Rumo: a revista que projetou o Amapá

Hoje, Dia Nacional da Cultura, é de dia lembrar que há 62 anos (novembro de 1957) foi lançada em Macapá a revista Rumo , a realização de um sonho de poetas, intelectuais e jornalistas amapaenses. Totalmente produzida no Amapá, a Rumo circulou em todo o Brasil e contava com correspondentes em vários estados. Era uma revista mensal e foi fundada por Ivo Torres, Alcy Araújo, Arthur Nery Marinho,Vilma Torres, Aluízio da Cunha, entre outros.

Considerada uma publicação de alta qualidade, foi identificada por críticos literários e renomados jornalistas como um veículo de comunicação dos mais importantes do país.

O primeiro número, que circulou em novembro de 1957, mostrava a participação do Amapá pela primeira vez em um Congresso Nacional de Jornalistas. Foi o VII Congresso, realizado em setembro daquele ano marcando o cinqüentenário da Associação Brasileira de Imprensa (ABI). E o Amapá foi representado por Alcy Araújo.

O jornalista aproveitou a viagem para conhecer Brasília “e os trabalhos que se realizam no Planalto goiano para a instalação da futura capital do país“. Isto rendeu a matéria “Brasília – obra de saneadores, artistas e poetas”, tendo como subtítulo “Pioneirismo e técnica moderna erguem a cidade do futuro – Uma visita aos verdes altiplanos de Goiás”.

Uma matéria assinada por John H. Newman abordava a cultura da seringueira no Amapá, enquanto Paul Ledoux escrevia sobre agricultura, silvicultura e pecuária, e Amaury Farias sobre latifúndio; “A música no Território Federal do Amapá” era também destaque na primeira edição da Rumo, com matéria assinada por Mavil Serret, o pseudônimo de Vilma Torres.

Esta edição trazia também poemas de Fernando Pessoa, uma página de ciências, uma de economia e finanças, contos de Guy de Maupassant e de Almeida Fischer. Noticiava a morte do escritor José Lins do Rêgo, falava de teatro, de educação e traçava um perfil histórico de Macapá.

A revista – que trazia artigos e reportagens enfocando os mais importantes movimentos artísticos e culturais do Amapá, do Brasil e do exterior – inseriu a cultura amapaense no contexto nacional. Suas páginas recheadas de teatro, música, folclore, sabedoria popular, eram freqüentadas por ícones da época.
Por sua envergadura, a Rumo chegou a ter projeção internacional. “A Rumo conduz e explica o Amapá“, escreveu o ensaísta Osório Nunes. Uma crítica publicada no suplemento literário do jornal Diário de Minas, em outubro de 1958, assim se expressou sobre a revista: “Encontramos suas raízes na Semana de Arte Moderna. A sua vida constitui um resultado de descentralização cultural que houve a partir daquela data e que cada vez se acentua. Se fôssemos um Carlos Drummond, Mário de Andrade, um Vinícius de Morais ou Aníbal Machado, nada nos alegraria mais do que nos saber lido lá pelos confins do Brasil, no Amapá.”

Num tempo em que livros eram praticamente instrumentos de uma pequena elite, o jornalismo passou a ser utilizado como uma forma de intervenção social. Naquele momento o jornalismo tinha mais importância do que a literatura, porque ajudou a criar o impacto para despertar a sociedade mexendo com as pessoas. Para haver literatura era preciso um conjunto de coisas funcionando a um só tempo: crítica literária, leitores, debate, produção de livros, escolas… como um conjunto de elementos articulados. Daí a necessidade e a pertinência da revista Rumo, responsável pela articulação de todo um movimento que se consolidou com a projeção da obra intelectual do grupo de escritores amapaenses para além das fronteiras do Amapá.

A promoção do debate levou a revista a criar outros mecanismos de apoio à produção literária. E assim nasceu a Editora Rumo, que viria a publicar em 1960 a antologia Modernos Poetas do Amapá, o livro Quem explorou quem no contrato do manganês do Amapá, de Álvaro da Cunha (1962), e Autogeografia, livro de poesias e crônicas de Alcy Araújo (1965). A revista Rumo também deu origem ao Clube de Arte Rumo, que reunia poetas, pintores, músicos e artistas de teatro para discutir o que se fazia no Amapá e no Brasil no campo da literatura, da música e das artes cênicas e plásticas. Ao mesmo tempo em que promovia saraus e concursos de crônicas e poesias na busca de novos talentos .

Grupo Tatamirô se apresenta amanhã no Sesc

O Sesc Amapá promove a apresentação sonora ‘Xapiri-Curuocangô’, com o Grupo de Poesia Tatamirô, nesta sexta-feira, 1 de novembro, às 19h,  no salão de eventos do Sesc Araxá. Promovendo ações de capacitações que visam contribuir para o fomento à produção local e nacional, além de facilitar acesso a produções literárias por meio das inovações propostas por cada momento, sendo estes apresentados, nos encontros com os artistas ou por meio das oficinas com os profissionais da linguagem literária.

A suíte ‘Xapiri-Curuocangô’ é uma performance poética do Tatamirô Grupo de Poesia, fruto de três anos de estudos dos cantos, rituais de etnias indígenas da Amazônia e da leitura interminente do livro “A queda do céu” do xamã yanomami Davi Kopenawa e do antropólogo franco-marroquino Bruce Albert, que culminaram em Poesia Sonora.

A apresentação da Suíte compõe o duo: palestra e espetáculo. Desta forma, o grupo acredita estar contribuindo para a divulgação das sonoridades de povos tradicionais, possibilitando, também, o contato com outras sonoridades (poesia sonora); levando o público ao experimento transcultural por intermédio da Literatura.

(Ascom)

Documentário sobre a relação musical entre o Amapá e a Guiana é exibido em Caiena

Em duas sessões na Guiana Francesa, o documentário InterAMAZÔNIAS – Uma Fronteira Musical, atravessa o rio Oiapoque e chega até a capital, Caiena. Produzido pela geógrafa e produtora Clícia Vieira Di Miceli, ele foi exibido hoje na Universidade da Guiana, e no final de semana, estará no Complexo Eldorado, mostrando o resultado de dois anos de pesquisa e estudo para a conclusão de sua dissertação  de mestrado em Estudos da Fronteira, pela Universidade Federal do Amapá (Unifap). O filme trata da proximidade musical que existe entre o Amapá e a Guiana Francesa.

Os sons, ritmos, instrumentos, foram pesquisados profundamente pela mestre e produtora, que comparou in loco as semelhanças que justificam o intercâmbio e identificação constante entre o Amapá e a Guiana. O resultado é este um documentário rico em detalhes e informações, um registro que interessa aos dois lados, por preservar as peculiaridades de cada fronteira, e ao mesmo tempo, mostrar a irmandade musical, e o porão de toda esta mistura, que é a África, contada no filme como a mãe da música tradicional e contemporânea que hoje é a identidade rítmica dessa fronteiras.

Os guianenses e os brasileiros que habitam do outro lado da fronteira, terão a oportunidade de conhecer o estudo muito bem relatado em forma de filme, que mostra as diferenças e semelhanças entre duas culturas que se cruzam e se completam. O marabaixo, batuque, kanmougwè e granjé, são apresentados com beleza plástica, em uma viagem em que o idioma é musical, e os tambores se entendem e tornam a linguagem única. A música contemporânea é mostrada por artistas que mantém a tradição dos antepassados, a reinvenção de uma herança umbilical.

O documentário InterAMAZÔNIAS – Uma Fronteira Musical, foi exibido nesta quarta-feira, 16,  e no próximo sábado, 19,  é atração na sala de cinema do Complexo Eldorado, às 20h30, antecedendo o  show de lançamento do disco Todo Música, de Enrico Di Miceli.

(Texto: Mariléia Maciel)

Dia 11 tem Luau na Samaúma

O Ministério Público do Amapá (MP-AP), a Prefeitura Municipal de Macapá (PMM) e o Serviço de Apoio à Micro e Pequenas Empresas no Amapá (Sebrae/AP) celebraram, nesta segunda-feira (30), na Procuradoria-Geral de Justiça – Promotor Haroldo Franco, um Termo de Cooperação Técnica para a realização da 3ª temporada do Luau na Samaúma.

O evento multicultural, que acontece na Praça Samaúma, em frente à sede do órgão ministerial, já faz parte do calendário anual do macapaense. O Luau na Samaúma tem o propósito de proporcionar lazer e cultura, promover a ocupação e cuidados com o espaço público e aproximar a população do MP-AP. Ao todo, serão três luais, previstos para os dias 11 de outubro, 15 de novembro e 13 de dezembro.

O documento foi assinado pela procuradora-geral de Justiça do MP-AP, Ivana Cei, pelo prefeito de Macapá, Clécio Luís, pela diretora-presidente da Fundação Municipal de Cultura (Fumcult), Marina Beckman, pelos diretores do Sebrae/AP, Waldeir Ribeiro e Marciane Costa. “No Luau nós vamos trabalhar com os empreendedores no âmbito da capacitação deles. Entre os pontos são a seleção, uniformização e atendimentos. Além de pesquisa de satisfação. O evento já é um sucesso e viemos somar com nossa experiência”, pontuou, Waldeir Ribeiro.

O Luau é importante para o fomento da economia e de acesso à cultura.  “As expectativas são as melhores. O luau é um evento que movimenta o setor financeiro, gera emprego e renda, além de permitir acesso à cultura, o turismo e ao entretenimento”, destacou o prefeito de Macapá.

Atribuições de cada instituição:
O Ministério Público ficará responsável por organizar a iluminação da Praça Samaúma nos dias de evento, divulgação do Luau e garantir a segurança do evento, por meio de seu Gabinete Militar.

A Prefeitura de Macapá será a responsável pela limpeza, cadastramento de pessoas que trabalharão nos eventos, como expositores e vendedores, além da estrutura física e atrações musicais.

A organização dos espaços de gastronomia; de economia criativa; realização de oficinas infantis denominadas “oficinas mini chef”; execução de pesquisas de satisfação e geração de Negócios do evento ficarão a cargo do Sebrae/AP.

Luau
O Luau na Samaúma 2019 contará com shows de artistas locais, exposições e outras atrações que ainda estão em definição e, claro, com a gastronomia local. A programação ocorrerá sempre às sextas-feiras e repetirá a fórmula aprovada pelo público nos anos de 2017 e 2018.A PGJ do MP-AP ressaltou a importância do evento:

“O Luau na Samaúma é muito importante, pois incentivamos e aquecemos a economia de artesãos, artistas e trabalhadores informais. O evento aproxima o público das instituições. Este contato entre as entidades e o cidadão resultam em um congraçamento que possibilita que os interesses sejam convertidos para o bem público. Além da estrutura do evento, trabalhamos juntos aos movimentos sociais e culturais”, comentou Ivana Cei.

Estiveram presentes na assinatura o chefe de Gabinete da Procuradoria-Geral do MP-AP, promotor de Justiça João Paulo Furlan, a assessora técnica Alcilene Cavalcante e o diretor-presidente do Instituto Municipal de Turismo (Macapatur) Paulo Brito.

(Elton Tavares/Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Amapá)

Itaú Cultural apresenta o edital Rumos a artistas e produtores dia 30 em Macapá

No dia 30 de setembro, das 19h às 21h, o Conselho Estadual de Política Cultural, em parceria com o Itaú Cultural, recebe a Caminhada Rumos em Macapá , formada por Ana de Fátima Sousa, gerente do núcleo de Comunicação, e Adriana Gomes, gerente do núcleo Financeiro e Controladoria do instituto. A proposta é apresentar o edital aos artistas, pensadores, pesquisadores, gestores da cidade e interessados no assunto, esclarecer dúvidas e trocar informações. Criado há 22 anos, o Rumos é um dos primeiros editais do Brasil e o instituto, fundado em 1987, há mais de três décadas fomenta a produção e a difusão de trabalhos de artistas, produtores e pesquisadores brasileiros.

A instituição abriu no dia 3 de setembro as inscrições para a edição Rumos Itaú Cultural 2019-2020, que devem ser efetuadas exclusivamente pelo site rumositaucultural.org.br até as 23h59 de 18 de outubro – horário de Brasília. Para explicar como funciona, uma equipe do Itaú Cultural percorrerá todas as regiões do Brasil na já tradicional Caminhada Rumos, até o dia 11 de outubro, passando pelas 27 capitais de modo a abranger todos os estados e regiões do Brasil. A atividade já passou por Cuiabá (MT), Porto Velho (RO), São Paulo (SP), Teresina (PI), São Luís (MA), Belém (PA), Rio Branco (AC), Goiânia (GO), Belo Horizonte (MG), Vitória (ES), Brasília (DF), Palmas (TO), Rio de Janeiro (RJ), Natal (RN), João Pessoa (PB), Recife (PE) e Maceió (AL). Em todas as cidades, os encontros contam com interpretação em Libras, a Língua Brasileira de Sinais.

Sobre o Rumos Itaú Cultural
Um dos maiores editais privados de financiamento de projetos culturais do país, o Programa Rumos, é realizado pelo Itaú Cultural desde 1997, fomentando a produção artística e cultural brasileira. A iniciativa recebeu mais de 64,6 mil inscrições desde a sua primeira edição, vindos de todos os estados do país e do exterior. Destes, foram contempladas mais de 1,4 mil propostas nas cinco regiões brasileiras, que receberam o apoio do instituto para o desenvolvimento dos projetos selecionados nas mais diversas áreas de expressão ou de pesquisa.

Os trabalhos resultantes da seleção de todas as edições foram vistos por mais de 7 milhões de pessoas em todo o país. Além disso, mais de mil emissoras de rádio e televisão parceiras divulgaram os trabalhos selecionados.

Na edição de 2017-2018, os 12.616 projetos inscritos foram examinados, em uma primeira fase, por uma comissão composta por 40 avaliadores contratados pelo instituto entre as mais diversas áreas de atuação e regiões do país. Em seguida, passaram por um profundo processo de avaliação e análise por uma Comissão de Seleção multidisciplinar, formada por 21 profissionais que se inter-relacionam com a cultura brasileira, incluindo gestores da própria instituição. Foram selecionados 109 projetos, contemplando todos os estados brasileiros.

SERVIÇO
Caminhada Rumos
Em Macapá (AP)
30 de setembro, segunda-feira, das 19h às 21h
Local: Unidade Integrada SESI/SENAI – A Banda
Av. Ernestino Borges, 395, Centro – 190 lugares
Entrada gratuita
Interpretação em Libras
(Ascom/Itaú Cultural)

 

Primavera dos Museus – Programação desta terça

Biblioteca Pública Elcy Lacerda
16h –  PALESTRA – “História e Oralidade, aportes para constituição de centros de memórias”. Palestrante: Maria das Dores do Rosário Almeida.
17h – PERFORMANCE – Atração Artística: “Mitos e Lendas da BPEEL”. Integrantes: Carlos de Lima, Ana Maria Vilhena, Terezinha Vilhena, Nilza dos Santos, Marlon Barros e Ronaldo Cardoso.

Museu de Arqueologia e Etnologia
8h às 12h – VISITA MEDIADA – À exposição de peças originais e réplicas arqueológicas e etnológicas.

Museu Sacaca
9h às 17h – Visita de escolas agendadas à exposição do IEPA com mediadores e contação de histórias.
Roda de conversa: “Preservação do Patrimônio”.

Escola Cândido Portinari
17h às 18h –  OFICINA – Cartazista Letrista Artista: Herivelto Maciel.
17h às 18h – OFICINA – Estampas regional. Artista: Joelma Duarte.

 

13ª Primavera dos Museus começa hoje

Começa hoje em todo o país – e vai até o dia 29 – a 13ª Primavera dos Museus, temporada cultural promovida pelo Ibram (Instituto Brasileiro de Museus). Em Macapá,  programação será desenvolvida na Biblioteca Pública Elcy Lacerda e Museu de Arqueologia e Etnologia  Escola de Artes Cândido Portinari e  Museu Sacaca.
Confira a programação de hoje:

Biblioteca Elcy Lacerda

16h PALESTRA – “Fortificação: da Guerra à Arte”. Palestrante: Antônio Carreira da Silva.

17h PERFORMANCE – Apresentação de dança do ventre Grupo de Dança Studio Celebrare.

23/09/2019 a 28/09/2019 – 8h às 18h
EXPOSIÇÃO – “Letras que Dançam”, Studio de Dança CELEBRARE. Curadoria: Miriam Cabral, Leila Sacramento e Eliete Miranda. Responsável: Adélia Figueiredo.

23/09/2019 a 28/09/2019 – 8h às 18h
EXPOSIÇÃO – “Com que Traje Eu Fui…”. Exposição de dança. Curadoria: Jucicleide Façanha de Almeida, Liliam Monteiro e Nete Peixoto. Responsável: Bernardete Calandrini.

23/09/2019 a 28/09/2019 – 8h às 18h
EXPOSIÇÃO – “Fogo e Fumaça”. Artes plásticas. Curadoria: J. Márcio e Ernandes Melo. Responsável: Lucianny Inajosa.

23/09/2019 a 28/09/2019 – 8h às 18h
EXPOSIÇÃO – “Vida Palafítica: Habitar sobre as Águas Urbanas”. Fotografias e Roda de Conversa. Alunos UNIFAP: Vitor Salgado, Chris Oliveira, Luana Rocha e Kevin Cordeiro. Responsável: Núbia Milany.

23/09/2019 a 28/09/2019 – 8h às 18h
EXPOSIÇÃO – “BIOJOIAS”, Sala Afro- Indígena. Curadoria: Francisca Pisa. Responsável: Karla Regina.

23/09/2019 a 28/09/2019 – 8h às 18h
EXPOSIÇÃO – “Cultura Indígena: artesanato Maracá e Cunani”. Curadoria: Ezequiele Lima de Moraes.

23/09/2019 a 28/09/2019 – 8h às 18h
EXPOSIÇÃO – “Afro-Amapaense”. Curadoria: Karla Regina e Nilza Santos.

MUSEU DE ARQUEOLOGIA E ETNOLOGIA DO AMAPÁ
8h às 12h
Roda de Conversa: “Descobertas Arqueológicas: Identidade e Memória”. Coquetel. Visita guiada. Público alvo: alunos do curso de sociologia da Universidade do Amapá – UNIFAP.

CÂNDIDO PORTINARI
23/09/2019 a 04/10/2019
EXPOSIÇÃO – “Amazônia: A arte de ver”. Autor: Herivelto Maciel.

Congresso de quadrinhos irá discutir cultura pop, comunicação e linguagem

Acontece de 10 a 12 de outubro, na biblioteca pública Elcy Lacerda, o II Aspas Norte – congresso de quadrinhos da região norte. O tema do congresso este ano será “Cultura Pop, comunicação e linguagem”. O evento contará com apresentações de trabalhos, palestras e oficinas.

Ivan Carlo, coordenador do evento

“Nos estados da região norte há muita gente pesquisando quadrinhos, fazendo seu TCC sobre o tema, mas poucos têm condições de pagar passagem para ir a eventos nacionais, como o Fórum da Aspas e as Jornadas Internacionais de Quadrinhos. Assim, essa é uma ótima oportunidade de apresentar seu trabalho em um evento com o selo da Aspas”, diz o coordenador do evento, professor Ivan Carlo.

O I Aspas Norte aconteceu em outubro de 2018 e contou a apresentação de 16 trabalhos acadêmicos sobre quadrinhos de pesquisadores do Amapá e do Pará. Este ano as apresentações serão divididas em três sessões temáticas: 1) Quadrinhos, 2) Literatura e cultura pop e 3) audiovisual.

Este ano um dos focos do evento será o uso pedagógico das histórias em quadrinhos. O professor Ivan Carlo irá ministrar a palestra “O uso de quadrinhos na sala de aula”. A professora Débora Aymoré falará sobre “Pesquisa científica e Cultura Pop” e o professor Rafael Senra falará sobre “Adaptação de literatura para os quadrinhos: técnicas e possibilidades”.

As oficinas também terão foque na questão pedagógica. Daniel Santos Coimbra irá ministrar uma oficina sobre Uso do RPG na educação. Alan Sampaio irá falar do RPG como forma de tratar a depressão. Jeancarlo Pontes Carvalho,Fernanda Rabelo de Souza, Cindi Lucia Brito da Silva e Mayra Crislie Cunha dos Santos irão falar sobre o uso de desenhos animados nas aulas de filosofia.

O congresso terá também uma oficina de produção de cosplay com material reciclado ministrada por Suelen Marques Barbosa. O fechamento do evento será um concurso de cosplay com premiação para os melhores.

Para participar do congresso é necessário se inscrever no endereço https://aspasnorte.wordpress.com/inscricoes. As inscrições para ouvintes podem ser feitas até o dia anterior ao evento. O valor da inscrição é de 10 reais para estudante e 20 reais para profissionais. Professores da rede municipal pagam 15 reais. Os participantes terão direito a certificado.

(Ascom)