Alcinéa Cavalcante

Comentários

  1. Antonio Maia disse:

    Milton Sapiranga. Conte comigo para essa missão, pois ainda há tempo de salvarmos boa parte daquele suntuário ecológico e tenho certeza que muitos, do nosso tempo, e de agora, se engajarão na empreitada.Abraços.

  2. Zanjo Goulart disse:

    O Sapiranga é um presente do blog, adoro. Dispensa qualquer comentário, é show!

  3. Samantha maia disse:

    Nossa que legal… Vendo essa foto do meu pai (Antônio Maia) e meu tio Rui Maia e o assunto “lagoa” me lembro bem o primeiro peixinho que pesquei com ele lah…rsrs chamavam de #pratinha n sei bem qual eh mas foi muito divertidooo recordação que guardo p mim de uma maneira incondicional \o/

    • milton sapiranga barbosa disse:

      oi samantha! vc esqueceu de mencionar seu tio mais velho, o Wálter Maia, o Caíta, que também está na foto, a direita da mesma. Um abraço à família.

  4. Paulo Maia disse:

    Caro Sapiranga, estou retornando a terrinha após estada em Natal e Fortaleza e fiz comentário com um amigo em natal, que estou louco pra voltar pra casa, moro no bairro Marabaixo e todos os dias passo pela lagoa e ainda me emociono de vê-la verde e exuberante, mas só no período de chuva pois no inverno ela vira roça são focos de fogo todos os dias, e essa prática é voltada para a caça de tatu e perema

  5. Sapiranga, voce mexe fundo. São tantas vivencias que relembras, cujas nos faz voltar ao tempo de menino. Alugáva-mos bicicleta no Chiquinho ou Zeca curupira e matáva-mos aula no Barão para pedelar na estrada de piçarra e deliciar-se com um belo banho na Lagôa dos Indios. Quando ia-mos tudo bem, mas na volta, contra o vento forte de maré de enchente, e hora pra chegar, era brabo. Valia à pena. Falamos em nosso livro que a Logôa dos Índios, era o delta do Igarapé da Fortaleza, onde até bôtos apareciam, além dos cardumes de peixes que vc sita com propriedade. Ficávamos lá na Serraria, no bôca do Igarapé da Fortaleza(não havia ponte) e mimavamos a beleza espetacular que a natureza nos propiciava nas enchentes e vazantes do lindo estuário. Destruiram…Destruiram… é só saudade!!!

  6. Robson Sá disse:

    Estou longe, mas sou solidário a essa legítima causa.

  7. JOÃO MACIEL disse:

    Caro Milton, é certo que interessa aos especuladores o aterro da lagoa. Sei que existe um morador nobre, e será que do interesse dele fazer alguma coisa para salvar o belo loca? Tenho boas lembranças da lagoa, lugar de água cristalina e de muito peixe.Fez parte da minha infância.

  8. alcione disse:

    Belas lembranças. Topo ir ao evento. Pode contra comigo.
    Abs
    Alcione

  9. bocudius desbocadius disse:

    Sobre a Lagoa dos Índios um fato a comentar. Certa vez caminhando por aquele local acompanhei uma equipe de reportagem abordando um ancião com sua varinha de pescar:
    - O senhor sabe que é proibido a pesca aqui na Lagoa dos Índios, como diz aquela placa logo ali – perguntou o repórte apontando em direção a uma placa um pouco escondida pelo mato e bastante desgastada pela intempérie do tempo.
    - Sim meu jovem, eu sei. – respondeu de bate-pronto o ancião.
    - Ê mesmo assim tá pescando? – rebateu o insistente repórter.
    - Meu jovem, se voce me der cinco paus (R$ 5,oo) agora pra eu comprar pelomenos um quilo de picadinho pra dar de comer pra minha velha e meus filhos, eu largo essa linha agora mesmo.
    O repórte ficou sem ação, seu cinegrafista caiu na rizada.
    Caminho todo dia pela Duca Serra e não deixo de parar pelomenos cinco minutos na Lagoa para admirar sua beleza e respirar ar puro, as vezes até sentir a neblina bem de manhã cedo. Sempre deparo com varias pessoas pescando no local. Na minha opinião acho que não há nenhum problema, desde que seja para subsistencia, como foi o caso do velhinho da repórtagem. Porém atualmente vejo varias pessoas com certo poder aquisitivo pararem suas pick-ups, pularem n’água munidos de arpões e outros apetrechos e voltarem cheios de tucunarés (só uma vez contei treze)como a exibir troféus, enquanto o pobre pescador pena pra pegar cará para garantir a “boia” do dia. Acho isso um crime contra a natureza que tem que ser combatido. Cadê a policia ambiental?

    • ROQUE disse:

      É um crime contra a natureza e um prazer mórbido de destruir, de demonstrar superioridade sobre outroa seres, como o ato praticado pelo tal Joanico, citado pelo Mestre Sapiranga em sua crônica.
      Gostaria de entender como uma pessoa que diz crer em Deus, que se declara cristã pode praticar atos dessa natureza, sem qualquer remorso.
      Concordo com você, quando defende a exploração da natureza para a subsistência, como é o caso do homem que pesca para sustentar a sua família. No entanto, acho um absurdo o cara estar com a geladeira cheia de mantimentos e sair para pescar.
      Tem até uma música que trata disso: “tá nervoso, vai pescar”. Em outras palavras, induz o psicopata a buscar na destruição da natureza uma forma de extravasar suas frustrações, suas amarguras, sua natureza depressiva. O que os peixes têm a ver com os problemas dos homens?
      Certa vez vi uma cena que até hoje me choca: várias canelas de veados em frente à casa do Hermínio Gurgel, na Coaracy Nunes, frutos de uma caçada. Se o cara passasse forme, eu me calaria, mas garanto que a São Paulo Saldos lhe proporcionava uma excelente qualidade de vida, pelo menos em termos de abastecimento.
      Por isso costumo dizer que Deus criou o Céu e a Terra em 5 dias, e no 6º dia criou um ser à sua imagem e semelhança para destruir tudo o que ele havia criado antes.

      • cleo araujo disse:

        Oi, Roque. Brilhante observação. Também sou pescador amador, mas só uso linha de mão e molinete. Fico triste com os mergulhadores, pois “balam” qualquer coisa. Parece que, para estes, o importante é trazer à tona, troféus. A preservação das espécies não interessa a essas pessoas. Dá a entender que o futuro não contará com as espécimes lacustres e marinhas. Uma pena!

  10. Carolina Ferreira disse:

    Seria uma maravilha se o poder público tomasse a iniciativa de fazer um balneário, parecido com o Curiaú,proporcionando lazer, para a família macapaense, principalmente as que moram próximo a Lagoa dos índios, nos bairros Alvorada, Marabaixo, Cabralzinho, etc. O povo agradece.

  11. ROQUE disse:

    Quando comecei a frequentar a lagos dos Índios, a maior parte dela já estava tomada por aguapés, mururés e outras plantas aquáticas. O espaço para banho era mínimo. Isso se deve ao lançamento de material orgânico na água, rico em nutrientes, e que favorece a proliferação dessas plantas. Por outro lado, reduz a quantidade de oxgênio na água e provoca a redução dos peixes.
    Infelizmente não moro em Macapá para participar desta campanha. Mesmo assim, gostaria que a Alcinéa postasse o andamento dos trabalhos.

  12. Jbreno disse:

    A fama das paisagens amazônicas instigam a todos pelo mundo. A FAMA avança, sem oposição, sobre a paisagem famosa. Extendo a convocação a alunos para buscarem mais responsabilidade ambiental e menos FAMA.

  13. cleo araujo disse:

    Mestre Milton, parabéns pelo relato-denúncia. pois realmente estão acabando com a Lagoa. Me alio a vc e ao Ruy, no sentido de fazermos algo. Aproveitemos o espaço do blog, com permissão da embaixadora Alcinéa, para conseguirmos mais apoio e melhorarmos o que for possível.

  14. Paulo Silva disse:

    Cangalha menor, sua sugestão é espetacular e merece ser levada adiante. O que acontece com a Lagoa é culpa do próprio poder público. Os caras vão avançando na destruição e chamados a assinar os famosos TAC. Cada metro invadido é um TAC assinado, e a Lagoa só desaparecendo. Tô nessa.

  15. Cidadãomcp disse:

    Ok, concordo plenamente que as autoridades precisam agir, mas elas estão preparadas, senhores, olhem quanto de verba essas instituições responsáveis têm, uma miséria, trabalhar com meio ambiente necessita de gente especializada, equipamentos, veículos, gestores não politiqueiros, dá uma voltinha nessas instituições, não têm computador(não tem que ser qualquer porcaria), software(nem se fala!), linkar instituições afins utopia, e por ai vai… Sem esses reais mudanças, não espere por resultados diferentes do que esses resultado de anos de irresponsabilidade! E isso se aplica a tudo… Olhem para dentro dessas instituições que vamos pq estamos como estamos…Mas…Sem esperança não dá, com pé no chão, please!

  16. Muito legal este relato e proposta para salvar a Lagoa dos Indios. Além de reunir amigos, faz da vida boa, uma boa vida. Apesar da distância, Macapá Porto Alegre, ficarei espreitando quantos irão participar desse reencontro. Parabéns pelo texto Milton Barbosa.
    http://www.saitica.blogspot.com
    daniel

  17. Ruy Maia disse:

    Prezado Milton,
    Você esqueceu da folclórica figura do Batintin, que ao fisgar um peixe apelava piedosamente à Nossa Senhora que não permitisse sair do anzol e nunca era ouvido.
    Tenho grandes recordações da Lagoa dos Indios, moleque da nossa época que ali não pescou não viveu a plenitude de ser moleque.
    Lá pesquei um tucunaré grande que não “pegava” isca de ninguém e dei sorte, estávamos eu e o Bilica, saimos correndo de lá, pois, já estávamos com 12 uéuas e se o Jacaré chegasse fatalmente perderíamos a cambada, pois, se intitulava dono do mesmo.
    Pretendo estar em Macapá após o dia 20 de maio, se ainda não tiver ocorrido o mutirão estaremos prontos para o apelo do amigo. Será um grande prazer rever os amigos e contribuir um pouco para chamada de atenção no que diz respeito à conservação da Lagoa, uma bela área de ressaca que precisa ser olhada com compromisso de futuro, tanto pelo usuário como pelo poder público.
    Milton, quem sabe esta atitude possa se tornar habitual e periodicamente sa faça um mutirão não só na Lagoa dos Indios mas em todos os outros locais que a mãe natureza esteja pedindo socorro.
    Um grande abraço a todos e Saudações.

  18. ROQUE disse:

    Não gostaria de conviver com esse tal “Jacaré”, que direito de polícia, nem com Joanico, detentor de grande irresponsabilidade ambiental. Quando moleque, baleei um passarinho naquele xavascal que existia perto da residência do governador e até hoje o ato me pesa na consciência.
    No caso da Lagoa dos Índios, sempre falei na turma do curso Gestão Ambiental que acho uma luta vã essa travada entre a natureza com o poderio econômico.
    E, por isso mesmo, costumo dizer que a natureza não precisa de nada, exceto ser deixada em paz.

  19. Veneide disse:

    Eh realmente uma pena ver a Lagoa dos Indios sumindo. Quando crianças, nosso pai nos levava la. Sapiranga, a pior coisa é o interesse pessoal das pessoas que têm o poder para mudar as coisas para a melhoria do bem comum e não o fazem: politicos sem o minimo compromisso com o povo, com a terra onde vivem. Desejo sucesso ao mutirão e, sugiro que levem a imprensa com vocês, pois se aparecer alguém querendo impedir, ficara registrado. Um abraço.

  20. Helton Jucá disse:

    querido sapiranga, vc está pensando em fazer um multirão de limpeza na lagoa, não fique pensado que vai ser fácil, por lá vai aparecer um batalhão de órgão ambientais, a ex: no final do ano um empresário começou a fazer uma grande arvore de natal para embelzar e quem sabe um cartão postal… ele foi impedido pelos chamados órgãos ambientais que depois de muita burocracia o empresário decistiu… mas não soube de nem um órgão ambiental impedindo a invasão de grandes empreendimentos em torno da lagoa…

  21. silvana disse:

    É uma pena que a Lagoa dos índios esteja morrendo por culpa dos grandes projetos que foram implementados naquela área e o poder público parece que está “cego”. Como explicar os licenciamentos dados para grandes construções em uma área de preservação ambiental. Neste momento só Deus para socorrer aquela linda área.E PIOR AINDA NÃO FOI INVADIDA POR POBRES SEM TETOS.

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