Agora sim!

Com a orla toda iluminada ficou agora mais seguro correr, passear, caminhar por lá.
A Prefeitura de Macapá assumiu  a iluminação pública e começou ontem os serviços de manutenção pela orla trocando dezenas de pontos de luz que estavam queimados há meses favorecendo a ação da bandidagem.


O prefeito Clécio Luís acompanhou o inicio dos trabalhos. “Começamos pela orla, depois partiremos para os bairros. Com isso, queremos que Macapá volte a ser reconhecida como Cidade Luz”, disse.

Em Macapá cerca de 60% do pontos de luz estão queimados. A estimativa é de trocar 90 pontos por dia e assim logo logo a cidade estará toda iluminada com lâmpadas de  LED, que representam economia financeira e de consumo
O Município assumiu a iluminação pública depois da assinatura do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Estado do Amapá (MP/AP), no dia 10 de março de 2017, que transferiu o serviço da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA)  à prefeitura.

(Fotos: Max Renê)

13 deputados acumulam 100 acusações criminais

Um grupo de apenas 13 deputados acumula 100 inquéritos e ações penais no Supremo Tribunal Federal (STF). Os campeões em número de acusações criminais na mais alta corte do país colecionam de 5 a 18 pendências judiciais. Eles representam 12 estados (Amapá, Pernambuco, Paraíba, Mato Grosso, Ceará, Paraná, São Paulo, Sergipe, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Alagoas) e dez partidos políticos (PDT, PTB, PMDB, PSDB, PSL, PT, PSC, PR, PP e Solidariedade).
(Leia a matéria completa aqui)

Pense nisso

“… que cada filho saiba valorizar não só o leite dedicado e as noites de sono, isto é muito pouco comparado a abdicação que vocês desconhecem. O prazer de jantar juntos, mesmo que na bodega da esquina, é bem maior do que alimentar um jazigo com flores sem ter a certeza que as flores serão entregues”
(Zoth Cavalcante)

Um poema de Graça Viana

Resíduo
Graça Viana

Há no amor
um gosto de tristeza…
Há no afago
um toque de saudade…
Há no futuro
um mundo de incertezas…
Há no presente
uma fatalidade…
Há no hoje
a lembrança do ausente.
E no instante
a silhueta de um passado,
que de repente,
assim, bem de repente,
machuca, corrói, rompe,
e finalmente…
amortalha.

Especial Dia das Mães – Quando a alma é uma canção

QUANDO A ALMA É UMA CANÇÃO
Alcy Araújo Cavalcante


O poeta pensou que fosse fácil falar, fosse fácil escrever, dizer qualquer coisa, neste dia de amor filial. A emoção, porém, interdita o gesto de escrever. As palavras ficam prisioneiras e a alma é uma canção que chora silêncios, neste domingo do mundo.
Penso no olhar de minha mãe rezando. No olhar que me viu pela primeira vez e adivinho um universo de ternura. Ternura que se transmitiu a mim e me fez poeta. Acho que sou poeta porque a sensibilidade de minha mãe assim o desejou.
Tanta coisa para dizer e este poeta sem palavras, com o coração cheio de lágrimas. E a inspiração defronte, doendo como um remorso. O poeta se pergunta se é um bom filho. Se merece amor. E não encontra resposta. É que hoje é dia das mães.
Que pode dizer este poeta, meu Deus, neste domingo? É melhor não dizer nada. É melhor pedir perdão. Bênção, minha mãe… perdoe seu filho.
Depois beijar as mãos enrugadas de mamãe e chorar. Chorar muito, até a alma se purificar com o fogo das lágrimas. Lágrimas caindo no rosto de minha mãe, no beijo de minha mãe, nos cabelos grisalhos de minha mãe.
Mãe que é perdão, súplica, oração, bondade, fé. Mãe onde ainda posso depositar minhas mágoas, meus desencantos, minhas grandes dores, minhas angústias só minhas.
Mãe que me pôs no mundo para a glória de ser poeta, para amar, para sentir as grandezas e as misérias do mundo. Mãe que me fez homem. Que me ensinou a ser bom, até o limite em que um homem pode ser bom. Que me ensinou a ser generoso até onde me permitem as minhas humanas limitações. Que me fez humilde até onde é possível meu orgulho. Enfim, que me fez filho, nada mais que um filho que ainda precisa de carinho porque não encontrou o caminho do retorno.
Minha mãe, acabaram as minhas palavras. Mas o meu amor permanece.

(O poeta, escritor e jornalista Alcy Araújo Cavalcante, meu pai, nasceu em 7 de janeiro de 1924 em Peixe-Boi, no Pará, e morreu em 22 de abril de 1989 em Macapá. Sua mãe, Elvira Araújo Cavalcante, morreu em novembro de 1971 em Macapá)