Os milagres que acontecem – Por Gabriel Birkhann

gabrielOs milagres que acontecem
Por Gabriel Birkhann

“Não tenhamos pressa, mas não percamos tempo”.
José Saramago, escritor e Nobel de Literatura português

Em meio a tantas notícias ruins e negativas no final de ano, acontecem fatos que se tornam especiais exatamente por seres positivos, e que, ao serem noticiados, espalham ainda mais uma onda de mais amor e confiança.

Uma dessas notícias é a que envolve um acidente entre dois ônibus e carro de passeio em São Paulo, às vésperas do Natal.

Conforme está no site do programa “Fantástico” da TV Globo:
“Carro do casal ficou embaixo de um ônibus, que pesa 20 toneladas e prensado na traseira de outro em São Paulo, na véspera do Natal”.
É de fato um milagre. Um milagre do final de ano, daqueles que, pimba!, fazem com que nós fiquemos espantados, de olhos arregalados!
No carro estavam Alexandre e a mulher dele, a Dona Edivânia, que tiveram apenas ferimentos leves.

É claro que o tempo que durou o resgate (pouco mais de oito minutos) contribuiu e muito para a sobrevivência do casal, mas não se pode negar que foi um milagre, ou, para alguns, “sorte”, já que ninguém, vendo as imagens, poderia acreditar na sobrevivência de quem estivesse lá dentro.

O que podemos tirar disso tudo? Que devemos aproveitar cada minuto de nossas vidas, com segurança, atenção, conforto, de acordo com nossas possibilidades.
E que, quando algo acontecer desse modo (Deus nos livre!) que nós saibamos agradecer pela nossa vida e sobrevivência.

Alexandre e Dona Edivânia, que os anos futuros sejam abençoados! À todos, o mesmo!

FELIZ 2015!

Palavras Cruzadas – Crime e Castigo

debora1bCrime e Castigo
Por Débora Borralho

A história de um jovem que planejou, cometeu um crime e vive atordoado psicologicamente devido a tal feito é um dos maiores clássicos da Literatura até hoje. Não, não pretendo aqui analisar a obra de Dostoiévski com a maestria que lhe é devida, mas quero contar para vocês que a Literatura está presente em tudo na minha vida, até nos momentos ruins.

Como estudante da área, parece até vulgar falar de um crime com tanta impropriedade, mas creio que todos ficam sem rumo após serem mais uma vítima entre as tantas outras que aparecem diariamente nas delegacias e que observam que nada é feito para assegurar o nosso direito constitucional de segurança.

Após ser assaltada, ficar reclusa no meu universo particular, assustada e, de certa forma, traumatizada, não conseguia pensar em mais nada a não ser na impunidade que existia. Logo me veio em mente a história narrada em Crime e Castigo.

Talvez o assaltante não tenha nenhum remorso do que fez comigo e minha irmã. Talvez ele viva sem nenhuma punição legal e continue a cometer mais crimes, mas o castigo sempre vem. Não poder andar com a cabeça erguida, nem ter alguém que se orgulhe do que ele faz deve ser um grande castigo. Espero que um dia, assim como Raskólnikov, ele também perceba que todo crime tem castigo e que o pior sofrimento físico é aquele que machuca a alma.

Clube do Filme

igor2O Farrapo Humano

O sonho de Don Birman ( Ray Milland) era se tornar escritor. Aos 19 anos, o promissor estudante tem seus contos publicados em revistas famosas e recebe proposta: mudar para a cidade grande e seguir o seu objetivo. Lá, ele tentafil1 escrever um, dois, três romances sem sucesso algum. Uma voz interior o convence de que beber um pouco pode ajudar mais no exercício criativo. Não demora muito para o álcool, somado aos seus sonhos frustados, comecem a corroer a dignidade e controlar as ações do pobre homem.

Essa é a história por trás do protagonista de Farrapo Humano ( The lost weekend,1954), filme dirigido pelo diretor Billy Wilder.Sem didatismos ou lição de moral, o diretor constrói ,com bastante cuidado, a personalidade do personagem principal e a sua relação com a bebida. Logo após a abertura do filme, vemos o protagonista arrumando as malas para um fim de semana com o irmão em uma fazenda. Na janela do quarto, uma bebida está presa por uma corda, esperando a hora de ser embalada com as outras coisas da viagem.
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Uma crônica de Natal

gabrielUma crônica de Natal
Por Gabriel Birkhann

Escrever sobre o Natal parece ser fácil. Mas não o é.

Escrever sobre o Natal é difícil, pois o Natal é uma festa que tem muitas facetas. A “sagrada” e a “profana”, como gostamos muito de dizer nos estudos de História.

É a Festa da Igreja em comemoração ao nascimento do menino Jesus. É a festa do comércio, onde proliferam mercadorias. É a festa das crianças, do Papai Noel.

O Natal é o que nós colocamos que ele é: pode ser ruim, como para o personagem Grinch do filme “How the Grinch Stole Christmas” (em tradução livre “Como o Grinch roubou o Natal”).

Pode ser bom, como para as crianças que, todos os anos, enviam cartinhas ao Polo Norte, esperando que o Papai Noel os responda.

O Natal é o momento da reunião da família, da Ceia tão esperada. É o momento da solidariedade, tão notada nas pessoas que respondem às cartinhas enviadas pelos correios, muitas vezes com presentes.

Não deixe que o (“seu”) Natal seja roubado de você. Mas também não o guarde somente para si: compartilhe-o.

Tenha em mente que o Natal é isso: vem do latim e tem o sentido de “nascer”. Que o Natal seja isso: a época onde os bons sentimentos floresçam, se espalhem, que sejam multiplicados.

(Pode não ter sido fácil escrever sobre o Natal, mas até que ficou bom né? Rs)

Feliz Natal e Próspero Ano-Novo! 2015: ‘Here we go’!

 “Happy New Year”, como canta o ABBA (captem a parte mais feliz, pessoal!).

P.S: Acabo de me lembrar: o Natal não é unânime. Afinal, peru não gosta.

Palavras Cruzadas

O Tempo

Débora Borralho
Débora Borralho

Estava inquieta, pensando em escrever sobre Emily Dickinson e o poema Wild Nights, quando um pedido inusitado me fez ficar refletindo por duas semanas.

Pediram-me para escrever sobre o tempo. Passei um tempo pensando, um tempo escrevendo, um tempo lendo…

Fiquei um tempo sem escrever.

Pediram-me para associar o amor com o tempo. Fiquei um tempo pensando, um tempo associando, mas o tempo todo amando.

Poderia ter sido prática e ter escrito sobre os amores da literatura que ultrapassam as barreiras do tempo e inspiram até hoje muitas pessoas. Poderia ter escrito sobre o tempo em famosas histórias de amor e ter feito uma análise bem óbvia. Não era o que eu queria. Preferi flutuar nos sonhos mais românticos e pensar na relação entre esses dois substantivos: o tempo e o amor.

Descobri que o tempo nos prepara para o amor. Descobri que o amor resiste ao tempo. Quando se ama, não faz sentido contar o tempo, ele perde totalmente a lógica. As horas viram minutos se estamos perto. As horas viram minutos se estamos longe.

É tempo de amar, sem dúvida! É tempo de amar sem tempo! Amar, sempre amar, até o fim dos tempos.

É hora de fazer planos

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Geni Frota

É hora de fazer planos
Geni Frota

Fomos feitos para sermos eternos!

É por isso que, às vezes, temos tanta dificuldade em nos desapegarmos: de pessoas, de coisas, de sentimentos, de comportamentos, de quase tudo.

Somos feitos de esperança!

É por isso que, às vezes, nos dedicamos a desejar melhores dias e melhores coisas que estão por vir.

Essas duas características se acentuam no final do ano porque aprendemos culturalmente a fechar ciclos de vida durante esse período e nos dedicar a avaliar o que passou e planejar o que está por vir.

E como isso é saudável para a mente! Como é necessário.

Saiba que precisamos fechar ciclos para que novos possam ser abertos. Saiba que precisamos olhar para o futuro para dar sentido à própria vida e às atividade diárias.

No entanto, lanço aqui um desafio:
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Clube do Filme

Scarface(1983) de Brian De Palma
Por Luana Maranha

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Luana Maranha

“Scarface” é um marco cheio de energia e esplendor do cinema norte americano, já que uniu o talento de três nomes imortais: Al Pacino, Oliver Stone no roteiro e Brian De palma na direção; para criar uma modernização de um clássico de gângster orquestrado por Howard Hawks e contextualizá-lo politicamente no viés da época. O roteiro de Stone é inteligente ao unir os principais aspectos do filme original: a amizade de Scarface com um comparsa, sua paixão pela esposa do chefe e o ciúmes doentio pela irmã, com uma roupagem moderna e mudando o foco do crime. Se antes o tema era a máfia italiana durante a Lei Seca, aqui temos o apogeu tráfico de cocaína em Miami liderados por cubanos “despejados” nos EUA por Fidel Castro. Na verdade, é interessante como a trajetória de Tony Montana funciona como uma parábola sobre a ideia de capitalismo desenfreado, bizarro e pervertido que, indiretamente, Castro tenha implantado em muita parte de sua população. “Scarface” é uma viagem psicótica e violenta pela representação trágica e deturpada do sonho americano.

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Palavras Cruzadas – Um conto de Natal

Um conto de Natal
Por Débora Borralho

debora1bO clima de natal chegou e ele nos traz um sentimento festivo e alegre. Imaginamos sempre as pessoas em confraternização, celebrando a vida com fartura de comidas e sorrisos. Afinal, celebrar o natal é celebrar a vida.

Entretanto, seria impossível não lembrar de uma história infantil que sempre me comove e que retrata tal período. “A pequena Vendedora de Fósforos”, publicado pela primeira vez em 1845 e escrito por Hans Christian Andersen, conta a triste trajetória de uma menina pobre que sofre com o inverno rigoroso e em plena noite natal vê na luz e no calor dos fósforos acesos os sonhos e desejos que todos temos em tal período.

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Clube do Filme

igor1A Esperança- Parte 1
Por Igor Reale

O filme A Esperança- Parte 1 mostra uma parte da conclusão da saga da rebelde heróina Katniss (Jennifer Lawrence) e seu oprimido país Panem. A história do longa ocorre logo após acontecimentos do segundo filme, onde a moça teve um de seus interesses românticos (são dois) capturado e o distrito, em que nasceu, completamente destruído em um bombardeio. A dinâmica do filme ocorre agora em um refúgio subterrâneo, onde os rebeldes conspiram para a derrubada do tirano Presidente Snow( Donald Sutherland).

Os dois primeiros filmes tinham como base, uma crítica ao autoritarismo do Estado, a privação de liberdade e, também ao controle que os meios de comunicação exercem sobre a sociedade. Katniss fazia parte de um massacre de jovens que era maquiado pela mídia em programas de auditório, figurinos extravagantes e, claro, uma espetacularização totalmente deturpada da violência. A crítica social casava, perfeitamente, com as cenas de ação do filme. O conjunto desses elementos tornou…

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