Alcinéa Cavalcante

Liberdade de expressão!
Macapá - Amapá

Dia: 20 de dezembro de 2011

Governo inaugura hoje a “Cidade do Samba” em Macapá

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 20/12/11 as 1:57 pm

A Cidade do Samba será inaugurada nesta terça-feira, 20, com a entrega dos galpões, apresentação das baterias das escolas de samba e show com o sambista Arlindo Cruz. O governador Camilo Capiberibe repassa para a Liga das Escolas de Samba do Amapá (Liesa) os cinco galpões que serão utilizados pelas agremiações para a confecção de alegorias e fantasias no período pré-carnavalesco.

A obra iniciou em 2009, ficou paralisada por falta de repasse para a empresa e foi retomada este ano. Na inauguração serão prestados serviços de saúde, assessoria jurídica, feira de artesanato, balcão de orientação para autônomos, campanha de trânsito, teatro e entretenimento infantil.

O projeto foi idealizado pelo hoje senador João Capiberibe (PSB/AP), quando governador do Amapá. Quando estiver totalmente concluído vai garantir um galpão para cada uma das dez escolas de samba, Corpo de Bombeiros, área externa urbanizada e estacionamento. Nesta primeira etapa estão sendo entregues cinco barracões, medindo 25X60m, com setor administrativo refrigerado, banheiros, iluminação, água, caixa d’água, área externa, estacionamento, bar, cozinha e ventilação. A intenção é iniciar a segunda etapa ainda em 2012.

Cada galpão será ocupado por duas agremiações para que possam construir suas alegorias próximas ao Sambódromo, acabando com um dos maiores problemas de logística do Carnaval. O governo do Estado vai ceder, em regime de comodato, os galpões para a Liesa, que vai administrar junto com as escolas que irão assumir responsabilidades pelo uso. A distribuição dos ocupantes de cada galpão será decidida pelo Conselho da Liga das Escolas de Samba, que priorizou as afinidades entre as escolas.

O Governo do Amapá trabalha em conjunto para a organização do Carnaval de 2012, que tem como meta manter a tradicional cultura brasileira, proporcionar diversão, aumentar a geração de empregos, motivar o turismo e movimentar a economia com a procura por serviços. A Cidade do Samba é o primeiro grande evento voltado para estes objetivos.

Para que ela seja entregue dentro do padrão esperado, a Secretaria de Estado de Transportes (Setrap) melhorou a avenida Ivaldo Veras e nivelou a via com a Cidade do Samba. O Departamento Estadual de Trânsito (Detran) fez a sinalização. A Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA) vai transferir a rede de alta tensão para trás dos galpões. A Secretaria de Estado da Cultura (Secult) prepara a programação e a Secretaria de Estado da Infra-Estrutura (Seinf) finalizou os serviços.

O investimento do governo estadual para que a Cidade do Samba fosse erguida foi de R$ 9.418.473,36, incluindo o aditivo de R$ 419.633,94. Desse total, o governador Camilo Capiberibe repassou R$ 5.265.585,40. A Cidade do Samba será o maior centro de atividades carnavalescas já visto no Amapá. Nela serão gerados centenas de empregos diretos e indiretos que tornam possível a folia. Após muitos anos as escolas voltam a ter repasse antecipado, o que possibilita a contratação de serviços mais rapidamente. O governo repassou R$ 1 milhão, dos R$ 2,5 milhões que estão assegurados. As escolas do grupo especial receberam cada uma R$ 88.920,00, e as do grupo de acesso R$ 80.370,00.

A programação de inauguração da Cidade do Samba inicia às 18h.

(Texto: Mariléia Maciel, da Secretaria de Estado da Comunicação)

Que lindo!

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 20/12/11 as 1:14 pm

Achei lindo este garoto vestido de Papai Noel e distribuindo presentes na Cantata da Confraria Tucuju, quinta-feira passada no Largo dos Inocentes.

Cronistas do blog

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 20/12/11 as 1:02 pm

Um pequeno gesto
Cléo Farias de Araújo

Lulu era o tipo de rapaz que muita gente poderia dizer que “batia na trave”, como se diz no futebol. Ainda muito pequeno, começou a trabalhar para ajudar a família, fazendo pequenos serviços. Sempre estudou em escola pública e, embora muito pobre, nunca desistiu de se tornar doutor, para ajudar ainda mais seus parentes e amigos. E foi assim, subindo, com a graça de Deus, cada degrau da escada da vida, que conseguiu passar no vestibular e estudar numa Universidade.

Foi embora pra Belém. Se ele já passava dificuldades em sua cidade, lá é que viu “a porca torcer o rabo”. Ali, morava “de favor” e o dinheiro que ganhava era rapidamente consumido pelas passagens de ônibus e SOS (sardinha, ovo e salsicha). Ele nunca comprava as apostilas: preferia transcrever para o caderno o material de alguém, pois não tinha como gastar com esse “luxo”. Pra driblar a falta de dinheiro, ficava intermináveis minutos, com o polegar pra cima, pedindo carona na esquina da Av. Nazaré com a Rua Castelo Branco, em São Braz. E assim ia vivendo.

Emagreceu, por conta das dificuldades da cidade grande e só se alimentava melhor quando ia a algum aniversário. Não aguentava mais de saudade da família e das coisas de sua cidade, mas só voltaria a aproveitá-las ao final do curso.

Falando em dificuldades, uma a mais foi acrescentada ao vasto elenco que já possuía: Por obra de um professor elitista (que viva dizendo que o curso de Direito só deveria ser frequentado por pessoas de família tradicional e não por um qualquer), teve que estudar noites a fio, para se formar com os demais da turma. Porém, por conta das greves de professores, o dinheiro da bolsa que recebia, acabou e, em que pese o esforço de um ex-professor seu, dos tempos de IETA, aquela imprescindível ajuda não foi mais renovada.

Lulu ficou, como diria Nélson Gonçalves, entre a cruz e a espada: abandonar tudo e deixar que o fracasso fosse verbete marcante em seu dicionário ou suportar o que viesse, pois maiores são os poderes de Deus? Escolheu o mais difícil, pois, igual caniço de lamocim, cabôco papa-açaí se curva, mas não quebra. Cantava no “Beco do Velho Oeste”, juntava garrafas, cobre e alumínio pra vender. “Só não foi guia de cego”, como na música “Tempo de menino”, de Ary Lobo.

Ele concluiu o curso, conforme suas dificuldades permitiram. Colou grau, antecipadamente, na secretaria da Faculdade, pois não tinha como alugar beca, comprar anel e tudo o mais. O pouco dinheiro que possuía, preferiu comprar a passagem de volta pra sua terra, pois passaria as festas de fim de ano com os seus. Já se arrumando pra voltar a sua cidade, recebeu uma carta, que, num trecho, dizia:

“Não temos como ir aí te ver e participar da tua colação. Mas vai lá e faz bonito. Segue o fruto de uma coleta, feita entre seus familiares e amigos. Foi tudo o que pudemos juntar. Então, corre pros Correios e pega essa grana, pra festejar. Ao subir no palco do Teatro da Paz para receber o canudo, sinta-se envolvido pelo desejo e orgulho de cada um de nós, que ainda não pudemos cursar uma faculdade, mas que não perdemos essa esperança”.

Após pegar o dinheiro e já que não participaria das solenidades, decidiu que usaria aquela verba pra resolver um sonho alimentado desde o início do curso: entrar e fazer uma refeição decente naquele restaurante, cuja porta tantas vezes testemunhara suas necessidades e esperanças.

Antes disso, porém, entrou na igreja da padroeira e agradeceu pela ajuda recebida há tanto tempo, principalmente pelo grau conquistado. Ao sair da Basílica, viu um velhinho, na calçada, pedindo esmola. Lulu só tinha aquele dinheiro da coleta e o do ônibus que o levaria ao cais do porto, onde sua pouca bagagem já o esperava para retornarem à terra querida.

Mais uma vez o dilema surgiu em sua vida: fazer o bem a alguém ou saciar um desejo acalantado há muito. Lulu ficou um incontável tempo, daqueles de relógio grande, olhando o velhinho e o restaurante. Sua mente gerara um turbilhão, como num caleidoscópio, em que se misturavam o rosto do mendigo e o letreiro do restaurante. A sua fome ou a dos outros: qual saciar?

Pensou que aquela pessoa precisava mais que ele e que aquele seria o último dia de fome na sua vida, pois voltaria pra sua cidade e conseguiria um excelente emprego. Mas não via muita esperança pro mendigo, que ainda passaria muitos dias de necessidade e ele não estaria mais ali pra, uma vez ou outra, prestar seu auxílio. Foi então que, olhando pra dentro da igreja e ouvindo os sinos, lembrando que no Natal muitos corações se abrandam, tomou uma decisão: Pegou todo o dinheiro que recebera dos amigos e entregou ao mendigo. Este, ao receber a ajuda, levantou o rosto e seus olhos, de um intenso azul, disseram tudo. Foi um silencioso agradecimento que pareceu durar um século e que não precisou de qualquer palavra. Por algum motivo, o jovem nunca mais esqueceria aquele olhar.

Lulu foi embora. Estranhamente, não ficou com cara de sonho não realizado ou de decepção por mais uma vez não poder entrar naquele estabelecimento. Assim, atravessou a praça e caminhou pela calçada que o levaria ao cais. Parou em frente ao restaurante, “apenas pra ver como era”. O cheiro das iguarias, principalmente o da maniçoba, fizeram sua boca encher de água.

Após olhar pra dento daquela casa e ver que o porteiro já o via com desconfiança, decidiu ir embora. Aquilo ainda não era pra ele, pensou. Em sua cidade, comeria tudo o que as privações lhe suprimiram nesses anos todos. Depois de empregado e ganhando bem, voltaria àquele lugar. Nesse momento, recebeu um toque no ombro direito. Ao olhar pra ver quem era, deparou com um senhor bem vestido, com um terno quadriculado de casemira inglesa, nas cores verde-musgo e vermelho, cujos olhos de um azul inesquecível, fez Lulu lembrar de alguém que vira recentemente. Ouviu, então, daquela pessoa as seguintes palavras:

—Oi, amigo Lulu. Desculpe meu atraso. Normalmente não procedo assim. Mas nessa época de natal, você sabe: tenho muito trabalho. Vamos! Vamos entrar e jantar, pois sei que nós ainda temos muita coisa pra fazer depois. Você não se importa se desta vez, eu retribuir a gentileza, não é?

Exposição conta a história do MPE

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 20/12/11 as 12:56 pm

Partindo da conhecida frase “uma imagem vale mais que mil palavras”, arquivos de imagens do Ministério Público contam 20 anos de historia da instituição, reunindo também material pessoal de Membros da instituição. Tudo isso está reunido na Exposição de 20 anos do MP-AP, que ficará na área interna da Fortaleza de São José de Macapá, a partir desta terça-feira (20), em horário comercial.
A exposição contará com registros dos melhores momentos que envolvem procuradores, promotores e servidores até os dias de hoje. Os visitantes também poderão conhecer um pouco dos projetos e ações ministeriais e das promotorias especializadas. O mobiliário será interativo com fotos antigas além do destaque para o símbolo ministerial: a Samaumeira.
O material que compõe o acervo foi monitorado por uma comissão nomeada pela procuradora-geral de Justiça do MP-AP, Ivana Cei,  composta pela procuradora de Justiça Estela Sá, pelos promotores Alessandra Moro, Eldete Aguiar e Paulo Celso Ramos, e a servidora Alcilene Cavalcante.

Vale ressaltar que todo o material utilizado na exposição é sustentável, com produção feita de reaproveitamento de resíduos da própria matéria prima, o que mantém o compromisso da instituição com a questão ambiental.

“O material exposto é a visão geral do Ministério Publico do Amapá, com uma diversidade notável de realizações; é a narração de nossa própria historia”, disse a procuradora-geral de Justiça, Ivana Cei.

Além de Membros e servidores, os visitantes poderão deixar sua marca para contribuir com o acervo histórico do MP-AP, com suas assinaturas nas folhas de uma árvore de samauma ilustrativa.

Horário de visitação: diariamente (exceto às segundas-feiras) de 9h  às 18h

(Texto: Assessoria de Comunicação do Ministério Público)

Festa Gospel

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 20/12/11 as 12:48 pm

Quinta-feira, 22, é dia de dançar ao som da música gospel.
Comunidade gospel realiza na badalada  boate Ibiza o 1 º Fest Gospel  Show, com o DJ Strong.
Os ingressos já estão à venda na Sorveteria Jesus de Nazaré.

Olhar ecológico

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 20/12/11 as 12:47 pm

Será lançada hoje a 5º Edição da Exposição Olhar Ecológico. A exposição apresenta 50 fotografias. Desta vez os amantes da fotografia poderão analisar cinco eixos temáticos são eles: bicicleta como transporte alternativo, reciclagem, verticalização amapaense, feiras e feirantes e o encanto das arvores.
A exposição é fruto do projeto interdisciplinar jornalismo ambiental e fotojornalismo, disciplinas ministradas no curso de Jornalismo da Faculdade Seama pelos professores Alexandre Brito e pela eterna Jacinta Carvalho. Os estudantes do sexto semestre por estes professores e durante o último semestre realizaram o trabalho de campo.
“Essa exposição proporciona ao aluno uma visão integrada dos processos comunicacionais e das questões ambientais em evidência no mundo contemporâneo. Foi construída a partir da interação dos discentes com realidades concretas que complementam e reforçam os conteúdos trabalhados em sala de aula. E não deixa de ser uma homenagem a nossa professora Jacinta Carvalho que sempre esteve a frente desta exposição”, ressalta o professor Alexandre Brito.
O lançamento do “Olhar Ecológico” será às 19h, a entrada é gratuita. A exposição pode ser visitada em horário comercial e ficará no SESC Centro até o dia 15 de janeiro.

(Texto: Joicilene Santos, da Ascom/Grupo Seama)

Do vereador Clécio para os leitores do blog

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 20/12/11 as 12:41 pm

Boca no trombone

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 20/12/11 as 12:34 pm

“Bom dia. Estou enviando esta mensagem para reclamar do concurso da AFAP, mais especificamente para os cargos ligados à Tecnologia da Informação. Tanto o Analista de Fomento (A6) quanto o Técnico de Fomento (T12) possuem como exigência apenas os cursos Graduação em Análise de Sistemas, Ciência da Computação ou Processamento de Dados.

Por ser uma área muito nova, com vários desdobramentos, muitas nomenclaturas e muitos currículos de cursos de nível superior, os órgãos públicos costumam aceitar qualquer curso superior de informática ou qualquer curso superior com especialização em informática. No Amapá existem várias faculdades que possuem cursos na área de informática, mas nenhuma delas oferece os cursos acima. Não posso afirmar com certeza de que o concurso está sendo direcionado a certas pessoas, mas afirmo com segurança que está restrito muito além do necessário para o cargo. A restrição atual é absurda e irá prejudicar tanto os profissionais formados no Estado quanto a Administração Pública, que terá um número muito menor de concorrentes.
Luciano Pinheiro