Glicerão 70 anos – Guardo com muito carinho

Em 1975, ano do jubileu de prata do estádio Glicério de Souza Marques, o Glicerão, eu ganhei da Federação Amapaense de Desportos-FAD (hoje Federação Amapaense de Futebol) esta linda medalha de Honra ao Mérito. Foi o reconhecimento do meu trabalho como repórter esportiva, numa época em que os homens dominavam o jornalismo esportivo.
Guardo até hoje, com todo cuidado e carinho, essa medalha.
Era comemorado também os 30 anos de fundação da Federação.
1975 foi um dos anos em que o Amapá exportou mais jogadores para outros estados e a imprensa paraense referia-se ao então Território Federal assim: Amapá, um celeiro de craques. O presidente da Federação era Manuel Antônio Dias e o vice era Pedro Assis de Azevedo.

E olha aí minha credencial de 1976 (a de 1975 não tenho mais):
Cobri muitos jogos no Glicerão, que amanhã completa 70 anos. Entrevistei os maiores craques do futebol amapaense.
Como repórter esportiva cobri também jogos do campeonato nacional, em outros estados, e entrevistei vários jogadores da seleção brasileira tricampeã do mundo.

Visita indesejada

Visita indesejada

Tem uma saudade batendo na minha porta.
Não vou abrir.
Conheço bem essa figura.
Entra
se aboleta no sofá
e não quer mais ir embora.
Abusada
invade a cozinha
adentra o quarto
deita na cama.
Não vou abrir a porta, não.
Não estou pra esse tipo de visita.
Gosto daquela saudade
que chega de mansinho
trazendo lembranças perfumadas,
um verso e um riso
toma uma cafezinho
e vai embora.
(Alcinéa Cavalcante)

Bom dia com poesia

Procura

Eu estava lá quando o sol
jogou sorrisos dourados no rio-mar.

Eu ainda estava lá
quando uma estrela riscou o céu
e um pescador apanhou uma estrela do mar.

Por testemunha tenho um bem-te-vi
que bem me viu
quando as andorinhas bailavam no ar.

Quis fundir ouro com prata,
estrela cadente com estrela do mar
e cantar um canto novo
para sair bailando contigo.
Mas
tu não estavas lá.
(Alcinéa Cavalcante)

Há 11 anos

Novembro de 2008 – Recebo das mãos do professor Munhoz a Medalha de Mérito Cultural que me foi conferida pelo Conselho Estadual de Cultura. A solenidade ocorreu em 5 de novembro – Dia da Cultura – no Centro de Convenções João Batista de Azevedo Picanço.

Eu, professora com muito orgulho

Do fundo do baú: Eu e meus alunos no laboratório da Escola Integrada de Macapá

Me formei com 21 anos, portanto, bastante jovem eu já estava na sala de aula e nos laboratórios da Escola Integrada de Macapá (antigo GM) dando aulas de Tecnologia Mecânica, Desenho Técnico e Fabricação Mecânica. Conciliava  jornalismo e o magistério. Jornalismo eu fazia nas horas vagas, pois o magistério era a minha prioridade, minha paixão.
Lecionei durante muitos anos com dedicação e amor e tive meu trabalho reconhecido. Todos os anos, fosse qual fosse o diretor, recebia portaria de elogio da direção da escola pelo meu desempenho e até da Câmara de Vereadores recebi diploma de “Honra ao Mérito” pela “grande contribuição dada à educação amapaense”. Foram anos inesquecíveis dos quais tenho lindas lembranças. As amizades que fiz permanecem até hoje. Meus alunos eram mais que alunos. Fiz deles meu amigos.
Por eles até hoje tenho imenso carinho e afeto. De vez em quando encontro alguns deles por aí e vocês nem imaginam a felicidade que toma conta de mim quando recebo o abraço deles, o carinho e me chamam com orgulho de “minha professora”.
Neste dia, dedicado ao professor, parabenizo todos os professores amapaenses e registro aqui minha gratidão a todos meus professores (desde o jardim da infância aos cursos de pós-graduação) e aos meus queridos ex-alunos.