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	<title>Alcinéa Cavalcante &#187; Macapá antiga</title>
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		<title>Macapá 254 anos &#8211; O aeroporto era na FAB</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 19:03:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alcinéa Cavalcante</dc:creator>
				<category><![CDATA[Macapá antiga]]></category>

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		<description><![CDATA[Essa avenida larga, movimentada, tida como a principal de Macapá, por onde passam todos os ônibus e onde ficam escolas, secretarias de governo, hospitais, tribunais, Assembléia Legislativa, Câmara de Vereadores e Prefeitura, foi o primeiro campo de aviação de Macapá. Por isso quando virou avenida recebeu o nome de Avenida FAB (Força Aérea Brasileira). Aí  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_13897" class="wp-caption aligncenter" style="width: 570px"><a href="http://www.alcinea.com/blog/wp-content/uploads/2012/02/Macapa4-Fab1.jpg"><img class=" wp-image-13897 " title="Macapa4-Fab" src="http://www.alcinea.com/blog/wp-content/uploads/2012/02/Macapa4-Fab1.jpg" alt="" width="560" height="353" /></a><p class="wp-caption-text">Avenida Fab domingo à tarde</p></div>
<p>Essa avenida larga, movimentada, tida como a principal de Macapá, por onde passam todos os ônibus e onde ficam escolas, secretarias de governo, hospitais, tribunais, Assembléia Legislativa, Câmara de Vereadores e Prefeitura, foi o primeiro campo de aviação de Macapá. Por isso quando virou avenida recebeu o nome de Avenida FAB (Força Aérea Brasileira). Aí  pousavam todos os aviões que chegavam em Macapá e daí decolavam.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.alcinea.com/blog/wp-content/uploads/2012/02/aeroporto21.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-13898" title="aeroporto21" src="http://www.alcinea.com/blog/wp-content/uploads/2012/02/aeroporto21.jpg" alt="" width="508" height="354" /></a><span style="color: #800000;">Aeronave  C47 da Cruzeiro do Sul</span></p>
<p style="text-align: left;">O <strong>José Ribamar Pessoa</strong> trabalhou neste aeroporto da avenida Fab. Ele contou ao blog que não havia cerca, muro, nada que impedisse que as pessoas chegassem bem pertinho do avião para receber quem estava chegando ou se despedir de quem estava partindo. <span style="color: #800000;"><em>&#8220;Sobre a multidão que aparece nessa foto informo que naquela época, era permitido a todos receber autoridades, familiares, etc embaixo da aeronave, inclusive também no embarque&#8221;</em></span>, conta.</p>
<p><strong>O poeta Manoel Bispo</strong> – que chegou gitinho em Macapá – conta que  quando a molecada <a href="http://www.alcinea.com/blog/wp-content/uploads/2012/02/bispo-113x150.jpg"><img class="size-full wp-image-13903 alignleft" title="bispo-113x150" src="http://www.alcinea.com/blog/wp-content/uploads/2012/02/bispo-113x150.jpg" alt="" width="113" height="150" /></a>ouvia o barulho do avião corria pro “aeroporto” vislumbrando ganhar uma grana pra comprar gibis, picolés e garantir o da matinê do cinema.<br />
É que naquela época não existia táxi em Macapá e quase nenhum carro particular (ônibus nem pensar). A pessoa chegava, descia do avião e ia a pé pra casa. É aí que a molecada entrava. Se aproximava do passageiro e oferecia o serviço: carregar a maleta, do aeroporto até a casa. <em><span style="color: #800000;">“O ‘carreto’ mais longo que fiz com uma mala na cabeça foi do aeroporto pro bairro do Trem. A maleta era daquelas de madeira, mas me rendeu um bom dinheirinho</span>”</em>, me disse o poeta certa tarde.</p>
<p>Dia desses<em><em></em></em> o<strong> Celso Façanha</strong> estava lembrando dos seus tempos de moleque e disse que uma <a href="http://www.alcinea.com/blog/wp-content/uploads/2012/02/celso.jpg"><img class="alignleft  wp-image-13904" title="celso" src="http://www.alcinea.com/blog/wp-content/uploads/2012/02/celso.jpg" alt="" width="120" height="117" /></a>vez viu “com esses olhos que a terra há de comer” um avião quase entrar num prédio ali por perto de on<em><em></em></em>de é hoje a Escola Integrada.<br />
Deixemos o Celso contar:<br />
<em>- <span style="color: #800000;">Era um dia de chuva, a pista tava um lamaçal, o avião aterrissou mas não</span></em><span style="color: #800000;"><em> conseguiu parar logo. Foi indo, indo, indo…  e só conseguiu  parar ali perto do GM, quase que entra num prédio onde era o Irda. Quando a porta  abriu  o primeiro passageiro a descer foi o Pernambuco, um açougueiro brabo. Ele desceu reclamando: “Pô, esse cara (piloto) podia ter logo me deixado em casa.”</em></span></p>
<p><a href="http://www.alcinea.com/blog/wp-content/uploads/2012/02/Cópia-de-Professoras-Raimunda-Façanha-e-Delzuite-Cavalcante.jpg"><img class="alignleft  wp-image-13906" title="Mamae" src="http://www.alcinea.com/blog/wp-content/uploads/2012/02/Cópia-de-Professoras-Raimunda-Façanha-e-Delzuite-Cavalcante.jpg" alt="" width="102" height="115" /></a>Minha mãe, a professora <strong>Delzuite Cavalcante</strong>, contava que, sentada no pátio da nossa casa, via os pousos e decolagens.<br />
“<em><span style="color: #800000;">Era ali</span>, </em>dizia apontando com o dedo, <span style="color: #800000;"><em>o campo de aviação e daqui a gente via tudo</em></span>.”<br />
E minha avó completava: “<em><span style="color: #800000;">o avião passava aqui na ilharga</span>.”</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="fb-like" style=""><iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http://www.alcinea.com/macapa-antiga/macapa-254-anos-quando-o-aeroporto-era-na-fab&amp;layout=standard&amp;show_faces=true&amp;width=470&amp;action=like&amp;font=segoe ui&amp;colorscheme=light&amp;locale=pt_BR" scrolling="no" frameborder="0" allowTransparency="true" style="border:none; overflow:hidden; width:470px; height:25px"></iframe></div><div id="tweetbutton13895" class="tw_button" style=""><a href="http://twitter.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.alcinea.com%2Fmacapa-antiga%2Fmacapa-254-anos-quando-o-aeroporto-era-na-fab&amp;via=alcinea&amp;text=Macap%C3%A1%20254%20anos%20%26%238211%3B%20O%20aeroporto%20era%20na%20FAB&amp;related=&amp;lang=en&amp;count=horizontal&amp;counturl=http%3A%2F%2Fwww.alcinea.com%2Fmacapa-antiga%2Fmacapa-254-anos-quando-o-aeroporto-era-na-fab" class="twitter-share-button"  style="width:55px;height:22px;background:transparent url('http://www.alcinea.com/blog/wp-content/plugins/wp-tweet-button/tweetn.png') no-repeat  0 0;text-align:left;text-indent:-9999px;display:block;">Tweet</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Macapá 254 anos &#8211; Velha praça</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 17:17:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alcinéa Cavalcante</dc:creator>
				<category><![CDATA[Macapá antiga]]></category>

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		<description><![CDATA[Praça da Matriz em 1935  (hoje Veiga Cabral) No coreto se apresentavam as bandas de música da Guarda Territorial e do Mestre Oscar. Foi ouvindo estas bandas que interpretavam de forma magistral clássicos da música que muitos casais começaram a namorar e casaram, aí pertinho do coreto mesmo, na bicentenária igreja de São José. O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.alcinea.com/blog/wp-content/uploads/2012/02/1935-Macapá-Igreja-S.-Jose-com-Coreto.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-13891" title="1935-Macapá-Igreja-S.-Jose-com-Coreto" src="http://www.alcinea.com/blog/wp-content/uploads/2012/02/1935-Macapá-Igreja-S.-Jose-com-Coreto.jpg" alt="" width="561" height="311" /></a><strong><span style="color: #800000;"><em>Praça da Matriz em 1935  (hoje Veiga Cabral) </em></span></strong></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>No coreto se apresentavam as bandas de música da Guarda Territorial e do Mestre Oscar. Foi ouvindo estas bandas que interpretavam de forma magistral clássicos da música que muitos casais começaram a namorar e casaram, aí pertinho do coreto mesmo, na bicentenária igreja de São José.</em></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>O poeta Arthur Nery Marinho – que veio para o Amapá em 1946 – chegou a tocar  no coreto e relembra a velha praça nesta poesia publicada no livro “Sermão de Mágoa”, em 1993.</em></span></p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>Praça Antiga</strong><em><br />
Arthur Nery Marinho</em></span></p>
<p>Velha praça, velha praça,<br />
tenho saudade de ti.<br />
Não da bonita que estás<br />
mas da que eu conheci.</p>
<p>A praça do tio Joãozinho<br />
e do seu Naftali:<br />
o primeiro era Picanço<br />
e o segundo Bemerguy.</p>
<p>A praça do João Arthur<br />
também a praça do Abraão,<br />
a praça que outrora foi<br />
da cidade o coração.<br />
A praça em que se jogava<br />
todo dia o futebol,<br />
esporte que só parava<br />
quando já dormia o Sol.</p>
<p>Parece que isto foi ontem,<br />
mas tanto tempo passou,<br />
o que deixou de existir<br />
minha saudade gravou.<br />
Vejo a barraca da Santa,<br />
vejo ali o ABC.<br />
Há muito tempo não existem<br />
mas a minha saudade os vê.</p>
<p>Da igreja o velho coreto<br />
eu avisto, neste ensejo.<br />
Do mestre Oscar vejo a banda<br />
e lá na banda eu me vejo.</p>
<p>Eu considero um castigo<br />
não apagar da lembrança<br />
o que me foi alegria<br />
e agora é desesperança.</p>
<p>Velha praça, velha praça,<br />
renovaste e linda estás.<br />
Não tens, porém, a poesia<br />
do que ficou para trás.</p>
<div id="fb-like" style=""><iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http://www.alcinea.com/macapa-antiga/macapa-254-anos-velha-praca&amp;layout=standard&amp;show_faces=true&amp;width=470&amp;action=like&amp;font=segoe ui&amp;colorscheme=light&amp;locale=pt_BR" scrolling="no" frameborder="0" allowTransparency="true" style="border:none; overflow:hidden; width:470px; height:25px"></iframe></div><div id="tweetbutton13890" class="tw_button" style=""><a href="http://twitter.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.alcinea.com%2Fmacapa-antiga%2Fmacapa-254-anos-velha-praca&amp;via=alcinea&amp;text=Macap%C3%A1%20254%20anos%20%26%238211%3B%20Velha%20pra%C3%A7a&amp;related=&amp;lang=en&amp;count=horizontal&amp;counturl=http%3A%2F%2Fwww.alcinea.com%2Fmacapa-antiga%2Fmacapa-254-anos-velha-praca" class="twitter-share-button"  style="width:55px;height:22px;background:transparent url('http://www.alcinea.com/blog/wp-content/plugins/wp-tweet-button/tweetn.png') no-repeat  0 0;text-align:left;text-indent:-9999px;display:block;">Tweet</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Crônica do Sapiranga</title>
		<link>http://www.alcinea.com/macapa-antiga/cronica-do-sapiranga-24</link>
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		<pubDate>Tue, 22 Nov 2011 14:50:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alcinéa Cavalcante</dc:creator>
				<category><![CDATA[Macapá antiga]]></category>
		<category><![CDATA[Sapiranga]]></category>

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		<description><![CDATA[CHOREI,  E MUITO ! Milton Sapiranga Barbosa Depois que os  desfiles cívicos, pátrios  e carnavalescos foram transferidos  da Av. FAB para à  avenida Ivaldo Veras(Sambódromo), nunca mais  me  interessei em  ir  assistir  desfiles no  local acima  mencionado,  até que  neste  ano de  2011, não  pude  deixar de ir, por  dois motivos  que  julguei importantíssimos,  como  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="color: #003366;">CHOREI,  E MUITO !</span></strong><br />
<em><span style="color: #003366;">Milton Sapiranga Barbosa</span></em></p>
<p><a href="http://www.alcinea.com/blog/wp-content/uploads/2011/11/sapir.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-13040" title="sapir" src="http://www.alcinea.com/blog/wp-content/uploads/2011/11/sapir.jpg" alt="" width="131" height="150" /></a>Depois que os  desfiles cívicos, pátrios  e carnavalescos foram transferidos  da Av. FAB para à  avenida Ivaldo Veras(Sambódromo), nunca mais  me  interessei em  ir  assistir  desfiles no  local acima  mencionado,  até que  neste  ano de  2011, não  pude  deixar de ir, por  dois motivos  que  julguei importantíssimos,  como  vocês  poderão  comprovar a  seguir.</p>
<p>Minha   filha  caçula, Elinne, quando  fui  visitá-la  no  sábado, 03/09,  me  fez um  convite muito  especial, pedindo  que  fosse assistir o desfile  do Pedro Caíque, seu  filho(  aquele moleque da crônica <em><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.alcinea.com/sem-categoria/cronica-do-sapiranga-12" target="_blank">O filho da lavadeira e o neto indagador </a></span></em>). Lembram? De  imediato  prometi  que não ia  faltar. Primeiro, porque  naquele dia em  que ele  desfilaria, eu  estaria  de berço, completando 66 anos  de  vida,  e segundo, por que, sem dúvida,  veria  naquele  moleque, da terceira geração da Dona Alzira, um  pouco  de mim, já que  ele  carrega nas veias um de meu sangue. Não,  eu poderia  deixar  de  ver meu Neto desfilar  pela  primeira  vez  na  vida  e logo no dia  de meu  aniversário.</p>
<p>Na  quarta  feira, 07/09, às  06  da manhã  já  estava acordado. Depois  de rezar  e agradecer à Deus por  me  dar, até  então,  o  dobro  de   sua  idade,   tomei um reconfortante banho, vesti  uma  roupa  nos  trinques, bebi o café matinal , saindo  em seguida  pedalando  minha  bike   rumo  ao  sambódromo.<br />
Como   o trajeto da casa  onde moro  até ao local do  desfile dista uns  mil  e quinhentos  metros aproximadamente, ou mais,  fui  relembrando, feliz,  como  pinto no lixo, dos  meus  tempos  de jardim de infância  até à  quinta  série, iniciado no  anexo  da Escola  Normal  e concluído  no Grupo Escolar Barão do Rio Branco.<br />
Lembrei das  professoras  que  me  deram ensinamentos  e  alguns  cascudos, também. Como  foram diversas, não  cito nomes para não cometer injustiça.<br />
Lembrei  com saudade da  “Turma  da Graxa”, pois  por  dois  anos, por  ser baixo  e magrinho, sempre ficava no  pelotão da “bagunça”,   já  que   na graxa não havia preocupação  com  o passo  certo. Bem  que tentávamos,  dando  aquele “pulinho”  para  acertar o  passo(assim pensávamos), com o  do  colega  que marchava ao lado  direito ou  na frente, mas as  vezes eles  também estavam marchando errado, e a coisa  ia  do jeito que  dava até o final  do desfile da escola.Mas o orgulho de  passar  em frente ao Palanque  Oficial era indescritível.<br />
Recordei  da Turma do Bastão , da  Escola  Industrial,   comandada  pelo  saudoso professor, árbitro, atleta e  escoteiro, Expedito da  Cunha Ferro(91), que   com uma  varinha na mão direita, exigia muita  atenção  e disciplina  dos  “bonecos  de anil” por  ele  selecionados .<br />
Quando a Turma do Bastão parava  em  frente  ao  palanque  e  começava a fazer  evoluções, com uma  precisão incrível, era  um  espetáculo  e os  aplausos  e  fogos  eram  ensurdecedores.</p>
<p>De  repente, ainda envolto nessas  gostosas  lembranças de  meu  tempo de primário, cheguei  na Ivaldo Veras, acho  que uns  10  minutos  antes de começar  o  desfile de  7  de setembro. As  dependências  do  sambódromo já  estavam lotadas. E  agora? Como  iria ver meu  neto passar garboso pela  avenida. Felizmente, liberado por  uma  policial  militar, consegui lugar  em uma  das  cabines  que  abrigam os  jurados nos   desfiles carnavalescos. Lá, daquele  lugar privilegiado, fiquei  atendo, assistindo  o passar dos membros da Polícia Militar, um pelotão da Legião Estrangeira, e  os  alunos das diversas  escolas  de Macapá  e  dos  meus  olhos   começaram a  cair  gotas e mais  gotas  de lágrimas .<br />
Como  tinha  gente  ao  redor, de vez  enquanto  eu ia  até  a escada enxugar lágrimas  saudosas  que  teimavam em cair devido a forte emoção que  tocava meu  coração, por  lembrar da minha  infância  feliz.<br />
De  repente,   lá  vem o  pelotão da Polícia Ambiental e dentro  de um carro  patrulha,  envergando  o  uniforme da  companhia, no posto  de  Tenente, era  meu  netinho Pedro Caíque  Barbosa Baía.<br />
Outra  vez  voltei no  tempo. Ao  vê-lo,  comodamente sentado naquela   viatura, foi  então  que  chorei pra valer,  ao lembrar,  do  dia  em que  cheguei  atrasado para receber o  material que  o governador Janary Nunes mandava  distribuir para os alunos da época (macacão   e botas). Quando  chegou a minha vez, o macacão  estava na medida  certa, mas as botas estavam  dois números acima  do que   eu  calçava, 38 em vez  de  36. Mas  quem disse  que  recusei? Eu não  ficaria sem  desfilar  de forma alguma.<br />
No  dia  7, bem cedo, coloquei uns  pedaços  de  papéis nos  bicos  das botas,  calcei duas meias  de  jogador  do  meu  cunhado justo (grande  zagueiro  do Amapá Clube) e mais  a meia da  escola e  fui  todo  contente  para  a avenida  FAB.<br />
Minha  escola Barão do Rio Branco, foi a  quarta  a desfilar, pegando já um  forte  sol  pela  frente. Quando passamos  em frente  ao palanque, ao  olhar  pra  direita, avistei  minha  mãe Alzira e minha irmã Mariazinha batendo  palmas e ostentando largos  sorrisos  em  seus  rostos.<br />
Elas, eu tinha  certeza,  estavam aplaudindo orgulhosas   aquele  moleque  magrela, que  mesmo  com enorme  sacrifício  de  marchar   com  aquelas  enormes botas  e  com pesos  extras, passava  garboso  diante  do  público e  das  autoridades, como se  tudo  estivesse  normal.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.alcinea.com/blog/wp-content/uploads/2011/11/MACAPA35a.jpg"><img class="size-full wp-image-13041 aligncenter" title="MACAPA35a" src="http://www.alcinea.com/blog/wp-content/uploads/2011/11/MACAPA35a.jpg" alt="" width="432" height="491" /></a></p>
<p>Terminado o  desfile, fui liberado para  ir  tomar  banho na  praia  da  Fortaleza de São José, que naquele  tempo  era  bem limpinha  e tinha muita  areia. Tirei  as botas  longe  dos  colegas, tomei  banho  e  depois trouxe as botas  nas mãos, pois  se eles vissem o tanto  de papel e pano que havia  utilizado no calçado para poder  desfilar, era  gozação  por  toda a  vida. É, chorei de verdade, ainda mais que  depois  que  meu  neto  desfilou, correu  ao meu  encontro,  me  deu  um   forte  abraço  de parabéns  pelo  meu  aniversário,  depois    que lhe  prestei  continência. Afinal  estava  diante  de um Tenente Mirim da Polícia Ambiental. CHOREI,  SIM !  E VOCE, NÃO  CHORAVA?</p>
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		<title>Era notícia</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Nov 2011 16:14:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alcinéa Cavalcante</dc:creator>
				<category><![CDATA[Macapá antiga]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem fez curso de datilografia conta aí na caixinha de comentários. Eu fiz  na Escola Remington em 1973 e ainda tenho o diploma. Olha aí Tweet]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.alcinea.com/blog/wp-content/uploads/2011/11/eranoticia.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-12908" title="eranoticia" src="http://www.alcinea.com/blog/wp-content/uploads/2011/11/eranoticia.jpg" alt="" width="489" height="455" /></a>Quem fez curso de datilografia conta aí na caixinha de comentários.<br />
Eu fiz  na Escola Remington em 1973 e ainda tenho o diploma.<br />
Olha aí</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.alcinea.com/blog/wp-content/uploads/2011/11/datilo.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-12909" title="datilo" src="http://www.alcinea.com/blog/wp-content/uploads/2011/11/datilo.jpg" alt="" width="573" height="390" /></a></p>
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		<title>Lembras&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Nov 2011 17:59:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alcinéa Cavalcante</dc:creator>
				<category><![CDATA[Macapá antiga]]></category>

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		<description><![CDATA[daquelas tardes domingo quando o melhor programa era assistir filme no Cine Macapá? A cidade era pequena e todo mundo ia a pé logo depois do almoço pro cinema. Ninguém reclamava do sol quente, ninguém se queixava do calor. Os meninos levavam dezenas de gibis embaixo do braço pra trocar na fila. As meninas sonhavam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #ff6600;"><strong>daquelas tardes domingo quando o melhor programa<br />
era assistir filme no Cine Macapá?</strong></span></p>
<p><a href="http://www.alcinea.com/blog/wp-content/uploads/2011/11/Cine-Macap%C3%A1-ok.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-12850" title="Cine Macapá ok" src="http://www.alcinea.com/blog/wp-content/uploads/2011/11/Cine-Macap%C3%A1-ok.jpg" alt="" width="410" height="352" /></a>A cidade era pequena e todo mundo ia a pé logo depois do almoço pro cinema. Ninguém reclamava do sol quente, ninguém se queixava do calor.<br />
Os meninos levavam dezenas de gibis embaixo do braço pra trocar na fila. As meninas sonhavam com o dia em que o Zorro tiraria a máscara.<br />
Lembro de &#8220;seu Pedro&#8221; na portaria recebendo a molecada com um largo sorriso. De vez em quando deixava um entrar sem pagar ingresso, pois tinha uma pena danada das crianças que não tinham dinheiro para o ingresso.</p>
<div id="fb-like" style=""><iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http://www.alcinea.com/macapa-antiga/lembras-11&amp;layout=standard&amp;show_faces=true&amp;width=470&amp;action=like&amp;font=segoe ui&amp;colorscheme=light&amp;locale=pt_BR" scrolling="no" frameborder="0" allowTransparency="true" style="border:none; overflow:hidden; width:470px; height:25px"></iframe></div><div id="tweetbutton12849" class="tw_button" style=""><a href="http://twitter.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.alcinea.com%2Fmacapa-antiga%2Flembras-11&amp;via=alcinea&amp;text=Lembras%26%238230%3B&amp;related=&amp;lang=en&amp;count=horizontal&amp;counturl=http%3A%2F%2Fwww.alcinea.com%2Fmacapa-antiga%2Flembras-11" class="twitter-share-button"  style="width:55px;height:22px;background:transparent url('http://www.alcinea.com/blog/wp-content/plugins/wp-tweet-button/tweetn.png') no-repeat  0 0;text-align:left;text-indent:-9999px;display:block;">Tweet</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Retrato em preto-e-branco</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Oct 2011 16:00:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alcinéa Cavalcante</dc:creator>
				<category><![CDATA[Macapá antiga]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Retrospectiva]]></category>

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		<description><![CDATA[Abertura da XI Expofeira em 1957 Tweet]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.alcinea.com/blog/wp-content/uploads/2011/10/Foto-09.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-12632" title="Foto 09" src="http://www.alcinea.com/blog/wp-content/uploads/2011/10/Foto-09.jpg" alt="" width="576" height="410" /></a>Abertura da XI Expofeira em 1957</p>
<div id="fb-like" style=""><iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http://www.alcinea.com/macapa-antiga/retrato-em-preto-e-branco-25&amp;layout=standard&amp;show_faces=true&amp;width=470&amp;action=like&amp;font=segoe ui&amp;colorscheme=light&amp;locale=pt_BR" scrolling="no" frameborder="0" allowTransparency="true" style="border:none; overflow:hidden; width:470px; height:25px"></iframe></div><div id="tweetbutton12631" class="tw_button" style=""><a href="http://twitter.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.alcinea.com%2Fmacapa-antiga%2Fretrato-em-preto-e-branco-25&amp;via=alcinea&amp;text=Retrato%20em%20preto-e-branco&amp;related=&amp;lang=en&amp;count=horizontal&amp;counturl=http%3A%2F%2Fwww.alcinea.com%2Fmacapa-antiga%2Fretrato-em-preto-e-branco-25" class="twitter-share-button"  style="width:55px;height:22px;background:transparent url('http://www.alcinea.com/blog/wp-content/plugins/wp-tweet-button/tweetn.png') no-repeat  0 0;text-align:left;text-indent:-9999px;display:block;">Tweet</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Macapá antiga &#8211; Biblioteca</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Aug 2011 11:00:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alcinéa Cavalcante</dc:creator>
				<category><![CDATA[Macapá antiga]]></category>

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		<description><![CDATA[Era assim a Biblioteca Pública do Amapá.  O  histórico prédio foi derrubado no primeiro governo de Anníbal Barcellos para a construção da nova biblioteca que no governo João Alberto Capiberibe recebeu o nome de Biblioteca Elcy Lacerda. A foto é de 1948 Tweet]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.alcinea.com/blog/wp-content/uploads/2011/08/1948-Macap%C3%A1-Biblioteca-P%C3%BAblcia..jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-11849" title="1948 Macapá Biblioteca Públcia." src="http://www.alcinea.com/blog/wp-content/uploads/2011/08/1948-Macap%C3%A1-Biblioteca-P%C3%BAblcia..jpg" alt="" width="512" height="326" /></a>Era assim a Biblioteca Pública do Amapá.  O  histórico prédio foi derrubado no primeiro governo de Anníbal Barcellos para a construção da nova biblioteca que no governo João Alberto Capiberibe recebeu o nome de Biblioteca Elcy Lacerda.<br />
A foto é de 1948</p>
<div id="fb-like" style=""><iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http://www.alcinea.com/macapa-antiga/macapa-antiga-biblioteca&amp;layout=standard&amp;show_faces=true&amp;width=470&amp;action=like&amp;font=segoe ui&amp;colorscheme=light&amp;locale=pt_BR" scrolling="no" frameborder="0" allowTransparency="true" style="border:none; overflow:hidden; width:470px; height:25px"></iframe></div><div id="tweetbutton11848" class="tw_button" style=""><a href="http://twitter.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.alcinea.com%2Fmacapa-antiga%2Fmacapa-antiga-biblioteca&amp;via=alcinea&amp;text=Macap%C3%A1%20antiga%20%26%238211%3B%20Biblioteca&amp;related=&amp;lang=en&amp;count=horizontal&amp;counturl=http%3A%2F%2Fwww.alcinea.com%2Fmacapa-antiga%2Fmacapa-antiga-biblioteca" class="twitter-share-button"  style="width:55px;height:22px;background:transparent url('http://www.alcinea.com/blog/wp-content/plugins/wp-tweet-button/tweetn.png') no-repeat  0 0;text-align:left;text-indent:-9999px;display:block;">Tweet</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Crônica do Sapiranga</title>
		<link>http://www.alcinea.com/macapa-antiga/cronistas-do-blog-13</link>
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		<pubDate>Wed, 01 Jun 2011 23:22:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alcinéa Cavalcante</dc:creator>
				<category><![CDATA[Macapá antiga]]></category>
		<category><![CDATA[Sapiranga]]></category>

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		<description><![CDATA[Dia primeirio de junho, eu não respeito senhor! Milton Sapiranga Barbosa Neste  primeiro  de junho, como  de costume, mesmo  estando de férias,  acordei as   6 da manhã. Após  agradecer  a Deus pelo  ótimo  sono e   por  ver nascer  mais um novo dia,  assisti, no  canal   96  da Via Embratel,  as peripécias da  dupla Tom  e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="color: #000080;">Dia primeirio de junho, eu não respeito senhor!</span></strong><em><span style="color: #000080;"><br />
Milton Sapiranga Barbosa</span></em></p>
<p><a href="http://www.alcinea.com/blog/wp-content/uploads/2011/06/sapir.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-10776" title="sapir" src="http://www.alcinea.com/blog/wp-content/uploads/2011/06/sapir.jpg" alt="" width="131" height="150" /></a>Neste  primeiro  de junho, como  de costume, mesmo  estando de férias,  acordei as   6 da manhã.<br />
Após  agradecer  a Deus pelo  ótimo  sono e   por  ver nascer  mais um novo dia,  assisti, no  canal   96  da Via Embratel,  as peripécias da  dupla Tom  e Jerry. A  eterna briga do gato com o rato.<br />
Durante o primeiro  intervalo  do  desenho animado, percebi  que Macapá  estava silenciosa, muito silenciosa.  Não se  ouvia pipocar  de fogos   e  nem  a  salva  de tiros  disparados pelos  canhões da Fortaleza de São José de Macapá,  acordando a cidade   e  homenageando  o  primeiro governador  do  Território Federal  do Amapá, Janary Gentil  Nunes, cujo   aniversário é comemorado no primeiro  dia do  mês  da quadra  junina no Brasil.<br />
Aí   bateu  uma tremenda  saudade da Macapá  de antigamente. Lembro  que  naquele  tempo, o  primeiro de junho, era  repleto de comemorações, que iniciavam ao   romper da aurora  e  varavam noite  a dentro.  Tinha churrasco, torneios  de futebol, natação, festa na piscina territorial  e  em diversas sedes  de  clubes  locais. Tinha marabaixo  na casa  da dona Gertrudes  e  do Mestre Julião Ramos. Todos  prestando   homenagem ao  Governador  do Amapá, inclusive imortalizado por Mestre Ladislau na cantoria que dizia: “Pra onde  tu  vás rapaz, por  este caminho  sozinho.? Vou  fazer minha  morada, lá prós campos do Laguinho” / Dia primeiro de junho, eu não respeito senhor, eu  saio gritando vivas, ao nosso  Governador”  e por  aí vai.<br />
Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, gostou  e gravou  os versos   de “Ladrão” de Ladislau.<br />
Ao  sentir   que   se  aproxima a quadra junina, lembrei  também  das  noitadas  de festejos   de  Santo Antonio (13), São João (24),  São  Pedro (29)   e  São Marçal (se  dizia São Marçá) no  dia  30, encerrando  as  festividades  da quadra junina.<br />
Me vi   outra  vez, junto   com  meus  amigos  de infância, entre eles, Moacir, Pilão, Arideu, Dodoca, Zé Rodinha, Deodato, Mucura, Boquinha e  tantos outros, percorrendo  ruas  e  avenidas  da  Favela,  em  desabalada  carreira  para  poder  ter impulso  e pular as   fogueiras   que  eram  acesas   em  frente  de cada  residência  do  bairro.  Os   adultos, sempre  que  percebiam que  íamos  pular, nos  avisavam  que  era perigoso, que  alguém podia  se ferir. E   eles  tinham razão. Mas  sabe  como  é  moleque, não  tem noção  do perigo. Muitas vezes  alguém   errava  o pulo, batia  numa haste  de lenha  e ia  ao  chão, arranhando joelhos, mãos, cotovelos  e alguns  até   ficavam  com  a cara  esfolada. Era  bonito  de se ver o  bairro iluminado  por   fogueiras  armadas nos  mais  diversos tamanhos  e com  todo tipo  de madeira  disponível.<br />
A minha  querida  mãezinha, preferia  fazer  a  fogueira em  frente de casa  com   galhos de muricizeiro, pois  depois  que  a sirene da Usina de Força e Luz apitava avisando que eram  21  horas,  ela  apagava   e  no  outro  dia  aproveitava  o carvão para  colocar no  ferro de engomar (passar  roupa)   e  os  pedaços que  não  tinham  sidos queimado  totalmente,  ela  usava  para  cozinhar   o feijão do  dia  a  dia (até   hoje não sei  porque, o  feijão  cozido no  fogão  a lenha  tem um sabor  diferente, do cozido no  fogão a gás. Será  pelo  cheiro da fumaça que  entranha no caldo?. Ah, essa modernidade).<br />
As  vésperas  e nos  dias   que   os  santos Antonio,  João e Pedro são  homenageados, nós saíamos pulando  fogueiras  até   as   existentes  em bairros  adjacentes (como  Trem e Bairro Alto) por exemplo, mas     no  dia  30,  nós  nos  aquietávamos. É  que   São Marçal  é  homenageado  com  fogueiras  feitas  de  paneiros, muitos paneiros, que  provocam altíssimas  labaredas  e aí sim, pular  era  por  demais  perigoso  e  só  então  acatávamos os  conselhos  dos  mais  velhos.<br />
Puxa, como  era bom naquele  tempo. Ir de casa  em casa   e  se  deliciar  com cuiadas e  cuiadas de mingau  de vários sabores, mas  o  preferido, não tenho dúvidas,  era  o  de milho branco. Comer canjica, milho  assado,   milho cozido, tacacá, aluá  e  outras  iguarias  da época, era uma delícia só.<br />
Naquele  tempo  o  vizinho   fazia  questão da presença das  comadres  e  compadres, muitos  só  de  fogueira, naquela   de: “Santo Antonio disse, São  João  confirmou, que   o Milton há de ser meu  afilhado, que  Jesus  Cristo mandou”. E não é, que mesmo sem ser abençoado por um  padre,  valia, se  respeitava  e tomava-se benção, sempre  que se encontrava  um padrinho ou madrinha de fogueira?.<br />
As mulheres  passavam fogueira  e  se travam  de “ Meu Botão”, “ Minha Rosa”,  “ Minha Flôr”, “Minha Boneca”,  e  depois  só  se  tratavam por  esses  nomes, por  toda a vida, sempre  que  se  encontravam.<br />
E  as     apresentações   dos  Bois Bumbás,  com  seus  caçadores , índios, pagés, catirinas, etc, etc?.  Tinham  também  exibições  de  cordões, sendo  que  o mais famoso  deles   foi  o  cordão do Uirapuru, na  minha opinião, mas na verdade, todos  eram bacanas de se  assistir .<br />
Meus  olhos  estão  nublados por  lágrimas  saudosas  que  teimam  em rolar  face abaixo, não  me  deixando  mais continuar minha  viagem     pela   romântica, festiva,  segura  e bela  Macapá  de antigamente.  Saudade, muita saudade  dos  bons  tempos vividos, principalmente, na minha  querida  Favela.</p>
<div id="fb-like" style=""><iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http://www.alcinea.com/macapa-antiga/cronistas-do-blog-13&amp;layout=standard&amp;show_faces=true&amp;width=470&amp;action=like&amp;font=segoe ui&amp;colorscheme=light&amp;locale=pt_BR" scrolling="no" frameborder="0" allowTransparency="true" style="border:none; overflow:hidden; width:470px; height:25px"></iframe></div><div id="tweetbutton10775" class="tw_button" style=""><a href="http://twitter.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.alcinea.com%2Fmacapa-antiga%2Fcronistas-do-blog-13&amp;via=alcinea&amp;text=Cr%C3%B4nica%20do%20Sapiranga&amp;related=&amp;lang=en&amp;count=horizontal&amp;counturl=http%3A%2F%2Fwww.alcinea.com%2Fmacapa-antiga%2Fcronistas-do-blog-13" class="twitter-share-button"  style="width:55px;height:22px;background:transparent url('http://www.alcinea.com/blog/wp-content/plugins/wp-tweet-button/tweetn.png') no-repeat  0 0;text-align:left;text-indent:-9999px;display:block;">Tweet</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Retrato em preto-e-branco</title>
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		<pubDate>Mon, 23 May 2011 03:45:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alcinéa Cavalcante</dc:creator>
				<category><![CDATA[Macapá antiga]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem dançou, se esbaldou, namorou nos bailes da Piscina Territorial? Houve uma época que os melhores bailes &#8211; até nas tardes de domingo &#8211; eram na Piscina Territorial. Muita gente descobriu  o amor de sua vida dançando de rostinho colado lá. Se você é desse tempo diz aí que conjunto (naquela época não se chamava [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem dançou, se esbaldou, namorou nos bailes da Piscina Territorial?<br />
Houve uma época que os melhores bailes &#8211; até nas tardes de domingo &#8211; eram na Piscina Territorial. Muita gente descobriu  o amor de sua vida dançando de rostinho colado lá.<br />
Se você é desse tempo diz aí que conjunto (naquela época não se chamava banda) é este que está tocando e o nome dos integrantes.<br />
Ah, e pode contar umas &#8220;historinhas&#8221; que você viu, viveu ou ouvir falar daquele tempo.<br />
<a href="http://www.alcinea.com/blog/wp-content/uploads/2011/05/festa-na-piscina-territorial1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-10640" title="festa na piscina territorial" src="http://www.alcinea.com/blog/wp-content/uploads/2011/05/festa-na-piscina-territorial1.jpg" alt="" width="495" height="380" /></a></p>
<div id="fb-like" style=""><iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http://www.alcinea.com/macapa-antiga/retrato-em-preto-e-branco-18&amp;layout=standard&amp;show_faces=true&amp;width=470&amp;action=like&amp;font=segoe ui&amp;colorscheme=light&amp;locale=pt_BR" scrolling="no" frameborder="0" allowTransparency="true" style="border:none; overflow:hidden; width:470px; height:25px"></iframe></div><div id="tweetbutton10638" class="tw_button" style=""><a href="http://twitter.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.alcinea.com%2Fmacapa-antiga%2Fretrato-em-preto-e-branco-18&amp;via=alcinea&amp;text=Retrato%20em%20preto-e-branco&amp;related=&amp;lang=en&amp;count=horizontal&amp;counturl=http%3A%2F%2Fwww.alcinea.com%2Fmacapa-antiga%2Fretrato-em-preto-e-branco-18" class="twitter-share-button"  style="width:55px;height:22px;background:transparent url('http://www.alcinea.com/blog/wp-content/plugins/wp-tweet-button/tweetn.png') no-repeat  0 0;text-align:left;text-indent:-9999px;display:block;">Tweet</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Retrato em preto-e-branco</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Jan 2011 04:50:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alcinéa Cavalcante</dc:creator>
				<category><![CDATA[Macapá antiga]]></category>

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		<description><![CDATA[1945 &#8211; Residência oficial do governador construída pelo primeiro governador do Amapá. De lá pra cá já passou por várias reformas e algumas adaptações. Agora está passando por outra e chega ao blog a informação de que nesta reforma paredes estão sendo demolidas e a configuração arquitetônica estaria sendo modificada. Espero que não seja verdade, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><a href="http://www.alcinea.com/blog/wp-content/uploads/2011/01/Cópia-de-1945-Macapá-Residência-Governamental.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-8511" title="Cópia de 1945 Macapá Residência Governamental" src="http://www.alcinea.com/blog/wp-content/uploads/2011/01/Cópia-de-1945-Macapá-Residência-Governamental.jpg" alt="" width="576" height="220" /></a><strong>1945</strong> &#8211; Residência oficial do governador construída pelo primeiro governador do Amapá. De lá pra cá já passou por várias reformas e algumas adaptações. Agora está passando por outra e chega ao blog a informação de que nesta reforma paredes estão sendo demolidas e a configuração arquitetônica estaria sendo modificada. Espero que não seja verdade, pois a residência oficial é um dos primeiros prédios construídos no Território Federal do Amapá. Faz parte da história.</p>
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