Culto ecumênico e samba nos 64 anos de Boêmios do Laguinho

A Universidade de Samba Boêmios do Laguinho festeja dia 2 de janeiro, a partir das 20h, os 64 anos de fundação da agremiação que terá como temática Show “Tributo a Malandragem”. O evento será realizado no Theatro do Samba, sede da agremiação no Laguinho.

Para o presidente da agremiação, Fernando Canto, a festa do dia 2 representa a consolidação das tradições da Nação Negra. São 64 anos de Carnaval e paixão pela cultura,  que tornou a Universidade de Samba Boêmios  do Laguinho a maior agremiação  carnavalesca do Estado do Amapá e a maior vencedora dos desfiles oficiais.

“Embora o Carnaval não venha tendo o apoio que merece  por parte dos órgãos oficiais, nunca deixaremos de fazer alguma coisa por ele, visto o mesmo estar entranhado no coração de cada membro da comunidade”, disse o presidente.

A programação inicia pela manhã as 8:30h com culto ecumênico e em seguida café da manhã.

A noite a partir das 20h a festa conta com os shows de Jorginho do Cavaco e a roda de samba dos Moreiras, além da apresentação da escolinha de passistas e de Mestre-sala e porta- bandeira, baianas, velha guarda, os intérpretes da Nação, bateria Pororoca e a comissão de frente. A entrada é gratuita.

(Texto e foto: ASSCOM/AUSBL)

Festa da virada em Mazagão

Diversas atrações estão confirmadas para o Réveillon do Povo, em Mazagão. A programação que marca a chegada de 2018 está prevista para iniciar às 21h do dia 31 de dezembro (domingo), na avenida Pedro Aires Aleluia, na lateral da praça 15 de Novembro, área conhecida como o novo Corredor da Folia.

A festa da virada está sendo organizada pela Prefeitura Municipal de Mazagão, através da Fundação Municipal de Cultura (Fumcult).

Entre as atrações, estão confirmados o cantor Rogério e Cia (foto acima)., Ezequias Monteiro, Raffa Oliveira, Smith Gomez e Tamires, além da banda Novo Skema. A tradicional queima de fogos está marcada para a meia-noite. A expectativa da organização é receber pelo menos cinco mil pessoas.

“Será a festa que se despede do ano de 2017 e recebe o ano de 2018 reforçando nosso compromisso com o povo. Tivemos um primeiro ano marcado pelas dificuldades, mas não deixamos que nossa população, além de avanços nas áreas básicas, também tivesse os grandes eventos, como carnaval, quadra junina e o dia do evangélico. Agora, nossa população recebe um novo ano, hora de sempre renovar as esperanças”, diz o prefeito Dudão Costa.

(Texto e foto: Gabriel Penha)

Tempo bom

Pela previsão do tempo, divulgado nesta sexta-feira, 29, pelo Núcleo de Hidrometeorologia e Energia Renováveis, do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (Iepa), o tempo será bom no dia 31, quando acontece o Réveillon da Beira Rio, na orla de Macapá.

Mas se a previsão falhar não se irrite. Pule, cante e dance na chuva. Agradeça a Deus e peça que a chuva lave a alma, os sentimentos negativos e tudo de ruim produzido em 2017.

E como dizia o escritor e jornalista Antonio Maria “a chuva é bela, na música e no formato. E, acima de tudo, porque é água. A água é bela.”

Réveillon em Macapá – Confira a programação

Leci Brandão é a atração nacional do réveillon de Macapá, na praça Beira Rio

Confira a programação completa
31/12/2017

  • 20h – Lolito do Bandolin
  • 20h10 – Jorginho do Cavaco
  • 20h20 – Maiara Braga
  • 20h30 – Loren Cavalcante
  • 20h40 – Roni Moraes
  • 20h50 – João Amorim
  • 21h – Grupo Pilão
  • 21h10 – Oneide Bastos
  • 21h20 – Enrico DiMicelli
  • 21h30 – Rambolde Campos
  • 21h40 – Osmar Junior
  • 21h50 – Leci Brandão
  • 23h – DJ Arizinho
  • 23h10 – Cleverson Baia
  • 23h20 – Nivito Guedes
  • 23h40 – DJ Arizinho
  • 23h50 – Leci Brandão, Ana Mametto, Joãozinho Gomes, Val Milhomem, Rambolde Campos, Marcelo Dias, Nivito Guedes, Cleverson Baia e Amadeu Cavalcante
  • 00h15 – Ana Mametto
  • 01h30 – DJ Arizinho

Cinco toneladas de fogos para saudar 2018 em Macapá

Cinco toneladas de fogos de artifício  garantirão o espetáculo de luzes e cores por 12 minutos na virada do ano em Macapá, numa grande festa na ilharga do rio Amazonas com shows musicais para todos os gostos a partir das 20h de domingo e com término previsto para às 2h da madrugada do primeiro dia do ano
A programação artística e cultural é organizada pela  Associação dos Músicos e Compositores do Amapá (Amcap) com total apoio do Governo do Estado do Amapá (GEA).

 

Anonovesco

Anonovesco
Alcy Araújo Cavalcante

(1924-1989)

Aceitarei sem mágoas milhões de luas. Não bem luas. Que o plural acaba com a poesia. Satélite. Assim o telescópio perceberá melhor os anéis de Saturno. Ser satélite. Girar em torno de. Há necessidade de uma gramática celeste. Melhor ainda, geografia celestial, de asas. Asas circunferenciais, eclipsiodais, tridimensionais, vista-visionais, de fim de ano, natalinas. Faltam tantos dias relativos para o começo de outro fim.

Sempre o começo. O início. O inaugural. O inaugural e a esperança de que após o fim o início recomeça. Há muitas casas no reino de meu Pai. A todos a melhor casa. Esperança de último. Esperança de ser o primeiro inquilino na interpretação simplista do Livro.

Enquanto isso, falece o gesto de bondade. Não observar o aviso – é proibido pisar na rosa. Superior mesmo é nascer pássaro e defecar na flor silvestre.
Também seria bom nascer borboleta e pousar na flor com asas de arco-íris. Digo, arco-da-velha. Nunca porém nascer disco voador, viajar milhões de mundo, encontrar milhões de humanidades. Uma é suficiente.

O necessário mesmo é reler Júlio Verne. Viajar deitado. Sem sair de casa. Acordado, à espera de Papai Noel de barbas brancas, saco de nylon e brinquedos de matéria plástica.

Depois esperar o dia da Fraternidade Universal e os três reis magos. Principalmente Baltazar, o que nasceu no Harlem, há mil novecentos e oitenta e oito anos, um mês e dezoito dias. Explico: Baltazar porque o poeta não tem preconceitos raciais.

Viva o ano novo que começa quando nasce uma criança.
(Do livro “Autogeografia”, 1965 – Macapá-AP)

Esperança

Esperança
Mario Quintana

Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenes
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança…
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA…