Eles brilharam no Glicerão

A foto é de 1964 e mostra craques do Latitude Zero –  Goleiro Zequinha (deitado) e Lourival (Chibe). Na cadeira, o Rouxinho, que além de craque, foi inspetor de alunos no Colégio Amapaense.
(Foto: Acervo do goleiro Zequinha Monteiro)

Santos derrota o Remo por 3 a 0

Com gols de Fabinho, Denilson e Batata o Santos  venceu o Clube do Remo por 3 a 0 esta noite em Macapá, no estádio Zerão, classificando-se para a semifinal da Copa Verde.

Fora da Copa Verde, o Leão volta todo pitiú para Belém depois desta derrota para o Peixe da Amazônia.

Estádio Glicério Marques – 66 anos de história

 

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                                             Eles fazem parte da história do Glicerão

Mais antigo que o Maracanã, o estádio municipal Glicério de Souza Marques, em Macapá, foi inaugurado em janeiro de 1950, com um jogo entre as seleções do Amapá e Pará. Foi inaugurado com o nome Estádio Municipal de Macapá. Mais tarde mudou para Glicério Marques em homenagem ao primeiro presidente da Federação.

Comecei a frequentar o estádio – que era chamado de Gigante da Favela e de Glicerão – no início dos anos 70, quando trabalhava como repórter esportiva do Jornal do Povo.

Na época não havia iluminação, portanto nada de jogos à noite. O campeonato era disputado no domingo à tarde, com a preliminar (chamada de esfria-sol) começando às 14 horas e a principal às 16h.
Geralmente a preliminar era feita pelos times menores, como o União e 13 de Setembro. O 13, coitado, certa vez não tinha dinheiro nem para comprar as chuteiras e os “craques” tiveram que jogar de chulipa – que não tem atrito – aí era um “cai-cai” que não acabava mais.

Em 1975 quando Manuel Antônio Dias era presidente da FAD (hoje Federação Amapaense de Futebol) o “Gigante da Favela” passou por uma grande reforma, talvez a mais importante da sua história, visto que recebeu iluminação e um gramado que era um primor.

Ah! as torres de refletores deixavam o povão boquiaberto, pois nunca se tinha visto isto por aqui.
Era uma beleza!
Para a reinauguração a FAD mandou buscar a Seleção Brasileira de Amadores que veio com todos os seus craques, entre eles o Éder, ponta-esquerda do Atlético Mineiro.

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