Deputados querem CPI para investigar a CEA

Os deputados estaduais Paulo Lemos (PSOL) e Pedro Dalua (PSC) requereram a instauração de uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a real situação financeira e de contratos da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA). O requerimento foi protocolado na manhã desta quarta-feira, 13, na Assembleia Legislativa do Amapá (Alap), e deve entrar em pauta para a aprovação do plenário na sessão desta quinta-feira, 14.
Caso aprovado o pedido, esta será a terceira CPI criada pela Casa para apurar a estatal. A primeira ocorreu em 2015, para investigar os contratos milionários celebrados pela CEA entre 2011 e 2014, período em que iniciou o processo de federalização. A segunda foi no ano passado, cujo objetivo era de apurar denúncias de possíveis irregularidades nos empréstimos que antecederam o processo de federalização da estatal, em 2014. Nenhuma chegou a ser concluída.
O aumento correspondente a 37,02% na conta de energia, somado à cobrança da chamada bandeira vermelha, considerados abusivos pelos parlamentares e, principalmente, pelos consumidores, foram os motivos que levaram os deputados a requerer nova investigação à estatal. “E dessa vez, vamos a fundo”, garantiu Lemos, Continue lendo

Senado quer explicações sobre aumento na conta de luz

Comissão de Transparência, Controle e Fiscalização aprovou requerimento do senador Randolfe Rodrigues (REDE), que pediu a realização de audiência pública para debater e analisar as razões que motivaram o aumento de 37,46% nas contas de energia elétrica do Amapá.
O pedido solicita a presença do representante da Associação Comercial do Amapá; presidente da Agência Nacional de Energia Elétrica; representante do Procon Estadual e do representante da Companhia de Eletricidade do Amapá para darem as devidas explicações.
Em sua justificativa, Randolfe esclareceu que “os amapaenses foram surpreendidos com a impactante notícia de que a ANEEL autorizou um reajuste médio de 37% nas contas de energia elétrica a partir do dia 30 de novembro. São mais de duzentas mil unidades consumidoras atingidas por esse reajuste expressivo que, com certeza, trará impacto de grande relevância na vida de todas as famílias amapaenses”.

O senador destaca ainda que até a economia local pode ficar prejudicada, uma vez que as indústrias também serão duramente atingidas “Todos sabem que esses custos de produção sempre são repassados ao consumidor, impactando negativamente no seu poder de compra. Além desse aumento extorsivo, os consumidores amapaenses ainda sofrerão com a mudança de bandeira tarifária da energia elétrica local, passando para a bandeira vermelha.Com isso, passa-se a se cobrar R$ 3,00 a mais a cada R$ 100 quilowatts-hora consumidos, o que gera ainda mais custo no valor final da conta de energia” argumentou.

(Ascom/Senador Randolfe)

Pistoleiros atacam acampamento do MST no Pará

Em ofício enviado ontem, foram pedidas providências à Polícia Federal, à Secretaria de Segurança Pública do Pará, à Polícia Civil e à Ouvidoria Agrária Nacional

O Ministério Público Federal (MPF) enviou ofício a autoridades de segurança pública pedindo providências urgentes para apuração sobre ataques de pistoleiros contra um acampamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Marabá, no sudeste do Pará. Os ofícios foram enviados à Polícia Federal, à Secretaria de Segurança Pública, à Delegacia de Conflitos Agrários  e à Ouvidoria Agrária Nacional.

O acampamento Hugo Chavez, com 300 famílias sem-terra, foi formado dentro da fazenda Santa Tereza e estava com previsão de reintegração de posse (despejo) para hoje, 13 de dezembro. Por esse motivo, já estava sendo desmontado. Mas na segunda-feira (11 de dezembro), segundo os relatos das famílias, foi atacado por homens fortemente armados, que chegaram em duas camionetes.

O coordenador do MST no Pará, Ulisses Manaças, denunciou à imprensa e nas redes sociais que crianças e mulheres ficaram na linha de tiro. Fotos com cartuchos encontrados no acampamento após o ataque também circularam nas redes sociais. Com o ataque, a reintegração de posse, que seria voluntária, foi suspensa. Continue lendo