Alcinéa Cavalcante

Liberdade de expressão!
Macapá - Amapá

Lembras…

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 25/02/11 as 10:23 am

quando o Macapá Hotel era assim?


A sorveteria, com as mesas ao ar livre sobre um piso de cerâmicas pretas e brancas, era o único lugar onde o sorvete era servido em taças e a gente aos domingos, depois da sessão da tarde no Cine João XXIII ou no Cine Macapá,  dizia “vamos tomar um sorvete na taça no Macapá Hotel“. E o sorvete era servido pelo simpático e famoso garçon Inácio.
Na entrada do Hotel, cadeiras de madeira, onde hóspedes e não-hóspedes gostavam de ficar horas recebendo a brisa do rio Amazonas.
Ao lado da entrada, um salão (com portas em arco) que funcionava como sala de reuniões, outras vezes salão de festas da alta sociedade e também  salão de jogos onde o primeiro governador do Amapá, Janary Nunes, gostava de jogar xadrez.
Ao lado desse salão,  o Museu Histórico-Científico Joaquim Caetano da Silva (eu trabalhei aí)  com suas coleções de madeiras, óleos, pedras, fitoterápicos, poesias e artes plásticas, dirigido pelo cientista Waldemiro Gomes que sabia tudo sobre o Amapá e a Amazônia e ainda tocava serrote para os visitantes (sim! serrote, aquela ferramente usada por carpinteiros. Ele tocava usando arco de violino).
Mas antes do Museu ali funcionou a primeira agência do Banco do Brasil.
Na última sala  funcionava a barbearia do “seu” Aprígio, um dos barbeiros mais famosos do Amapá.
Tinha também a boate a Gely que era um sucesso. Quem frequentou a boate? Conta aí.
Ahhhh, e essa pracinha no meio da rua? Doces lembranças.
Lembras disso? De que mais lembras? Conta aí na caixinha de comentários vai.

(A foto é contribuição da leitora Grace de Paula)

27 Comentários

  1. Thiago Assis disse:

    Alcinea como sempre com seu acervo, sou fanzasso de fotos de Macapa antiga, ja coleciono gracas ao Blog, Sucesso total!

  2. Luna disse:

    Lembrei também, que quando saíamos do cinema, e iamos para o Macapá Hotel, ao dobrar ali no canto onde depois surgiu a casa da leão do norte, ainda tinham aquelas casas, e os donos encontravam-se todos em frente na calçada, ouvindo futebol no radinho a pilha ,a radio club do pará “A Poderosa”… rsss, geralmente era remo e payssandú.

  3. Vanessa disse:

    Que imagens maravilhosas de nosso passado…meu avô, o “seu Aprígio”… sinto saudades!!! Histórias, fotos, relatos, adorava ouvi-lo, junto com minha avó Carminha. Era tanta sabedoria! E, é triste observarmos tantos construções antigas, hoje estarem sendo “rebatizadas”, tornado nossa cultura sem memória! É como afirmou o Erick Luiz Boaventura em comentário acima: “Nome de escolas tradicionais e ruas importantes sendo trocados…”

    • Domênico Miccione disse:

      Oi Vanessa!
      Só pra registrar, eu era um cliente fiel do seu Aprígio. Só cortava o cabelo com ele. Lembro que o nome do corte era chamado de Militar. Muito legal. Um abraço.

  4. Zanjo Goulart disse:

    Como ficou a questão do terreno? O terreno é concedido ou propriedade particular? Me falaram uma vez que o terreno pertence ao Estado. Eu acredito que deva pertencer a Marinha, mas se for público o que interessa é: Pagam taxa da Marinha? Se for do Estado o que é estabelecido como acordo e manutenção do “GRANDE HOTEL DO AMAPÁ”, ele se tornou um elemento abandonado no complexo turístico, defasado nos serviços e sucateado estruturalmente.

    Desde que cheguei em Macapá me questiono o porque de tanto abandono com o melhor hotel da cidade. Ele está loclizado em um complexo turístico de frente pro Amazonas, tem uma extensão externa de fazer inveja a qualquer outro da cidade e ainda tem o valor cultural. Acho que se for terreno público concedido é uma omissão do governo não cobrar uma contra partida quanto sua apresentação física e operacional, sejamos coerentes o Hotel é um cartão postal e está inserido na cultura do Amapá. Lendo o relato de todos voces visualizei o peso cultural, ele é parte da História do Amapá. Abandonada. A venda foi do prédio, e não do terreno é procedente? Vamos levantar a questão! Não podemos admitir a perda de uma referência histórica da construção social do Amapá. No Brasil padecemos da comodidade, ver cultura e dinheiro escoarem pelos ralos da falta de visão política dos que “representam” que nos representam.

  5. Domênico disse:

    Lá por volta de 1975 a 1978 tinha uma boate do Genésio (quem gerenciava era o Welton. Chamava Geli (junção de Genésio e Líbia). Quem lembra??

  6. Alberto Costa disse:

    E pensar que ele foi “vendido” por míseros um milhão de reais. Para gente de perto do bigode.

  7. Magui disse:

    Um dia vc coloca a foto de como o hotel está .Se está.

    Sentar para tomar um sorvete na taça com a brisa do Amazonas no rosto é coisa dos deuses…

  8. MARIA disse:

    Tinha um salão de beleza onde eu e minha amiga Mira nos encontravamos todos os sábados para nos embelezarmos e jogarmos conversa fora com outras conhecidas. Saudade mil

  9. Tenho boas lembranças do Macapá Hotel,nos idos de 1950, da Cubalibre, do sorvete,das festinhas ao anoitecer dos domingos, do garçon Inácio, que sempre trajando calça preta, camisa branca de mangas compridas e gravatinha borboleta,fez história com o seu estilo de servir os clientes. Joguei várias partidas de xadrez com Janary Nunes.O passeio na ponte Eliezer Levy,era outro atrativo. Tempos que não voltam mais!…

  10. Josiel Alcolumbre disse:

    Que bela foto Alcinéia,até salvei em meu computador.universidade forte abraço e parabéns.

    • Alcinéa disse:

      Surpresa agradável te ver por aqui.

      • MArco Antônio Franco Tavares disse:

        Uma das coisas interessantes no blog, é que nem imagina-se quantas pessoas passam diariamente, “só pra dar uma olhada”. Trocando de assunto, ontem falei com o Zoth, por telefone, pois o Lula Barbosa está em Belém com o Natan Marques ( que tocou com a maravilhosa Elis Regina oito anos, além de Djavan, Caetano, Gil, Ivan Lins, entre outros), e estiveram em Manaus com o Zoth, fomos ao bar do Mário Moraes ( encontro dos músicos em Belém), de lá ligamos prá ele.
        Só prá fazer um pouco de inveja, estarei em maio em Manaus e já marquei com ele, para nos encontrarmos, provavelmente tocaremos algumas.
        O Lula Barbosa e o Natan estão indo para Macapá, farão um show dia três, também estou indo para trabalhar à partir do dia dois, que para mim é uma coincidência maravilhosa.

  11. angela maria merces disse:

    Lembro quando passeava com minhas amigas Lídia Holanda,Françuazi Barbosa para tomar aquele sorvete e mascar a deliciosa bazuca.

  12. Meton Jucá Junior disse:

    Com as mesmas linhas arquitetônicas da residencia governamental, das casas da Pça.Barão, da Escola Doméstica, da Escola Normal e da Escola Industrial,o Hotel Macapá de saudosa memória, foi construido em um dos lugares mais aprazíveis da cidade e era, assim como a Piscina territorial, um espaço inteiramente democrático: ambos eram frequentados por todas as classes de pessoas independete de religião, cor,convicção pilítica,etc. O hotel foi construido por Janary Nunes e criminosaamente demolido por Anibal Barcelos. Primeiro e ultimo governadores do TFA, respectivamente.

  13. luiz pessoa disse:

    Existia também o cine Territorial.

  14. Vigilante disse:

    Rsrsrsrs, é muito gostoso lembrar desse tempo. Luna, meu pai fazia a mesma coisa; nos levava em duas sessões de cinemas diferentes e depois vinha o sorvete. Aquelas tacinhas são inesquecíveis, assim como o Inácio que depois de muitos anos se tornou meu parceiro de dominó(saudade). Mas, mesmo sendo muito pequeno lembro de um momento alí no hotel. Copa de 70, depois da vitória do Brasil o povo passava lá na frente comemorando e cantando: … todos juntos vamos pra frente Brasil, salve a seleçã! De repente era aquela corrente pra frente, parece que todo Brasil deu as mãos… Saudade das boas…

  15. Inês Corrêa disse:

    Eu lembro sim, lembro com muito carinho do meu avô Inácio Rodrigues, amava o que fazia, o Macapá Hotel foi a porta de entrada na história de vida dele, fiquei muito feliz e honrada de ver o nome do meu amado avô citado por você! Obrigado pelo carinho.

  16. Erick Luiz Boaventura disse:

    Essas imagens restauram nosso pensamento passado, estamos num estado de esquecimento, tenho 27 anos e sinto saudades da minha infância e agora imagine quem teve a oporunidade de ‘colocar’ seus olhos em nossas belezas passadas… É imprecionante a desconfiguração de Macapá. Nome de escolas tradicionais e ruas importantes sendo trocados… É uma pena!

  17. Luna disse:

    ai …ai… se lembro, primeiro assistiamos a 1º sessão no cine XXIII, depos a segunda sessão no cine Macapá, ou vive-versa, e lá pelas 17:30 ou 18:00 hs, iamos para o Macapá Hotel tomar sorvete, e depois passear no trapiche, era todo em madeira, e tinha alguns buracos, e a gente morria de medo de cair na água, coisa de criança de 10/11 anos.Meu irmão trabalhava para os cinemas ele é quem levava as fitas de um cinema para o outro, tinha um cine no bairro do trem, mas não recordo-me o nome agora.
    Ah! lembrei-me de uma coisa, não sei se lembras de uma goma de mascar, que nós chamavamos de BAZUCA…rsss, eram cor de rosa e o papel que envolvia, tinha umas listras azuis… eu adorava!! mas, antes de ser Macapá Hotel, não era Hotel Sto Antonio??

  18. Chico Bruno disse:

    Na primeira viagem à Macapa em 1970 e nas seguintes me hospedei no aconchegante Macapá Hotel. Uma pena terem o desfigurado.

  19. Chico Bruno disse:

    Na primeira viagem ao Amapá em 1970 e nas seguintes, ficava hospedado no aconchegante Macapá Hotel, que era um próprio do território.

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