um grande vazio, pra não  dizer saudade,  no coração  de cada morador  do querido bairro da Favela.

Cooperação entre Brasil e França

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 28/02/11 as 12:10 am

O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) avaliou como “muito positiva” a reunião realizada nesta sexta-feira (25) em Brasília, com o embaixador da França no Brasil, Ives Edouard Saint–Geours. Durante o encontro os dois trataram de temas de extrema importância para o estado e para a cooperação entre Brasil e França.

Ponte Binacional – O embaixador garantiu a Randolfe que a obra poderá ser inaugurada até o mês de junho. A ponte binacional irá ligar os municípios de Oiapoque (Amapá) e Saint George na Guiana Francesa, por meio da BR-156. Na próxima semana, Randolfe irá formalizar um convite ao embaixador para que ele visite o estado do Amapá antes da conclusão da obra. “Falei ao embaixador que estou à disposição para garantir a conclusão desse projeto na data acertada. Além disso, convidei–o para uma visita ao estado, assim poderemos reafirmar nossos laços de cooperação entre Brasil e França, o estado do Amapá e o Departamento ultramarino da França.”

Banda Larga- A urgência em levar o acesso à banda larga para o estado do Amapá também foi tratado durante o encontro. Randolfe relatou ao embaixador a reunião que realizou com a diretora financeira da Guyacom, Christine Chung. A empresa já possui um projeto que viabilizaria a chegada da internet sem fio para o estado.
”A proposta da empresa me parece a mais viável e rápida no momento”
, declarou o senador. Ele também se colocou à disposição para intermediar as negociações com o Instituto Nacional de Colonização e da Reforma Agrária (INCRA) e a Fundação Nacional do Índio (Funai), para a instalação das torres de transmissão. De acordo com o senador, o embaixador Ives Edouard também irá se empenhar para que essa ação se concretize em breve e afirmou ainda, que a decisão está nas mãos do lado brasileiro.

Centro de Pesquisas da Biodiversidade - Outro tema abordado durante a reunião foi a criação do Centro de pesquisas da biodiversidade. Acordo firmado entre o Brasil e a França em 2008. O embaixador garantiu ao senador amapaense que o processo para a criação da instituição bilateral está em estágio avançado. No edital estará prevista a contratação de um pesquisador amapaense entre os indicados.
O Centro abrirá caminhos para a criação do Centro Franco-Brasileiro de Biodiversidade Amazônica, a Universidade da Amazônia, que terá entre outras atribuições, a formação de especialistas em biodiversidade amazônica.

(Texto: Gisele Barbieri, do gabinete do senador Randolfe)