Carnaval em setembro – Você é contra ou a favor?

O presidente da Liga das Escolas de Samba, Vicente Cruz, lançou a ideia – que ainda vai ser discutida com as agremiações carnavalescas – de transferir o desfile das escolas de samba do mês de fevereiro para o mês de setembro. Seria o carnaval do equinócio.
Se a ideia vingar – o que acho difícil –  já podem parar de cantar que “o importante é ser fevereiro e ter carnaval pra gente sambar”.

Você é contra ou a favor da ideia do presidente da Liga?

Boêmios do Laguinho – 63 anos de samba e carnaval

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Boêmios do Laguinho completa 63 anos e festeja com homenagens,
samba e atrações da agremiação e convidados
Por Mariléia Maciel

O aniversário de 63 anos da Universidade de Samba Boêmios do Laguinho, será festejado com muito samba, carnaval e homenagens, no Theatro do Samba, dia 2 de janeiro. A programação inicia às 21:30, e é uma mostra do carnaval que a agremiação está preparando para 2017, quando desfila o enredo Belezas Africanas, no Sambódromo. O presidente Jocildo Lemos confirma a presença da Bateria Pororoca, rainha da bateria Nega Vânia, e demais pontos técnicos da Universidade.

Primeira escola de samba do Amapá, então território, Boêmios do Laguinho nasceu em uma esquina da avenida Mãe Luzia, onde se reuniram no dia 2 janeiro de 1954, Francisco Lino, João Falconery, Cabecinha, Matapi, Biluca, Joaquim Ramos, Chicão, Ubiraci Picanço, Mestre Bené, Martinho Ramos, e outros pioneiros que formaram a primeira ala da Nação Negra, que saiam batucando pelas ruas do bairro Laguinho, já com o primeira casal de mestre-sala e porta-bandeira, Raimunda Lina e Zé da Bota. Continue lendo

III Encontro de Mestre-Sala e Porta-Bandeira no meio do mundo

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Encontro de Mestre-sala e Porta-bandeira terá presença de casais do Amapá, Pará e
Rio de Janeiro e show do Bakaninha, intérprete da Beija-flor de Nilópolis

Por Mariléia Maciel

Neste final de semana tem preparação para carnaval de 2017 e muito samba em Macapá. Está confirmado o III Encontro de Mestre-Sala e Porta-Bandeira no Meio do Mundo, nos dias 3 e 4 de junho, e vai reunir casais que representam agremiações carnavalescas do Amapá, Pará e Rio de janeiro. Alessandra Azevedo, 1ª porta-bandeira de Boêmios do Laguinho (AUSBL), coordenadora do evento, garante a presença dos casais de mestre-sala e porta-bandeira Claudinho e Selminha Sorriso, da Beija-flor de Nilópolis, e Sidclei Santos  e Marcella Alves, da Acadêmicos do Salgueiro, do Rio de Janeiro para ministrar palestras, debates e workshop. Continue lendo

Liesap elege novo presidente neste sábado

A Liga Independente das Escolas de Samba do Amapá / Liesap, realiza neste sábado, 30, eleição para escolher os novos dirigentes do carnaval amapaense. Serão eleitos, presidente, vice presidente e membros do Conselho Fiscal e suplentes. A votação será no horário de 15h às 18h, no Sambódromo.

A sala de votação já está preparada para o certame, com cabine de votação e urna.  O voto será secreto. Tem direito a voto, os presidentes das dez escolas de samba filiadas a Liesap.

Em caso de empate entre duas chapas para prresidente e vice, haverá uma nova eleição, que deve ser realizada no prazo de 15 dias, a contar de amanhã, 30 de abril. A Diretoria Executiva da Liesap é a responsável pela execução do processo eleitoral.

Três chapas concorrem no pleito

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Chapa 01” Vamos Fazer Carnaval”, inscrita pela Escola de Samba Piratas da Batucada, tem como candidato a presidente, Sérgio Lemos (foto) e Alexandre Evangelista, como vice presidente.

 

Chapa 02 “Liesap Business”, inscrita pela Universidade de Samba Boêmios do Laguinho, tem Vicente Cruz como candidato a presidente e Aracilene Costa, como vice.

Chapa 03 “União e Renovação”, inscrita pela Escola de Samba Unidos do Buritizal, tem Rogério Furtado como candidato a presidente e Arthur Lobo como vice presidente.

Após a apuração, o presidente da Liesap, Luiz Mota, empossa os eleitos no mesmo dia. Os novos gestores ficam no cargo nos carnavais de 2017/18 e19.

(Tica Lemos/Comunicação Liesap)

Das Batalha de Confetes ao carnaval de 2016

Das Batalha de Confetes, desfiles na Fab, bailes de salão, sambódromo, ao carnaval de 2016
Mariléia Maciel

Acho que o primeiro som de surdo, escutei entre 7/8 anos, tocados por brincantes de Piratas Estilizados e Boêmios do Laguinho. Lembro dos ensaios na sede dos Escoteiros, e cheguei a pular carnaval nas batalhas de confetes, descendo a Cândido Mendes, no meio da garotada da minha rua, encharcados de suor e com confetes grudados no rosto. O desfile na Fab, eu assistia da arquibancada, até começar a sair na minha primeira escola, Piratinhas, onde meus amigos da vizinhança se juntavam pra desfilar, primeiro crianças animadas, depois, jovens assanhados.

Dos carnavais de salão também tenho ótimas recordações. Papai sempre gostou de folia, mas preferia bailes de salão, na antiga APA, associação de professores, onde comprava a temporada. Nessa época, me restava o baile infantil, que eu frequentava também do Círculo Militar e outras sedes que promoviam os maravilhosos bailes de salão. Alguns anos depois, ainda menor de idade, eu entrava nos bailes de adulto com minhas irmãs e primas, mentido que esqueci a carteira, aproveitando a distração ou a piedade dos porteiros, comovidos com minha mentira. Uma vez me escondi fantasiada no porta-malas do chevette da minha irmã, e esperei muito tempo a fila interminável de carros,  toda enrolada, até que chegamos no escuro do estacionamento e desci fedendo a gasolina. O problema era pra entrar, o problema era me esconder quando a polícia passava olhando os documentos, mas estes problemas eram esquecidos, quando eu entrava no salão.

Fiz parte da primeira ala coreografada destas bandas, acho que em 1989, ensaiada no meio da rua, pelo Heraldo Almeida,  com cabos de vassoura imitando as lanças indígenas. Passávamos a tarde catando “tento” verde na frente da igreja São Benedito, para fazermos colares, que tinham ainda penas tiradas das galinhas criadas nos quintais. No Estilizados, os ateliês de fantasias eram montados nas casas. A ala dos meus amigos era costurada no pátio da dona Dometila, e todo mundo ajudava, pregando lantejoula, colando adereços. Na casa dos “Thunders Cats” também funcionava uma central de costura, e foi lá que inventamos de enfeitar com pedaços de espelho, a fantasia (de novo) de índio, e colocar na costa um mato que pegamos nos campos do Curiaú. No final desse desfile, quem não saiu cortado dos espelhos colados na saia indígena, terminou com coceira do mato, que se desfez com a chuva.  Era muito improviso, na hora a gente tinha uma ideia e colocava em prática da maneira mais simples possível.

Depois os bailes de carnaval sumiram, e veio o Sambódromo, obrigando à profissionalização da festa, que custava caro, e recebia investimentos públicos, por todos os atributos que agregava, do turístico ao comercial e diversão popular. Vieram os blocos de bairro, e eu aderi sem fazer força, ao kubalança, Filhos da Mãe Luzia, Tia Fé, e quantos mais tivessem ao meu alcance. Fui cortejada pela Nação Negra, e cedi aos seus encantos, mas mantive o respeito pelo Piratinhas, agora Piratas Estilizados. O carnaval também se aproveitou de mim,  e eu dele, para o trabalho, e assessorei a Liesa, e também a Nação Negra. Delícia de trabalho, diversão e dinheiro. Sempre gostei da rixa divertida e colorida entre as escolas, alimento meu estoque de histórias. Aproveito o carnaval o quanto posso, e minha família me acompanha, assim como meus amigos, os mesmos de todo ano, e outros novos que sempre chegam.

Mas neste ano, esta alegria se apagou um pouco, com o anúncio da não realização do carnaval de escolas de samba. É um sentimento de traição e covardia. Porque deixamos chegar neste ponto? Porque isso com a única festa em que todo mundo participa sem medo de preconceito? É a festa onde negros e mulatas, gente das baixadas e favelas, do funk, do rock e quadra junina, os que bebem sujos nas esquinas de botecos, os que só trabalham neste período, não recebem olhares de preconceito; é a festa onde os homens que se vestem de mulher não são espancados, nem as mulheres que se vestem de homens; onde sair na rua vestido de Tarzan traz risos de alegria, e um adulto com chupeta na boca não parece ridículo.

Mas não tem volta, não tem jeito, não foi a primeira vez, e provavelmente, se não fizermos nada, não será o último ano que não terá o carnaval completo. Vamos pra Banda, bailes, batalhas de confetes, atrás dos trios, vamos botar os blocos nas ruas, colorir a cidade. Não podemos deixar que nossa principal diversão popular, fique somente nas lembranças, vamos brincar, mas vamos trazer de volta nosso carnaval de escolas de samba.

Batalha de confetes no Largo dos Inocentes – Domingo tem mais

domingo

A agremiação carnavalesca Embaixada de Samba Cidade de Macapá e a Confraria Tucuju realizam neste domingo de carnaval, 7, mais uma Batalha de Confetes no Largo dos Inocentes, animada por bandas e escolas de samba. A partir das 14h, confetes, serpentinas, máscaras e muita gente fantasiada estarão colorindo o centro histórico de Macapá, atrás da antiga Igreja São José de Macapá, com entrada franca.

Na programação, banda Saka-Rolha, baterias das escolas de samba Embaixada e Piratas Estilizados, bloco Afoxé Alabê Axé, e Charlinho e Banda. “Na abertura, teremos a participação do cantor Val Milhomem, marabaixo e capoeira, e até meia-noite, muito carnaval e samba, pra animar o domingo de carnaval em Macapá, e não deixar a população e comunidades do carnaval sem opção de folia, já que não teremos o desfile no Sambódromo”, disse Egídio Gonçalves, diretor de carnaval da Embaixada de Samba.

A parceria da escola de samba com a Confraria Tucuju é em função da tradição que a instituição tem na realização de batalha de confetes, que desde 2009, promove a festa, resgatando as antigas folias em Macapá, quando iniciaram as festas de carnaval nas ruas da cidade. No último domingo (31) a Confraria lotou o Largo, com centenas de  jovens, adultos e crianças  dançando, fantasiados ou não, as marchinhas de carnaval.

A coordenação desta Batalha garante o padrão da Confraria Tucuju, na realização de festas. Tendas, confetes, serpentinas, comidas típicas, mesas e segurança estão confirmados para dar comodidade e tranquilidade para as famílias e amigos que estarão presentes.

(Texto: Mariléia Maciel -Assessoria de Comunicação da Confraria Tucuju)