Alcinéa Cavalcante

Liberdade de expressão!
Macapá - Amapá

Quando a alma é uma canção – Especial Dia das Mães

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 12/05/13 as 5:12 am

QUANDO A ALMA É UMA CANÇÃO
Alcy Araújo Cavalcante


O poeta pensou que fosse fácil falar, fosse fácil escrever, dizer qualquer coisa, neste dia de amor filial. A emoção, porém, interdita o gesto de escrever. As palavras ficam prisioneiras e a alma é uma canção que chora silêncios, neste domingo do mundo.
Penso no olhar de minha mãe rezando. No olhar que me viu pela primeira vez e adivinho um universo de ternura. Ternura que se transmitiu a mim e me fez poeta. Acho que sou poeta porque a sensibilidade de minha mãe assim o desejou.
Tanta coisa para dizer e este poeta sem palavras, com o coração cheio de lágrimas. E a inspiração defronte, doendo como um remorso. O poeta se pergunta se é um bom filho. Se merece amor. E não encontra resposta. É que hoje é dia das mães.
Que pode dizer este poeta, meu Deus, neste domingo? É melhor não dizer nada. É melhor pedir perdão. Bênção, minha mãe… perdoe seu filho.
Depois beijar as mãos enrugadas de mamãe e chorar. Chorar muito, até a alma se purificar com o fogo das lágrimas. Lágrimas caindo no rosto de minha mãe, no beijo de minha mãe, nos cabelos grisalhos de minha mãe.
Mãe que é perdão, súplica, oração, bondade, fé. Mãe onde ainda posso depositar minhas mágoas, meus desencantos, minhas grandes dores, minhas angústias só minhas.
Mãe que me pôs no mundo para a glória de ser poeta, para amar, para sentir as grandezas e as misérias do mundo. Mãe que me fez homem. Que me ensinou a ser bom, até o limite em que um homem pode ser bom. Que me ensinou a ser generoso até onde me permitem as minhas humanas limitações. Que me fez humilde até onde é possível meu orgulho. Enfim, que me fez filho, nada mais que um filho que ainda precisa de carinho porque não encontrou o caminho do retorno.
Minha mãe, acabaram as minhas palavras. Mas o meu amor permanece.

(O poeta, escritor e jornalista Alcy Araújo Cavalcante, meu pai, nasceu em 7 de janeiro de 1924 em Peixe-Boi, no Pará, e morreu em 22 de abril de 1989 em Macapá. Sua mãe, Elvira Araújo Cavalcante, morreu em novembro de 1971 em Macapá)

Carta – Especial Dia das Mães

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 11/05/13 as 1:17 pm

CARTA
Alcy Araújo

Há muito tempo, muito tempo mesmo que não escrevo para você. Não escrevo porque é muito difícil falar de coisas só nossas. Minhas e de você, como, por exemplo, o dia em que fugi de casa para conquistar o mundo e tinha apenas três anos. Também aquela vez que, maravilhado com a descoberta da caixa de fósforos, provoquei o mais belo princípio de incêndio que tenho na memória e que resultou em vigorosas palmadas que impediram que eu escolhesse, no futuro, a espetacular profissão de pirotécnico.
São coisas intimamente nossas, na saudade do que foi, como a escola e os sacrifícios que você fez para que eu fosse o que nunca pude ser o que você queria tanto que eu fosse. Às vezes fico pensando como seria a nossa vida hoje se eu tivesse podido entrar para o seminário de Belém. Quem sabe eu teria a minha paróquia como o padre Jorge? Mas o seminário não foi possível e ficou, até hoje, a frustração que atingiu o menino.
Há também a vida dura das oficinas e os plantões noturnos intermináveis nos jornais. E os nossos momentos felizes, apesar de uma existência tão plena de pobreza. O dia da minha primeira comunhão, a primeira vez que vesti o roquete de coroinha, o uniforme de escoteiro, o primeiro dinheiro ganho foram instantes de imensa felicidade. E as tristezas, como naquele dia em que Papai Noel não veio.
Depois o menino ficou homem e aconteceram muitas aflições e desencantos. Mas o menino que você embalou, que vestiu para o primeiro dia de aula não mudou em sua essência. É humilde e terno. Apenas sofrido. Carrega dores e cicatrizes no coração grisalho.
Mamãe, o menino ainda sente a mesma necessidade de carinho e de amor, sonha e tem as mãos cheias de ternura, para repartir entre os que necessitam de compreensão e de esperanças.
Que importa o que a vida judiou se os ensinamentos que vieram de você ainda permanecem? Mas não tem sido fácil conservar em meio a tantas mágoas o gesto de bondade.
Se isto pode servir de algum consolo para você, eu conto que o mundo não me fez mau. Digo isto porque você sabe que andei muitas vezes por caminhos proibidos. Mas isto, mãe, não é coisa nossa. Abençoe seu filho, nesta hora em que sinto uma vontade imensa de chorar…

(O poeta, escritor e jornalista Alcy Araújo Cavalcante, meu pai, nasceu em 7 de janeiro de 1924 em Peixe-Boi, no Pará, e morreu em 22 de abril de 1989 em Macapá. Sua mãe, Elvira Araújo Cavalcante, morreu em novembro de 1971 em Macapá)

Cinema

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 11/05/13 as 11:33 am

Programação na praça marca aniversário do Clube de Cinema

Clube de Cinema é um cineclube fruto de uma parceria interinstitucional entre o Festival Imagem-Movimento FIM e SESC Amapá. Idealizado para trazer à sociedade amapaense um cinema de qualidade e gratuito, onde é possível refletir e debater sobre diferenciados temas e apreciar as mais belas obras do cinema mundial. Sua principal proposta é ser, além de uma opção de lazer, um local de aprendizado, reflexão e compreensão.

Em 2013, o Clube de Cinema completa três anos de atividades, tempo em que se firmou como uma importante ferramenta de fomento cultural. Para comemorar o sucesso desta iniciativa, uma programação que pretende reunir diversas manifestações artísticas será realizada dia 11 de maio na Praça Veiga Cabral, a partir das 18h.
 
Na ocasião, haverá apresentação das bandas Télon Band, Nova Ordem, Velho Johnny e O Sósia. A mistura de estilos e influências promete agradar a todos que prestigiarem a comemoração.

Ainda como parte da programação serão exibidos diversos curtas-metragens e o documentário “Clube de Cinema.doc”, que retrata através de discursos as impressões de cada entrevistado em relação ao Clube de Cinema e a 7ª arte, envolvendo todo contexto de vivências e experiências através do audiovisual e os debates que ele instiga.
(Mary Paes)

A Casa de Alice
O Cine Mairi exibe hoje o filme A Casa de Alice, do diretor Chico Teixeira, às 16h, no auditório da Fortaleza de São José de Macapá.

Sinopse – Alice (Carla Ribas) é uma manicure que tem em torno de 40 anos e está com a vida estagnada. Ela mora na periferia da cidade de São Paulo com seu marido e seus três filhos. Ao lado da família, tenta levar a vida do melhor jeito possível ao enfrentar os problemas do dia-a-dia. Alice sabe que o marido encontra outras mulheres, mas releva, porque também sai com outros homens.

Juventude em cena

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 07/05/13 as 11:57 pm

A Secretaria Extraordinária de Políticas para a Juventude (Sejuv), em parceria com a Companhia Experimental de Teatro Piracuca, da Faculdade Estácio Seama, abre novas vagas para aulas de teatro, tudo para realizar o aprendizado e o desenvolvimento pessoal por meio do teatro e, assim, aproximar a juventude amapaense das técnicas de produção e expressão teatral.

“As oficinas abrem 20 novas vagas para a população a partir de 15 anos e as aulas irão ocorrer às segundas, quartas e sextas-feiras, das 16h às 18h, no Teatro das Bacabeiras”, informa a coordenadora Janisse Carvalho.

O projeto Juventude em Cena consiste no aprendizado teatral através de aulas temáticas como aprimoramento a autoexpressão, formação por meio da leitura e reflexão às práticas culturais, estímulo à integração e o respeito à diversidade entre jovens, além do fortalecimento à participação juvenil por meio da arte cênica.

Os interessados podem procurar o prédio da Secretaria Extraordinária de Políticas para a Juventude, que fica localizado na Avenida Beira Rio, 210, bairro Santa Inês, no horário das 14h às 17h, para realizarem suas inscrições com a xerox da Carteira de Identidade.

“A meta do projeto é apresentar no dia 16 de maio, no Salão de Atos da Faculdade Estácio Seama, a leitura dramática de Micrômegas, texto de 1752, de Voltaire, onde os alunos serão os principais atores do espetáculo”, enfatiza o secretário da Juvenude, Alex Nazaré.

(Petton Laurindo/Sejuv)

Ah, se em Macapá tivesse algo assim

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 06/05/13 as 2:37 pm

Ah, se em Macapá tivesse algo assim. Público, com certeza, teria. 

2º Seminário de Ação Poética

 Na sexta-feira, 10 de maio, e no sábado, 11, a Casa das Rosas promove o 2º Seminário de Ação Poética. Evento anual, realizado pela primeira vez no ano passado, em parceria com o Centro Cultural São Paulo, o SAP segue na Casa com o objetivo de reunir instituições brasileiras que trabalham pela difusão e promoção da poesia, assim como poetas e professores,
para discutir estratégias de divulgação, democratização do acesso ao estudo e prática da poesia.
Crédito: Dirceu Rodrigues

Confira a seguir a programação completa.

SEXTA-FEIRA, 10 DE MAIO.

19h – Mesa: Como a poesia contemporânea brasileira é divulgada pela internet?
Mediação: Frederico Barbosa.
Com Edson Cruz e José Luiz Goldfarb.

Edson Cruz é poeta, revisor e editor do site Musa Rara:  (www.musarara.com.br). É o curador do ciclo de recitais-entrevistas “O que é a poesia?”, realizado mensalmente na Casa das Rosas.

José Luiz Goldfarb é o curador do Prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro.  Atualmente, é consultor do Programa Rio Uma Cidade de Leitores, da Secretaria de Educação do Município do Rio de Janeiro e Coordenador Núcleo #REDEMIS.

SÁBADO, 11 DE MAIO.

14h às 16h30 – Mesa: Como a poesia brasileira contemporânea é publicada?
Mediação: Marcelo Tápia.
Com Eduardo Lacerda e Sofia Mariucci.

Eduardo Lacerda é poeta, produtor cultural e editor. Coeditou a Revista Metamorfose e o Casulo – Jornal de Literatura Contemporânea. Foi assistente de produção e coordenação cultural da Casa das Rosas, entre 2005-2008, e produtor cultural do Programa São Paulo: um Estado de leitores, entre 2009 e 2011. Atualmente é coeditor da Editora Patuá.

Sofia Mariutti nasceu em São Paulo, em 1987. Formou-se em Letras com habilitação em alemão pela FFLCH/USP, depois de um intercâmbio de um ano na Freie Universität/Berlin. Trabalha hoje como editora na Companhia das Letras e tradutora de alemão.

16h30 às 18h – Mesa: Como a poesia brasileira contemporânea é lida na imprensa?
Mediação: Reynaldo Damazio.
Com Heitor Ferraz e Almir de Freitas.

Almir de Freitas é jornalista. Formado em História pela Universidade de São Paulo, trabalhou nos jornais Folha de São Paulo e Diário do Grande ABC e na revista Primeira Leitura.  É editor sênior de Livros e Teatro e Dança da revista BRAVO!.

Heitor Ferraz é poeta, jornalista, editor de livros da revista Cult, professor de jornalismo na Faculdade Cásper Líbero e colaborar do Guia de Livros da Folha de São Paulo. Autor de “Coisas imediatas” e “Um a menos”, entre outros.

19h – O menor slam do mundo
Curadoria: Daniel Minchoni.

Baseado nos slams, o sarau propõe um jogo de poesia em que os participantes apresentam, em 10 segundos, suas qualidades poéticas e performáticas.

Leitores de Max Martins, reuni-vos!

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 30/04/13 as 1:09 pm

maxmartins1É hoje em Belém, na Livraria Fox, o lançamento do livro “Cartas ao Max: limiar afetivo da obra de Max Martins”, da escritora, poeta, ensaísta e publicitária Élida Lima. “Com uma seleção de 36 poemas de Max Martins, Cartas ao Max cria um livro dentro do livro e convida para uma leitura singular de sua poesia. Cartas ao Max é, sobretudo, uma homenagem a um dos maiores poetas da literatura brasileira”, diz Élida.
No dia 11 de maio, o livro será lançado em São Paulo, na Livraria da Vila.

Max é um dos poetas paraenses homenageados na Feira Pan-Amazônica do Livro que está ocorrendo em Belém. Num dos estandes, inclusive, foi montada uma réplica da cabana batizada de “Porto Max Martins”, que reproduz a fachada da cabana construída por ele na praia do Maraú, em Mosqueiro.

Max e Alcy Araújo

Max Martins era paraense. Faleceu em Belém aos 82 anos no entardecer de uma segunda-feira de fevereiro de 2009. Ele e meu pai meu pai Alcy  Araújo Cavalcante foram grandes amigos na “quase mocidade”. Meu pai veio para o Amapá, Max ficou em Belém, mas não perderam o contato. Nos arquivos da nossa família existem cartas trocadas entre eles.
A crônica abaixo foi escrita certa manhã de domingo quando Alcy, relendo o livro Anti-Retrato, lançado por Max em 1960, sentiu uma imensa saudade do amigo.
Meu pai morreu em 23 de abril de 1989, aos 65 anos em Macapá. Max morreu no entardecer de uma segunda-feira de fevereiro de 2009, aos 82 anos em Belém.
Hoje relendo essa crônica fico imaginando o sorriso meio maroto do meu pai ao olhar pela janela do céu em fevereiro de 2009 e dar de cara com o Max chegando. Acho que os dois se abraçaram e deixaram as palavras escorrer cerzindo poemas. E Deus, sorrindo cheio de ternura, balançou a cabeça com aquele jeito só dele, dizendo: Olha aí esses dois juntos de novo, o Max e o Alcy. E parece que ainda não criaram juízo.

Max-Gravata Triste
Alcy Araújo Cavalcante

Tenho nas mãos boquiabertas o Anti-Retrato de Max Martins. O amigo, poeta magro, de olheiras profundas, boêmio, que reflete tranquilas desesperanças. Vejo, visualiso o Max da nossa quase mocidade torturada.
Onde andará o companheiro de tantas e tantas noites sem memória? Em que órbita estará com sua gravata triste? Aqui no livro ele está tão perto como um abraço. É o Max tão moço e tão maduro, aprendiz de criança que nunca pôde ter infância. Não por falta de tempo, que o tempo nunca contou para o Max, mas porque ele nunca foi mesmo desse nosso mundo. Anjo adúltero, ele apenas entrou em órbita, foi o máximo que conseguiu de aproximação desta terra onde deixamos as marcas de nossos pés nus.
E no agora eu tenho comigo o Anti-Retrato. Uma das melhores fotografias da alma do poeta, do amigo cargueado pelas tristezas que colheu como um plantador de ilusões.
Acho que estou com saudade do amigo. Talvez porque é domingo e eu ainda nem engraxei os meus sapatos e mal penteei os cabelos que o travesseiro acordou durante o meu sono.
Seria tão bom se eu saísse agora e encontrasse o Max, bem ali, defronte da janela… Sinceramente, eu daria um grande abraço no amigo e faria a pergunta mais simples e mais repetida em nossas vivências: vamos tomar alguma coisa?
E o poeta responderia com outra pergunta: onde?
Então estaria inaugurado o diálogo e as palavras escorreriam cerzindo poemas, sem que ninguém descobrisse o verso, verso que é apenas um modo de sofrer.
E Deus balançaria a cabeça com aquele jeito só dele. Numa censura terna diria ao Filho do Homem, sentado à sua direita: Lá estão de novo aqueles dois, o Max e o Alcy. Esses mesmo não criam juízo.
E o filho sorriria, aprovativamente.
Enquanto isso, um saxofone negro traria para o cais bússolas naufragadas, para indicar que além do azul a lágrima é apenas a alma que escorre pela face e lava as cicatrizes acontecidas quando morreu o último pássaro branco.
Velho Max, as palavras se perdem na praça, onde os namorados estão indiferentes a nossa poesia amargurada.

Feira de livros

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 30/04/13 as 11:32 am

No vizinho estado do Pará, a Feira de Livros valoriza, divulga, resgata a literatura paraense. Três estandes são exclusivos de autores paraenses. Nesses foi feita  uma ambientação diferenciada, com objetos e cenários que levam o visitante a conhecer um pouco mais sobre a vida dos autores. O Pará mostra, mais uma vez, que se orgulha da literatura paraense. Diferente do que ocorre no Amapá.
Na Feira de Livros do Amapá não houve um estande sequer para a literatura amapaense e nos estandes das livrarias os lugares de destaque eram para livros de auto-ajuda. Os livros de autores amapaenses ficavam praticamente escondidos nas últimas  e escuras  prateleiras.

Este blog humildemente sugere ao governo do Amapá que mande alguém da organização da Flap conhecer a Feira que está sendo realizada no Pará, troque informações, tenha humildade de aprender e volte com boas ideias para implantar na Flap. Sei do interesse do Governo do Amapá, principalmente de Cláudia Capiberibe, de resgatar, valorizar e estimular a literatura amapaense, mas está faltando experiência – e até boa vontade de alguns – para fazer da Flap uma verdadeira feira de livros, como acontece nos outros estados.

Leia no post abaixo matéria sobre a Feira Pan-Amazônica do Livro do Pará

Escritores paraenses são destaque na Feira Pan-Amazônica do Livro

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 30/04/13 as 11:30 am

De todos os 224 estandes da XVII Feira Pan-Amazônica do Livro, que ocorre no Hangar Convenções e Feiras da Amazônia, 60% são de expositores do Pará e três deles – Academia Paraense de Letras (APL), Escritores Paraenses e Secretaria de Estado de Cultura (Secult) – são exclusivos de autores locais. Há também o estande da Editora da Universidade Federal do Pará (Edufpa), que este ano homenageia o poeta Max Martins.

A variedade da literatura paraense tem agradado visitantes e escritores. “A feira está realmente a cara do Pará. Por onde a gente olha há um espaço que retrata alguma coisa do Estado. Isso nos dá orgulho e nos enche de esperança de que a nossa literatura será cada vez mais valorizada”, disse a escritora Sarah Rodrigues, membro da APL.

No estande da APL, os visitantes encontram mais de 100 títulos dos 40 membros da entidade. Há também um espaço para os escritores que vão lançar livros, como Roberto Carvalho de Faro. Membro da APL desde 2004, ele lançou na feira seu mais novo livro, intitulado “O guindaste amarelo”, referência ao equipamento que hoje decora a Estação das Docas. Ele já foi um aparelho mecânico de movimentação de carga, instalado na borda do cais do porto, na baía do Guajará.

O guindaste também é o ponto de referência, o início da digressão de acontecimentos remotos que marcaram a vida de Jonas Trindade, protagonista do romance. “É muito bom poder lançar um livro que conta uma história de um ícone paraense, dentro de uma feira que está homenageando este país que se chama Pará e principalmente para um público que ama e vive neste Estado maravilhoso”, ressaltou o escritor.

Cabana – Nos estandes com obras de escritores paraenses, também é possível encontrar uma ambientação diferenciada, com objetos e um cenário que leva o visitante a conhecer um pouco mais sobre a vida dos autores. É o caso do estande da Edufpa, onde foi montada uma réplica da cabana batizada de “Porto Max Martins”, que é uma reprodução da fachada da cabana construída pelo escritor Max Martins na praia do Maraú, em Mosqueiro.

“Resolvemos montar esse espaço para que o público possa conhecer e saber como o autor viveu, os lugares que ele gostava de frequentar, enfim, criar uma aproximação dos paraenses com os nossos escritores”, explicou o responsável pelo setor de criação e edição da editora, Alexandre Souza.

A iniciativa foi aprovada pelo público e tem despertado muito interesse, principalmente entre os estudantes. Larissa Gomes, 17 anos, levou os amigos para conhecer o estande em homenagem a Max Martins. “Quando passei por aqui fiquei muito curiosa para saber mais sobre esse autor, e chamei meus amigos para conhecerem também. É legal porque parece que a gente está dentro da casa dele, fazendo uma visita”, comparou.

Na programação do evento, que tem o Pará como destaque, estão incluídos também os Saraus Literários, Pan-Amazônica nas Escolas, Pan-Amazônica nos Municípios e Salões Regionais do Livro. Em 2013, serão três salões, no segundo semestre, em Santarém, na região do Baixo Amazonas, em Paragominas, na região do Capim, e em Tucuruí, na região do Lago de Tucuruí.

Fonte: Agência Pará de Notícias

Árvore, praça, origami e poesia

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 28/04/13 as 3:30 pm

SÁrvore da praça Veiga Cabral enfeitada de origamis com poesias pelo Movimento Poesia na Boca da Noite. É um presente do Movimento para quem circula pela praça. Além dessa, há outras árvores enfeitadas assim em vários pontos da cidade. Se você passar por alguma delas e gostar de origamis e poesias, não se acanhe. Pode colher quantos quiser para levar para casa ou presentear amigos.

Mixtureba Comix

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 28/04/13 as 1:45 pm

Será lançada terça-feira, 30, às 19h no Centro Cultural Franco Amapaense, a terceira edição da revista em quadrinhos “Mixtureba Comix”.

A revista traz sete histórias, com destaque para “Tormento” de Samuel Beckman, “Capitão Açaí” de Ronaldo Rony e “Cute Girl” de Roberth Lago.
“Tormento” – com roteiro de  Samuel Beckman e desenhos de Josiel Santos -  fala de um tempo que não existe, mas que poderia ter existido se a 2ª Guerra Mundial tomasse outro rumo.

É de Ronald Rony o texto e desenho de “Capitão Açai”, um “herói” super preguiçoso que nunca consegue salvar ninguém. “O  líquido sagrado é o que lhe dá a força do ócio e assim, com muito humor e lerdeza, o anti-herói vai levando todo mundo na conversa”, diz  Lívia Almeida, do Coletivo AP Quadrinhos. Ela adianta também que  “Cute Girl” , de Willian Costa e  Roberth Lago “mistura as angústias do universo feminino, como a insegurança, preocupação excessiva com o corpo e problemas de socialização com a força peculiar que há em cada mulher. Assim nasce Beatriz Castro, uma jovem que vive estes vários dilemas e após um acidente passa a enfrentá-los, com uma força a mais, que ela nem sabia que despertava. Desta forma, Cute se transforma numa heroína dos tempos modernos.”

Durante o lançamento haverá show da banda Nova Ordem

Obra de arte

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 26/04/13 as 3:14 pm

SMacapá Antiga – Tela de R.Peixe

Companhia de dança do Amapá faz turnê por 10 estados

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 26/04/13 as 2:08 am

Rita Torrinha, especial para o blog

Ao apostar no resgate do espírito lúdico das brincadeiras de rua mais populares da geração dos anos 70, 80 e 90, hoje praticamente esquecidas e extintas, a Graham Cia. de Dança conseguiu emplacar no circuito Amazônia das Artes o espetáculo “Divertissement”. A partir do dia 6 de maio a Companhia segue rumo à turnê por 10 estados da Amazônia Legal, tornando-se protagonista e precursora no Amapá, no seguimento da dança, a participar desse projeto do Sesc, um dos mais expressivos do Brasil e entre os maiores de circulação de artes integradas da Região Norte, em sua 6ª edição.

Com 18 anos de estrada, e mesmo sendo uma das Companhias mais atuantes no Estado, a seleção da Graham Cia. de Dança no Amazônia das Artes está marcada por uma série de “primeira vez”. É a primeira vez que o Amapá consegue emplacar um representante da dança no circuito, é a primeira turnê da Companhia, e também foi com uma proposta totalmente inédita que a Graham conquistou a unanimidade dos votos da curadoria, superando a concorrência de grandes companhias.

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“Relembrar com arte as brincadeiras infantis das gerações passadas foi uma sacada muito certa da Companhia, que encantou de cara a curadoria do Amazônia das Artes. A proposta mistura a doçura da criança em uma época onde as brincadeiras custavam muito pouco, ou nada, que elas suavam, interagiam, compartilhavam, acertavam e erravam, mas sempre serelepes e sadias. Quem não se lembra do bambolê, da pipa, do elástico? São a esses elementos que a Graham compôs de forma encantadora a dança. Uma construção simples, sem a complexidade presente em tantas montagens contemporâneas”, define Genário Dunas, coordenador de Cultura do Sesc Amapá.

O “Divertissement” incrementa ao balé contemporâneo o resgate às brincadeiras de pula-corda, amarelinha, brincadeiras de roda, elástico, bate-mão, solta pipa, bonecas de pano, dança da cadeira, bole-bole, peteca, cama de gato, pira esconde. Faz lembrar com saudosismo a época em que as ruas e calçadas se enchiam de criança e viravam uma festa, onde a ordem era se divertir, brincar com o próprio erro, superar limites, dividir, trocar, suar. Tudo bem distante dos incríveis aparelhos eletrônicos da atualidade.

“Bolas, bambolês, tamancos de lata, bonecas de pano…tantas emoções boas, objetos deste universo, de diferentes tamanhos e formatos vão colorindo e divertindo ora em grupo, ora separado, mas nunca sozinho. Nossa proposta mescla coreografia com brincadeira, lembrando que tem a hora de iniciar a brincadeira, mas também a hora de reunir todos os brinquedos, arrumá-los e descansar, para reiniciar tudo no dia seguinte”, eis o espírito de Divertissement, segundo Cleide Façanha, fundadora da Graham Cia. de Dança, coreografa e produtora cultural.

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Além de Cleide Façanha (direção artística, produção, roteiro e coreografia), compõem o espetáculo as bailarinas Alícia Cunha, Janaína Pontes, Jéssica Pontes (direção executiva), Anne Ferreira, Claudiani Moraes e Helaine Quaresma. A trilha sonora tem a marca do experiente e premiado músico amapaense Paulo Bastos, com sonorização do produtor Paulo Alfaia e iluminação do renomado Eloy Pessoa.

Em Edições anteriores, passaram pelo Amazônia das Artes os artistas amapaenses Zé Miguel, Patrícia Bastos, Joãozinho Gomes, Enrico Di Miceli, grupo teatral Cores da Rotunda, Beto Oscar e Cecília Lobo, também do teatro.

O projeto acontece em formato de mostra cultural nas capitais: Porto Velho (RO), Rio Branco (AC), Manaus (AM), Boa Vista (RR), Palmas (TO), Belém (PA), São Luis (MA), Teresina (PI), Cuiabá (MT), Macapá (AP). A turnê deste ano vai ocorrer em duas etapas, nos meses de maio e agosto, sendo cinco capitais por etapa. A primeira apresentação da Graham será no dia 6 de maio, em Porto Velho, e a turnê encerra em Macapá, no dia 27 de agosto.

A Companhia Graham
Fundada em 18 de setembro de 1995, a Graham Cia. de Dança é uma das mais atuantes no cenário amapaense, premiada dentro e fora do Estado, autossustentável e com seis produções em seu repertório. Realiza festivais, oficinas com profissionais de alto nível (nacional e internacional), participa de shows com artistas locais, trabalhos beneficentes, dentre outros.

dança1Fundadora e coreógrafa Cleide Façanha e as bailarinas

Atualmente a Companhia conta com nove bailarinas, que se dedicam diariamente à prática de diferentes técnicas – moderna, contemporânea, clássica, jazz.

O nome homenageia uma das principais referências da dança mundial, Martha Graham, mulher forte e à frente do seu tempo, que com suas ideias inovadoras se destacou e revolucionou a segunda geração da dança moderna. Martha nasceu em maio de 1894, na Pensilvânia, e morreu em 1991, em Nova Iorque. É considerada a mãe da Dança Moderna.

O menino leitor

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 25/04/13 as 11:26 am

SSem cerimônia, o menino ao ver dezenas de livros no Pano da Poesia, perguntou se podia pegar algum. Resposta positiva, sentou no Pano e concentrou-se na leitura da coletânea “Poesia na Boca da Noite”. Ganhou alguns livros e voltou feliz para casa.
Isso aconteceu terça-feira quando o Movimento Poesia na Boca da Noite comemorou o Dia Internacional do Livro na Praça Veiga Cabral. Foram distribuídos 93 livros e mais de 150 origamis com poesias.
É o Movimento Poesia na Boca da Noite sempre incentivando a leitura.

Cantando Vinícius de Moraes

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 19/04/13 as 12:48 am

Coral da Ueap convida amantes da MPB para cantar Vinícius de Moraes

Simpatizantes, fãs e admiradores da música de Vinícius de Moraes terão a oportunidade de cantar os sucessos deste ícone da Bossa Nova durante a homenagem que está sendo preparada pelo Coral da Universidade do Estado do Amapá (Ueap), por ocasião do ano que marca o centenário de nascimento do compositor e poeta. Os interessados podem dirigir-se à Pró-Reitoria de Extensão, no Campus I, durante o horário de expediente, ocasião em que serão informados detalhes sobre o ensaio.

Por se tratar de Vinícius de Moraes, o Coral da Ueap abre suas portas para que admiradores e fãs de todas as idades possam tomar parte da homenagem que ainda não tem data definida, mas que está sendo programado para este semestre. O recital está sendo montado pela maestrina e preparadora vocal do Coro Comunitário da Ueap, Arnely Schulz e maestro Williams Leigues Sol.

Contatos: (96) 21010521/0513 (Pró-Reitoria de Extensão) / (96) 81214696 (Williams Sol Sol) ou (61) 81277872 (Arnely Schulz).

(Keila Gibson/Ueap)

Mostra Iconoclássicos

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 19/04/13 as 12:43 am

A Casa Fora do Eixo Amapá em parceria com o Itaú Cultural realiza de 23 a 27 deste mês a “Mostra Iconoclássicos”. Os filmes são divididos em cinco programas que falam sobre artistas brasileiros contemporâneos, todos eles grandes referências para a produção cultural do país, onde suas obras são um legado para as novas gerações. As sessões iniciam às 19h, no auditório da Biblioteca Pública Elcy Lacerda, com entrada gratuita.

Todas as produções audiovisuais exibidas contarão com a participação de agentes e produtores culturais locais, que debaterão os filmes, que são: Daquele Instante em Diante, dirigido por Rogério Velloso sobre o músico Itamar Assumpção; Ex isto, obra de Cao Guimarães inspirada no romance Catatau do poeta Paulo Leminski; EVOÉ! Retrato de um Antropófago, documentário sobre o dramaturgo Zé Celso, dirigido por Tadeu Jungle e Elaine Cesar e, por fim, Mr. Sganzela – Os Signos da Luz, um retrato de Rogério Sganzerla sob o olhar de Joel Pizzini.

(Ascom/Casa Fora do Eixo)

Convite

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 17/04/13 as 4:45 pm

Adamor_convite tesouros

Feira Pan-Amazônica do Livro

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 16/04/13 as 2:35 pm

A pouco mais de um mês da XVII edição da Feira Pan-Amazônica do Livro, todos os 224 estandes disponibilizados já foram vendidos. Destes, 60% são de expositores sediados no Estado do Pará e dois deles, o da Academia Paraense de Letras e dos Escritores Paraenses, serão exclusivos de autores paraenses. Entre as novidades do maior encontro literário da região Norte, está a homenagem feita desta vez não a um país, mas ao Estado do Pará e ao poeta Ruy Barata. A programação conta com atividades acadêmicas, como mesas redondas, oficinas, debates, encontros literários, seminários e shows, com convidados locais, nacionais e internacionais.

Autores paraenses estão vendo na XVII edição da Feira Pan-Amazônica a oportunidade de divulgação não só das suas obras, mas também, da própria cultura paraense. A produção literária paraense está disponível desde os autores já consagrados, como Dalcídio Jurandir e Bruno de Menezes, aos contemporâneos como Daniel Leite e Harley Dolzane.

Claudio Cardoso, coordenador do estande “Escritor Paraense na Feira”, fala sobre a satisfação de o evento homenagear o Pará, já que a tradição era homenagear um país a cada edição. “Nesse espaço o público poderá acompanhar a participação de autores paraenses dos municípios de Santarém, Altamira, Capitão Poço, Maracanã, Castanhal, entre outros, além de autores do Canadá e de Portugal”.

Na programação do evento que tem o Pará como destaque, estão incluídos também os Saraus Literários, Pan-Amazônica nas Escolas, Pan-Amazônica nos Municípios e Salões Regionais do Livro. Em 2013 serão três salões do livro, realizados no segundo semestre em Santarém, na região do Baixo Amazonas; em Paragominas, na região do Capim; e em Tucuruí, na região do Lago de Tucuruí.

Serviço:

A XVII Feira Pan-Amazônica do Livro será realizada entre os dias 26 de abril e 5 de maio no Hangar – Convenções e Feiras da Amazônia (Av. Dr. Freitas, próximo à Av. Duque de Caxias – Marco). A entrada é gratuita em todos os dias da programação.

Fonte: Agência Pará

Imperdível

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 10/04/13 as 1:20 pm

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Hoje tem “Mostra Mucajá”

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 04/04/13 as 12:57 pm

A Casa Fora do Eixo Amapá realiza nesta quinta-feira (4), mais uma edição do projeto “Mostra Mucajá”. O projeto – que contou com a participação de aproximadamente 100 crianças, em sua última sessão – exibe filmes, animações e documentários. As sessões acontecem todas as quintas-feiras, com início 17h30 no Conjunto Habitacional Mucajá (Rua Jovino Dinoá-Beirol)

O projeto objetiva a inclusão cultural cinematográfica aos moradores do Conjunto Mucajá, além de acreditar que o investimento social e cultural reduz a violência entre os jovens e as populações das periferias, onde a presença do Estado chega quase exclusivamente através da polícia.

As sessões são coordenadas pelos integrantes do cineclube Cine Paraíso, contemplado no Edital Agente Jovem. O projeto é uma realização da Casa Fora do Eixo Amapá, da rádio comunitária e o Movimento Comunitário Estadual Amigos do Mucajá, Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultura, Ministério da Cultura e Governo Federal.
(Ascom)

O Pintinho Piu estreia quarta-feira no Bacabeiras

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 01/04/13 as 10:42 am

Nesta quarta-feira, 3,  estreia no Teatro das Bacabeiras o musical infantil “O pintinho PIU”.

Um quintal no meio da cidade. Uma galinha com a ninhada de um pintinho só. Um galo (pai) grosseiro e decepcionado. Uma perua pra lá de perua. Um gato bandido. Um pintinho surdo. Uma velhinha que desapareceu. Quem vai cuidar desse quintal? Quem vai cuidar desses bichos? O que eles vão comer? Como ensinar o pintinho surdo a cantar para galo se tornar? E quem vai defender o pintinho do gato bandido?
A importância do Projeto “O Pintinho Piu”, consiste em sensibilizar o público para as questões relacionadas à inclusão social, neste caso particularmente os surdos dando ênfase a Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS.

Este Projeto é desenvolvido por meio de um espetáculo musical  de classificação livre, cujo objetivo principal é chamar a atenção para temáticas como a LIBRAS; formas de tratamento aos animais e cuidados com os idosos.

Ficha Técnica
Diretor: Hugo Araújo
Texto e Produção: Joca Monteiro
Direção de arte: Paulo Rocha
Iluminação: Marina Beckman
Cordenação Pedagógica: Edilene Dias e Gabriel Lélis
Elenco: Belisa Cardoso, Gleicy Oliveira, Jones Barsou, Netho Pereira e Paula Suélen
Classificação: Livre
Duração: 50 min.
Ingressos: R$ 15 (meia) R$ 30 (inteira)

(Ascom)