Alcinéa Cavalcante

Liberdade de expressão!
Macapá - Amapá

Urbanitários fazem passeata para denunciar péssimas condições de trabalho

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 11/09/12 as 11:43 pm

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas do Estado do Amapá (STIUAP) faz nesta quarta-feira, 12, uma passeata que sairá ás 8h da frente da Companhia de Eletricidade do Amapá com destino ao Palácio do Governo.

Os trabalhadores estarão denunciando as péssimas condições de trabalho que vem ocorrendo na companhia como a falta de material básico de manutenção, o uso político eleitoreiro da CEA e o risco iminente de o governo Federal decretar a caducidade da empresa depois da edição da Medida Provisória 577, onde a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) passou a ter o poder de intervir nas empresas encerrando ou não a concessão.

Não é de hoje, segundo o presidente do STIUAP, Audrey Cardoso, que o sindicato vem sendo deixado de fora das discussões sobre a federalização da CEA. Ele disse ainda que não há nenhuma recomendação por parte da Eletrobrás para que se crie mais uma diretoria na empresa como quer o Diretor Presidente da companhia.

Semana passada a diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica decretou intervenção em oito distribuidoras da Rede de Energia: Cemat (MT), Celtins (TO), Enersul (MS), CFLO (PR) Caiuá-D (SP), Bragantina (SP), Vale do Paranapanema (SP) e Nacional (SP). A Central Elétrica do Pará (Celpa) ficou de fora porque está em processo de recuperação judicial.

Audrey Cardoso garantiu que o sindicato já enviou ofício ao governador do Estado Camilo Capiberibe, solicitando uma audiência com a comissão do sindicato tão logo a passeata chegue ao palácio do governo.

(Texto: Diretoria do STIUAP)

Chá das cinco

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 11/09/12 as 5:01 pm

La douce omission (Le 28 mars 2007)
Tiago Quingosta

I
Quando tento esquivar-me as dores vêm maltratar-me
II
Mas o que sobrará dos sonhos dos defuntos?
Nada! Nem a certeza de que morrerão juntos
III
Crescem lírios em meu labirinto
Para esconder o que eu sinto
Omitindo a agonia eu não minto
IV
Infortúnio, goza sobre mim
Vida, você não deveria ser assim
Conflitos concernentes somente a mim
Dores trêmulas, sábias, o meu fim
V
Estou clamando e tremendo
Perdendo tudo o que defendo
Vendo os vermes corroendo
A primavera que vem nascendo
E as alegrias nostálgicas vão fenecendo
VI
Para cada deslumbramento e encanto
Doses maiores de pranto
Apesar de eu lamentar tanto
Não aspirava à vida de um santo
Porém, a quintessência cobriu-me com seu manto
Apesar do lúgubre pássaro sem canto
VII
O pesadelo aqui me devora
Esperança…Sua ausência apavora
Por dentro a pureza chora
E o coração que não tenho agora
Volta só para dizer que vai embora
A solidão chegou em boa hora
E deixou a coragem de viver para fora
VIII
Respeito as minhas nobres dores
Não usarei as mesmas armas que fores
Para cada túmulo onde não jazem flores
Mil vidas, mil arco-íris sem cores
Por ti eu não caí de amores
Eu desabei, como desabam as velhas torres
Nuvens celestiais de dissabores
Só iria para o inferno para sentir teus ardores
IX
Não dá para continuar dormindo
Enterrando as estrelas que vão caindo
Tentar estar sorrindo
É o mesmo que estar a si mesmo traindo
A tempestade vai se esvaindo
Mas restam fragmentos que não estão sumindo
Não é o teu sorriso artificialmente lindo
O que vai manter-me fingindo
Que é verdadeiro o que estou sentido
X
O tempo todo tenho em vão passado
Pensando, sofrendo calado
Remoendo e não deixando os remorsos de lado
Eu só quero ser feliz e também amado
Estou cansado desse sorriso atado
Desse beijo não dado
E o meu mundo não fora mudado
Tenho mantido o orgulho camuflado
Para a tua volta, o meu momento esperado

Meu sonho é sair desse pesadelo para sonhar acordado

Le Gothique Morbidus

Uma crônica de Paulo Rodarte

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 11/09/12 as 12:39 pm

Quero de volta
Paulo Rodarte*

Alcinéa Cavalcante começou e terminou assim: “Quero de volta a paisagem antiga da minha rua, com suas casinhas brancas, cobertas de palha, gamela no jirau, fogão de barro na cozinha e passarinhos no quintal. Quero de volta aquela paisagem antiga, com a casa avarandada do Mané Pedro e a casa sem pátio da Maria Banha. Os meninos de pés descalços jogando bola na rua sem asfalto e as meninas de sapatinho branco brincando de roda. Quero de volta a paisagem antiga da minha rua com minha casa de venezianas cor-de-rosa, minha mãe no alpendre bordando flores nos lençóis, e minha avó rezando o terço. Quero de volta a paisagem antiga da minha rua só pra sonhar de novo os sonhos que sonhei na infância cheia de fadas, princesas, cirandas e varinhas de condão”.

Quando passei os olhos pelo livro lindo, nomeado Paisagem Antiga, com que ímpeto o folheei!

Eram dezenas de inspirados versos, num e noutro fui viajando, andando lento, correndo apressado, até me deparar nesse que abre meu texto.

Quantas e quantas vezes quis de volta o meu passado. Quantas e quantas vezes, perdido no presente, indagando a mim mesmo, onde estaria eu?, de calças curtas, cabelos fartos, nos idos anos de um mil e pouco mais de novecentos e cinquenta, vindo de pouco de Boa Esperança, esperançoso de ficar como sou?

Quero de volta aquela calça escura. Feita com mimo por uma costureira caprichosa, que o tempo levou.

Quero de volta a bicicletinha de rodinha de aro niquelado que se transformou nessa bike forte que atura as minhas pedaladas vigorosas.

Quero de volta aquele calçãozinho até os joelhos que ficou reduzido a uma sunga que encurtou.

Quero de volta as melenas topetudas que o tempo cuidou de deixar cair, nem o travesseiro segurou.

Quero tanto de volta os anos que sumiram na folhinha do calendário, que hoje mudou de forma, e, assentado no tampo da mesa perto de onde escrevo diz: “Como o tempo mudou”.

Quero de novo a companhia de tanta gente boa, que não por ter morrido deixou a bondade escondida na prateleira do olvido.

Quero de volta o patinete de ferro batido, que nem existe mais o modelo, foi esquecido na prancheta do skate que o moleque atrevido faz malabarismos nas rampas de raros aclives e descidas íngremes.

Quero de volta o colo que minha mãe, sua mãe, me ofereciam com tanto carinho, eu em seus colos me recostava, sonhava com passarinhos, soltava-os da gaiola de arame azul, os deixava voar, apenas em sonhos coloridos.

Quero de volta os anos passados. Não os desenganos sofridos.

Quero de retorno as idas e vindas da missa das seis da tarde dos domingos, que, em outros janeiros se tornaram domingos de agora. Sem contudo o mesmo sabor de doce de saudade vencida.

Quero de volta as pernas da primeira namoradinha, que, se não foi a primeira, tornou-se a titular do meio de campo de um time que faz parte das melhores recordações que não tive.

Quero de volta a companhia dos meus avôs. Um deles, sério, compenetrado, era ministro da eucaristia. Já o outro, por parte de mãe, era tabelião de um cartório onde está registrado, pela linda caligrafia da minha mãe, a data do meu nascimento.

Quero de volta a volta que dei, quando, na mesma bicicletinha sem as rodinhas, de tantas voltas que dei, acabei ficando tonto, e vomitei, goela afora, as reminiscências que tanto me fazem bem.

Quero de volta, agradeço à poeta maiúscula Alcinéa Cavalcante, que apenas conheci pelo lindo livro miúdo que se debruça a minha frente, tudo dito antes, muito mais.

Só não quero de volta a inspiração que não tinha. Naqueles idos anos que o vento assoprou, e não consegue trazer de volta, jamais.

*Paulo Rodarte é conceituado médico e escritor com mais de dez livros publicados. É membro da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores. Para saber mais sobre ele, seu trabalho como médico e escritor e adquirir suas obras  clique aqui

Bom dia!

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 11/09/12 as 10:50 am

O caos aéreo nas regiões Norte e Nordeste

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 11/09/12 as 10:17 am

Um diagnóstico dos problemas do sistema aéreo brasileiro foi traçado durante a audiência pública para debater o “caos aéreo nas Regiões Norte e Nordeste” ontem, segunda-feira , no Senado Federal.

O alto preço do querosene de aviação foi uma das principais reclamações e também justificativa das Companhias Aéreas para o alto preço das passagens mesmo em trechos de curta duração. O valor do ICMS estabelecido pelos Estados sobre o querosene de aviação chega a uma taxa de 25% em quase todo o país, justificando os altos preços cobrados por passagens emitidas nessas regiões, segundo as empresas e a ANAC.

“Mais voos para a Região Amazônica é uma questão de utilidade pública. Eu saio convencido dos muitos problemas que teremos que enfrentar para resolver esses gargalos. Entre eles a infraestrutura aeroportuária, o ICMS altíssimo cobrado pelos Estados e a necessidade de incentivar novas alternativas para a malha aérea nacional”, disse Randolfe.

Representantes das empresas TAM, GOL, TRIP e Passaredo, além de integrantes da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e da Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República (SAC) concordaram também sobre a necessidade de mais voos regionais. Porém os representantes das empresas aéreas criticaram a infraestrutura oferecida em alguns aeroportos do país, principalmente da Região Amazônica.

O Diretor da TAM, Marcelo Mendonça, deixou claro que determinadas rotas nas regiões Norte e Nordeste não são rentáveis para a companhia considerando itens como o combustível, mas se mostrou otimista em ampliar o número de voos para essas regiões diante da redução do ICMS. Lembrou também da ampliação de voos feita pela TAM para o Círio de Nazaré respondendo à solicitação de Randolfe e reafirmou a intenção da Companhia em adotar esse procedimento em períodos de grande procura.

Aeroporto de Macapá: Já para o Diretor da Passaredo, Jorge Viana, a melhoria de infraestrutura no aeroporto de Macapá é fundamental quando se pensa em ampliar o número de voos e companhias que atendam o Estado.

“ Macapá é a única capital do país onde a Petrobras não está presente isto faz com que o preço do combustível que já é alto, se torne altíssimo”, disse Viana lembrando que esse fato impede a livre concorrência na venda de combustível.

Em contato com a Infraero após a audiência pública, Randolfe recebeu a confirmação de que no dia 19 de março de 2013 o aeroporto de Macapá, estará pronto para receber mais aeronaves.  Atualmente o pátio do aeroporto comporta apenas três aeronaves.

Randolfe também defende uma reunião entre os governadores de Estado e o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) para tratar da redução do ICMS sobre o querosene de aviação.

O Senador irá encaminhar um oficio assinado por ele e os outros dois senadores amapaenses ao Governador do Estado Camilo Capiberibe, solicitando que ele encaminhe à Assembleia Legislativa do Amapá um projeto propondo a redução do ICMS.

O resultado da audiência pública também será encaminhado aos governadores  para que eles possam discutir  junto aos órgãos competentes alternativas para os problemas levantados durante o dia de hoje. Também estiveram presentes na audiência pública o Diretor de Relações Institucionais da TRIP Linhas Aéreas, Vitor Celestino, o Representante da Secretaria Nacional de Aviação Civil , Ricardo Rocha e a Superintendente de regulação e acompanhamento de mercado da ANAC, Danielle Crema e o Assessor de Relações Institucionais da GOL, Alberto Fajerman.

(Texto e fotos: Gisele Barbieri , da assessoria de comunicação do senador Randolfe)