Artigo – Mídia anti-petista confunde a população sobre Petrobras

Mídia anti-petista confunde a população sobre Petrobras

Sérgio La-Rocque*

Texto baseado na entrevista do ex-presidente da estatal, Sérgio Gabrielli, à Rádio Brasil Atual, em 10/02/2015.

A imprensa corporativa não cumpre o seu papel e presta um desserviço ao confundir a população brasileira sobre a realidade da crise por que passa a empresa.

Primeiro, tem uma posição pré-definida de condenação, a priori, de tudo. Segundo, não tem nenhum interesse em esclarecer as coisas. Tem mais confundido do que esclarecido. Terceiro, trabalhado, muito fortemente, confundindo problemas policiais e criminais com problemas de gestão e de economia. E quarto, tem um viés claramente

partidário. Tudo o que se refere ao PT está condenado, independente do que seja.

Há interesse em confundir e criar um clima, que é irreal, de que a Petrobras vive em um mar de lama.

Os casos de corrupção, apontados por delatores no âmbito da operação Lava Jato, não compromete o modelo de gestão da empresa: Se se verificar, analisar e comparar o que tem sido divulgado da íntegra dos depoimentos nas duas delações premiadas, diga-se, de funcionários de carreira, constata-se que os procedimentos internos da Companhia foram seguidos e que, se houve corrupção, foi fora da mesma, na relação dos envolvidos com os fornecedores, e com os fornecedores dos fornecedores e doleiros, portanto, não tem nada a ver com a vida interna da Petrobras e suas diretrizes da gestão empresarial.

No afã condenatório, a grande imprensa esquece do histórico de conquistas da empresa, com sucessivos recordes, e da sua importância para o setor de petróleo e gás no país, da grande descoberta do Pré-Sal e da política de expansão do conteúdo nacional, que viabiliza a expansão da cadeia de fornecedores, no Brasil, gerando emprego e renda para os brasileiros, no curto, médio e longo prazos.

*Engº Químico/MBA.

  • Caro Robson, de fato sou ligado ao PT, e, senso, para mim, é uma palavra que não diz muita coisa, prefiro os fatos. Como disse no início do texto, o mesmo foi baseado nas explicações do ex-presidente da Petrobras Sérgio Gabrielli, as quais, eu, como conhecedor de gestão empresarial e pública, concordo plenamente. A Graça Foster caiu por ser excessivamente tecnicista, até ingênua, diria. Sê tivesse conduzido a abordagem dessa situação a exemplo do que vem fazendo o Gabrielli, provavelmente ainda estaria no cargo.

    Leia abaixo trechos da nova entrevista do mesmo ao Paulo Henrique Amorim, no Conversa Afiada. Matou a pau!…:

    PHA: Nessa fase quatro, na hora de comprar o equipamento e contratar uma empreiteira, como é feita a escolha? Ao escolher, não havia como controlar?
    A Petrobras tem um cadastro das empresas fornecedoras, que é muito rígido em que são analisadas as condições técnicas da empresa, a experiência dela… Você faz uma avaliação do que ela tem em contrato com a Petrobras de três em três meses, um relatório chamado BAT (Boletim de Avaliação de Desempenho) e dá uma nota ao fornecedor.

    Quando você vai fazer uma licitação, você escolhe do cadastro da Petrobras os fornecedores pré-qualificados que podem entrar na concorrência.

    Feita a concorrência, se chama os fornecedores para fazer aquele projeto.

    Ao mesmo tempo, a Petrobras faz uma avaliação interna dela de quanto custa aquele projeto.

    Então, ela tem uma avaliação própria dos custo e recebe as ofertas. Compara o proposto com a avaliação dela e se for compatível com as regras internacionalmente aceitas, se chama a empresa para negociar quanto é a margem de ganho que ela vai ter, o chamado BDI.

    Essa margem de ganho também tem limites e, geralmente, você negocia para baixo essa margem.

    O Paulo Roberto e o Pedro Barusco disseram que fizeram tudo isso. O que eles dizem é que seguiram as regras, baixaram os preços, baixaram os BDIs. Então, dentro da Petrobras estava tudo dentro dos conformes.

    PHA: Como se dá a ilegalidade?
    O processo ocorre fora da Petrobras.

    O que eles dizem: o fornecedor da Petrobras ( o empreiteiro) na relação dele com o seu fornecedor (o fornecedor do empreiteiro, que não é o da Petrobras) junto com um doleiro faz uma negociação e coloca dinheiro em uma conta A,B ou C sem envolver a Petrobras.

    Então, é impossível no sistema da Petrobras se perceber isso.

    Só se vai perceber com uma ação da polícia, que foi o que aconteceu. A Polícia Federal saiu de uma investigação de um doleiro, por razões que nada tinham com a Petrobras, chega o Paulo Roberto, ele faz uma delação premiada e as investigações se aprofundam.

    Era impossível a Petrobras investigar isso.

    • Obrigado pela resposta,mas logo no começo da resposta já foi explicado a ligação com o PT. Gostaria que o autor fizesse um artigo sobre o período do senhor Sérgio Gabrielli no governo da Bahia

  • Um texto típico de partidário do PT sem o mínimo de senso. “não compromete o modelo de gestão da empresa” SE está tudo bom, qual o motivo da troca da Presidencia da Petrobras e da diretoria, ficando apenas um membro ligado ao PT. Vamos parar com essa conversa de PIG. Se a impressa tem tanta força assim, mostra que esse modelo de educação em 12 anos não serviu para nada. Quem foi que reuniu com ministros e mandou que os mesmo blindasse o governo?

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *