Festival Internacional de Jazz no Oiapoque

Por Araciara Macedo, especial para o blog

Um projeto que retrata e, ao mesmo tempo promove um resgate, da história de moradores e descendentes de moradores das comunidades banhadas pelo Rio Oiapoque, assim será o 1º Festival Internacional de Jazz que acontecerá nos dias 30, 31 de maio e 1º de junho no Hangar Lunay e no auditório do IFAP em Oiapoque.
O festival é uma realização do Coletivo Cafez’Oca Jazz e tem na sua programação, exposições, palestras e workshops, além de shows musicais com artistas amapaense e guianenses que vão promover o intercâmbio cultural entre artistas da Guiana Francesa e do Brasil.
Para o cantor amapaense Zé Miguel, um dos padrinhos do festival, o festival estabelece a ponte cultural onde já existe essa ponte física. “Todos os artistas têm alguma ligação com a região banhada pelo Rio Oiapoque, é uma confluência de artistas que buscam resgatar sua raízes. Isso representa uma enorme importância para a comunidade”, contou.
Edmar Elfort, relações públicas do evento, explica que o festival surgiu por conta da necessidade de se promover o intercâmbio cultural entre os dois países. “Na fronteira não existem diferenças, convivemos de forma pacifica e harmoniosa, muitos brasileiros e franceses tem descendentes e ancestrais dos dois lados, por isso que eu,m Denis Lapassion e Benoit Waddy, nos juntamos para realizar o projeto de intercâmbio cultural, ele reflete o espírito de compartilhamento e irmandade que tradicionalmente reina na região”. Não se trata apenas de shows musicais, é o encontro de culturas. Vamos falar sobre a história da região do Rio Oiapoque, as similaridades culturais que unem esses dois povos, vamos falar também da música na Guiana Francesa e
da música amapaense”, ressaltou.
A abertura oficial do evento será no dia 30 de maio às 18h, no auditório do IFAP Instituto Federal Amapá – campus Oiapoque, com a palestra de Eugene Epailly, historiadora da Guiana Francesa, que vai falar sobre a história do Cafesoca, seguida pela palestra do cantor e compositor Zé Miguel sobre a música do Amapá. O encerramento das atividades do dia 30 fica por conta de João Dorismar da Paixão, advogado brasileiro, com o tema história do Oiapoque.
No dia 31 as atividades iniciam com a palestra de Marie-Françoise Pindard, musicóloga da Guiana Francesa e o tema os ritmos crioulos tradicionais da Guiana, seguida por Emile Lanou e o tema jazz feito na Guiana. O encerramento das atividades do dia fica por conta das apresentações artísticas, sete shows acontecerão no palco do Hangar Lunay a partir das 18h30.

Sábado, 1º de junho, depois das masterclasses para fechar o festival, acontecerá vários shows no palco do Hangar Lunasy, a partir das 22h, uma noite de dança com a apresentação ao vivo de Fineias Nelluty e outros artistas.
Serviço
PREÇOS
Praça VIP 10 pessoas – 17 5 € / 700 reais
Mesas 4 pessoas – 65 € / 260 reais
Individual – 10 € / 40 reais
Postos de Venda
Cayenne: IFDM – 34 bd Nelson Mandela 97300 CAYENNE
Tel: +594 594 29 32 39
ifdm97@gmail.com
St Georges: Transporte ABG – Rua Elie Elfort 97313 St Georges
Oiapoque: Café Barfé – Café rua Honório Silva nº 391
Sala 102, Centro Oiapoque

Estão abertas as inscrições para o Congresso de Quadrinhos

Acontece de 6 a 8 de junho, no Sebrae, o II Aspas Norte – congresso de quadrinhos da região norte. O evento é organizado pela Associação de Pesquisadores em Arte Sequencial – ASPAS – e este ano acontece dentro de um evento maior, o III Comertec.

O I Aspas Norte ocorreu em outubro do ano passado, na Unifap e na Biblioteca Pública Elcy Lacerda, e contou a apresentação de 16 trabalhos acadêmicos sobre quadrinhos de pesquisadores do Amapá e do Pará.

Este ano, além das apresentações de trabalhos haverá uma oficina sobre roteiro para quadrinhos ministrada pelo roteirista Gian Danton.

Para inscrever o trabalho, basta o resumo da apresentação – o artigo completo será enviado posteriormente. O edital pode ser lido no site: https://www.comertec.org/gt-s.

As inscrições podem ser feitas até o dia 31 de maio através do endereço https://www.comertec.org/eventos. O valor da inscrição é dois quilos de alimentos não perecíveis ou dois quilos de ração.

(Ascom)

Cada escritor com sua mania

Mauro Guilherme, autor de vários livros de contos, romances e poesias, é um dos escritores mais premiados.
De dia atua como promotor de Justiça no Ministério Público do Amapá. De noite tira o terno e a gravata, pega a caneta e agendas e escreve, escreve, escreve… “Escrevo quando todos dormem”, conta.

“A lua está sumindo,
mas o sol pode não chegar.
Tudo isso é vida
tudo isso é tempo
que vai se partindo.
Tudo isso é santo.
Tudo isso é lindo.”

Mania dele é  escrever à mão, em agendas. Depois corrige, corta palavras, acrescenta outras e aí sim, coloca tudo no computador. “Escrevo em agendas para não perder os escritos. Tenho sempre uma no criado mudo do meu quarto”, revela. E já são muitas agendas. Cheinhas de poemas, romances e contos – vários deles já publicados e premiados.

Memórias de Caetano Veloso

Jornalista, escritor e compositor Nelson Motta faz na Academia Brasileira de Letras a segunda palestra do ciclo de conferências “Poesia cantada: melodia e verso”, sob coordenação do Acadêmico e jornalista Zuenir Ventura. O evento está programado para o dia 9 de maio, quinta-feira, às 17h30min, no Teatro R. Magalhães Jr. (Avenida Presidente Wilson, 203, Castelo, Rio de Janeiro), e debaterá o tema Memórias de Caetano Veloso. Entrada franca.

“Poesia cantada: melodia e verso” terá mais três conferências no mês de maio, sempre às quintas-feiras, no mesmo local e horário: Poesia e música a partir de Homero, Acadêmico Antonio Cícero, dia 16; O Rio inventou a marchinha, Rosa Maria Araújo, 23; e Vinicius de Moraes: a canção como destino, Eucanaã Ferraz, 30.

O Conferencista
Jornalista, compositor, escritor, roteirista, produtor musical, teatrólogo e letrista, Nelson Motta nasceu em São Paulo no dia 29 de outubro de 1944. Autor de mais de 300 músicas tem, entre os seus parceiros, Lulu Santos, Rita Lee, Ed Motta, Cidade Negra, Guilherme Arantes, Dori Caymmi, Erasmo Carlos e a banda Jota Quest. Produziu espetáculos de artistas como Elis Regina, Marisa Monte e Gal Costa.

Sapiranga no Marabaixo

Marabaixo na Favela e a Festa dos Inocentes
Milton Sapiranga Barbosa*

Durante o ciclo  do Marabaixo, que no meu tempo de criança era realizado na casa da  dona Gertrudes, um  dia  era reservado para a garotada se divertir  denominado de  festa dos inocentes, realizada no segundo domingo de maio, Dia das Mães. Naquela  época, de muito respeito,  criança não se metia na dança  dos adultos, como hoje é tão comum. A meninada podia ficar piruando, mas bem sentadinha nos bancos que  circundavam  o salão da casa da Tia Gertrudes com tio Caba Branca, seu esposo.

A Festa dos Inocentes tinha  três  acontecimentos  ansiosamente esperados e festejados  pelos garotos e garotas do  bairro: o  primeiro, era quando os batuqueiros aceleravam  os toques nas caixas, sinal   para se jogar capoeira, sem técnica nenhuma, é claro, mas era tanta pernada e rabo de arraia, que era bonito de  se ver.  Quando um moleque ia ao chão, era vaiado  e o  que aplicara o golpe, era muito festejado, principalmente pelos pais. Os campeões  na virada  das caixas, até por  herança genética, eram: Venturoso ( filho do seu Vadoca  com dona Natalina)  e o Raimundo Calango Sêco ( filho do sr. Zeca Costa  com  Dona Mundica), é mole. O segundo e melhor  momento da festa era o almoço, servido  sempre que  o relógio marcava 12 horas. Ninguém ficava sem comer. Era tanta comida, que sobrava, e a dona Gertrudes  dava para as mães levarem para suas casas. A terceira parte, a mais engraçada,  ocorria durante uma representação teatral, feita por  um menino e uma menina escolhidos dias antes da festa do Marabaixo começar. Numa dessas apresentações, o Arideu, filho da dona Margarida fez uma encenação com a Isabel, filha caçula de dona Gertrudes; o Arideu, todo pomposo chegava  e dizia para Isabel, sua pretendida na peça: “ bela minhá menina, o que tu me achas?”  e a Isabel, para gargalhada geral dos presentes respondia: “Olha a cara dele, até parece uma bolacha”. Meu amigo e vizinho Arideu sofreu muito nas mãos dos moleques da Favela, mas daquele dia em diante, quando chegava outro ano e o Ciclo do Marabaixo iria começar, ele  passava longe da casa da Tia Gertrudes, temendo ser outra vez  escolhido como ator principal da peça.
O Marabaixo e  a Festa dos Inocentes são   boas  lembranças da minha infância feliz vivida no meu querido bairro da Favela.

*Milton Sapiranga Barbosa é jornalista (Esse texto foi escrito há cinco anos e publicado aqui no blog em abril de 2014)

É marabaixo na Favela e quem tem roupa vai à missa

Imagem da Santíssima Trindade – O pedestal é enfeitado com um terço e fitas coloridas dos promesseiros

O rufar dos tambores vai ecoar neste sábado da Aleluia  por todo o bairro da Favela, a partir das 17h, com o Marabaixo da Aceitação que dá início ao Ciclo do Marabaixo da Santíssima Trindade, no Barracão da  Tia Gertrudes (Av. Duque de Caxias, entre Manoel Eudóxio e Professor Tostes)

“Quem tem roupa vai a missa lê lê
quem não tem faz como eu lê lê
Rosa branca açucena lê lê
case com a moça morena lê, lê”

Antes da gengibirra, do rufar dos tambores e da dança o festeiro faz uma oração à Santíssima Trindade pedindo proteção para todos que participam do Marabaixo. Após isso todos juntos rezam o Pai Nosso e a Ave Maria. Ouve-se o som das caixas e diante da imagem são cantados os primeiros versos, assim:

“Santíssima Trindade venho te louvar/ dá-me a Tua proteção/ na hora que eu precisar.”

É dia de soltar foguetes, beber gengibirra, tirar ladrões e dançar até altas horas. As mulheres de saia florida, blusa branca e toalhinha no ombro para enxugar o suor e os homens de calças e camisas brancas e sandália de couro. Mas vale também bermuda e camisa de qualquer cor.

Maria José Libório (Foto: Arquivo-www.alcinea.com)

As mulheres dançam em círculo, arrastando os pés. A coreografia lembra o andar dos escravos de pés acorrentados. Os homens tocam caixa (tambor) e tiram os ladrões, isto é, cantam, e as mulheres fazem o coro. Aliás, hoje as mulheres também  tocam caixa e puxam ladrões, como Maria José Libório, a Zezé, 79 anos, filha de Tia Gertudres – um ícone do Marabaixo.

Mas de onde vem esta que é a maior e mais importante expressão cultural do Amapá? Historiadores e pesquisadores dizem que da África, claro. Eles contam que nos navios que traziam os escravos para cá, os negros puxavam um canto que era como um lamento. “O ladrão lembra o lamento firme e vivaz de negros que cultivavam a esperança de voltar para o continente africano”, diz o pesquisador Rostan Martins. “Um participante líder e com habilidades de versar sobre assuntos do dia-a-dia, tira o Ladrão de improviso, como que roubando a “deixa” de outro participante que vai completando na improvisação”, explica.

“Quando eu aqui cheguei
logo na minha chegada
eu amarrei um pé de rosa
que nunca foi amarrada”

O ciclo, que começa neste sábado, só termina no dia 23 de junho, com a derrubada do mastro e a entrega da bandeira da Santíssima Trindade para o festeiro do próximo ano. Nesse período tem o Marabaixo do Trabalhador,  do Mastro,  da Murta, Missa, novenas, almoço dos inocentes e Corpus Christi. E haja gengibirra – uma bebida feita com cachaça, gengibre e açúcar.

Show internacional – Zé Miguel e Roseline no Norte das Águas

Zé Miguel divide o palco do Norte das Águas com a cantora francesa Roseline Jersier
Por Clay Sam

De um lado a presença marcante e mágica da cantora francesa Roseline Jersier, soltando a voz e interpretando Zouk Love, de outro lado o cantor e compositor amapaense Zé Miguel e suas canções cheias de poesia e fascínio.

Um encontro que promete encantar o público na noite do dia 04 de maio no espetáculo “A Ponte”.

O show acontecerá no Norte das Águas, localizado no Araxá, e é assinado por Edna Pantoja, produtora cultural amapaense, “é um show especial, com muito Zouk para o povo dançar, está sendo trabalhado com carinho para se transformar em uma noite mágica que ficará na memória dos participantes”.

Roseline e Zé Miguel são os autores da música que empresta nome ao show e é, reconhecidamente, um dos maiores sucessos atuais no repertório de programas de rádio e televisão na Guiana Francesa.

Conheça os artistas
Roseline Jersier – Uma guianense, apaixonada por ciência e matemática que sonhava em ser astronauta e acabou se transformando em uma das maiores referências musicais da Guiana Francesa. Está é Roseline Jersier, cantora formada em jazz por uma das maiores escolas de Paris, ganhadora de prêmios e concursos culturais.

Roseline vem de uma família de nove filhos, pais guianenses e guadalupenses profundamente enraizados na música. Foi através da mãe, Rolande Dauphin, conhecida na Guiana por seu envolvimento cultural, cantora de “La Lyre Cayennaise”, que sonhava em um dia ver entre seus filhos um sucessor, que Roseline deu os primeiros passos na música.

Já se apresentou em vários locais em Cayenne, Paris e durante três anos foi produzida pela LB Records, representada pelos irmãos Lancri, dos Estados Unidos. Os Lancri também produziram dois álbuns da cantora e, foi através deles que se apresentou no Zenith de Paris durante o Big Bad Zouk. Seu último álbum foi distribuído na Fnac de Paris.

A cantora também se apresentou várias vezes no Brasil. No Amapá, além de se apresentar ao lado de cantores amapaenses, Roseline gravou a musica “A Ponte” no último álbum do cantor e conpositor Zé Miguel, que divide com ela a parceria na composição da música, além disso, a cantora fará uma participação especial na gravação do proximo album do cantor e compositor Fineias Nelluty.

Zé Miguel – A frase “Eu não vejo graça em outras coisas como vejo em cantar”, pronunciada por Elis Regina no auge de sua carreira, expressa bem o jeito de ser desse ícone da musica amapaense.

Primogênito de uma família de 06 irmãos, Zé Miguel optou pela carreira musical desde muito cedo. Iniciou cantando em Igreja Evangélica. A voz bem afinada encantava os fieis e, em pouco tempo, o pequeno artista era um dos preferidos para subir ao púlpito da igreja.

Cresceu buscando realizar o sonho de se tornar um grande guitarrista. Paralelo a isso, começou a exercitar o hábito de compor suas próprias canções, inicialmente com a intenção de participar dos festivais da época, depois tomou gosto pela coisa e seguiu adiante.

Com uma carreira amadurecida e consolidada, Zé Miguel lançou seis Cds solo e um DVD. Já dividiu o palco com grandes nomes da musica nacional e internacional. Participou de shows em diversos estados brasileiros e é, reconhecidamente, um dos maiores nomes da música popular amapaense.

Serviço
Show: A Ponte
Artistas: Zé Miguel e Roseline Jersier
Local: Restaurante Norte das Águas (Complexo Araxá)
Data: Dia 04/05/2019
Hora: 22h30
Valor mesa: R$ 150
Reservas e informações: 981216999

Sábado da Aleluia tem marabaixo na Favela

Ciclo do Marabaixo na Favela: Sábado da Aleluia tem Marabaixo da Aceitação
no barracão de Gertrudes Saturnino
Por Mariléia Maciel

O Ciclo do Marabaixo na Favela inicia neste Sábado da Aleluia, 20 de abril, com o Marabaixo da Aceitação, no barracão da Gertrudes Saturnino, e a quarta geração da família se reúne para dar início a mais uma homenagem à Santíssima Trindade.  As tradicionais rodas de marabaixo, rituais, novenas, missa, almoço dos inocentes, estarão intercaladas com workshop, rodas de conversa, ações sociais e educativas, exposições e empreendedorismo, como forma de retorno social e cultural para os participantes. A Associação Cultural Berço do Marabaixo da Favela está na coordenação do evento que encerra na festa de Corpus Christi.

Os festejos em homenagem à Santíssima Trindade remontam ao início do povoamento de Macapá, quando os primeiros moradores que habitavam ao redor da igreja São José, incorporaram a cultura do marabaixo à fé cristã. Nos anos 40, com a transferência dos negros do centro para a Favela, atual bairro Santa Rita, e Laguinho, o costume foi levado para estes redutos. À frente da mudança estava Gertrudes Saturnino, que criava “ladrões” de marabaixo, tocava e dançava.

Foi a fé de Gertrudes que mudou a trajetória da família Costa e o calendário do Ciclo, ao prometer à Santíssima um almoço para 12 crianças no Ciclo do Marabaixo, caso sua filha Natalina engravidasse. Ao nascer Manoel a bênção foi paga, e ainda hoje na Favela repete-se o costume de oferecer o Almoço dos Inocentes para as crianças, que representam os apóstolos. Depois de Manoel, vieram os demais filhos de Natalina Costa, falecida em 2017, que junto com os netos e bisnetos da pioneira dão continuidade à tradição.

A Santíssima Trindade é um dos Mistérios do Cristianismo simbolizada por uma coroa e em cima dela, o planeta terra e uma pomba. De acordo com a doutrina cristã a Trindade define Deus como três pessoas: Pai Filho e Espírito Santo. Outro elemento que identifica a Santíssima são as cores azul e branca, e nos barracões em que são feitas as homenagens durante o Ciclo do Marabaixo, dois na Favela e dois no Laguinho, fitas e adornos são feitos com esta combinação. Além da família e Associação, os pagadores de promessa, que pegam a bandeira da Santíssima Trindade no ano anterior, são responsáveis pela organização, e neste ano, Cristiane Barreto e José Trindade Barreto estão na condução dos festejos.

A Associação Berço do Marabaixo da Favela além preservar a memória e as tradições, faz um trabalho de inclusão cultural e incentivo à participação de mais pessoas para que se juntem aos devotos da Santíssima Trindade e pagadores de promessas. Estão programados momentos de conscientização e reconhecimento do marabaixo como cultura do Amapá com o workshop em escolas e espaços públicos, roda de conversa no Encontro Estadual do Marabaixo com o tema “O Assédio Moral e Sexual nas Rodas de Marabaixo”, ações educativas e de saúde, Feira de Empreendedores Afro, exposição e desfile de moda e estilo afro amapaense.

“Fazemos as rodas de marabaixo, as cerimônias religiosas, os bailes, que são tradicionais, mas também usamos este período para evidenciar os elementos da nossa cultura com a comercialização de vestimentas, artesanato e instrumentos, e para propagar nossas tradições e eliminar o preconceito com que ainda hoje somos tratados, mas a cada ano sentimos que nossas ações educativas e de inclusão surtem efeitos, o que torna o evento mais bonito e prestigiado”, disse Valdinete Costa, coordenadora do Ciclo do Marabaixo do Barracão da Getrudes Saturnino.

Calendário do Ciclo do Marabaixo no Barracão de Gertrudes Saturnino
(Av: Duque de Caxias entre Manoel Eudóxio e Professor Tostes)

Abril
20 – De 17h às 24h – Marabaixo  da Aceitação

Maio
1º – De 17h às 24h – Marabaixo do Trabalhador
12 – De 17h às 24h – Marabaixo das Mães
25 – 08h às 14h – Sábado do Mastro. Retirada nas matas do Curiaú

Junho
07 à 15 – 19h – Ladainhas da Santíssima Trindade
09 – De 16h às 07h – Marabaixo da Murta da Santíssima Trindade
16 – 7:30 – Missa da Santíssima
16 – 8:30 – Café da Manhã
16 – 12h – Almoço dos Inocentes
16 – De 14h às 20h – Baile social e rodadas de marabaixo
20 – De 17h às 23h – Marabaixo de Corpus Christi
23 – De 17h às 20h – Derrubada do Mastro – Encerramento do Ciclo

Atividades de Inclusão e Educativas
03 à 24/05 – Workshop e palestras pré-agendadas em escolas
15/06 – De 09h às 20h – Dia Estadual do Marabaixo – Roda de Conversa
16/06 – 14h – Feira do Empreendedor Afro, exposição, desfile, ações social e de saúde, no barracão da Gertrudes Saturnino.