Artigo – Transpetro nas águas do Amapá

TRANSPETRO NAS ÁGUAS DO AMAPÁ

Fernando Chaves Pinto – Empresário

Petrobras deve fortalecer setor energético, com transporte e armazenamento de combustíveis. Uma questão de logística.

É oportuna a intensificação de uma luta para sanar, e não apenas minimizar, a distribuição de combustíveis no Amapá e baixo Amazonas, a par de seu armazenamento.

Que o terminal específico de combustíveis – o Petroporto – da Transpetro é a infra-estrutura mais valiosa de que conhecemos não restam duvidas.  Conscientes disto devemos, multiplicar formulas para atrair e manter, em nossas águas, navios da Transpetro.

A falta de uma decisão somos levados a crer que a morosidade e a dificuldade em implantar este terminal sejam os vícios das soluções emergenciais.

Não temos, no Amapá, lastro para um desembolso financeiro de tão grande porte. Não há alternativa: a Transpetro precisa intervir, com urgência, nessa questão do protótipo do terminal.

O preço do atraso

Muito preocupante, na visão de todos, é o fato de as Urbes de Macapá e Santana ( em que se concentram, segundo o IBGE 76%  da população total do Amapá, com cerca de 364.000 habitantes) sofrerem com a  falta constantemente de combustíveis, notadamente “OPGE”, óleo para geração de energia.

O sistema radial da Eletronorte nem sequer permite contingências simples, o que aumenta o tempo e a freqüência das interrupções, na rede de distribuição no sistema da CEA.

As causas já são por demais conhecidas: falta combustível, pois o Amapá não deslanchou no avanço de ações estruturais contra os gargalos da infra-estrutura de implantação do terminal fluvio- marítimo de combustíveis.

Todavia, o momento não é de olhar somente para o passado. É importante que empresariado local e regional, em termos de Norte e Nordeste apresente uma saída.

Dois movimentos simultâneos, a meu ver, para o momento, se impõem para a Transpetro: um, a aquisição do terreno, conforme já aprovado pela DTNEST (Dutos e Terminais do Norte e Nordeste, especificamente em área sita na confluência do Igarapé da Fortaleza com a margem esquerda do Rio Amazonas, que, conforme a portaria nº 71/2000, do Ministério dos Transportes, em Brasília, DF, é área portuária…) o outro, o projeto técnico, cuja conceituação tramita na ANTAQ (Agência Nacional de Transporte Aquaviário), em Brasília, DF, no contexto do protocolo nº 1084/2000, com visão de futuro.

A propósito, permito-me sugerir que a DTNEST/TRANSPETRO, convalide o relatório do Engº Ricardo Henrique da Silva, da DTNEST, em Belém, PA, enviado, desde janeiro de 1999, à Transpetro, no Rio de Janeiro (apud: revista Petrobras, Ano VII, nº 64, novembro de 1999, matéria de capa e pags. 8,9,10 e 11).

Não é possível, portanto, qualificar senão como inserção das mais oportunas, marcada com o sinete do patriotismo, a decisão de atrelar ao Amapá a distribuição de combustíveis – o “Bunker”, óleo marítimo, e o “OPGE”, óleo para geração de energia-, além da distribuição de gás.

“A partir do Amapá, fica mais econômico e mais rápido o acesso a esses pontos do Rio Amazonas e seus afluentes. O trajeto é bem menor do que saindo de Belém” – diz Ricardo Henrique da DTNEST, Belém, PA.

Gargalos e escassez de talentos

O programa de aceleração do crescimento (PAC) tem R$ 132 bilhões reservados para a área de logística.

Uma infra-estrutura logística é fundamental para acomodar o crescimento da produção e manter a produtividade, no escoamento de combustíveis, no Amapá.

Convivemos com gargalo na distribuição, com um maior tempo entre a origem e o destino, além do alto índice de insegurança, principalmente no transporte com balsas.

A tecnologia tem ajudado as operações de logística a dar passos mais largos. O geoposicionamento, em tempo real, no controle e rastreamento de carga deve ser implantado.

Ademais, o diferencial competitivo está no desafio de conseguirmos encontrar e manter o melhor, em capital humano – o bem mais valioso de uma empresa.

Cada vez mais, as empresas tentam transformar as pessoas no “segredo do sucesso”, mas é preciso desenvolvê-las e propiciar-lhes desafios…

Cabe-nos e á Transpetro, portanto, como colaboradores e futuros grandes aliados, planejarmos o caminho a seguir, nas águas do Amapá.

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