É tempo de esperança

É tempo de esperança
Alcy Araújo (1924-1989)

O Natal está bem aí, anunciando alegrias e saudades. Eu bem que poderia estar feliz escrevendo esta crônica. Mas lembro que não tenho infância e que Papai Noel não vai trazer, ainda desta vez, o polichinelo que vi num bazar, quando a vida era feita de esperanças.
A vida ainda traz esperanças, mas agora é feita de saudades, saudades do que fui e do que poderia ter sido se naquele Natal que Papai Noel não veio e se esqueceu de mim houvesse trazido o pequeno polichinelo colorido, que fazia trejeitos engraçados. Sei que para ele custaria muito pouco o presente.
Não sei que desobediência ou outro pecado infantil Papai Noel penalizou. Mas a verdade é que ele nunca trouxe o polichinelo, nem naquele ano, nem depois, nem agora quando estou mais órfão do que nunca.
Aliás, não tem sido fácil ser órfão sem um polichinelo, sem uma bola colorida ou uma rosa orvalhada. Eu poderia comprar uma rosa, comprar uma bola, comprar um polichinelo. Mas isto me tornaria mais órfão de carinho do que já tenho sido neste meu andar pelos sertões e veredas da vida.
Contudo, é Natal. E a criança órfã que habita o homem de hoje, ainda vai iluminar um presépio, uma árvore de Natal e se emocionar quando os sinos bimbalharem na Matriz de São José, chamando os fiéis para a Missa do Galo.
O menino órfão que há no homem ainda vai chorar quando os sinos disserem, do alto do campanário, que Jesus nasceu. Será como há dois mil anos, quando numa gruta de Belém, um menino foi adorado pelos Reis Magos e pastores e trinta e três anos depois os homens mataram o menino, numa cruz fincada no topo de uma colina fora da cidade de Jerusalém.
Descubro que o seu nascimento se renova porque Ele ressuscitou e com Ele as esperanças que ainda existem no coração deste menino que envelheceu e conta saudades.
Sei que estou escrevendo diferente porque é tempo de Natal e estou de mãos vazias e com os olhos abastados de lágrimas, com o coração sortido de ternura e a alma carregada de angústias.
Além disso há as mágoas que me ofertaram e as mágoas que plantei, como um lavrador de desencantos. Mágoas minhas e dos que me amaram.
Todavia, é tempo de esperança e encontro pelas ruas o sorriso das crianças. Que elas, pelo menos, possam ser felizes nestes tempos amargos…

Deputado Favacho se defende e diz que abandono da estrada de ferro é culpa do governo

Do portal da Assembleia Legislativa do Amapá

Em pronunciamento proferido durante o “Grande Expediente” da sessão desta terça-feira (5) na Assembleia Legislativa do Amapá (Alap), o deputado Júnior Favacho (PMDB) contestou as acusações que lhe foram feitas pelo promotor de Justiça Afonso Guimarães, durante entrevista coletiva à imprensa, realizada no dia 28 de novembro, de haver recebido propina para facilitar a anuência da Alap no processo de transferência da concessão da estrada de ferro do Amapá da Mineradora Anglo Américan para Zamin Mineração. Exibindo farta documentação, o parlamentar afirmou que o processo, encaminhado pelo Poder Executivo, tramitou normalmente e foi provado por duas comissões permanentes da Casa.

“Todo o processo foi conduzido pelo Governo do Estado. O pedido foi protocolado no governo, encaminhado à Secretaria de Transporte, onde tramitou e foi considerado constitucional. Em seguida foi à Procuradoria Geral do Estado, onde recebeu parecer favorável. O Estado encaminhou o processo à Assembleia Legislativa com pedido de urgência. Continue lendo

Briga pelo controle do Patriotas no Amapá

Com a prisão do Promotor Moisés, semana passada na Operação Minamata, está grande a briga pelo controle do Patriota no Amapá. Um grupo já está de malas prontas para ir a Brasília  pedir a direção do partido usando a estratégia de fuxicar de Moisés e de outros que sonham em comandar o Patriotas em terras tucujus.

Isaías Carvalho deixa o PT e diz que o partido trocou o calor das ruas por cargos

Após mais de 20 anos filiado ao Partido dos Trabalhadores o ex-vereador Isaías Carvalho deixa o partido reclamando que a direção  sufoca e isola as lideranças retirando destas todas possibilidades crescimento, de mudança e renovação política. Na sua carta de desfiliação, assinada hoje, ele lamenta o fato do partido ter largado o calor da rua e do povo em troca de cargos e o conforto dos salões refrigerados.

Eis a íntegra da carta:

Carta Aberta de desfiliação do PT
“Quando já não somos capazes de
mudar uma situação, Somos
desafiados a mudar a nós mesmos”
Guiado pela ética e esperança, persigo meus ideais. Me filiei ao Partido dos Trabalhadores (PT) no dia 28 de março de 1996 e em 2018 eu faria 22 anos no partido onde construí uma vida inteira dedicada à luta social e a organização política. Durante todos esses anos acreditei e trabalhei pelo partido.

No PT, já fui presidente do Diretório Municipal de Pedra Branca do Amaparí por dois mandatos, eleito o vereador mais jovem do Brasil em 2000 e reeleito em 2004, fui candidato a prefeito em
2008, candidato à deputado estadual por duas vezes. Hoje, estou Secretário de Relações Internacionais na comissão executiva estadual, e nos últimos12 anos já fui secretário agrário e secretário e de formação política por dois mandatos.
Me encantei com o PT da década de 80, 90, o mesmo que no Amapá foi o primeiro do Brasil a Continue lendo

Ivan Lins e Orquestra da Ulbra

Nos dias de hoje é bom que se proteja
Ofereça a face pra quem quer que seja
Nos dias de hoje esteja tranqüilo
Haja o que houver pense nos seus filhos

Não ande nos bares, esqueça os amigos
Não pare nas praças, não corra perigo
Não fale do medo que temos da vida
Não ponha o dedo na nossa ferida

Nos dias de hoje não lhes dê motivo
Porque na verdade eu te quero vivo
Tenha paciência, Deus está contigo
Deus está conosco até o pescoço

Já está escrito, já está previsto
Por todas as videntes, pelas cartomantes
Tá tudo nas cartas, em todas as estrelas
No jogo dos búzios e nas profecias

Cai o rei de Espadas
Cai o rei de Ouros
Cai o rei de Paus
Cai, não fica nada.

Improbidade – Justiça condena Waldez Góes e Pedro Paulo Dias

A Justiça Federal condenou o atual governador do Amapá, Waldez Góes (PDT), por improbidade administrativa pela prática de ato que atenta contra os princípios da Administração Pública. A ação, ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF), aponta irregularidades na prestação de contas de recursos federais recebidos pelo Amapá no Programa Nacional de HIV/AIDS e outras DSTs. Pedro Paulo Dias de Carvalho, então secretário de Estado da saúde, também foi condenado.

Segundo as investigações do MPF, Pedro Paulo deixou de prestar contas de mais de R$ 1 milhão destinados ao desenvolvimento de ações em DST/AIDS. Os valores foram repassados pelo Ministério da Saúde à Secretaria de Estado da Saúde do Amapá, de 2007 a 2009. Waldez Góes, governador do Estado do Amapá, no período, não instaurou o devido procedimento de tomada de contas quando deveria, o que caracteriza ato de improbidade administrativa. Continue lendo

Livre da aftosa

O governador Waldez Góes e o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, assinaram nesta terça-feira, 5, a Instrução Normativa que reconhece o Amapá como zona livre de aftosa com vacinação. Com o Amapá recebendo o certificado, agora o Governo Federal se mobilizará para conseguir a declaração do Brasil como país livre da febre aftosa com vacinação. (Leia mais)

Coogal – Um cooperativa de fachada

Uma cooperativa de fachada, que servia apenas para fins espúrios e ilícitos de organização criminosa que atua há muito tempo com as mesmas pessoas, nos mesmos lugares e impunemente.  Foi assim que a procuradora regional da República Adriana Scordamaglia, coordenadora do Grupo de Apoio ao Combate à Escravidão Contemporânea do MPF, classificou a Cooperativa de Garimpeiros do Lourenço (Coogal).

A cooperativa é detentora de duas concessões de lavra: uma para extração de ouro e outra para extração de tantalita. No entanto, de acordo com o MPF, as Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários (DTVMs) investigadas na Operação Minamata eram as verdadeiras exploradoras do garimpo do Lourenço utilizando de forma fraudulentao aparato formal da Coogal.
A Justiça Federal, atendendo a pedido do MPF, suspendeu as atividades econômicas das empresas envolvidas na organização criminosa e  as atividades e os títulos minerários concedidos à Coogal.

Adriana acompanhou o resgate de trabalhadores em situação degradante submetidos a trabalho escravo. De acordo com o MPF, todos os  trabalhadores identificados em situação de vulnerabilidade devem receber dos órgãos competentes seguro desemprego e ter acesso a medidas sociais.