Um poço misterioso

Foto: Nayana Magalhães

As fortes chuvas que caíram em Macapá nos últimos dias acabaram por revelar algo intrigante: um poço (foto acima), muito bem feito, com cerca de cinco metros de profundidade sob a camada asfáltica da avenida Marcílio Dias entre as ruas Eliezer Levy e General Rondon, no bairro do Laguinho.
Com as chuvas torrenciais e o grande tráfego de veículos parte da camada asfáltica rompeu e o misterioso poço apareceu hoje pela manhã.
Ninguém sabe há quanto tempo ele estava lá escondidinho. Dona Maria Adilair Mendes, que mora ali há mais de meio século, disse que nunca tinha visto o tal poço, nem mesmo quando a rua ainda não era asfaltada. “Todo mundo por aqui ficou assustado hoje de manhã quando viu isso”, disse.
Historiadores e curiosos ficaram intrigados. Uns imaginam que ele foi cavado pelos índios que viveram naquelas bandas há mais de cem anos; outros acham que isso é obra de escravos que se amocabaram por ali na época da construção da Fortaleza de São José e há quem diga que nem uma coisa nem outra. “Aqui era interior, vai ver que os caboclos que moravam aqui abriram o poço e depois que a cidade cresceu se mudaram e o poço foi aterrado”, disse um senhor de 72 anos.
Os curiosos correram para ver o “achado”. E teve gente que até jogou moedinha fazendo um pedido imaginando tratar-se de um mágico poço dos desejos. E cada um contou uma história escrita pela fértil imaginação.

Mas teve gente que não quis saber de historinhas, lendas, moedinhas, índios ou escravos. A preocupação  era evitar que ocorresse algum acidente. Daí pediram que a Prefeitura urgentemente “tapasse o buracão”. A Prefeitura atendeu. E hoje mesmo, à tarde, o trabalho foi executado para alegria de quem trafega por lá e tristeza de historiadores, pesquisadores e sonhadores.

 

Fátima Pelaes confirma candidatura ao Senado

Em coletiva de imprensa na manhã desta sexta-feira, 13, a presidente nacional do MDB Mulher e membro da Executiva do MDB (Movimento Democrático Brasileiro), Fátima Pelaes, confirmou a pré-candidatura ao Senado pelo Amapá. A declaração é firmada a partir da decisão da reunião da Executiva Nacional do partido, em 3 de abril, quando, por unanimidade, acordaram que o Diretório Estadual do Amapá deve registrar sua candidatura ao Senado nas próximas eleições, independente do partido ter outro candidato ao mesmo cargo.
“A decisão de registro da candidatura foi da executiva do partido, no qual milito há muitos anos e o representei na Câmara Federal.

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Domingo no Museu

Brincadeiras infantis, teatro, contação de estórias, passeio pelo bosque e vendas de iguarias são algumas das atividades que serão oferecidas ao público que for visitar o Museu Sacaca no próximo domingo, 15. É a programação “Domingo no Museu” que será lançada pelo Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa), órgão que administra o local. O evento inicia às 11h e se estende até às 17h como parte da campanha “Vem pro Museu! Valorize, que é Nosso!”, lançada pelo Governo do Amapá para incentivar a valorização e visitação do público ao espaço. (Leia mais)

Alerta! Confirmado caso de H1N1 em Macapá

A Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS), divulgou ontem,  quinta-feira,o resultado do exame de um paciente com sintomas de Influenza-A H1N1, em Macapá. O exame confirmou a presença do vírus Influenza-A nele.

Em nota técnica, o Laboratório Central de Saúde Pública do Amapá (Lacen) ressalta que a  Influenza (Gripe) é uma infecção viral aguda do sistema respiratório de elevada transmissibilidade e distribuição global. Uma pessoa pode contraí-la várias vezes ao longo da vida e geralmente tem evolução auto-limitada. Porém, em alguns casos, pode evoluir para uma forma grave, principalmente em crianças menores de cinco anos e adultos maiores 60 anos de idade, gestantes, puérperas bem como em portadores de doenças pulmonares (incluindo asma), indivíduos imunodeprimidos, com doenças cardiovasculares, hepáticas e renais entre outras.

Ontem mesmo o Governo do Estado do Amapá (GEA) iniciou a distribuição das doses de vacinas trivalente contra a Influenza (Gripe) para os 16 municípios. O primeiro a receber foi Macapá.

Serão disponibilizadas, nas primeiras semanas, 78 mil doses.

De acordo com o Governo, ano passado  circularam dois vírus em todo o Estado: Influenza A (subtipo H3N2) e Influenza B. Houve um total de 13 casos de Influenza A, de subtipo H3N2; desses, 12 na forma mais branda (Síndrome Gripal-SG) e 1 na forma mais grave (Síndrome Respiratória Aguda Grave-SRAG). Foram 5 casos de influenza B

Vida de Repórter

A barbárie à espreita
Euclides Farias

Fui repórter de polícia, como a maioria dos jornalistas iniciantes, brigando pela notícia no dia a dia das ruas de Belém com as feras do jornalismo policial da época. Meu parceiro de O Liberal era o lendário Ítalo Gouvêa. Nossos principais concorrentes eram os radialistas Adamor Filho e Amauri Silveira e o jornalista Tampa de Bilha, d’A Província do Pará. Uma escola da pesada.

Belém era menor, menos povoada e infinitamente menos violenta do que agora. A polícia conhecia os bandidos pelos nomes. Se houvesse um roubo, analisava as características do delito e ia buscar o acusado em casa. Os indícios inconfundíveis do crime e os testemunhos terminavam quase sempre em justa prisão.

Os policiais chamados de linha de frente, escalados às missões mais perigosas, também eram muito conhecidos. Lili Cartucheira, Machado, Farias e Café eram os mais famosos, além do delegado Armando Mourão e sua inseparável pistola. A Divisão de Vigilância Geral (DVG), na Quintino Bocaiúva, e o Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), criado no Estado Novo de Getúlio Vargas e um dos braços mais fortes da ditadura de 1964, eram as mais temíveis células da Polícia Civil.

A conjuntura do Estado policial, ajudada por um ensino público de qualidade incomparável ao hoje oferecido à juventude, desestimulava o crime. Nem em sonho estou a louvar o controle do cidadão e a repressão inerente à falta de democracia. Sou um democrata de nascença, de origem operária. É apenas uma constatação para situar o leitor no ambiente político de então, contemporâneo ao exercício da reportagem policial por aquela geração de velhos repórteres.

A imprensa não cansava de publicar roubo de bicicleta e briga de vizinhos, sem bolir nos temas graúdos que a falta de liberdade impunha. Um “presunto” no IML reunia todos os repórteres e fotógrafos de polícia da cidade. Às vezes, a edição do caderno saía tão “fraquinha” de “boas notícias” que os baderneiros (revendedores de jornais) reclamavam que as vendas seriam um fracasso.

O ponto é este. Nunca, como repórter policial e depois como editor de polícia e ao longo de 40 anos de profissão, vi a situação da segurança pública tão grave quanto agora. A sensação, numa cidade em que poucas pessoas podem se gabar de ainda não ter sido assaltadas, é de absoluta encruzilhada. Façamos todas as relativizaçôes que quisermos e a equação sempre parecerá insolúvel. A cidade explodiu, o poder paralelo se instalou e a sociedade está refém. O Estado perdeu a guerra para o crime e está desafiado a se reinventar para poder virar o jogo.

Arrisco um palpite: a fórmula não sairá de gabinetes, senão de um grande pacto social que envolva as comunidades de bairros onde vivem as pessoas aprisionadas. Elas têm contribuição indispensável a oferecer para que o Estado, renovado, oxigenado e livre de seus vícios e demônios, possa pensar num novo tempo.

Até lá, é a barbárie.

Pedofilia – Pediatra foi denunciado por mãe de adolescente

Preso de bermuda, camiseta e sandália, no começo da manhã de hoje em Macapá pela Polícia Federal, o médico pediatra vinha sendo investigado  por conta de denúncia feita pela mãe de um adolescente de 13 anos.
A mulher teria denunciado que  seu filho sofreu abuso abuso sexual por um grupo de pedófilos, entre os quais o médico, que atuava na frente de escolas públicas, principalmente de bairros de periferia, aliciando crianças.

Mais sobre a operação “Anjos da Guarda”

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira, 13, a Operação “Anjos da Guarda” e prendeu um médico em Macapá/AP.
A ação é fruto de uma  investigação iniciada pela PF em 2009 para apurar crimes de pedofilia.
Naquela ocasião, foram iniciados trabalhos que culminaram na identificação das condutas de abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes na capital amapaense. A investida criminosa, comprovada pela polícia, apontou para atuação de um “aliciador” de menores, que se aproximava de crianças com o intuito de levá-las para que sofressem abusos cometidos por adultos. Continue lendo