Alcinéa Cavalcante

Liberdade de expressão!
Macapá - Amapá

Lembras?

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 01/05/12 as 1:59 pm

Este prédio era na avenida Procópio Rola esquina com a rua Jovino Dinoá. Era do Aero Clube de Macapá e depois Assembléia Amapaense.
Na Assembléia eram realizados os melhores e mais badalados bailes de Macapá ao som de conjuntos como Os Cometas e Embalo-7. Naquele tempo, as festas começavam às 22h e terminavam no máximo às 3h da madrugada.
E foi na Assembléia que muitas amizades iniciaram, muitos namoros começaram e que muita gente conheceu sua alma gêmea dançando de rostinho colado.
Lembra desse tempo?  Você frequentou o Aero Clube ou a Assembléia? Conta aí na caixinha de comentários.

Cronistas do blog

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 01/05/12 as 1:26 pm

O Pássaro cativo   
Cléo Farias de Araújo

Batendo papo com João Uvilon, um cabôco que mora acima da Serra do Navio, sempre colho a sabedoria brejeira. Há alguns dias atrás, num desses bate-papos, ele me revelou:

— Olha, meu amigo, eu me considero muito feliz. Moro neste paraíso, como do bom e do melhor, sou saudável e tudo mais. Mas tava lembrando que, num mesmo dia, com diferença de minutos, eu chorei duas vezes, pelo mesmo motivo.

— Explique-se melhor.— Propus e ele atendeu.

—Eu e meu irmão mais velho gostávamos de criar passarinhos. Possuíamos toda a parafernália para capturá-los e criá-los: gaiolas, alçapões, visgos, etc.

No início de 1964, na hora da sesta, escutei Vovó declamar o poema “O Pássaro Cativo”, de Olavo Bilac.
Parei pra escutar aquilo e vi que a parte mais cruel, foi quando o poeta proclama:

 “…Solta-me. Não quero o teu alpiste!
            Gosto mais do alimento que procuro
            Na mata livre em que a voar me viste;
            Tenho água fresca num recanto escuro
            Da selva em que nasci;
            Da mata entre os verdores,
            Tenho frutos e flores,
            Sem precisar de ti!”

E prossegue:
“…Não quero a tua esplêndida gaiola!
            Pois nenhuma riqueza me consola
            De haver perdido aquilo que perdi”.

“…Com que direito à escravidão me obrigas?”.

Mais à frente, arremata:

“Deus me deu por gaiola a imensidade:
Não me roubes a minha liberdade …
Quero voar! voar! … “

Estas coisas o pássaro diria,
             Se pudesse falar.
E a tua alma, criança, tremeria, vendo tanta aflição:
E a tua mão tremendo, lhe abriria a porta da prisão…”.

Isso me fez sair correndo e chorando pra dentro de casa, por ter, por algum tempo, cometido a barbaridade de aprisionar vários inocentes. Em seguida, libertei todos os passarinhos que criávamos e ainda quebrei as gaiolas e demais tralhas.

Falei ao cabôco da serra: —Êpa! Tu disseste que choraste duas vezes no mesmo dia, pelo mesmo fato. Onde está o outro choro?

—Foi meu irmão mais velho! Ao chegar da escola, não encontrando os passarinhos e vendo um monte de gaiolas quebradas, me encheu de tapas. Só depois é que mamãe explicou a ele. Mas aí não tinha mais como consertar. É como dizem os mais sábios:

“Palavras ditas
e pancadas dadas…
Ninguém retira”!

Frase do dia

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 01/05/12 as 12:46 pm

“PSB e PT ja deveriam saber que sindicato é pra lutar pelos direitos dos trabalhadores e não bajular governo, seja ele qual for. Simples.”

(Ex-deputado federal do PT Lourival Freitas, hoje no Twitter)