Alcinéa Cavalcante

Liberdade de expressão!
Macapá - Amapá

Que bactéria é essa?

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 04/12/11 as 12:04 pm

É preciso que se investigue urgentemente que bactéria é essa que começou a circular em Macapá  em novembro e mata  em poucos dias.
Hoje, vítima desta bactéria ainda não identificada, faleceu a professora e jornalista  Jacinta Maria Rodrigues de Carvalho Gonçalves, 34 anos, secretária de Estado da Comunicação.
No dia 26, Jacinta postou no Twitter que tinha passado a noite com febre. Disse ela: “Depois de uma noite com febre, já na ativa.#trabalharfazbem

Dois dias depois, Jacinta foi internada no Hospital São Camilo com suspeita de dengue e malária. O quadro agravou-se rapidamente, evoluindo para uma infecção generalizada que atingiu de forma violenta primeiramente o pulmão e depois o coração.

Há cerca de duas semanas um jovem, chamado Cleber, também morreu vítima de uma bactéria desconhecida que atingiu violentamente seu coração.Como Jacinta, Cleber morreu poucos dias depois de ser internado.

Há um mês o médico e jornalista Leonai Garcia luta, numa UTI de um hospital em Belém, contra uma bactéria que se alojou em seu pulmão. No início de novembro, ao sentir febre e dor no corpo suspeitou-se de dengue. O quadro agravou-se e Leonai foi internado na UTI do Hospital São Camilo e de lá transferido para um hospital em Belém onde os médicos, de acordo com a família, tem se empenhado ao máximo para salvá-lo. No dia 30, a família de Leonai distribuiu nota informando que o estado dele ainda é grave mas que “o quadro de septicemia encontra-se controlado, porém permanece em ciclo de tratamento com antibióticos, além de relativo equilíbrio dos padrões hemodinâmicos.” Felizmente, Leonai tem reagido e esperamos que brevemente ele volte ao Amapá com sua saúde restabelecida.

Informações extra-oficiais dão conta que em novembro várias pessoas morreram em Macapá sem um diagnóstico definitivo. Sabe-se apenas que contraíram uma infecção generalizada supostamente causada por uma bactéria desconhecida.

Governo do Amapá – Nota de falecimento

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 04/12/11 as 10:14 am

É com grande pesar que o Governo do Amapá comunica o falecimento da secretária de Estado da Comunicação, Maria Jacinta Rodrigues de Carvalho Gonçalves, e decreta Luto Oficial de três dias.

Jacinta faleceu na manhã deste domingo, 4, no Hospital São Camilo, onde estava hospitalizada desde a última segunda-feira, 28. Ela foi vítima de uma infecção generalizada causado por um patógeno ainda desconhecido, que lhe atingiu primeiramente o pulmão e posteriormente o coração.

Informa também que o velório será a partir das 14h, na Capela Santa Rita e o sepultamento no cemitério São José, as 17h.

Artigo dominical

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 04/12/11 as 12:05 am

Hasan e o Salvador
Dom Pedro José Conti, Bispo de Macapá

Certo homem, de nome Hasan, estava convencido de ser muito justo e, portanto se achava na condição de poder julgar os outros. Aconteceu que, certo dia, caminhando ao longo da beira de um rio, viu um homem e uma mulher deitados na grama, e junto deles uma garrafa de cachaça. Imediatamente pensou:

– Ah, se eu conseguisse reconduzir este homem no caminho certo…

Ainda estava pensando, quando viu um barco afundar e sete pessoas que  tentavam se salvar no meio das ondas. O homem, que antes estava deitado, jogou-se imediatamente na água e conseguiu trazer para a margem seis dos sete passageiros. Muito cansado disse a Hasan:

– Se você é melhor do que eu, pelo amor de Deus, salve ao menos o último passageiro!

Hasan, no entanto, parecia paralisado. Então o homem  gritou, olhando Hasan nos olhos como se estivesse lendo os seus pensamentos:

– Aquela mulher é minha irmã, e a garrafa está cheia de água da fonte. Eis como você é: só sabe julgar os outros!

Naquele momento, Hasan caiu de joelhos diante daquele homem, e  chorando lhe disse:

– Você que salvou seis dos sete passageiros, salva a mim também que estou afogando no mar do meu orgulho disfarçado de justiça.

O homem respondeu: – Que Deus lhe perdoe! – E juntos salvaram o último náufrago.

No evangelho deste segundo domingo de Advento, encontramos João Batista e a sua pregação. Ele mesmo se define como a voz que grita no deserto. Quem der ouvido a esta voz comece a preparar o caminho para aquele que deve chegar. Esse “alguém” será mais forte, e batizará com o Espírito Santo. João Batista usou uma linguagem bíblico-profética que os homens daquele tempo entendiam bem. Nós temos dificuldade de imaginar como uma ida ao deserto e um banho na água do rio Jordão podem mudar a nossa vida. Mais ainda, se nos perguntamos por que deveríamos esperar e acolher esse “alguém” que vai chegar. Parecem gestos e palavras de outros tempos, incompreensíveis para nós. Contudo a mensagem continua extremamente atual. Na condição – claro – de que ainda não tenhamos nos afogado completamente no mar de nossa soberba.

Vivemos numa época em que a humanidade está muito consciente e orgulhosa de suas possibilidades. Se ainda não resolvemos tudo é porque não apareceu quem saiba encontrar a resposta certa. Mas vai aparecer. Quem garante a solução de tudo é aquela que é apresentada como segura e infalível: a ciência, que, aliada às poderosíssimas tecnologia e economia, fará milagres. Esta última está dando sinais de cansaço, mas logo vai se recuperar, podem acreditar. Nós ouvimos essa pregação-propaganda todos os dias. Difícil é pensar diferente. Materialismo, consumismo e individualismo fazem o resto da nossa cabeça. Podemos falar de erros, mas não mais de pecados. Podemos admitir que estamos sendo sufocados por montanhas de lixo, mas não podemos educar a renunciar ao supérfluo. Podemos reconhecer a nossa dependência da tecnologia, mas não admitir que seja fria e dominadora. Podemos desmascarar a aliança interesseira entre ciência e dinheiro, mas continuamos a adorar esses ídolos.  Tudo isso fingindo que não existem pobres e excluídos.

Voltar ao deserto significa reaprender a nossa interiorização, no silêncio da autenticidade, sem máscaras e ruídos enganadores. Admitir a fragilidade e a incerteza da vida humana não é uma humilhação, é uma busca de sentido e de plenitude que as coisas materiais não podem dar. Confessar os nossos pecados é reconhecer que existe uma medida para o bem e para o mal; que existem critérios maiores do que nós para nortear a nossa vida. Ainda precisamos da ajuda de alguém que venha em nosso socorro porque nos ama e nos perdoa sempre. O “forte” que vai chegar, vem na pequenez e na pobreza. Nunca usará a sua força para impor-se, e somente usará seu poder para curar os corpos e os corações feridos pelos pecados, pelas doenças, pela morte.

Conversão é, com certeza, também coragem de deixar caminhos errados; porém é, sobretudo, vontade de recomeçar, humanizando o que perdeu sentido, reconstruindo laços fraternos, reativando a amizade e a confiança. O “forte” que vai chegar é rico em humanidade, quem o acolher vai descobrir e responder os anseios mais profundos do seu coração. Jesus Cristo não é um produto a ser usado, manipulado e depois descartado, Ele é a luz que ajuda a entender a vida “de todo homem e do homem todo”.

Ainda precisamos ser salvos, porque estamos nos afogando na nossa autossuficiência. Com Jesus podemos também socorrer aos outros. Nunca é tarde para mudar.