Les cultures se rencontrent sur l’Oyapock

Encontro de escritores, artistas e pesquisadores do Brasil e da Guiana Francesa em Oiapoque, na fronteira do Brasil com a Guiana. Nesse vídeo, a entrevista da poetisa amapaense Annie de Carvalho concedida à emissora de TV da Guiana.
O encontro “Um rio, uma fronteira, duas culturas” aconteceu nos dias 29 e 30 de junho e foi organizado pela Associação Promolivros e Academia Atila.

Eleições 2018: condutas vedadas aos agentes públicos

Desde sábado (07/07), os agentes públicos, servidores ou não, estão proibidos de praticar uma série de condutas passíveis de afetar a igualdade de oportunidades entre candidatos na eleição deste ano. Essas vedações estão previstas na Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997). O objetivo é evitar o uso de cargos e funções públicas em benefício de determinadas candidaturas e partidos.

Pelo artigo 73 da Lei das Eleições, os agentes públicos estão impedidos, nos três meses que antecedem o pleito, de nomear, contratar ou admitir, demitir sem justa causa, suprimir ou readaptar vantagens ou por outros meios dificultar ou impedir o exercício funcional de servidor público. Continue lendo

Entre os 10 deputados federais mais gastadores estão dois do Amapá

Os deputados federais  do Amapá André Abdon (PP) e Cabuçu Borges (MDB) estão na lista dos dez maiores gastadores, em levantamento feito pelo Congresso em Foco.
O recurso utilizado pelos deputados é a Cota para o exercício da atividade parlamentar  também conhecida por “cotão”, dinheiro público disponibilizado mensalmente a cada deputado.
A lista é liderada por Jhonatan de Jesus (RR).
André Abdon e Cabuçu Borges ocupam, respectivamente,  a quarta e a décima posição.

Saiba mais no Congresso em Foco clique aqui

Incêndio destrói 4 casas no Buritizal

Um  incêndio  neste domingo, que começou por volta das 12h,  destruiu quatro casas de madeira na avenida Aymorés no bairro Buritizal (zona sul de Macapá).
A ação rápida do Corpo de Bombeiros impediu que o fogo atingisse mais casas.
Ainda não se sabe a causa. No local, falava-se que o incêndio foi provocado por crianças que brincavam de tocar fogo num pedaço de isopor.
Ninguém ficou ferido.
A Polícia Militar impediu que maus elementos se aproveitassem da situação para furtar eletrodomésticos e outros objetos dos moradores das casas incendiadas.

Selfie – Uma crônica de Ruben Bemerguy

SELFIE
Ruben Bemerguy

Tenho muitos vícios. O mais imperfeito deles é o vício de fumar. O mais perigoso é o vício de amar. Imperfeitos ou perigosos os vícios me impõem a condição de servo. Do primeiro – fumar – não raras vezes tentei me libertar, mas ainda sem êxito. Do segundo – amar – dado ao elevado grau de risco, já estou serenamente livre. É que amar mata. Segundo minhas observações, quem traga o amor como eu trago é candidatíssimo ao óbito precoce. Não há pulmão que resista a um grande amor. Melhor fumar. Fumar salva vidas.

Há outro vício. Desse, tal como o vício de amar, também permaneço liberto, ainda bem. É o vício da Selfie. Criei antipatia até pela palavra Selfie. E olhe que amo as palavras. Só elas, inclusive. Mas Selfie é um estrangeirismo que faz com que quem o pronuncie passe representar o mais imponente falso-culto. Aliás, falso-culto é uma palavra composta por mim para identificar a exata futilidade . Em outras palavras, é uma palavra criada para me proteger dos cínicos.

Selfie é, portanto, um auto-retrato (muitas vezes pode não ser um auto-retrato mas um multi-retrato) onde se irradia vaidade própria, próprio da própria desconfiança. A Selfie nunca será um retrato. O retrato nasce em outros olhos e isso é suficiente para distanciá-lo da Selfie. A Selfie é um verdadeiro funk ostentação.

Seja como for, e por isso mesmo, eu nunca deparei com uma única Selfie triste. Uma Selfie que chore. Uma Selfie saudade. Selfie volte pra mim. Selfie que perdeu. Selfie dúvida. Só encontro Selfie vencedor. Selfie Sorridente. Selfie Forte. Selfie Valente. Selfie Próspero. Selfie Feliz.

Ontem estive com o rio. Expliquei quanto a meu vício de fumar e de como isso tem salvo minha vida. Ele confidenciou que também inala do mesmo vício e por essa simples razão ainda existe. Depois, respirou fundo, e molhando em suas águas o vício do amor na modalidade cem metros rasos vaticinou: “Ouça Ruben, o amor não passa de um traço feito a lápis na cortina d’água”. E olha, de amor e de água o Amazonas entende mesmo.

Já quanto ao vício da Selfie ele – o rio – acha tudo muito natural. Justifica ensaiando que o aperto de pés, por exemplo, e mais sagrado do que o aperto de mãos. E que nós só assistimos os apertos de mãos porque o aperto de pés só se revela na volúpia de nossas águas mais profundas e, por isso, é invisível. Nada mais invisível do que o aperto de pés, segundo o rio. Quando comprimimos os pés descalços em outros pés descalços, me disse o louco do rio, embora ninguém veja, ninguém saiba, caminhamos exatamente para a invisibilidade dos destinos paridos no vício que mata, mas sem o qual não se vive. O tal do vício de amar.

Para o rio, esse louco excessivo, seja a selfie auto ou multi, ela é palavra do gênero feminino e só por isso estaria justificada sua existência e proliferação. Para ele, a Selfie é e sempre será um aperto de pés. O que a selfie revela mesmo ninguém vê porque não é pra ver mesmo. É invisível mesmo. Pés entrelaçados. Palmas enlouquecidas. Dedos em riso.

A Selfie é assim. Só anota que os pés existem mas o aperto de pés é caligrafia que só se decifra no vício de amar.

Me despedi do rio e ri. Ri muito. Costumo rir dos rios. Me diz o rio diz que o vício de amar é efêmero e quer me fazer crer nele e em Selfie. Ora veja!

Arranquei um cigarro do bolso esquerdo, acendi a luz que me salva a vida e segui. Simplesmente segui.

(Para ler outras crônicas e artigos de Ruben Bemerguy clique aqui)

Prefeitura distribui mudas de plantas nas praças e balneários

Para deixar Macapá mais viva, mais bonita e colorida, a Prefeitura de Macapá está distribuindo nas praças e balneários mudas de plantas. Hoje mais de 400 mudas estão sendo distribuídas na Fazendinha e na praça Floriano Peixoto.
A ação vai se repetir durante todo o mês de julho como parte da programação “Macapá Verão”

(Fotos: Nayana Magalhães)

O filho do sapateiro

O filho do sapateiro
Dom Pedro José Conti – Bispo de Macapá

Quando Abraão Lincoln tomou posse como presidente dos Estados Unidos, foi um choque para a aristocracia americana. Um proletário assumir a liderança do país? O senador que coordenou seu juramento à pátria fez um comentário irônico: “Vamos ver se o filho de um sapateiro tem condições de dirigir um país”. Ao que Lincoln respondeu: “Que bom que o senhor lembrou de meu pai. Eu gostaria de ser um presidente tão bom quanto meu pai foi como um sapateiro. Aliás, estou vendo que o senhor está usando um par de sapatos que ele fabricou. Eu aprendi a consertar sapatos com meu pai e, se algum dia os seus apresentarem algum problema, me procure que eu os consertarei. Não importa o que esteja fazendo, sempre tenha orgulho e crie sempre algo de especial, porque é nos detalhes que você deixa a sua assinatura”. Continue lendo