Chá das cinco

A cidade dos seus sonhos
Luiz Afonso Rodrigues

A casa e a mesa estão cheias
Do ruído da televisão
Do latido do cão.
Nos quartos e nas paredes
Apenas as fotografia
E um vazio no coração.

A cidade dos seus sonhos
Viaja comigo pelas estradas,
Dentro das florestas
Aumentando a distância
E o amor.

Podem correr
Podem voar
Estamos na torcida
Na maior fé.
São Paulo está
Nas águas de são José
No Círio de Nazaré.

Por aqui
Temos sanguessugas
E fichas sujas
Que ainda levam a melhor
Mas, já começam a cair.
Enquanto essa gente boa
Só compra o que dá pra pagar
Sonha e ama com a Amazônia.

A gente continua lendo o vento
De baixo de nossas árvores,
Ensinando-nos que o sol ama a Terra,
Gerando as flores e todos nós
Na primavera.

Randolfe confirma candidatura à presidência do Senado

Em entrevista coletiva agora há pouco em Brasília, Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) confirmou que é candidato a presidente do Senado.
Sua candidatura visa debater o papel do Senado, chamando para o resgate da ética e mostrando que aquela Casa não pode e não deve viver de joelhos diante do Executivo, mas se postar de pé diante dele.

Os grandes veículos da imprensa nacional participaram da coletiva. Pincei, na Internet, a matéria da Folha. Leia:

“Toda unanimidade é burra”, diz senador do PSOL contra Sarney
O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) afirmou nesta segunda-feira (31) que será candidato na disputa pela presidência do Senado para “apresentar uma alternativa” à candidatura à reeleição do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP).
“Toda unanimidade é burra, já dizia Nelson Rodrigues. [A candidatura única de Sarney] não é bom para a democracia brasileira”, afirmou o senador.
Aos 38 anos, Randolfe é o mais jovem senador eleito do país, e o mais votado nas eleições de 2010 no Amapá, com 203.259 votos.
Randolfe afirmou que suas propostas como candidato à presidência incluem maior transparência às contas do Senado e maior autonomia em relação ao Executivo.
“O Senado precisa de um pacote de mudanças éticas. Precisamos fazer uma autocrítica desses últimos anos”, disse.
O senador contou ter conversado com parlamentares da casa, como Pedro Simon (PMDB-RS), Cristovam Buarque (PDT-DF) e Eduardo Suplicy (PT-SP), em busca de apoio.
Além de Randolfe, o PSOL elegeu a senadora Marinor Brito (PA), que também defendeu uma alternativa ao nome de Sarney.
“Não é possível votar em hipótese alguma na candidatura da base governista, que tem tido uma postura de subserviência [ao Executivo] no Congresso Nacional”, afirmou a parlamentar eleita.

SARNEY
Em campanha, o presidente do Senado, José Sarney reafirmou que aceitou disputar a reeleição porque não teve “outra solução”, uma vez que seu nome é de consenso na Casa.
“Há unidade do partido e o consenso da Casa também nesse sentido. Só me restava aceitar e prestar mais esse serviço ao Senado e ao país.”
Sobre o PSOL lançar uma candidatura alternativa, Sarney disse estar tranquilo. “É um direito que têm os partidos e nós não podemos interferir na vontade dos partidos.”
O peemedebista admitiu que seria oficialmente candidato somente na semana passada, depois de negar por mais de três meses que fosse disputar a reeleição. Nos bastidores, porém, o PMDB já negociava apoio ao seu nome e conseguiu construir unidade em torno do candidato, inclusive com a oposição.
A disputa pelo comando do Senado ocorre nesta terça-feira, depois que os novos senadores forem empossados nos cargos.

O aniversário da cidade

Macapá completa na próxima sexta-feira 253 anos de fundação. E, ao contrário dos que acham que nada temos para comemorar, acho que devemos sim festejar o aniversário dessa cidade banhada pelo rio Amazonas, cortada pela Linha do Equador e protegida por São José.
Temos sim que amar e declarar nosso amor a essa terra com alvorada festiva, cultos, marabaixo, gengibirra, música, poesia, bolo e tudo o mais.
Hão de dizer: festejar o que? A cidade está abandonada, esburacada, infestada de mosquito da dengue, o prefeito está preso, crianças estão na rua se drogando e se prostituindo, as frentes das casas estão cheias de mato, o trânsito é um caos, a saúde não funciona… enfim, são mazelas que não acabam mais.
E eu digo que acontece tudo isso porque falta amor.
Precisamos aprender a amar nossa cidade. Se houvesse amor, autoridades, empresários, funcionários públicos, políticos não estariam roubando os cofres públicos; se houvesse amor as autoridades tratariam com carinho essa bela cidade; se houvesse amor o povo não jogaria lixo nas ruas e no majestoso rio Amazonas, não entulhava as calçadas, não poluía o meio ambiente, não sujava a cidade.
Se houvesse amor Macapá voltaria a ser “a cidade jóia da Amazônia”.
Mas o desamor é tanto que nem sequer queremos dar parabéns para a aniversariante.
Gente, vamos aproveitar o 4 de fevereiro para uma reflexão e para despertar em nós os sentimentos de amor e gratidão pela cidade.

Especial – Macapá 253 anos

O ano é 1962 – Lembra quando Macapá era assim? Lembra da Doca da Fortaleza?
Foto: contribuição da leitora Dayse Pelaes

Esta semana o blog homenageia Macapá – que dia 4 completa 253 anos. Vamos fazer juntos esta homenagem? Mande fotos (antigas e atuais), poemas, trovas, crônicas, historinhas, causos, enfim o que você tiver para mostrar ou contar sobre Macapá.

PF apreende 3,5kg de cocaína em Santana

Na tarde de ontem, 30, policiais federais da Delegacia de Repressão ao Tráfico de Entorpecentes da Superintendência Regional do Estado do Amapá, efetuaram a apreensão de cerca de 3,5 quilos de cocaína no porto de Santana (AP) e a prisão de duas pessoas.
Durante as investigações da  “Operação Sentinela”, A PF descobriu que um barco vindo de Belém chegaria na tarde de ontem na cidade de Santana transportando entorpecentes.
Quando o barco chegou no porto de Santana, o tripulante G.Z.B (43), responsável por trazer a droga de Belém, entregou uma mochila para R.G.C (29). Logo após sair da área portuária, R.G.C. foi preso pelos federais, tendo na mochila três tijolos de pasta de cocaína pesando cerca de 3,5 kg no total. Logo em seguida, G.Z.B. foi também preso.
Interrogados, ambos confessaram o crime, tendo G.Z.B. informado que recebeu R$ 500,00 para trazer a droga de Belém.
Realizada a pesquisa em bancos de dados, constatou-se que R.G.C. já possui outras passagens criminais na cidade de Santana, tendo sido preso em 2007 por roubo e em 2008 por tráfico de entorpecentes.
Ambos foram indiciados nos crimes de tráfico de drogas e associação, previstos nos artigos 33 e 35 da Lei n.º 11.343/2006. Se condenados, podem receber penas de até 25 anos de reclusão.
Esta é a segunda apreensão de entorpecentes realizada pela Polícia Federal no porto de Santana neste mês de janeiro. No dia 20 foram apreendidos cerca de três quilos de pasta de cocaína. No total, foi evitada a entrada de 6,5 kg de pasta de cocaína no estado do Amapá em 2011, que, após processados, se transformariam em mais de 20 quilos de cocaína em pó ou em milhares de pedras de crack.
A “Operação Sentinela” é uma ação permanente da Polícia Federal, em âmbito nacional, com o objetivo de combater o tráfico de armas e entorpecentes, nos estados brasileiros fronteiriços. No ano passado, a Polícia Federal impediu a entrada de quase 60 quilos de pasta de cocaína no Estado do Amapá.
(Texto: Assessoria de Comunicação Social da PF no Amapá)

Feliz aniversário, Alcilene!

Num dia 30 de janeiro, de manhã cedinho, ouvi, vindo do quarto da minha mãe, o choro de um bebê – que acabava de nascer. Tentei correr para o quarto, mas meu pai me impediu. Disse que a cegonha acabara de me trazer uma irmãzinha linda, mas que “só daqui a pouquinho” eu poderia vê-la.

No colinho da mamãe

A menininha linda cresceu espalhando alegrias, sabedoria e amor.

Se transformou nessa bela mulher

E seu coração permanece puro e fonte inesgotável de amor.

Ela continua distribuindo alegrias e sabedoria por isso é tão amada.
Por isso nos faz tão bem estar pertinho dela, abraçá-la, beijá-la, sentir seu carinho.
Ela é minha irmã e vocês não imaginam o tamanho do orgulho que sinto.

FELIZ ANIVERSÁRIO, ALCILENE!

Nós te amamos demais!

E Deus, com certeza, também te ama muito.

Poesia na boca da noite

Poetas e amantes da poesia reuniram ontem na calçada da casa de César Bernardo, no bairro Jardim Marco Zero, e fizeram mais uma vez “Poesia na boca da noite”. O encontro previsto para acabar às 19h varou a noite e só terminou no começo da madrugada.
E as pessoas que passavam paravam para ouvir a poesia amapaense. Num certo momento até o trânsito engarrafou na rua Maria Marola Gato. Sim. Os poetas e declamadores, as performances poéticas, chamavam atenção de quem passava. A poesia atrai e encanta.

Neto Mont’Alverne chegou tímido, deixou suas poesias (que nunca havia mostrado pra ninguém) dentro do carro. A turma insistiu, pediu pra ver e ouvir e não demorou muito Neto perdeu a timidez e declamou suas poesias. Seus poemas foram elogiados por todos. “Está no sangue”, disse Bonfim Salgado, lembrando que Neto é neto da grande e saudosa poetisa Aracy Mont’Alverne.

Grande craque do passado, artilheiro na época de ouro do futebol amapaense, Bill Maravilha trocou ontem o bate-papo sobre futebol pelo bate-papo poético. Ao lado da esposa Dayse Pelaes, Bill acompanhou atentamente as performances poéticas

Na mesa, arrumada com tanto carinho por César Bernardo e esposa Consolação, tinha de tudo: petiscos, cervejinha, refrigerante, notebook e muitos livros de poesias. Professor Antônio Munhoz levou poemas manuscritos de vários autores amapaenses. Os manuscritos, em folhas de  papel almaço  amareladas pelo tempo, tem mais de 30 anos. Foi emocionante. Emoção também quando Munhoz declamou um soneto de José Araguarino Mont’Alverne e exibiu um livro autogrfado de Alcy Araújo, de 1965

A proprietária e o gerente da “Nossa Livraria” leram sobre “A poesia na Boca da Noite” aqui no blog e foram lá. Yolanda, a proprietária, falou de seu desejo de montar uma estante em sua livraria só com autores amapaenses e nos convidou para que façamos lá lançamentos de livros, tarde/noites de autógrafos, bate-papo com leitores etc.
Obrigada, Yolanda, pelo espaço que você está disponibilizando para a literatura amapaense. Acho que a partir da semana que vem os livros dos autores amapaenses já estarão à venda na “Nossa Livraria” (Av. Presidente Vargas, entre Eliezer Levy e Odilardo Silva)

Na próxima quinta-feira, 3, estaremos falando, declamando e fazendo “Poesia na Boca da Noite”, no Largo dos Inocentes, em homenagem aos 253 anos de fundação da cidade de Macapá. É ali, no centro histórico, que vamos homenagear Macapá. Nosso encontro começa às 17h. Qualquer poeta ou amante da poesia pode participar.
Vai lá, leva um banquinho ou uma cadeira, uma poesia sua ou do autor de sua preferência; se quiser pode levar tambéns uns biscoitinhos, e vamos demonstrar todo nosso amor à cidade de Macapá e à poesia amapaense.

Veja mais informação e mais fotos do encontro de ontem no blog do Rostan Martins, clicando aqui

O desabafo da deputada Marcivânia

“É hora de respeito!
Com muita surpresa recebi a notícia de que o PSB entrou com recurso contra a expedição de nosso diploma como deputada federal. Surpresa, inclusive, porque o pedido foi feito – sem autorização ou consulta – em nome da coligação da qual o meu partido faz parte.

Trata-se de mais uma de várias atitudes que não são típicas de partidos aliados. Eu e meus companheiros também poderíamos ter entrado na Justiça em defesa de nosso mandato. No entanto, desde o início, não fizemos nada além de aguardar e cumprir as decisões da Justiça. Entretanto, como se alguma culpa eu tivesse, tenho sido atacada e discriminada por vários companheiros do PSB.

Vale lembrar que a partir da atuação firme e decidida dos companheiros Antonio Nogueira e Joel Banha, os primeiros a defender a aliança com o PSB para as eleições deste ano, o PT rompeu com o governo anterior quando seu grupo era favorito às eleições, unificou-se com o PSB enfrentando um complexo processo interno e garantiu os minutos de TV e a militância necessários para que a chapa se tornasse competitiva. Hoje é fácil falar que esse foi o caminho correto, como se alguma bola de cristal houvesse há seis meses. Mas foi necessária muita coragem e determinação hoje não reconhecida por parte de nossos companheiros de caminhada.

A coligação PT/PSB foi feita sob medida para a eleição do senador João Capiberibe e para sua companheira Janete Capiberibe. Não custa lembrar que o PT elegeria dois deputados federais, independente da votação obtida pela deputada. E que estivemos na linha de frente da batalha, realizando em Santana as maiores atividades de rua da campanha, sempre defendendo como nossos, os candidatos majoritários do PSB.

Apesar disso, somos tratados constantemente ou como adversários ou como inconvenientes. O PSB vem ignorando o acordo firmado com o PT em Protocolo Político assinado, passou por cima das instâncias do partido na composição do governo. E, agora, questiona na Justiça nosso diploma, sem qualquer aviso ou diálogo.

Vale lembrar que também não sou autora ou signatária da Lei do Ficha Limpa. A deputada Janete sim – votou a seu favor, atendendo a um clamor da imprensa e da opinião pública. Também não sou autora da ação que retirou o mandato da deputada. Na verdade, a ação foi impetrada pelo Ministério Público Eleitoral.

Está claro que há um clamor público em todo o PT em favor da manutenção de um mandato de deputada federal que em Santana recebeu 25% dos votos. E, agora, na condição de “ré”, terei que rebater o ataque pra não ser julgada à revelia. Certamente, vamos às ruas de Santana e de todo o estado defender o mandato do PT, pois estamos sendo obrigados a isso.

Reitero minha convicção em defender o ideário da esquerda, de luta por uma sociedade justa e humana. Se a Justiça assim decidir, pretendo fazer um mandato atuante, honesto, de luta, marcado pela sensibilidade política, por serviços prestados ao Amapá e pelas bandeiras comuns apresentadas na campanha tanto por mim quanto pela deputada Janete Capiberibe. E, em qualquer situação, apoiarei o esforço liderado pelo governador Camilo Capiberibe, um governo que ajudei a conquistar e no qual deposito minhas melhores esperanças.

Não somos inimigos ou adversários, não aceitamos ser tratados como tais. Exigimos respeito e um tratamento de aliados. A construção de um projeto de esquerda, que contemple o povo mais humilde e que seja transparente e ético, são bandeiras que juntaram nossos dois partidos e devem novamente orientar nossa caminhada.

A militância roxa que tanto encantou o Estado em nossa eleição, mais uma vez me emocionou nesses dias difíceis. Sou muito grata por todas as demonstrações de carinho e apoio, muitas das quais vindas de pessoas que sequer votaram em mim. Em nome de vocês e de todos os compromissos assumidos, vamos mais uma vez às ruas pra defender uma causa que não é só minha ou do PT, mas de todos que querem ver materializada uma nova política.
Professora Marcivânia

Deputada Federal”