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	<title>Comentários sobre: Poetas do meio do mundo</title>
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	<description>Liberdade de expressão!</description>
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		<title>Por: Modigliani</title>
		<link>http://www.alcinea.com/poetas-do-amapa/poetas-do-meio-do-mundo-3/comment-page-1#comment-2409</link>
		<dc:creator>Modigliani</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 Nov 2009 20:35:44 +0000</pubDate>
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		<description>SOLITÁRIO

Augusto dos Anjos - O poeta da morte

Como um fantasma que se refugia
Na solidão da natureza morta,
Por trás dos ermos túmulos, um dia,
Eu fui refugiar-me à tua porta!

Fazia frio e o frio que fazia
Não era essa que a carne nos conforta...
Cortava assim como em carniçaria
O aço das facas incisivas corta!

Mas tu não vieste ver minha desgraça!
E eu saí, como quem tudo repele,
-Velho caixão a carregar destroços-

Levando apenas na tumbal carcaça
O pergaminho singular da pele
E o chocalho fatídico dos ossos!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>SOLITÁRIO</p>
<p>Augusto dos Anjos &#8211; O poeta da morte</p>
<p>Como um fantasma que se refugia<br />
Na solidão da natureza morta,<br />
Por trás dos ermos túmulos, um dia,<br />
Eu fui refugiar-me à tua porta!</p>
<p>Fazia frio e o frio que fazia<br />
Não era essa que a carne nos conforta&#8230;<br />
Cortava assim como em carniçaria<br />
O aço das facas incisivas corta!</p>
<p>Mas tu não vieste ver minha desgraça!<br />
E eu saí, como quem tudo repele,<br />
-Velho caixão a carregar destroços-</p>
<p>Levando apenas na tumbal carcaça<br />
O pergaminho singular da pele<br />
E o chocalho fatídico dos ossos!</p>
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