Em Macapá 96,7% da população não tem rede de esgoto.
É o que mostra  pesquisa do Instituto Trata Brasil, realizada pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas, divulgada esta semana.

Esta situação arrasta-se há décadas e já gerou até piadas, inclusive na própria Assembléia Legislativa.
Lembro-me que no início dos anos 90, um deputado de oposição ao governo Anníbal Barcellos cobrava investimentos na área de saneamento básico e dizia que era ridículo que numa capital de estado apenas 3% da população fosse atendida pela rede de esgoto. Isso  obrigava os moradores a abrirem fossas nos quintais, o que poderia contaminar os lençóis freáticos.

O então deputado João Dias, da base do governo, pediu um aparte e defendeu o governo. Argumentou que as fossas eram de grande importância porque o cocô é um dos melhores adubos, assim os macapaenses poderiam plantar de tudo em seus quintais que com este adubo, as árvores frutíferas, ervas, legumes e verduras cresceriam rápidos e viçosos e em vez de gastar dinheiro nas feiras e supermercados os macapaenses poderiam colher nos próprios quintais tudo que precisassem para enriquecer sua alimentação.

Enriquecer de merda. Né não?