25 anos de saudade

“Canto a terra
a dor dos aflitos
e a inútil esperança dos desesperançados.
Também os negros, os índios e o verde
e presto relevantes serviços topográficos
demarcando itinerários de poesia.”
Alcy Araújo
(1924-1989)

alcy1Há 25 anos o poeta dos anjos, dos jardins, do cais Alcy Araújo partiu para o cais definitivo

Encontro sempre Deus no meu jardim à noite principalmente se há luar.
(Alcy Araújo)

A família manda celebrar hoje, às 18h culto na Igreja Messiânica (Av. Almirante Barroso entre Hamilton Silva e Manoel Eudóxio) e missa às 19h na Igreja dos Capuchinhos (Av. Fab).

“Eu sou Alcy Araújo, poeta do cais. Proprietário de canções e esperanças
quando são mais nítidas as horas de sofrer.”

Alcy Araújo Cavalcante – o  poeta do cais, dos anjos, das borboletas, do jardim clonal, dos marinheiros e de tudo que merece ser amado – nasceu no distrito de Peixe Boi (PA), no dia 7 de janeiro de 1924.
Criança ainda transferiu-se com a família para Belém, vivendo depois em pequenas cidades da região norte para onde seu pai, Nicolau Cavalcante, era destacado para implantar os serviços de Correios e Telégrafos.
De retorno a Belém, Alcy cursou a Escola Industrial tornando-se mestre marceneiro e de outras especialidades relacionados ao ofício, que exerceu por algum tempo.

Na redação do jornal “Folha do Norte”, em Belém

No entanto o talento literário, a vocação pelo jornalismo e um precoce desenvolvimento intelectual levaram Alcy a trocar a bancada da oficina pela escrivaninha do jornal, em 1941, com 17 anos de idade. Por mais de uma década trabalhou nos principais jornais do Pará como repórter,articulista,  redator e chefe de reportagem, entre eles a Folha do Norte, O Estado do Pará e O Liberal.
Veio para o Amapá na década de 50, trazido pelo poeta e amigo Álvaro da Cunha. Aqui exerceu importantes cargos, assessorou vários governadores, dirigiu jornais, lutou pela emancipação política e administrativa desta região, combateu a exploração dos recursos naturais, fez importantes trabalhos de pesquisa sobre rizicultura, erosão dos solos, pesca no litoral, entre outros. Contudo, acredito que a maior contribuição dele ao Amapá deve ser aferida pela sua imensa e constante participação na vida intelectual e artística – tanto através da imprensa, como nos demais instrumentos e instâncias da cultura amapaense.
Amante das artes, foi ele que lutou, ao lado de R.Peixe, pela criação da Escola de Artes Cândido Portinari e do Teatro das Bacabeiras.

“Aqui estão as minhas mãos, falando palavras feitas de pássaros e de ausências e cantando canções sonhadas em segredo.” (Alcy Araújo)

Junto com Álvaro da Cunha, Ivo Torres, Arthur Nery Marinho e Aluízio da Cunha, movimentou o segmento cultural amapaense criando clubes de arte, promovendo noites lítero-musicais, apoiando artistas plásticos, músicos, poetas e escritores,  fundando e dirigindo revistas culturais difundindo a cultura do Amapá por este Brasilsão, entre mais tantas coisas que deixariam imenso este texto se fossem listadas aqui.

“Ele foi um dos mais macapaenses de todos os paraenses que ajudaram a desenvolver o Amapá”, escreveu certa vez o jornalista Hélio Penafort.

Foi editor, noticiarista, diretor, colunista, articulista e editorialista de vários jornais amapaenses. Jornalista emérito, arguto analista dos problemas dos problemas sócio-econômicos do Amapá, foi na poesia que Alcy Araújo universalizou mais profundamente seu talento. É um dos poucos poetas do Norte a figurar na “Grande Enciclopédia Brasileira Portuguesa”, editada em Lisboa. Está também nas enciclopédias “Brasil e Brasileiros de Hoje”  e “Grande Enciclopédia da Amazônia”e em tantas outras obras como “Introdução à Literatura”, “Poesia do Grão Pará”, Antologia Internacional Del Secchi, Coletânea Amapaense de Poesia e Crônica, Antologia Modernos Poetas do Amapá e coletânea “Contistas do Meio do Mundo”.

Em 1965, pela Editora Rumo, foi lançado seu primeiro livro: Autogeografia (poemas e crônicas). Em 1983, comemorando os 40 anos de Alcy dedicados à poesia,  a Editora do MEC lançou no Rio de Janeiro seu livro “Poemas do Homem do Cais” e em 1997 foi lançado pela Associação Amapaense de Escritores o livro “Jardim Clonal”.

Numa noite de sábado, 22 de abril de 1989, Alcy Araújo partiu para o cais definitivo levado pelas mãos do seu Anjo da Guarda. Partiu deixando inéditos, prontinhos para publicação, os livros “Ave Ternura”, “Histórias Tranquilas”, “Cartas pro Anjo”, “Mundo Partido”, “Terra Molhada”, “Tempo de Esperança”, “Poemas pro Anjo do Natal”, entre outros, que a família tem esperança de um dia vê-los publicados e sonha com a publicação da “Poesia Completa”, deste que foi o maior poeta do Amapá.
Alcy Araújo Cavalcante, meu pai, tinha a alma pura,  de criança que acredita no Natal e na Esperança e assim cheio de esperança colocou sua poesia a favor da luta por um sociedade melhor, livre das desigualdades e das injustiças.

Participação
Alcy Araújo

Estou convosco.
Participo dos vossos anseios coletivos.
Vim unir meu grito de protesto
ao suor dos que suaram
nos campos e nas fábricas.

Aqui estou
para juntar minha boca
às vossas bocas no clamor pelo pão
sancionar com este rumor que vai crescendo
a petição de liberdade.

Estou convosco.
Para unir meu sangue ao sangue
dos que tombaram
na luta contra a fome e a injustiça
foram vilipendiados em sua glória
de mártires
de heróis.

Vim de longe
percorrendo desesperos.
Das docas agitadas de Hamburgo
das plantações de banana da Guatemala
dos seringais quentes do Haiti.
Vim do cais angustiado de Belém
dos poços de petróleo do Kuwait
das minas de salitre do Chile
Passei fome nos arrozais da China
nos canaviais de Cuba
entre as vacas sagradas da Índia
ouvindo música de jazz no Harlem.
Afundei nas geladas estepes russas.
morri ontem no Canal da Mancha
e hoje no de Suez.
Tombei nas margens do Reno
e nas areias do Saara
lutando pela vossa liberdade
pelo vosso direito de dizer
e de amar.

Estou convosco.
Voluntariamente aumento o efetivo
dos que não se conformam
em viver de joelhos
morrendo sufocando lágrimas
nas frentes de batalha
nas prisões
para dar à criança recém-parida
o riso negado aos vossos pais
o pão que falta em vossas mesas.

Meu filho
e o filho do meu filho
saberão que o meu poema não se omitiu
quando vossas vozes fenderem o silêncio
e ecoarem inutilmente nos ouvidos de Deus.

(Do livro Poemas do Homem do Cais, do poeta Alcy Araújo Cavalcante,lançado no Rio de Janeiro em 1983)

Alcy não se separava da sua máquina de escrever – uma olivetti portátil – nem quando precisava ficar internado para cuidar da saúde. Na foto, o poeta internado no Hospital São Camilo, recebendo a visita do amigo e compadre padre Jorge Basile e escrevendo.

CONTO ABRIL – SÉCULO XX

*Alcy Araújo
(1924-1989)

É abril. Esta, a grande e universal verdade. Abril – Século XX, explico. Relembrando Judas, o que traiu, e Pilatos, o que lavou as mãos, e Pedro, o que negou. Abril trazendo até nós a lembrança de que numa sexta-feira do Mundo crucificaram o Homem Bom. O que acreditava na remissão dos homens. O que andou sobre a poeira escaldante dos caminhos e sobre a leveza das espumas, conduzindo de público o gesto de bondade. O que não traiu. O que não foi indiferente. O que não negou. Eu sou a Verdade, disse. Capaz de todos os sofrimentos e de amar sobre todas as coisas. Sabia que amar é um modo de sofrer.

Numa sexta-feira do Mundo, o Homem Bom subiu a colina fora da cidade. Com o Homem, o Cireneu, as mulheres, os centuriões, a turba. Do alto da cruz elevou-se ao seu reino. César era de outro mundo. Ficaram a turba, os centuriões, as mulheres, o cireneu.

Vinte séculos depois de trinta e três anos de exemplos, envergonhado e triste, diante do templo, da imagem, círios lacrimais, o poeta não tem coragem de pronunciar seu santo nome.

Bastaria isto. Estariam salvas as almas migratórias, desencontradas, exodoidais que habitam as latitudes do poeta.

Sabeis. Muitos séculos viveu o poeta. Do Gênesis a abril do corrente século. Mais precisamente. Do caos ao hoje. Por isso os sentimentos. A traumatização da palavra sagrada, disse, há pouco. Melhor direi inibição. Melhor ainda. Descoberta de velhos sentimentos, na contemplação das almas do poeta.

Contarei a descoberta. O poeta contemplava nesta hora do século os olhos de suas almas multiplicadas, fixos nos céus, por onde passam anjos, estrelas, música de rádio, imagens de TV. E o poeta, cheio de experiências bem vividas – Caos, Paraíso, Dilúvio, Sodoma, Babilônia, Cartago, Roma, Wall Street, etc. etc – se comoveu.

Suas almas, almas de poeta, todas ali sem faltar nenhuma, na muda contemplação do azul, do infinito, dos horizontes do Pai. Emotivo e feliz, o poeta chorou. O poeta chora como os anjos.

Seus olhos, então, alçaram vôo, enquanto a mão emocional acariciava os cabelos cor de lago da alma recém-nascida.

Era chegado o momento. Tudo consumado. Ao longe, imóvel, pairava o disco voador.

Perdoai, Senhor, elas não sabem o que fazem. É abril – século XX.

(Do livro Autogeografia, lançado em 1965. O poeta, escritor e jornalista Alcy Araújo, meu pai, nasceu no Pará em 7 de janeiro de 1924 e faleceu no Amapá em 22 de abril de 1989)

A poesia de Alcy Araújo

MINHA POESIA
Alcy Araújo

A minha poesia, senhor, é a poesia desmembrada
dos homens que olharam o mundo
pela primeira vez;
dos homens que ouviram o rumor do mundo
pela primeira vez.

É a poesia das mãos sem trato
na ânsia do progresso.
Ídolos, crenças, tabus, por que?
Se os homens choram suor
na construção do mundo
e bocas se comprimem em massa
clamando pelo pão?

A minha poesia tem o ritmo gritante
da sinfonia dos porões e dos guindastes,
do grito do estivador vitimado
sob a lingada que se desprendeu,
do desespero sem nome
da prostituta pobre e mãe,
do suor meloso da gafieira
do meu bairro sem bangalôs
onde todo mundo diz nomes feios,
bebe cachaça, briga e ama
sem fiscal de salão.

– Já viu, senhor, os peitos amolecidos
da empregada da fábrica
que gosta do soldado da polícia?
Pois aqueles seios amamentaram
a caboclinha suja e descalça
que vai com a cuia de açaí
no meio da rua poeirenta.
Cuidado, senhor, para o seu automóvel
não atropelar a menina!…

A reinauguração da Galeria e inauguração Memorial Alcy Araújo

Momento de muita emoção, poesia, lirismo e cultura. Foi assim, sexta-feira à noite, a reinauguração da Galeria Alcy Araújo e inauguração do “Memorial Alcy Araújo” na Biblioteca Pública Elcy Lacerda. Uma homenagem do Governo do Estado a um dos maiores poetas que o Amapá já teve e ícone da imprensa amapaense.

Velhos amigos vieram de longe para reverenciar a memória do poeta, escritor e jornalista. Amigos da famíla, poetas, músicos, jornalistas, pessoas envolvidas com a cultura lotaram a Biblioteca Pública e viveram momentos mágicos. Parecia que os anjos – tão presentes na obra de Alcy – estavam todos lá, iluminando o ambiente e houve até quem sentisse o perfume das flores cultivadas em seus poemas no livro “Jardim Clonal”.

Ainda estou emocionada. E sob forte emoção me é difícil escrever. Então, vou postar o texto produzido pela assessora de comunicação do Governo do Estado, Mariléia Maciel, e as fotos de Márcia do Carmo.
Mas antes deixo um agradecimento especial ao governador Camilo Capiberibe, primeira-dama Cláudia Capiberibe (fez um discurso lindo e contou o quanto gosta da poesia do Alcy), ao secretário de cultura Zé Miguel (conhecedor da obra do Alcy e não conseguiu conter as lágrimas ao discursar sobre o poeta), ao Nonato Leal (amigo-irmão parceiro de Alcy, vencedor com ele de vários festivais e de sambas de enredo), a Luli Rojanki, gerente da Biblioteca que – junto com sua equipe – cuidou de tudo com o maior carinho. E a todos que compareceram ao evento.

Alcy Araújo, o Poeta do Cais, é homenageado com memorial
na Galeria que leva seu nome
Texto: Mariléia Maciel
Fotos: Márcia do Carmo

A Galeria Alcy Araújo, localizada na Biblioteca Elcy Lacerda, foi reinaugurada na sexta-feira, 3, homenageando o poeta, escritor e funcionário público que veio do Pará e se encantou por Macapá.

A novidade é um memorial que foi criado para guardar seu acervo pessoal.

O espaço é dedicado à memória de Alcy Araújo e tem exposto publicações, fotos e objetos pessoais como o cinzeiro, a máquina de datilografia, caneta, discos, copos, cachimbo e outros elementos. Os itens foram doados pela família e amigos.

A gerente da Biblioteca, Lulih Rojanski, informou que a Galeria já existia e que, com a reforma, o espaço foi reorganizado e ampliado.”Estamos homenageando este ícone da literatura amapaense, que foi Alcy Araújo, com este memorial dentro da biblioteca. Estamos proporcionando que as pessoas conheçam sua obra e um pouco de sua vida pessoal“, falou Lulih.

Escritora e gerente da Biblioteca Luli: “Alcy é o maior poeta do Amapá”

O secretário de Estado da Cultura, Zé Miguel, poetizou o ato dizendo que a Galeria é a melhor forma de homenagear Alcy, que declarou na poesia “Jardim, Pode”, que não gostaria de ser nome de rua ou beco quando morresse, para não ser pisado, preferia ser nome de jardim. “Aqui, ele não será pisado. Neste local pode-se sentir o perfume que brotava do coração de Alcy, que atingia o coração de todos. O coração dele ainda é um grande jardim”, disse o secretário.

Zé Miguel: “Alcy, aqui você não será pisado”

A reinauguração da Galeria foi pensada pelo secretário e pela família de Alcy Araújo. O memorial foi aprovado por todos os familiares. “O Estado que valoriza a cultura investe na melhoria do ser humano. Nosso pai também valorizava a cultura do Amapá. Estamos muito felizes e emocionados com esta homenagem“, falou a jornalista e administradora Alcilene Cavalcante, filha de Alcy.
Alcilene Cavalcante falou em nome da família

A primeira-dama do Estado, Cláudia Capiberibe, esteve presente e falou da importância da valorização da memória por parte de um governo. “A política nos dá prazeres como esse, de inaugurar um espaço que valoriza pessoas como o Alcy Araújo. O governo investe em cultura porque ela dá possibilidades para abrir espaços fundamentais, como a Galeria”, finalizou a primeira-dama.

Primeira-dama Cláudia Capiberibe falou da importância de Alcy Araújo para o Amapá, contou como conheceu parte da obra dele e ressaltou o compromisso do governo de valorizar a cultura

Um recital de poesias de Alcy com o Movimento Poesia na Boca da Noite, a participação de Nonato Leal, que foi amigo do homenageado, fez parte da programação. Além da exposição permanente sobre Alcy, a Galeria está aberta para exibição de trabalhos de outros artistas, como lançamento de livros, encontros literários, exposições fotográficas e outras manifestações artísticas.

O Movimento Poesia na Boca da Noite declamou poemas de Alcy

Alcinéa Cavalcante declamando Lirismo

Nonato Leal, parceiro e amigo de Alcy. Os dois venceram vários festivais, inclusive o primeiro festival da canção realizado no então Território do Amapá. Juntos também fizeram belíssimos sambas de enredo, entre eles os inesquecíveis “Mãe Luzia” e “Lendas e Mitos da Amazônia”.

Mais fotos

No Memorial a escrivaninha do poeta, sua máquina datilográfica, livros, cartas, manuscritos, caneta, cachimbo, cinzeiro, copo

Familiares de Alcy – Vilma (nora), José Carlos Tavares (afilhado), Alcione e Alcilene (filhos)

Atriz Rosa Pedrosa declama “Poema para Alcy”, de Paulo Tarso Barros.

Nonato Leal fala sobre o amigo com quem viajou tantas canções

Família do poeta – A viúva Maridalva, as filhas Alice, Astrid, Adriane, Aldine e Aline e os netos Antônio, Junior, Luíza e Fernanda

Poeta Aroldo Pedrosa reverencia a memória de Alcy com o poema de sua autoria “Do aprendiz dos trópicos ao Poeta do Cais”. Este poema Aroldo escreveu na madrugada de 24 de abril de 1989. Ele conta que ao saber da morte do poeta não teve coragem de ir ver seu corpo. Foi olhar o rio e lá escreveu este belíssimo soneto quando sentiu que o “poeta Alcy Araújo havia convertido-se definitivamente numa estrela”.

Amigos do poeta e da família, escritores, estudantes, jornalistas prestigiaram a reinauguração da Galeria Alcy Araújo

Ricardinho, neto de Alcy, declama trecho do poema Bênção

Família de Alcy – A filha Alcilene, o genro Dias e os netos Ricardo e Gabriel

Família de Alcy – A filha Alcinéa e o genro Soeiro

Família de Alcy – A viúva Maridalva, a filha Alcinéa e o neto Márcio

Discos que perteceram ao poeta agora estão no Memorial. São LPs de festivais, João Gilberto, Paulinho Nogueira, Dolores Duran, Vinicius e tantos outros

Astrid, filha do poeta, declama “Poema para criar confiança”

A primeira-dama Cláudia Capiberibe com Alcinéa e Alcilene, filhas de Alcy

(Fotos: Ricardo Dias e Márcia do Carmo)

A famosa caneta do meu pai

A famosa caneta Parker do poeta, escritor e jornalista Alcy Araújo. Foi com ela que Alcy autografou vários livros e escreveu muitos poemas.
Consta que esta caneta ele ganhou de Tancredo Neves.
Esta caneta guarda muitas histórias que qualquer hora eu conto algumas aqui. Ela ficará numa redoma de vidro no Memorial Alcy Araújo.

O cachimbo do poeta

Este era um dos cachimbos do poeta, escritor e jornalista Alcy Araújo, que a partir de hoje passa a fazer parte do Memorial Alcy Araújo na Galeria Alcy Araújo, que será reinaugurada às 18h na Biblioteca Pública Elcy Lacerda.