Em nota o secretário da Fazenda diz que vai recorrer à Justiça contra Papaléo Paes

Nota de Repúdio

Tomado de surpresa em relação às declarações do Senhor João Bosco Papaléo Paes, dadas à imprensa na manhã do dia 7 de agosto de 2018, considero fundamental esclarecer publicamente os seguintes pontos:
Repudio a mentirosa armação sobre minha remuneração, que seria incompatível com meu padrão de vida. Sou servidor público de carreira há 26 anos, como fiscal da Receita Estadual. Qualquer pessoa de fato interessada na verdade pode constatar, no portal da Transparência do GEA, o valor de meus vencimentos, que são vinculados ao teto constitucional de um ministro do STF;
Atualmente estou nomeado como Secretário de Estado da Fazenda. Esta não é a primeira vez que exerço um cargo na condição de ordenador de despesas. Já fui secretário municipal da Prefeitura de Santana por quatro anos, tendo todas as minhas contas de gestão aprovadas sem ressalvas pelos órgãos de controle externo;
Todo meu patrimônio está regularmente registrado à Receita Federal, em minha declaração de renda;
Zelo de forma constante pela retidão de minha vida pública e privada, não tendo nada a esconder de ninguém. Contudo, sou, por temperamento e princípios, reservado e procuro manter protegida a minha privacidade. Por conta disso, não uso redes sociais, sendo, portanto, leviana a armação proferida em sentido contrário durante a entrevista.
Sempre tive com o Senhor João Bosco Papaleo Paes uma relação de respeito e cordialidade, de tal forma que sua presença em meu gabinete na Secretaria de Estado da Fazenda era rotineira. A despeito dessa boa convivência pretérita, não posso admitir as inverdades proferidas por ele contra mim. Refuto os ataques irresponsáveis de que fui vítima e recorrerei, inclusive, à esfera judicial em defesa de minha honra e dignidade.
Quem tem a coragem de acusar, deve assumir o ônus de provar.
Josenildo Santos Abrantes
Secretário de Estado da Fazenda

Grande sarau em comemoração ao Dia Estadual da Poesia nesta quarta na Biblioteca Pública

Nesta quarta-feira, 8, é comemorado o Dia Estadual da Poesia e uma vasta programação ocorrerá na Biblioteca Pública Elcy Lacerda a partir das 17h.
“Teremos música, dança, contação de história, exposição de artes plásticas e muita poesia para comemorar esta data tão importante”, informa o poeta José Queiroz Pastana , gerente da biblioteca.
Vai ter ainda  varal poético, declamação de poesias, sessões de autógrafos e  venda de livros.

Dia Estadual da Poesia
Instituído pela Lei N. 580, de 21/06/2000, 8 de agosto é o Dia Estadual da Poesia. A data foi escolhida em homenagem ao poeta, médico, professor e ex-prefeito de Macapá Alexandre Vaz Tavares, nascido em Macapá no dia 8 de agosto de 1858. Consta que ele foi o primeiro  a escrever poemas sobre Macapá. Sua poesia “Macapá”  foi publicada pela primeira vez em agosto de 1889, na Revista de Educação e Ensino do Pará. Vaz Tavares morreu em abril de 1926, aos 67 anos.

Vale ressaltar que a iniciativa de  instituir o Dia Estadual da Poesia partiu dos poetas José Pastana, Ricardo Pontes e Leão Zagury. Eles fizeram a minuta de  um projeto de lei e apresentaram ao então deputado Edinho Duarte, que abraçou a causa, fez o projeto e apresentou na ALAP, sendo aprovado por unanimidade.

O anel de vidro

O anel de vidro
(Manuel Bandeira)

Aquele pequenino anel que tu me deste,
– Ai de mim – era vidro e logo se quebrou…
Assim também o eterno amor que prometeste,
-Eterno! era bem pouco e cedo se acabou.

Frágil penhor que foi do amor que me tiveste,
Símbolo da afeição que o tempo aniquilou –
Aquele pequenino anel que tu me deste,
– Ai de mim – era vidro e logo se quebrou…

Não me turbou, porém, o despeito que investe
Gritando maldições contra aquilo que amou.
De ti conservo na alma a saudade celeste…
Como também guardei o pó que me ficou
Daquele pequenino anel que tu me deste…

PF cumpre 5 mandados de busca em Macapá, Porto Grande e Pedra Branca

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (07/08) a Operação Illegal Transfer*, com objetivo de robustecer investigação em andamento  decorrente da Operação Quantum Debeatur.
Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em Macapá, Porto Grande e Pedra Branca do Amapari.
A Operação é um desdobramento da operação Quantum Debeatur deflagrada em 2107, que investigou a inserção de créditos de reposição florestal no sistema DOF (Documento de Origem Florestal), e seus irregulares repasses a terceiros, com a participação de servidores públicos do IMAP, inclusive do alto escalão.
Segundo as investigações, nessa fase os alvos são pessoas físicas que, atuando em função de empresas madeireiras, ocultam os créditos florestais e desta forma incorrem em ilegalidade.
Os investigados irão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de falsidade ideológica, organização criminosa e lavagem de dinheiro..

(Com informações da Ascom da PF-AP)

Governadores x vices ao longo dos anos

O Território do Amapá foi elevado à categoria de Estado em 5 de outubro de 1988 com a promulgação da chamada, na época,  “Constituição Cidadã de Ulysses Guimarães.
A primeira eleição para o governo do Amapá deu-se em 1990 com  vitória de Anníbal Barcellos (PFL) tendo como vice o bancário Ronaldo Borges (PMDB). Poucos meses após a posse governador e vice praticamente romperam relações, mas Borges permaneceu no cargo até o fim do mandato.

Em 1994, João Capiberibe (PSB) elegeu-se governador tendo como vice Ildegardo Alencar (PT). A relação dos dois só estremeceu no decorrer da campanha de 1998, quando Ildegardo que aparecia como um dos favoritos ao Senado foi praticamente obrigado a “esfriar” sua campanha na reta final em favor de Sarney. Consta que Sarney, todo poderoso na época, poderia articular para cassar o registro de candidatura de Capiberibe – então candidato ao governo – se Ildegardo não fosse tirado de seu caminho. Alguns dizem que Capi “vendeu” Ildegardo, outros dizem que a decisão de recuar partiu do próprio Ildegardo em favor de um projeto que estava dando certo: o PDSA.

Em 1998 João Capiberibe (PSB) reelegeu-se governador tendo na vice Dalva Figueiredo (PT). Em abril de 2002 Capiberibe desincompatibilizou-se do cargo de governador para concorrer ao Senado. Dalva assumiu o governo e candidatou-se à reeleição, mas não teve o apoio do PSB que lançou candidato próprio, o engenheiro Cláudio Pinho, e no segundo turno entre Dalva e Waldez Góes, parte do PSB foi para o palanque de Góes contribuindo decisivamente para a primeira eleição dele para o governo do Amapá.

2002 – Waldez Góes elegeu-se governador tendo na vice o médico Pedro Paulo e em 2006 reelegeu-se no primeiro turno mantendo o mesmo vice. Durante os dois mandatos não houve racha entre eles.

2010 – Camilo Capiberibe (PSB) elegeu-se governador tendo como vice Dora Nascimento (PT). Começaram e terminaram o mandato em paz.

2014 – Waldez Góes (PDT) elege-se pela terceira vez governador do Amapá. O vice: médico Papaléo Paes. O resto vocês já sabem.

Governo solta notinha sobre renúncia de Papaléo

Após a renúncia de Papaléo, o governo do Amapá distribuiu uma nota seca que não ocupa mais de meia folha de papel.
Na nota o governo limitou-se a dizer que:
“1 – A  renúncia do atual vice-governador é uma decisão de foro estritamente pessoal;
2. O Amapá vive plenamente o ambiente de amadurecimento e estabilidade de suas
instituições;
3. A decisão do vice-governador deve ser respeitada como parte do processo
democrático.”

Pela primeira vez na história um vice-governador do Estado do Amapá renuncia ao cargo

Pela primeira vez na história do Estado do Amapá um vice-governador  renuncia ao cargo.
Dizendo-se traído, enganado, cassado e cutelado, João Bosco Papaléo Paes (PSD)  protocolou na manhã de hoje sua carta de renúncia na Assembleia Legislativa.
Antes concedeu entrevista coletiva no Palácio do Setentrião (sede do governo) onde contou que em 2014 ao aceitar ser vice de Waldez Góes (PDT) foi firmado um acordo pelo qual em 2018 ele, Papaléo, seria o candidato do governo ao Senado em 2018. Este primeiro acordo foi quebrado quando Góes, que concorre à reeleição, convenceu Papaléo a desistir de tentar o Senado para continuar na vice. Papaléo aceitou. Mas eis que semana passada foi “cutelado” por Góes que decidiu que para se reeleger era mais negócio ter na sua chapa como vice o empresário Jaime Nunes (PROS) – o que foi confirmado na convenção realizada sábado.
Assim Papaléo considerou que foi “cassado” seu direito de disputar qualquer cargo eletivo este ano, uma vez que pela legislação eleitoral como já havia assumido o governo recentemente na ausência do titular só poderia ter registro de candidatura como vice-governador.
Na entrevista coletiva, Papaléo Paes ressaltou que secretários de estado influenciaram a “mente cansada” de Góes fazendo-o optar por Jaime Nunes na vaga de vice.
Ele contou que dias antes de ser “cutelado” estava  tomando café com o governador Waldez Góes quando quando o secretário da Fazenda entrou no gabinete propondo a vaga de vice para Jaime Nunes. “Ele entrou histérico dizendo que era preciso encaixar o Jaime porque não havia dinheiro para a campanha. Eu respondi que já tinha Gilvam e Lucas pro Senado, e eu para a vaga de vice. Ele  respondeu que eu precisava entender que se tratava de um projeto”.
Sem entrar em detalhes, Papaléo disse  que a Justiça Eleitoral tem que aumentar a vigilância para impedir o uso de caixa dois na campanha de Góes.

Com a renúncia de Papaléo Paes, na ausência de Waldez Góes assumirá o governo o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Carlos Tork.

Eis a carta:
Médico cardiologista, Papaléo Paes ingressou na política em 1990 como candidato do Prona ao governo do Amapá ficando em terceiro lugar.
Em 1992 foi eleito prefeito de Macapá, pelo PSDB, em 2002 elegeu-se senador pelo PTB.