Ex-governador Gilton Garcia continua na UTI do hospital Sírio Libanês
Postado por: Alcinéa Cavalcante em 22/07/12 as 5:09 pm
Diógenes Brayner
Especial para o blog
O hospital Sírio Libanês emitiu ontem um boletim médico sobre o estado clínico do ex-deputado federal e ex-governador do Amapá Gilton Garcia. Diz que durante a “investigação diagnóstica” foi identificada uma meningoencefalite bacteriana, acrescentando que “o paciente segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e está recebendo tratamento com antibióticos”.
Segundo relata o boletim, “Gilton Garcia foi prontamente atendido no dia 14/07, em Aracaju (SE), onde apresentou uma diminuição do nível de consciência. Deu entrada no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, no dia 16/07, com hipótese diagnóstica inicial de acidente vascular cerebral.
As equipes médicas que o assistem são coordenadas pelos professores doutores Roberto Kalil Filho, Milberto Scaff e David Uip.
Gilton Garcia continua em coma induzido, mas já iniciou a redução dos médicos para acordá-lo. Ele tem apresentado uma evolução e está respondendo ao tratamento, a base de antibióticos potentes. A meningoecefalite lhe provocou uma inflação do cérebro.
E haja impugnação…
Postado por: Alcinéa Cavalcante em 22/07/12 as 4:52 pm
Do Portal do MPF-AP
PRE/AP contabiliza cerca de 500 ações de impugnação
nos 16 municípios do estado
O levantamento inclui 21 candidatos a prefeito
A Procuradoria Regional Eleitoral no Amapá (PRE/AP) contabilizou 493 ações de impugnação de registro de candidatura nas 13 zonas eleitorais do estado. Entre os pedidos, estão impugnações de 21 candidatos a prefeito, 22 a vice-prefeito e 450 a vereador.
As impugnações são formuladas sempre que há falta de documentos que comprovem a habilitação da pessoa para o cargo, ou porque a situação jurídico-legal não satisfaz as exigências da lei. Muitos candidatos deixaram de apresentar documentos essenciais como certidões criminais e comprovante de escolaridade. Outros não respeitaram o prazo de desincompatibilização de cargo público.
O município com maior número de impugnações é Laranjal do Jari. A promotora da 7ª Zona Eleitoral, Fábia Regina Martins, contestou dois registros de candidatura a prefeito, dois a vice-prefeito e 132 a vereador.
Prefeituras - Dos cinco candidatos a prefeito em Santana, dois correm o risco de ter o registro de candidatura indeferido pela Justiça Eleitoral. Charles Marques (PSDC), deputado estadual, e Júlio Cilião (PRP) são acusados pelo promotor Milton Ferreira do Amaral Júnior por irregularidade na documentação apresentada para o registro de candidatura.
Na 1ª Zona Eleitoral (Amapá e Pracuúba), o promotor Ricardo Crispino impugnou os quatro candidatos a prefeito de Pracuúba. No Amapá, dos oito candidatos, quatro foram impugnados. Em Calçoene, 3ª Zona Eleitoral, um dos dois candidatos a vice-prefeito teve o registro contestado pela promotora Elissandra Toscano.
O promotor eleitoral Alexandre Flávio Monteiro, da 8ª zona (Tartarugalzinho e Ferreira Gomes), ajuizou ação de impugnação contra dois dos quatro candidatos a prefeito em Tartarugalzinho. Em Cutias do Araguari, Ubirajara Éphina, promotor eleitoral da 10ª zona, (Macapá, Itaubal do Piririm e Cutias do Araguari) contestou um dos cinco registros de candidatura a vice-prefeito.
Em Porto Grande, o promotor eleitoral Vinícius Carvalho requereu a impugnação das candidaturas de cinco dos seis candidatos a prefeito. No município, Antônio de Souza Pereira (PCdoB) é o único candidato à chefia do executivo municipal que não teve a candidatura contestada. As demais zonas eleitorais não propuseram ações contra candidatos à chapa majoritária, inclusive a que abrange Macapá.
Vereadores – Quatrocentos e cinquenta candidatos a vereador correm o risco de ter o registro de candidatura rejeitado. Nas maiores zonas eleitorais do estado, Macapá e Santana, 25 candidatos a vereador podem ser impedidos de disputar as eleições deste ano.
Até esta sexta-feira, 20 de julho, o Sistema DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral, contabilizava 76 pedidos de registro de candidatura a prefeitos, 76 a vice-prefeitos e 1.681 a vereadores no Amapá.
Candidatos são impugnados pelo MPE/AP com base na lei da Ficha Limpa
No segundo maior colégio eleitoral do estado (Santana), o promotor Milton Ferreira Júnior, da 6ª zona eleitoral, contestou a candidatura de José Luiz Nogueira de Sousa (PT), vereador, candidato à reeleição. Zé Luiz foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Amapá (TJ/AP) a oito anos de reclusão por crimes contra a administração pública e formação de quadrilha. A condenação se refere à distribuição de carteiras de habilitação em troca de votos na época em que era um dos gestores do Departamento de Trânsito do Amapá.
Em Mazagão (5ª zona eleitoral), o promotor Tiago Diniz propôs duas ações de impugnação contra candidatos a prefeito e a vice-prefeito. O candidato a prefeito é Fran Soares Júnior (PP). Condenado por improbidade administrativa em 2006, ele teve os direitos políticos suspensos por oito anos. Essa condenação transitada em julgado foi somada aos oito anos de inelegibilidade pela Lei da Ficha Limpa. Assim, ele somente poderá concorrer a cargo eletivo em 2022.
A candidata à prefeitura de Pedra Branca do Amapari (5ª zona eleitoral), Socorro Pelaes (PTN), teve o registro impugnado. Segundo o promotor eleitoral Marco Valério do Santos, ela foi condenada pelo Tribunal de Contas da União por não prestar contas de recursos federais repassados à prefeitura do município quando prefeita em 1995.
O promotor Eleitoral Alexandre Flávio Monteiro, que atua em Tartarugalzinho (8ª zona eleitoral), contestou o registro do vereador e candidato a vice-prefeito Antônio Pinheiro da Silva Filho (PCdoB), popularmente conhecido como Baianinho. Condenado pelo TJ/AP por improbidade administrativa, Baianinho teve os direitos políticos suspensos por oito anos.
No clima da Bienal
Postado por: Alcinéa Cavalcante em 22/07/12 as 4:24 pm
“Incrível Máquina de Livros”
Entre os dias 23 e 29 de julho, das 9 às 16h, a Câmara Brasileira do Livro comandará na Praça da República a “Incrível Máquina de Livros”, uma ação alegre e inovadora para estimular a leitura entre crianças, adolescentes, jovens e adultos.
Acionada por uma alavanca, essa colorida “máquina” de livros, ejetará obras literárias em troca da doação de outras em perfeito estado de conservação.
Na “Incrível Máquina de Livros”, o primeiro passo é a retirada de uma senha. Ao depositar uma obra, você receberá um sinal de reconhecimento. Após essa confirmação, será emitido um som pelo maquinário, simulando a “fabricação” do novo livro. Basta retirá-lo no local indicado, levar para casa e curtir a leitura.
Ação: “A Incrível Máquina de Livros”
Local: Praça da República (em frente à Secretaria da Educação do Estado de São Paulo)
Período: 23 a 29 de julho
Horário: das 9 às 16h – com retirada de senha até às 15h (no local)
(Fonte: Site da Bienal Internacional do Livro)
Oficina de palhaço
Postado por: Alcinéa Cavalcante em 22/07/12 as 4:01 pm
Calma! A oficina não é para aqueles políticos que pretendem se aprimorar cada vez mais quesito zombar do eleitorado.
É para quem ama a verdadeira arte e quer se aventurar nos picadeiros levando alegria, fazendo o povo rir.
Veja o que manda dizer a Secretaria de Cultura:
Estão abertas inscrições para Oficina de Palhaço
com artista de renome internacional
Lana Sultani, reconhecida e premiada atriz e palhaça do cenário nacional e internacional, estará entre os dias 23 e 26 de julho em Macapá ministrando uma oficina de Introdução ao Palhaço, no Sesc. A iniciativa é do Movimento Cultural Desclassificáveis, em parceria com o coletivo amapaense Amazourbanidade e Academia Amapaense de Circo, com apoio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult) e Sesc Amapá. As inscrições estão abertas no endereço eletrônico contato@desajuste.com.br, ao preço de R$ 20,00.
A oficina propõe a descoberta e o desenvolvimento da linguagem do palhaço a partir de jogos, improvisações e exercícios corporais específicos. O processo do aluno no curso é uma jornada individual para encontrar sua maneira única e própria de ser palhaço, através de sua sinceridade, fragilidade e essência.
Alguns pontos do trabalho: impulso, medo do vazio, vulnerabilidade, prazer,cumplicidade, fracasso, reversão do jogo.
Sobre a oficineira
Lana Sultani é atriz e palhaça. Formada em Artes Cênicas pela Ecole Philippe Gaulier (Paris – França) e Senac (São Paulo), estudou também com Eric de Bont (Espanha), Cristiane Paoli Quito, Bete Dorgam, Esio Magalhes e outros. Coordenou e lecionou em Berlim (Alemanha) o Clown’s Meeting. Nos palcos, como clown, fez espetáculos no Brasil e Espanha “Donde estas la Playa” ,”Arena” ,”Las Aguas de Marzo”. Lana foi a primeira colocada no “Festival de Clown Julia Bergman” tanto pelo júri oficial quanto pelo júri popular, e também eleita a palhaça-revelação com a apresentação “Nado Quase Sincronizado”.
Serviço:
Evento: Oficina de Introdução ao Palhaço
Local: Sesc Amapá, Rua Jovino Dinoá, 4311, bairro Beirol
Período: de 23 a 26 de julho
Horário: 19h às 22h
Inscrições via e-mail: contato@desajuste.com.br
(Rita Torrinha/Secult)
O Amapá já tem polícia marítima da PF
Postado por: Alcinéa Cavalcante em 22/07/12 as 3:48 pm
O Amap;a já tem o Grupo Especial de Polícia Marítima (Gepom), da Polícia Federal.
Inaugurado semana passada, o Gepom tem sua estrutura montada na Companhia Docas de Santana três lanchas, uma voadeira e um Jet ski.
Agora a PF terá bem mais condições para intensificar a repressão marítima e fluvial aos crimes de exploração ilegal de madeira, tráfico de animais, contrabando, tráfico de drogas e de armas e munições, entre outros ilícitos.
Artigo dominical
Postado por: Alcinéa Cavalcante em 22/07/12 as 3:04 pm
Três barras de chocolate
Dom Pedro José Conti, Bispo de Macapá
- Se quiser entrar na nossa gangue deve fazer o que eu mando – falou o chefe do grupo.
Alex queria muito fazer parte da turma, mas estava com medo: nunca havia roubado antes.
– Existe sempre uma primeira vez. – insistiu o chefe – Você não tem escolha.
- O plano é este: – explicou o vice – Nós vamos distrair o velho e você esconde o chocolate no bolso, simples! Se não o fizer é porque você é um covarde medroso.
- Não sou, não – respondeu Alex – vamos lá!
Os três entraram na mercearia onde o velho dono vendia de tudo. O chefe e o vice começaram a olhar as diversas mercadorias, depois perguntaram o quanto custava o tal caderno, a tal caneta e assim por adiante. Do outro lado da mercearia Alex já podia fazer desaparecer algumas barras de chocolate e encher os bolsos. Antes de sair, pagaram o caderno e ainda ganharam umas gomas para mastigar, que o velho dono dava a todas as crianças. Já de fora, correram para se esconder e comer em paz o fruto do golpe.
– Agora você é um dos nossos – proclamou o chefe.
Na manhã seguinte, quando saiu da escola, Alex entrou novamente naquela mercearia. Estendeu ao velho dono uma nota e disse:
- Três barras de chocolate.
- Pode pegar Alex – respondeu o ancião.
- Já as peguei ontem – respondeu o menino – tive que fazê-lo, foi uma prova de coragem.
- O velho pegou a nota, deu-lhe o troco, o chiclete também, e lhe disse:
- Esta, de hoje, foi a sua verdadeira prova de coragem!
Fazer o que muitos outros fazem nos dá segurança; e isto não vale somente para jovens e crianças. Quando estamos em grupo gritamos mais forte, cantamos e, às vezes, dizemos coisas que não teríamos coragem de repetir em casa. Isso acontece num estádio, numa manifestação, num show. No meio da multidão, perdemos a identidade – porque ninguém nos conhece – em troca ganhamos a coragem de fazer loucuras. Temos a impressão que as emoções se multiplicam, choramos e rimos mais, deixamo-nos conduzir pelos outros. Quem começa, ninguém sabe, e nem interessa saber; todos mandam e todos obedecem; a multidão parece uma pessoa só, enfeitiçada. O lado positivo de tudo isso é que também o povo e os pobres, sobretudo, podem manifestar juntos com mais vigor as próprias insatisfações e indignações. A fé também tem os seus momentos de massa. Contudo não podemos nos deixar sempre conduzir pelos outros ou esperar fazer as coisas porque os outros as fazem. No meio da multidão, não podemos desistir da nossa consciência e das motivações pessoais que nos levaram a agir daquela maneira, a participar daquele evento.
No evangelho deste domingo, Jesus olha com compaixão a numerosa multidão que o esperava porque “eram como ovelhas sem pastor”. O povo havia corrido e chegado antes de Jesus e dos apóstolos. O que estavam buscando? O que queriam? Talvez ainda não o soubessem, mas não desistiam de procurar. Em resposta receberam as muitas coisas que Jesus começou a ensinar.
Ainda hoje, uma multidão que se desloca ou que se reúne é sinal de busca. Estão procurando algo, ou têm algo para gritar, que está entalado na garganta. Talvez ainda falte o pastor ou, temos a impressão, são tantos os que se oferecem para orientar e ensinar ao povo, que este fica mais ainda desnorteado. Quando tudo se torna relativo ou confuso é ainda mais difícil discernir quem diz a verdade e quem mente, quem quer o bem do povo e quem quer aproveitar da boa fé dele. Por isso, estar no meio da multidão não significa abdicar da nossa responsabilidade, desistir da própria opinião ou renunciar a uma opção pessoal de fé. Uma comunidade verdadeira não é massa uniforme; ela promove as pessoas e não as anula para que sobressaia m somente alguns líderes iluminados.
Para não perder a nossa identidade, precisamos de momentos de silêncio e de reflexão. Somente interiorizando emoções, sentimentos, anseios, esperanças e fé, podemos manter a nossa personalidade e, com ela, a liberdade de escolha. É justamente para não serem “como ovelhas sem pastor” que Jesus leva os seus amigos para um lugar deserto e afastado. O descanso é também para refletir e enxergar melhor o Pastor a quem querem seguir.
Para entrar no grupo, o nosso amiguinho Alex roubou o chocolate, é verdade, mas depois voltou para pagar. Não se escondeu e nem culpou os outros; a voz da sua consciência falou mais alto.