O velho trapiche

O velho Trapiche Eliezer Levy, de muitas histórias, causos e lendas. Nele atracavam embarcações de bandeiras de vários países e os gringos aproveitavam para tomar um sorvete, servido em taça de inox pelo famoso garçom Inácio, no Macapá Hotel.

Era desse trapiche que saiam os navios com destino a Belém. No final das férias iam lotados de universitários que voltavam para as faculdades (não havia ensino superior no Amapá).

Nas tardes de domingo o velho trapiche era a passarela da juventude. Depois da sessão da tarde nos cines João XXIII e Macapá os jovens iam como em procissão passear ali. Era um passeio obrigatório.

À noite era comum ver na ponta do trapiche um pescador solitário. Um pescador de peixes, ou de estrelas, ou de poesia ou de raios da lua.

A foto é do tempo em que ainda existia a tão cantada em verso e prosa “Pedra do Guindaste” de muitas lendas. Uns diziam que meia noite a pedra transformava-se num navio de ouro maciço enfeitado com diamantes e esmeraldas. Outros contavam que era uma princesa encantada e tinha gente que jurava ter visto “com esses olhos que a terra há de comer” a pedra se transformar em princesa quando o relógio marcava meia-noite.

Um dia colocaram a imagem de São José, padroeiro de Macapá, em cima da pedra. Pouco tempo depois um navio chocou-se com ela e praticamente nada restou dela. No lugar foi construído um pedestal de concreto para São José.
O santo padroeiro fica de costas para a cidade, mas abençoando todos que aqui chegam pelo majestoso rio Amazonas.

Jardim Açucena -1500 famílias realizam o sonho da casa própria

Ao som de “Rosa Branca Açucena ô lê lê”, a comitiva, composta pelo prefeito Clécio Luís, ministro das Cidades, Alexandre Baldy, os senadores Davi Alcolumbre e Randolfe Rodrigues, entrou no Residencial Jardim Açucena, junto com o cortejo do Banzeiro do Brilho de Fogo e grupos tradicionais de Marabaixo, para entregar as chaves e realizar o sonho da casa própria de 1.500 famílias que sairão de uma moradia insalubre para uma casa digna. Diversas autoridades compareceram à cerimônia, entre eles os deputados federais Vinicius Gurgel, Cabuçú Borges, André Abdon, a secretaria nacional de Políticas para as Mulheres Fátima Pelaes e a coordenadora do Comitê Gestor do Programa Minha Casa Minha Vida do Município de Macapá, Mônica Dias.

O superintendente regional do Banco do Brasil em exercício, Maiquel Almeida, falou da emoção em ver as famílias Continue lendo

Corrida de Macapá

Neste sábado, 3, véspera do dia em que a cidade comemora 260 anos, ocorrerá a Corrida de Macapá, com largada d às 17h.
O  percurso será de 7km com saída da Avenida Pedro Baião (ao lado da Floriano Peixoto), pegando à Rua General Rondon até a Av. José Tupinambá (antiga Nações Unidas); Cândido Mendes, FAB, Binga Uchôa (em frente à residência oficial do governador) até o canal da Mendonça Júnior. Sobe a Rua Independência (em frente ao Banco do Brasil), em seguida, a Av. Coracy Nunes, sobe novamente a Cândido Mendes até a Rua Rio Jupati, retorna a Rua Jovino Dinoá, Feliciano Coelho, General Rondon até a chegada de volta à Avenida Pedro Baião (Floriano Peixoto).

Missa, marabaixo e shows no aniversário da cidade

Macapá completará 260 anos neste domingo, 4, mas as comemorações iniciaram no dia 26 de janeiro, com almoço oferecido aos ex-prefeitos e respectivos vices, para entregar a eles a comenda Janary Nunes. Mas, a cereja do bolo está guardada mesmo para o dia do aniversário da cidade, com um dia inteiro de programação, repleta de atrações para todos os gostos.

No domingo, 4, já às 6h, uma salva de canhões, feita da Fortaleza de São José de Macapá, anunciará aos moradores da cidade que aquele será um dia especial, de muita festa. Às 7h, será celebrada uma missa em ação de graças, na catedral de São José. A cantora Patrícia Bastos é atração convidada para a liturgia.

Às 8h30, em frente à igreja matriz, os grupos de Marabaixo da Juventude e Manuel Felipe darão início ao tradicional Encontro das Bandeiras. O evento simboliza o reencontro dos primeiros moradores negros da capital, depois de remanejados do Centro da cidade para os bairros Laguinho e Favela (hoje Santa Rita), na década de 1940, pelo então governador Janary Nunes, em função do crescimento urbano.

E quando os cortejos pelas ruas de Macapá, feitos pelo Grupo de Teatro Marco Zero e Banzeiro Brilho de Fogo saírem da frente da igreja Matriz rumo à Praça Floriano Peixoto, às 9h, lá, a banda Chocolate com Pipoca já estará animando a criançada. No mesmo palco, os convidados da festa terão um dia inteiro será de apresentações musicais e teatrais, que seguirão pela tarde e à noite, até as 22h.

Confira as atrações na Floriano Peixoto: Continue lendo

Cordel encantado

Cordel encantado
Manoel Bispo

Como quem pinta uma tela ou escreve um belo poema
Como quem faz uma torta pra chaleirar os padrinhos
Ou anda às voltas com o emaranhado de um teorema
Assim vivo eu nossa história de amor em quadrinhos.

Como quem visse estrelas de olhos postados no mar
Como quem faz de conta pra viver a ilusão de verdade
E só precisasse de uma gota de chuva pra se derramar
Assim vivo a saga de quem anda em busca da felicidade.

Como quem tivesse nas mãos o domínio de raios e trovões
Nadasse nas nuvens, voasse a galope nas ondas dos mares
Quem fosse manso albatroz e capaz de domar mil dragões

Como se achasse no leque das cores o afago mais delicado
Como quem ao teu lado provasse purezas de santos altares
Assim vivo eu de nós dois esse amor de cordel encantado.

(Da coletânea “Poemas, poesias e outras rimas” que será lançada em 23 de fevereiro em Macapá)