Operação “No Fuel” investiga desvio de combustível da Setrap

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (28/9) a Operação “No Fuel” para investigar um possível esquema de desvio de combustíveis da Usina Asfáltica da Secretaria de Transportes do Estado do Amapá (Setrap). Segundo levantamentos já realizados, existe possibilidade dos combustíveis desviados estarem sendo utilizados em campanhas políticas.

Ao todo 32 policiais federais cumpriram seis mandados de busca e apreensão na cidade da Macapá-AP. Dentre os alvos da operação estão órgãos e servidores públicos ligados a Setrap.

Os crimes investigados são: peculato, associação criminosa e corrupção eleitoral.

A soma dos delitos pode alcançar o patamar de 19 anos de reclusão.

O nome da operação é uma alusão a nomenclatura em língua inglesa sobre a falta de combustível.
(Ascom/PF)

CNJ anula promoção por merecimento de juíza Stella Ramos ao cargo de desembargadora

Do portal do CNJ

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) anulou a promoção por merecimento de uma juíza ao cargo de desembargadora do Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP) e determinou a realização de novo procedimento para o preenchimento da vaga. A decisão foi tomada hoje na 238ª Sessão Ordinária do Conselho, na análise do Procedimento de Controle Administrativo (PCA) 0002470-43.2014.2.00.0000. Segundo o requerente, também juiz daquela Corte, os parâmetros usados no processo vão de encontro às determinações da Resolução 106/2010 do CNJ, que definiu critérios objetivos para aferição do merecimento para promoção de magistrados aos tribunais de segundo grau.

Em 2013, o TJAP publicou edital com as regras para o certame, do qual participaram sete juízes. Aferida a pontuação dos candidatos, o magistrado Rommel Araújo de Oliveira ficou em primeiro lugar, o que o colocaria na lista tríplice para avaliação do Pleno do tribunal, como prevê a Resolução 106. A corte amapaense, porém, acrescentou, em contrariedade com o normativo editado pelo CNJ, outras duas etapas ao processo.

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Apuródromo

APURÓDROMO

O calor estava de rachar. A sede do Trem Desportivo Clube, onde era feita a apuração (ainda manualmente) parecia o mármore do inferno, de tão quente que estava. Ali não havia nem ventiladores e muito menos aparelhos de ar condicionado.

Todo mundo se abanava e reclamava do calor, inclusive o juiz eleitoral Rommel Araújo.

Eis que o vereador e candidato à reeleição Zeca Deabo  se aproxima do juiz e faz uma promessa:

– Doutor Rommel, se eu me reeleger, eu prometo construir um Apuródromo porque eu não acho justo a Justiça Eleitoral desenvolver seu trabalho num lugar tão desconfortável e quente como este.

(Do livro “Zero Voto”, de Alcinéa Cavalcante e Rostan Martins)

Os japiins da política

OS JAPIINS

Era dia de eleição. A Justiça Eleitoral recebe denúncia dando conta que dezenas de pessoas, usando camisas amarelas, estavam fazendo boca-de-urna na frente da escola Azevedo Costa.

Juiz, promotor e policiais federais se dirigem ao local para acabar com essa farra.

Chegando lá não viram mais ninguém. Apenas o Armstrong, sentadinho no Banco da Amizade.

O promotor dirigiu-se ao Armstrong e para não ir logo acusando, falou:

Recebemos uma denúncia de que tem um bando de japiim fazendo o maior barulho por aqui.

E o filho do Sacaca com aquele jeito que só ele tem, disse:

Olhe, doutor, ter até que tinha, mas eles acabaram de voar.

PS – Japiim é um pássaro amarelo

(Do livro “Zero Voto”, de Alcinéa Cavalcante e Rostan Martins)

Publicado em: Política Amapá Ir para o Post
  • O Armstrong tem história. Eu sempre o deixava pra eatudar na escola Azevedo Costa, Pra minha surpresa, A professora me fala que ele estava reprovado por falta. Então perguntei à ele o que estava acontecendo e recibi como resposta: Mana esta professora é muito burra, nunca chamou meu nome, mais têm um tal de Aluísio que nunca veio estudar,e ela chama todo dia mais Armstrong ela nunca chamou. Moral da história, ele não sabia que se chamava José Aluísio. Kkkkkkkk

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Para não esquecer Mãe Luzia

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Francisca Luzia da Silva, a Mãe Luzia, a Mãe Negra , faleceu em 24 de setembro de 1954 em Macapá, com mais de 100 anos.
Além de parteira, Mãe Luzia era excelente lavadeira. Quem a conheceu conta que ela só lavava roupa seminua, ou seja, sem blusa e sutiã. Mesmo sem nunca ter sentado num banco de escola, foi considerada “o primeiro doutor da região”. Era a parteira mais famosa destas paragens. Não se tem notícia de que algum bebê que ela tenha “aparado” e cuidado tenha morrido.
Cuidava das grávidas com rezas e  ervas e dava-lhes amor e segurança como uma mãe dá para uma filha. A qualquer hora do dia largava a bacia de roupa para fazer um parto. A qualquer hora que fosse chamada à noite levantava e corria para “aparar” mais uma criança, para mostrar-lhe o mundo pela primeira vez.
Seu trabalho não terminava com o parto. Ela cuidava da criança e da mãe por vários dias, fazendo visitas diárias, dando-lhes banhos, fazendo curativos e rezas.
Pelas mãos abençoadas de Mãe Luzia inúmeros bebês vieram ao mundo.

Mãe Luzia que cuidou, tratou, curou inúmeras crianças, está na poesia dos poetas amapaenses, no altar do nosso samba, no carnaval  (foi enredo de Maracatu da Favela)  e num magistral samba de Alcy Araújo e Nonato Leal. Hoje tem seu nome estampado na única maternidade pública do Amapá, em Macapá.

Ah, Mãe Luzia, se os governantes tucujus tivessem um tantinho do amor que tu tinhas pelas pessoas, a maternidade que leva o teu nome não seria um lugar tão desumano, onde duas ou três parturientes dividem a mesma cama e outras ficam no chão e onde tantos bebês morrem por falta de medicamentos e aparelhos e corpos de bebês somem e são até incinerados junto com o lixo.

Mãe Luzia
Álvaro da Cunha

Velha, enrugada, cabelos d’algodão,
fim de existência atribulada, cuja
apoteose é um rol de roupa suja
e a aspereza das barras de sabão.

Mãe Luzia! Mãe Preta! Um coração
que através dos milagres de ternura
da mais rudimentar puericultura
foi o primeiro doutor da região.

Quantas vezes, à luz da lamparina,
na pobreza do catre ou da esteira,
os braços rebentando de canseira
Mãe Luzia era toda a medicina.

Na quietude humílima do rosto
sulcado de veredas tortuosas,
há um clamor profundo de desgosto
e o silêncio das vidas dolorosas.

Oh, brônzea estátua da maternidade:
ao te encontrar curvada e seminua,
vejo o folclore antigo da cidade
na paisagem ancestral da minha rua.

Marina Silva participa de comício de Clécio neste sábado

Ex-senadora Marina Silva, porta-voz nacional da Rede Sustentabilidade, estará neste sábado, 24, no Amapá. Ela vem participar das campanhas do prefeito Clécio Luís, candidato à reeleição, e Marcivânia Flexa, candidata a prefeita de Santana.

A agenda de Marina no Amapá começa às 14h com gravação para os programas dos dois candidatos.
Às 16h ela participa de uma plenária em Santana com Marcivânia  e à noite, a partir das 20h, estará em um grande  comício de Clécio Luís na Praça do Jardim I (Rodovia do Curiaú).

Junto com Marina estão vindo os coordenadores da Executiva Nacional da REDE, Bazileu Margarido (Executivo) e Tacius Fernandes (Organização)

MPF pede cancelamento das concessões de rádio e TV ligadas a políticos do Pará e Amapá

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou cinco ações judiciais para cancelar as concessões de radiodifusão que têm como sócios detentores de mandatos eleitorais no Pará e Amapá. Os deputados federais Elcione Barbalho (PMDB/PA) e Cabuçu Borges (PMDB/AP) e o senador Jader Barbalho (PMDB/PA) violam a legislação ao figurarem no quadro societário de rádios e uma emissora de televisão. “O fato de ocupante de cargo eletivo ser sócio de pessoa jurídica que explora radiodifusão constitui afronta à Constituição Federal”, diz o MPF nos processos judiciais iniciados em Belém pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão.

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Causos da política tucuju

Caralhão

Trinta dias após assumir a Prefeitura de Macapá Anníbal Barcellos convocou uma coletiva para dizer como recebeu a Prefeitura e falar das ações que iria implementar no primeiro semestre de seu governo.

O repórter Selles Nafes foi o primeiro inscrito para fazer perguntas.

Prefeito, a cidade está cheia de buracos. O que o senhor…

Barcellos não esperou a pergunta ser concluída. Interrompeu o repórter dizendo:

Esses buracos estão aí há um caralhão de tempo e vocês não falavam nada, agora só porque o prefeito sou eu vocês vem com essa história.

(Do livro “Zero Voto”, de Alcinéa Cavalcante e Rostan Martins)

Mico de político

INTERPLANETÁRIO

No primeiro dia de apuração da eleição municipal de 1992 (ainda não existia urna eletrônica) um vereador  não largava do pé do juiz eleitoral Rommel Araújo. Pra onde o juiz ia o vereador ia atrás cobrando cópias dos boletins de apuração, exigindo atenção, enchendo o saco…

Já perdendo a paciência, o juiz pergunta ao sujeito:

– Afinal, quem é o senhor pra estar exigindo tanto?

Ao que o sujeito responde:

– Sou o presidente do comitê interplanetário.

Ele queria dizer comitê interpartidário

(Do livro “Zero Voto”, de Alcinéa Cavalcante e Rostan Martins)

Retrato em preto e branco

mariabonitaMaria Bonita antes de entrar para o bando de Lampião