Adeus, meu amigo Munhoz

Neste Dia do Abraço meu amigo Munhoz, aos 85 anos, acaba de partir, abraçado pelos anjos é recebido por Deus com um abraço de luz.
Não. Não vou escrever nada agora. Minhas lágrimas abraçam as lembranças dos belos momentos que vivi com ele. Mais tarde, passado o choque, talvez escreva alguma coisa.
Ah, Munhoz, Munhoz… por que foste embora assim sem me abraçar neste dia do abraço?

 

  • Professor Munhoz, em meus momentos de devaneio, após a notícia da tua partida, relembro meu convívio contigo.
    Desde quando me lembro eras amigo de meus pais e fostes meu professor, de meus irmãos, de alguns sobrinhos no Colégio Amapaense. Ao longo do tempo, continuastes a conviver com todos nós.
    Durante muitos anos viajei pelo mundo, através de tuas narrativas e memórias fotográficas. Fui apresentado, por ti, a tantos escritores, cujas obras me fizeram melhor observar e avaliar a vida, a mim e a humanidade.
    Durante décadas, aos domingos e festas tradicionais, na casa dos meus pais (enquanto vivos), como sempre dizias, teu lugar a mesa lá estava e “longas conversas” eram travadas e nas quais eu sempre aprendia.
    Nos momentos de celebração de alguma data importante, para nós da família, obrigatoriamente, estavas presente.
    Nesse momento, como se fosse um filme, volta a memória a cena de minha filha, a época, em seus dez anos e tu, em teus oitenta e quatro anos, conversando como se não houvesse qualquer conflito de geração. Esse dom, dado por Deus, iluminará, pela eternidade a tua alma. Permanecerás nas mentes e nos corações de toda a minha família.
    Obrigado “Mumuca” (assim te chamava carinhosamente) pelas décadas, que me lembro, de convívio, de amizade e de ter sido, junto com o saudoso Professor Edésio, “Meu Grande Mestre” e, acima de tudo, um “Grande Amigo”.
    QUE SEJAS MAIS UMA ESTRELA A ILUMINAR O FIRMAMENTO.

  • Expressar meu reconhecimento e imensa consideração ao Mestre Professor Antônio Munhoz por seu legado deixado à educação e à literatura no Amapá, mediante a formação de várias gerações, a sua produção literária, a participação constante na formação de uma identidade cultural amapaense.

  • Ah Mundo! Grande Mundo! Que só meu grande professor pode conhecer, mas que contava com simplicidade e maestria, nos deixando, meninos imberbes, abobalhados com o que víamos em suas palavras, proferidas com aquele timbre inigualável que só ele tinha.
    Velho habitante do 21! Espero que lá no céu, seu 21 esteja reservado e cheio de belas lembranças daqueles que por aqui ficam, por enquanto.

  • Lamento seu passamento. como muitos contemporâneos, fui aluno do ilustre professor Antônio Munhoz no CA. Aulas de fácil aprendizado, sabia transmitir como poucos.
    Paz à sua alma.

  • É muito difícil mesmo querida Alcinéa escrever algo neste momento de dor, em que nos deixa, este grande e inesquecível Arquétipo do conhecimento, foi assim que titulei e denominei o meu TCC, pelo qual me orgulho muito de ter feito esta homenagem em vida a este ser humano inigualável, que vai deixar muita saudade em nossos corações. Descanse em paz, meu amado Professor Munhoz. Que Deus te receba de braços abertos.

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