O Marabaixo nos une, diz o prefeito Clécio

“O Marabaixo é a maior identidade cultural do Amapá, pois é ele que nos une. Da resistência inicial até hoje, houve um salto na consolidação e na autoafirmação da nossa negritude, que é isso que verdadeiramente importa” (Clécio Luís, prefeito de Macapá)
Tanta ternura nessa foto – Prefeito Clécio e Tia Zefa

Tia Zefa tem 103 anos, foi homenageada pela Prefeitura, sorriu, abraçou, cantou marabaixo e entregou sua comenda ao prefeito Clécio como uma forma de agradecimento e retribuição pelo fomento à cultura do Marabaixo, Patrimônio Imaterial do Amapá.

E, claro, que depois das homenagens Clécio pegou sua caixa de marabaixo e entrou na roda, como faz há muitos anos, mesmo antes de ser prefeito.

(Fotos: Nayana Magalhães)

UEAP e Canal Futura assinam termo de compromisso

A Universidade do Estado do Amapá (Ueap) e o Canal Futura vão assinar um Termo de Compromisso que vai possibilitar à comunidade acadêmica, participar de cursos, oficinas de audiovisual e intercâmbios no estado do Rio de Janeiro, onde fica o centro de produção de conteúdo multimídia do Canal.
A assinatura ocorrerá nesta quarta-feira, 10, às 16h, no auditório do Campus I da Ueap, no Centro de Macapá.

Fortalecendo redes culturais

Fortalecendo Redes Culturais apresentou o mapeamento cultural de Macapá. O projeto encerrou essa semana no Centro de Artes e Esportes Unificados e formou uma equipe de multiplicadores, que seguirá com as pesquisas no âmbito cultural da capital. Financiado pelo International Fund for Cultural Diversity (IFCD) da Unesco e Cebrap, a iniciativa segue com os multiplicadores.

O mapeamento e os resultados da pesquisa foram feitos em quatro cidades brasileiras: Embu das Artes (SP), Toledo (PR), Serra Talhada (PE) e Macapá (AP). A pesquisa envolve dois conjuntos de atividades: programa de formação de atores culturais e um conjunto de atividades de mapeamento e o diagnóstico das principais demandas dos grupos e agentes que atuam nas cadeias de produção cultural em cada cidade.

O levantamento foi feito pela equipe proponente em parceria com cinco multiplicadores locais formados em cada região, que recebem uma bolsa para acompanhar as atividades. Além disso, o curso capacitou 30 pessoas para continuar o mapeamento cultural em Macapá.

Fortalecendo Redes Culturais é pensado tendo os equipamentos dos CEUs das Artes como centralidade e tem como apoiadores o Ministério da Cultura, Cebrap e Unesco, e se utiliza das estruturas locais de política cultural de cada um dos municípios e a própria gestão dos CEUs.

(Texto e fotos: Assessoria de comunicação/Fumcult)

Museu Sacaca completa 17 anos nesta sexta

O Governo do Amapá realiza na sexta-feira, 5, uma programação alusiva aos 17 anos da Exposição a Céu Aberto do Museu Sacaca e a um ano do Memorial Sacaca. A programação acontecerá das 9h às 17h com produção e degustação de alimentos regionais e atividades pedagógicas e culturais.

Oficina de chás e exposição de plantas medicinais, contação de estórias, exposição de artefatos e danças indígenas, performance “Teatro da Parteira”, exibições de vídeos que retratam a vida dos regateiros, dentro do “Regatão”, durante um passeio na embarcação, e um documentário sobre o Mestre Sacaca estão entre as atividades.

O público também poderá acompanhar todo o processo de produção e degustar dos alimentos típicos da região como a farinha de mandioca e tucupi, que serão produzidos na Casa da Farinha. Na Casa do Ribeirinho será feito o preparo e degustação do açaí. Já na Casa do Castanheiro terá comercialização de produtos da castanha. Todos os ambientes compõem o ‘Museu Vivo’, que mostra o modo de vida das comunidades e seus costumes, valorizando seus conhecimentos tradicionais.

Memorial Sacaca

O Memorial Sacaca é uma vitrine que reúne objetos do acervo pessoal de Raimundo dos Santos Souza, o Mestre Sacaca. Inaugurado no dia 22 de março de 2018, pelo Governo do Estado do Amapá, o Memorial tem em seu acervo réplicas e peças originais como: fantasias de Rei Momo, adereços, tambores de marabaixo, livros de sua autoria, certificados de honra ao mérito, premiações conquistadas ao longo de sua carreira como desportista, registros fotográficos, um quadro doado pelo artista plástico Augusto Leite e utensílios usados para suas atividades de ciência caseira com as ervas medicinais da Amazônia.

Neste um ano de Memorial Sacaca, o Museu registrou em seus livros, 5900 visitantes entre alunos, turistas de várias regiões do Brasil e do mundo e organizações governamentais e não governamentais.

Exposição a Céu Aberto

Construída com a participação da comunidade e inaugurada em 5 de abril de 2002, a Exposição a Céu Aberto é um espaço de histórias vivas que tem por objetivo, promover ações museológicas de pesquisa, de preservação e de comunicação do patrimônio cultural.

Em suas atividades, busca valorizar o saber popular e relacioná-lo com o saber científico, aproximando a sociedade das pesquisas realizadas pelo Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa), que administra o Museu Sacaca. Essa aproximação acontece através de projetos, exposições e oficinas pedagógicas, a fim de envolver a população nas atividades que reconhecem, valorizam e protegem o patrimônio.

Mestre Sacaca

Raimundo dos Santos Souza foi um grande contador de histórias da Amazônia e um ícone do carnaval amapaense, sendo, por 23 anos seguidos, o Rei Momo. Fundou a União dos Negros do Amapá (UNA); foi torcedor fanático e massagista do Esporte Clube Macapá. Na década de 1990 tornou-se radialista da Rádio Difusora de Macapá (emissora oficial do Governo do Amapá), com o programa “A Hora do Campo”, em que falava sobre as propriedades medicinais das plantas e, na mesma época, publicou três livros que falam, de “A a Z” sobre as plantas que curam.

Teve por companheira de vida a primeira miss Amapá, Madalena Souza, com quem teve 14 filhos. E aos 73 anos ele encerrou sua missão na terra, mas foi eternizado com o Museu que leva seu nome e conta sua história, deixando um legado de conhecimento sobre a flora da Amazônia e uma contribuição para o avanço da ciência fitoterápica de valor inestimável.

Em novembro de 2018, Sacaca foi condecorado pela “Divine Academie Française des Arts Lettres et Culture’ com o Título Póstumo e Honorífico com as mais altas insígnias pelos relevantes serviços prestados à sociedade e à humanidade. Esta condecoração foi oficializada dentro do Memorial Sacaca, em 16 de agosto de 2018.

O museu

O Museu Sacaca é um órgão pertencente ao Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (Iepa). Como estrutura física, o Museu foi construído ao longo dos anos e, inaugurado em 1997, como Museu do Desenvolvimento Sustentável (MSDS) e, em 2002,  foi criada a Exposição a Céu Aberto. Tem como objetivo disseminar e valorizar a cultura dos povos da Amazônia, através de espaços que demonstram e representam suas relações com o meio natural, o modo de vida dos ribeirinhos, índios, caboclos e quilombolas.

Sua estrutura física contempla 20 mil metros quadrados, e foi concebida para ser um espaço de histórias vivas, de forma a promover ações museológicas de pesquisa, preservação e comunicação, conservação do patrimônio global, desenvolvimento sustentável humano e do patrimônio cultural do Amapá.

O Museu Sacaca é aberto para visitações, gratuitamente, de terça-feira à domingo, entre 9h e 17h.

(Texto e foto: Secom)

Programação de aniversário do Museu Sacaca

Programação – Sexta-feira, dia 5 de abril

Apresentações culturais – dança e música – de 9h às 17h

Museu Vivo – Produção de Farinha – de 9h às 17h

Museu Vivo – Produção de Açaí – 9h às 17h

Museu Vivo – Teatro da Parteira – 10h e 16h

Exposição e comercialização de produtos da castanha – 9h às 17h

Passeio no Barco “O Regatão” – 9h às 17h

Memorial Sacaca – 9h às 17h

Dança e Artesanato indígena – 16h30

Puçangaria – Oficina de chás e exposição de plantas medicinais – 10h

Exposição de plantas medicinais – 9h às 17h

Planetário – 10h30 e 15h30

Passeio de canoa – 9h às 17h

Contação de História – 15h.

Movimento Cultural Desclassificáveis comemora 11 anos com teatro, música, poesia e marabaixo

O Movimento Cultural Desclassificáveis está completando 11 anos e vai  comemorar no próximo sábado, 30, no ” Barracão da Tia Gertrudes” a partir das 16h, com música, teatro, poesia e contação de história.

Confira o que vai rolar por lá: 
♡ Movimento Liberdade ao Rock:  Cinema Tucuxi e pipoca
♡ Hayam Chandra: Brincando de Poesia;
♡ Rosa Rente: Contação de História
A Festa no Céu Com a Dona Baratinha.
♡ Desclassificáveis -com o espetáculo de teatro “O Curupira um ser Imaginário”
Sarau Poético Dionisiaco
♡ Tatamirô de Poesia;
♡ Rosa Rentes; ♡ Lia Borralho; ♡ Kassia Modesto ♡ Andreia Lopes.
Sarau Musical Dionisíaco
♡ DJ Naienne Silva
♡ Ricardo
♡ Erick Pureza; ♡ Fanie Caena;
♡ Tom Rodrigues, Peterson Assis, Sabrina Zarrara e Adriana Abreu em: “Canto as Deusas do Teatro” que homenagea em nome de Cecília Lobo as atrizes Zenildes Pereira e Bibi Ferreira 3 grandes Damas do teatro.
♡ Diversas performance teatrais;
♡ Roda de Marabaixo

Anti-muro

Em 1969 foi realizado o I Festival Amapaense da Canção. A canção vencedora foi “Anti-Muro (Letra de Alcy Araújo e música de Nonato Leal) interpretada por Célia Mont’Alverne.
Eis a letra:
“Vamos quebrar com o nosso canto
o desencanto e o muro da dor .
Levemos pássaros e uma flor
o amor e as mãos cheias de esperança
e também o riso de criança.
Derrubemos o muro duro
e as amargas proibições
e nos corações compomos as canções
e o sol que apague este escuro
Vestiremos azul ternura
para encontrar a paz negada
feita de sal
de sol
de sul azul
azul loucura azul ternura pura
Depois do muro está o sol
está o caminho do amor
amor sem dor
e a flor rosa da madrugada
Minha canção protesta com razão.
(A Comissão julgadora era composta por Antonio Munhoz Lopes, Walkyria Lima, Elza Khóler Cunha, João de Oliveira Cortes,e Sillas Assis)

O lugar de Machado de Assis na literatura brasileira

A Academia Brasileira de Letras abre, dia 21 de março, quinta-feira, às 17h30min, no Teatro R. Magalhães Jr. (Avenida Presidente Wilson, 203, Castelo, Rio de Janeiro), com o tema “Presenças Fundamentais”, a temporada 2019 de seus ciclos de conferências, sob coordenação-geral da Acadêmica e escritora Ana Maria Machado, Primeira-Secretária da ABL.

A palestra de abertura, intitulada O lugar de Machado de Assis na literatura brasileira, coordenada pelo Acadêmico Marco Lucchesi, Presidente da ABL, terá como conferencista o Acadêmico Domício Proença Filho. Jornalista, contista, cronista, romancista, poeta e teatrólogo, Machado de Assis foi o fundador da cadeira nº. 23 e ocupou por mais de dez anos a Presidência da Academia, que passou a ser chamada também de Casa de Machado de Assis.

O ciclo terá mais duas conferências, sempre às quintas-feiras, no mesmo local e horário: Nabuco: uma visão do passado brasileiro, tendo como palestrante o Acadêmico Evaldo Cabral de Mello; e Rui Barbosa, 170 anos, dimensão da atualidade do seu percurso, com o Acadêmico Celso Lafer.

Exposições, danças e shows nos 237 anos da Fortaleza de São José

O Governo do Amapá preparou uma programação especial para comemorar os 237 anos da Fortaleza de São José de Macapá. A edificação militar é uma das principais do Brasil, construída no século XVIII pelos portugueses.

Inaugurada no dia 19 de março de 1782, a Fortaleza de São José de Macapá é considerada a maior fortificação do Brasil, segundo pesquisas arqueológicas da Universidade de Pernambuco. Ela foi erguida com o propósito de defender a Amazônia diante da possibilidade de uma suposta invasão francesa.

Localizada em uma área extensa de quase 30 mil metros quadrados à margem esquerda da foz do Rio Amazonas, a Fortaleza de São José é um dos mais antigos pontos turísticos da capital amapaense. Foi tombada pelo Instituto de Patrimônio Histórico Nacional (Iphan), em 22 de março de 1950, e elevada à categoria de museu em 2007.

A consequência mais marcante da construção da Fortaleza foi a criação e desenvolvimento da Vila de São José de Macapá, que deu origem à capital amapaense.

Este ano a programação iniciará no domingo, 17, com um ato religioso no qual a Fortaleza receberá a imagem de São José, padroeiro do Amapá.

Confira a programação:

Domingo (17) 

Local: Fortaleza de São José

9h30 – Recepção da Imagem de São José de Macapá na Fortaleza.

Terça-feira (19)

Local: Fortaleza de São José

9h – Abertura da programação de aniversário de 237 anos da Fortaleza de São José de Macapá.

Abertura da exposição fotográfica: “Macapá Através dos Tempos” – fotos da Macapá antiga. (Segue durante toda semana)

Exposição da Guarda Territorial – “Memorial da Guarda Territorial” (segue durante toda semana)

9h30 – Palavra das autoridades

Parabéns e corte do bolo comemorativo

Apresentação artística cultural

Tarde

Local: Anfiteatro da fortaleza

15h – Aulão de danças (Zumba, Axé, Dance e outros)

Atividades lúdicas, esportivas e de lazer (Para crianças)

(Secom/GEA)