Lido na sessão de hoje o parecer final da perda do mandato de Moisés Sousa

Após o carnaval, os deputados voltaram ao trabalho nesta quinta-feira (15), com uma pauta cheia de projetos e requerimentos. O destaque foi a leitura do parecer final da representação pela Mesa Diretora a Comissão de Ética (CET) da Assembleia Legislativa do Amapá (Alap), protocolado no dia 7 de fevereiro de 2018, por quebra de decoro parlamentar pelo deputado Moisés Reátegui de Souza, contendo o Projeto de Resolução nº 006/2018-CET, que declara a perda do mandato de deputado estadual, por conduta incompatível com o decoro parlamentar. Continue lendo

Emenda de Davi Alcolumbre garante maquinário para plano de inverno da PMM

O maquinário é resultado de uma emenda indicada por Davi Alcolumbre quando ainda era deputado federal e já era dada como perdida, porque depois de tantos anos, chegou a sair do planejamento de pagamento da Fundação Nacional de Saúde – FUNASA, órgão ligado ao Ministério da Saúde. Depois de várias articulações feitas pelo senador e a prefeitura, o recurso no valor de R$ 3,5 milhões, foi realocado.

Entre o maquinário estão uma retroescavadeira, caçambas truck, caminhão poliguindaste, escavadeira hidráulica, pá carregadeira e caçambas estacionárias. Todos esses equipamentos vão ser entregues nesta sexta-feira, às 8h no Canal do Jandiá. Continue lendo

“Se cometi algum erro pagarei por ele”, diz Badu

O ex-deputado Badu Picanço – que foi passar o carnaval fora do Estado – retorna amanhã para Macapá. Por telefone, ele disse ao blog que tão logo desembarque em Macapá irá à Polícia Federal para tomar pé da situação e prestar todos e qualquer esclarecimento que se fizer necessário.
Badu disse que não sabe porque seu nome foi envolvido nesta operação. “Talvez pela amizade que tenho com Feijão. Ele (Feijão) é meu amigo há muito anos e quase todos os dias nos falamos. Costumo ir no escritório dele”, disse.
Badu disse ainda que nada tem a esconder e que acredita que ao final tudo será esclarecido. “Sou preparado para a vida. Isso são coisas que acontecem e temos que estar preparados. Se cometi algum erro pagarei por ele”, enfatizou.

Remember – Fases anteriores das operações Minamata e Estrada Real

A primeira fase da Operação Minamata foi deflagrada em 30 de novembro do ano passado pelo Ministério Público Federal em conjunto com a Polícia Federal para desarticular uma organização criminosa formada por empresários, políticos e agentes públicos responsáveis pela exploração depredatória de ouro e outros recursos naturais utilizando-se de mão de obra submetida a condições de trabalho análogas à de escravo.
As investigações mostraram que os empresários utilizavam uma cooperativa de garimpeiros que se instalou na área do Lourenço. A organização criminosa utilizava a estrutura da cooperativa para atuar de forma clandestina na extração de ouro, encobrindo propósitos de exploração em larga escala sob o argumento da pesquisa mineral e lavra artesanal de pequena monta.
Nesta primeira fase um dos presos foi o promotor Moisés Rivaldo à época secretário municipal de educação e pretenso candidato ao Senado.

Dois meses antes, mais precisamente em 29 de setembro, a  Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público Federal, deflagrou  a Operação Estrada Real, com o objetivo de investigar  o funcionamento de garimpo ilegal no município de Tartarugalzinho, a aproximadamente 300 metros da BR 156. Na operação foi preso  o ex-prefeito de Tartarugalzinho Altamir Rezendo, o Mineiro,
Mineiro – que é pai do ex-deputado Bruno Mineiro – fomentava  o garimpo ilegal, oferecendo combustível, máquinas,  alimentação e hospedagem aos garimpeiros, segundo apurou a Polícia Federal.

No dia 7 de fevereiro deste ano a Polícia Federal cumpriu  mandado de busca na casa do ex-deputado Bruno Mineiro na segunda fase da Operação Estrada Real.

Propina de R$ 100 mil

De acordo com o MPF no Amapá, conversas obtidas com autorização judicial revelam que, em apenas um dos casos analisados na Operação Minamata, houve pedido de propina no valor de R$ 100 mil para liberação de negócios envolvendo a mineração no Amapá junto à superintendência da  Agência Nacional de Mineração (ANM), antigo DNPM.

Garimpeiros da propina

A Operação Garimpeiros da Propina, deflagrada na manhã desta quinta-feira (15), em Macapá, Santana e Calçoene (AP), é resultado de atuação conjunta entre o Ministério Público Federal e a Polícia Federal. A Justiça Federal, a pedido do MPF, decretou a prisão preventiva de oito pessoas e o afastamento do cargo de três servidores da Agência Nacional de Mineração (ANM), antigo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). A fase atual é desdobramento das Operações Minamata e Estrada Real, que apuram esquemas criminosos em atividades minerárias no Amapá. Continue lendo

Operação Minamata – Os ex-deputados alvos da PF

Entre os ex-deputados alvos a 2ª fase da Operação Minamata estão Badu Picanço e Antônio Feijão.
Na casa de Badu Picanço foi cumprido mandado de busca e apreensão. Ele nega qualquer envolvimento com a organização criminosa na área de mineração do Estado. Ao portal SelesNafes, Badu disse por telefone que está fora do Estado mas  que prestará todos os esclarecimentos para a Polícia Federal assim que for solicitado.
No escritório do ex-deputado Antônio Feijão, ex-diretor do DNPM,  também foi feita busca e apreensão. Feijão está na sede da PF para prestar depoimento.