Oportunidade para bancários aposentados

Sebrae oferece 8 vagas de trabalho para bancários aposentados no Amapá

Os amapaenses aposentados da área bancária têm a chance de continuar no mercado de trabalho como consultores, por meio do programa Senhor Orientador. Diversos estados do Brasil oferecem vagas para o programa e no Amapá são 8 vagas. Os interessados devem se inscrever pelo portal do Sebrae www.sebrae.com.br até o dia 25 de abril, neste endereço eletrônico é possível consultar o edital para obter mais informações.

O objetivo dos consultores selecionados é orientar os donos de pequenos negócios quanto a obtenção de crédito, com foco nas linhas oferecidas pelo Banco do Brasil voltadas para este segmento. Entre os pré-requisitos para participar estão: ser aposentado, ter idade mínima de 60 anos e possuir, pelo menos, dez anos de experiência em análise de crédito e atendimento à pessoa jurídica. Continue lendo

Mãe Luzia, mãe preta!

Francisca Luzia da Silva, a Mãe Luzia, a Mãe Negra , faleceu em 24 de setembro de 1954 em Macapá, com mais de 100 anos.
Além de parteira, Mãe Luzia era excelente lavadeira. Quem a conheceu conta que ela só lavava roupa seminua, ou seja, sem blusa e sutiã. Mesmo sem nunca ter sentado num banco de escola, foi considerada “o primeiro doutor da região”. Era a parteira mais famosa destas paragens. Não se tem notícia de que algum bebê que ela tenha “aparado” e cuidado tenha morrido.
Cuidava das grávidas com rezas e  ervas e dava-lhes amor e segurança como uma mãe dá para uma filha. A qualquer hora do dia largava a bacia de roupa para fazer um parto. A qualquer hora que fosse chamada à noite levantava e corria para “aparar” mais uma criança, para mostrar-lhe o mundo pela primeira vez.
Seu trabalho não terminava com o parto. Ela cuidava da criança e da mãe por vários dias, fazendo visitas diárias, dando-lhes banhos, fazendo curativos e rezas.
Mãe Luzia está na poesia dos poetas amapaenses, no altar do nosso samba, no carnaval  (foi enredo de Maracatu da Favela)  e num magistral samba de Alcy Araújo e Nonato Leal.

Mãe Luzia
Álvaro da Cunha

Velha, enrugada, cabelos d’algodão,
fim de existência atribulada, cuja
apoteose é um rol de roupa suja
e a aspereza das barras de sabão.

Mãe Luzia! Mãe Preta! Um coração
que através dos milagres de ternura
da mais rudimentar puericultura
foi o primeiro doutor da região.

Quantas vezes, à luz da lamparina,
na pobreza do catre ou da esteira,
os braços rebentando de canseira
Mãe Luzia era toda a medicina.

Na quietude humílima do rosto
sulcado de veredas tortuosas,
há um clamor profundo de desgosto
e o silêncio das vidas dolorosas.

Oh, brônzea estátua da maternidade:
ao te encontrar curvada e seminua,
vejo o folclore antigo da cidade
na paisagem ancestral da minha rua.

Vamos falar sobre livro infantil?

Na próxima terça-feira, 18, é comemorado o Dia do Livro Infantil.
O blog contactou leitores, escritores, contadores de histórias que a partir de hoje começam a contar aqui um pouco de suas experiências com os livros quando crianças e cada um recomenda livros que toda criança deve ler.

Começamos hoje com a escritora e economista Jô Araújo

“O primeiro livro que li foi o Patinho Feio. Quando li já tinha uns nove anos.
Mas o contato com o primeiro livro tive ainda muito pequena, com uns 3 anos, pois  minha mãe tinha uma cartilha de alfabetização que era o único artefato de saber que tínhamos em casa. Era uma relíquia! Nós só  olhávamos, era mamãe quem manuseava a cartilha para nos ensinar.
Onde morávamos não tinha acesso aos livros. Então aquela velha cartilha a gente só olhava sem tocar. O papel era escuro, envelhecido e a capa já estava quase toda rasgada. E como não tínhamos acesso aos livros os adultos contavam histórias infantis para uma rodada de crianças.
Livros infantis que amo e recomendo: O Pequeno Príncipe, Alice no País das Maravilhas, O Patinho Feio, João e Maria e o Pequeno Polegar.”

Ciclo do Marabaixo começa sábado da Aleluia

Sábado de Aleluia e Domingo de Páscoa tem abertura do Ciclo do Marabaixo no Laguinho, Favela e Campina Grande

 O Ciclo do Marabaixo de 2017 inicia neste final de semana com o Passeio Ciclístico para chamar a atenção da população para que prestigie e valorize o evento legítimo das tradições amapaenses. A Comissão responsável pelos festejos e a Secretaria de Políticas Para Afrodescendentes (Seafro), reuniu nesta terça-feira, 11, com representantes das equipes de pedal, URBE e Informação Pedal, para definirem as últimas estratégias para que o passeio ocorra dentro dos padrões. Após Passeio Ciclístico, as famílias festeiras começam a preparar os barracões onde, no final da tarde de sábado  iniciam os festejos tradicionais. Continue lendo

Clécio pede informações ao STF

O prefeito de Macapá, Clécio Luís (Rede), aparece na lista de Fachin entre os seis prefeitos de capitais citados na delação premiada de Alexandre Barradas, da  Odebrecht.
Em seu depoimento Barradas disse que a Odebrecht doou, de maneira ilícita (caixa 2) R$ 450 mil para a campanha de Clécio em 2012.
Não há qualquer comprovação de que Clécio tenha recebido esse dinheiro, mas como foi citado o ministro Fachin encaminhou o caso, com pedido de investigação,  à Procuradoria Regional da República da 1ª Região que analisará o pedido e decidirá se abre ou não investigação.
Em nota, o prefeito Clécio  assegura que nunca teve  contato com representantes da Odebrecht antes, durante ou depois de ter sido eleito  e ressalta que não existe nenhuma obra, contrato ou qualquer negociação envolvendo direta ou indiretamente a empresa Odebrecht ou suas subsidiárias em Macapá.

Hoje mesmo, Clécio protocolou um pedido de informações ao STF sobre o caso com o fim de  tomar as contra quem tenha indevidamente mencionado seu nome em esquemas com os quais jamais compactuou.

Clécio disse ainda que não autorizou  ninguém a falar em seu nome com a  Odebrecht  ou com qualquer outra empreiteira.

Portanto, se alguém usou o nome de Clécio para pegar esta grana que bote as barbas de molho pois isso vai ser descoberto, sem dúvida.
Pelo conheço de Clécio sei que ele não sossegará enquanto  não estiver tudo esclarecido tim tim por tim tim.

De minha parte, confio no Clécio. Conheço-o há muitos e muitos anos, desde os tempos que ele ainda muito jovem participava de movimentos culturais e festivais de música. Acompanho sua carreira política, sei do seu caráter, de sua integridade, de sua honestidade. Não costumo meter a mão no fogo por alguém, mas por ele meto e sem luva de amianto.

Nota pública do prefeito Clécio

NOTA PÚBLICA
Tomei conhecimento pela imprensa da menção a meu nome numa lista sendo supostamente beneficiário de doações eleitorais irregulares em 2012. Sobre isso esclareço o seguinte:
1 – Nunca tive qualquer contato com representantes da empresa Odebrecht antes, durante ou depois de ter sido eleito prefeito. Ainda mais na condição em que disputei a eleição de 2012, como vereador de oposição e aparecendo em terceiro lugar nas pesquisas até a reta final;
2 – Desde que sou prefeito de Macapá, não existe nenhuma obra, contrato ou qualquer negociação envolvendo direta ou indiretamente a empresa Odebrecht ou suas subsidiárias no município;
3 – Todas as minhas contas de campanha foram aprovadas e estão à disposição;
4 – Não autorizei ninguém a falar em meu nome com esta empresa ou com qualquer outra empreiteira;
5 – O que estamos informados é que foi feita uma petição de mudança de foro com base em uma menção a meu nome. Não existe sequer investigação ou inquérito a esse respeito. Muito menos ação civil ou criminal.
6 – Mesmo assim acabo de protocolar um pedido de informações ao STF sobre o caso para tomar as providências necessárias contra quem tenha indevidamente mencionado meu nome em esquemas com que não compactuo e de que jamais participei.
Sigo tranquilo e confiante na Justiça.
Clécio Luis
Prefeito de Macapá
Em 12 de abril de 2017