Vida de jornalista

Há mais de 20 anos na profissão, no jornal impresso, rádio e TV, Germana Duarte tem muitas histórias para contar. Hoje nos conta um pouquinho do que já viveu como jornalista.
Leia:

germana“Vivo do jornalismo há mais 20 anos, são tantas  recordações, emoções vividas, historias tristes, alegres e  algumas marcantes.

Os episódios que ficaram gravados no arquivo na minha memória entre tantas histórias que o jornalista passa em sua batalha diária.
Entre eles, acidente com colisão de dois helicópteros Esquilos do 1º/8º GAv em Macapá:
Dia 07 de Maio de 1996 – 17:00Hs. Aeroporto de Macapá. Era o final da missão Macapex, em que o Esq. Falcão recolhia-se após terminar a manobra de helicópteros às margens do Amazonas, na foz do Rio. Dois helicópteros chocaram-se e caíram em cima do hangar do aeroporto de Macapá/AP. Faleceram os Tenentes: Motch, Bastos, Jansen, Paulo Roberto e Bassalo, e o Sargento Franco.

No ano de 1997, viagem para do Platô das Guianas – (Guiana Francesa), (Paramaribo a capital Suriname-antiga Guiana Holandesa), e (República Cooperativa da Guiana, antiga Guiana Inglesa – realização de um documentário para falar da importância do potencial econômico do Platô das guianas  para o Amapá. Começava ai o grande sonho da construção da ponte binacional que liga o Brasil e Guiana Francesa a construção  da estrada do lado da Guiana Francesa e a pavimentação da estrada do lado brasileiro

Euforia que acabou em puxão de orelha
Dentre tantas histórias que aconteceram comigo ao longos desses 23 anos de profissão, resolvi dividir uma com vocês.

Certa vez estava fazendo uma cobertura sobre um caso de crime passional, ocorrido aqui em Macapá. Para fechar a matéria e torná-la mais “redondinha”, Eu e meu cinegrafista(Chocolate), fomos até o velório da vítima pegar algumas sonoras com familiares. Enquanto ele gravava algumas cenas, notei que uma jovem entrava aos prantos na sala e gritando pelo nome da mãe que estava morta .  Esquecendo que estava na casa da vítima e, ao lado de familiares, me dirigi ao câmera e disse:
– Acorda rapaz. Tú ta perdendo a melhor cena!
Um senhor que estava ao meu lado(pai da vítima), bradou:
– Seu bando urubus. Saiam já da minha casa.

Levei um susto. Mas terminei a matéria. Recolhemos nosso material de trabalho e retornamos para a redação da TV.
O episódio ficou arquivado na minha memória como mais uma história que o jornalista passa em sua batalha diária.

Pensando na terceira idade
Em breve completarei 59 anos. Mais dois e entro na “terceira idade”. Os limites do meu corpo são inevitáveis, mas a minha juventude não está no meu joelho, mas no meu estado de espírito, na minha necessidade de ampliar meus horizontes e de aprender mais e mais. O meu limite são as estantes de livros, a internet. Meu enorme prazer é conhecer e desvendar culturas. Minha mocidade vai muito além dos anos que já vivi.

Já conclui duas faculdades  e outros cursos já estão sendo planejados; viagens agendadas e amigos ao montes pra abraçar, beijar e assim comprovar que a minha existência foi muito além deste plano.

Amanhã, 7, se comemora o Dia do Jornalista. A todos os colegas desejo realizações e muito amor, sempre na proteção do nosso mestre amado, o nosso Deus que nos ensinou. O AMOR suporta tudo.”

Apoio à greve dos jornalistas da RBA-Diário do Pará

NOTA DO MOVIMENTO LUTA,FENAJ!

Todo apoio à greve dos jornalistas da RBA-Diário do Pará!

O Movimento Luta,Fenaj! apóia, desde o início, a greve dos jornalistas do grupo RBA-Diário do Pará por melhores salários, melhores condições de trabalho e dignidade profissional. Precisamente quando a categoria profissional dos jornalistas enfrenta seu pior momento no Brasil, vítima que é da prepotência dos patrões, da precarização das relações de trabalho, de ameaças e violências policiais, e até de medidas judiciais — os jornalistas do grupo RBA-Diário do Pará corajosamente se lançam na luta por seus direitos!

O Sindicato dos Jornalistas do Pará e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) se solidarizaram com o movimento grevista e o estão apoiando, o que é positivo e muito importante. Esperamos que esse apoio seja incansável, integral e decidido, como é próprio das entidades sindicais representativas, e que esteja sempre sintonizado com as orientações e os anseios dos jornalistas em greve.  

Repudiamos a atitude de alguns colegas que, ocupando posições de chefia, prestaram-se ao triste papel de intimidar os jornalistas em greve. A relevância do movimento dos jornalistas do grupo RBA-Diário do Pará é ainda maior, por chamar atenção para outra questão de repercussão nacional: a propriedade ilegal de meios de comunicação de massa por detentores de mandato parlamentar.

É um momento de fortalecer a luta dos e das jornalistas em um Estado em que são bastante recorrentes os casos de agressões contra a categoria, não somente econômicas, mas políticas e mesmo físicas, a exemplo do caso da família Maiorana e do grupo ORM contra o companheiro Lúcio Flávio Pinto.

Todo apoio à greve dos jornalistas do grupo RBA-Diário do Pará! Chega de desrespeito! Chega de salários miseráveis! Vamos à luta, Fenaj!

Movimento Luta,Fenaj!

Jornalistas paraenses vivem momento histórico em campanha pelo piso salarial

Mais de 60 jornalistas estiveram reunidos na manhã desta quarta-feira, 11, em frente ao prédio da RBATV, na Almirante Barroso. A finalidade foi chamar a atenção da direção do grupo sobre a negociação do piso salarial e o acordo coletivo para a categoria. Os profissionais ocuparam a sede da empresa e fecharam a Avenida Almirante Barroso por quase uma hora. Mais uma vez o Sindicato dos Jornalistas no Estado do Pará (Sinjor-PA) não foi recebido pelos diretores do grupo.

A presidente do Sinjor-PA, Sheila Faro e as diretoras Priscilla Amaral, Jeniffer Galvão e Eliete Ramos, presentes ao ato, lamentaram a falta de consideração da empresa em não receber os Sindicato para a negociação. Elas reforçaram que os jornalistas devem intensificar a mobilização para fortalecer a Campanha Salarial 2013, com o tema “Jornalista Vale Mais”.

O Sinjor-PA ressalta ainda que está em defesa dos profissionais e vai continuar vigilante, para que os trabalhadores não sejam vitimas de retaliação ou demissões por estarem exercendo o direito da categoria: de lutar por melhores salários e condições de trabalho. O Sindicato dará apoio aos que aderiram o movimento e também aos que ingressarão nas próximas manifestações, que vão acontecer em frente a outros veículos de comunicação da cidade.

Lembrando que nesta sexta-feira, 13, às 9h, haverá novo ato público. Desta vez, em frente à TV Record Belém, na rua Tamoios, 1448, no bairro do Jurunas. O próximo passo é a paralisação dos jornalistas das Organizações Rômulo Maiorana (ORM), Diário do Pará, RBATV, TV Record Belém, SBT, Funtelpa, 99 FM e CBN. A decisão será deliberada em assembleia neste sábado, 14, às 9h30, na sede do Sinjor Pa. Também será discutido o acordo coletivo das ORM e do Diário do Pará.

(Ascom Sinjorpa)

Entre aspas

“Político apanhado em malfeitos sempre se diz perseguido, mas não diz nome de quem o persegue. Prefere investir contra quem dá a notícia.”
Jornalista Paulo Silva, hoje no twitter

O jornalismo de hoje e a história de amanhã

Por João Estrella e Joyce Martins, no Observatório da Imprensa

A mídia alternativa da década de 1970 representou, sim, uma frente de combate à ditadura. Espaços heroicos que, em uma sociedade amordaçada, afirmaram o compromisso com a livre expressão de ideias e a liberdade editorial. Somente isso já bastaria para que se tornassem marcos da história brasileira. Entretanto, a mídia alternativa da década de 70 transcendeu o combate à ditadura. Transcendeu as questões do seu tempo e lançou bases para uma revolução jornalística. Daquela época e daquelas experiências nascem temáticas extremamente atuais, ainda mais após as manifestações que, desde junho, varrem o país.

Do humor às reportagens investigativas, do debate entre engajamento político e neutralidade, da nova dimensão da imagem e do projeto gráfico como parte do conteúdo, da cultura e dos costumes como alvo de interesse, tais publicações anteciparam o futuro. Anteciparam os dias de hoje. Constituem, simultaneamente, núcleos decisivos de memória e referências para pensarmos o oficio do jornalista, os caminhos a serem trilhados pela imprensa nacional. (Leia mais)

Golpe contra a liberdade de expressão

Do jornal Folha de S.Paulo

Levantamento aponta censura judicial a seis veículos em 2013

Levantamento da ANJ (Associação Nacional de Jornais) aponta seis casos de censura judicial a meios de comunicação do país desde o início deste ano. São situações em que decisões da Justiça impedem a publicação de reportagens pela imprensa.

Essas decisões atingiram a Folha e outros três meios de comunicação que, hoje, continuam sem poder publicar o conteúdo que foi alvo de contestação judicial.

Segundo o diretor-executivo da ANJ, Ricardo Pedreira, a situação é “absurda, lamentável e inconstitucional”. “O maior prejudicado nessas situações é o cidadão, que é tolhido de ter a informação que lhe interessa”.

De acordo com Pedreira, há uma tendência recorrente de que casos de censura judicial aumentem em anos eleitorais, principalmente durante eleições municipais.

“O objetivo de políticos e autoridades –de onde geralmente partem as ações– é ganhar tempo, retardar a divulgação de informações. Depois da eleição, mesmo que a decisão seja revertida por uma instância superior da Justiça, o impacto já passou”, afirma.

Em 2012, ano de eleições para prefeito e vereador em todo o país, um estudo semelhante da ANJ registrou dez ocorrências de restrição a veículos de comunicação feitas pelo Judiciário.

CASOS

O assunto voltou a ser tema de debate depois que a Justiça do Paraná proibiu o jornal “Gazeta do Povo”, o maior em circulação no Estado, de publicar reportagens sobre investigações abertas contra o presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, Clayton Camargo.

O pedido foi feito no fim de julho pelo próprio magistrado, que assumiu a presidência do TJ em fevereiro. Camargo é alvo de investigações sigilosas no CNJ (Conselho Nacional de Justiça), sob suspeita de tráfico de influência e venda de sentenças, que foram noticiadas pelo jornal.

A decisão determina que o veículo “se abstenha de publicar matérias jornalísticas que atinjam a honra, a boa fama e a respeitabilidade do autor” e ordena que a “Gazeta do Povo” exclua de seu site todos os textos publicados sobre o caso, sob pena de multa diária de R$ 10 mil.

Outro caso de censura judicial ainda em vigor atinge o colunista José Simão, da Folha. A juíza Camila Castanho Opdebeeck, da 3ª Vara Cível de Indaiatuba (SP), determinou a retirada imediata de qualquer forma de veiculação eletrônica da coluna publicada no caderno “Ilustrada” em 22 de agosto de 2012.

O pedido foi formulado pela ex-candidata a vereadora em Indaiatuba Alzira Cetra Bassani (PPS). Na coluna, Simão faz uma sátira com o nome usado por ela na campanha eleitoral de 2012, Alzira Kibe Sfiha.

No despacho, a juíza do caso afirmou que “é preciso considerar a compatibilização, pelo princípio da proporcionalidade, do direito fundamental de liberdade de expressão com o direito à imagem da pessoa, de molde a justificar a remoção como determinada”.

A Folha cumpriu a decisão, mas recorreu. O julgamento do recurso está marcado para setembro.

Procurados, Camargo e Bassani não foram localizados até este fim de semana.

Os demais casos apontados pela ANJ são os da TV Anhanguera –afiliada da Rede Globo em Gurupi (TO)–, e da blogueira e jornalista do jornal “Diário de Goiás” Lenia Soares Santana. Estes dois, ao lado da Folha e da “Gazeta do Povo”, estão hoje censurados devido a decisão judicial.

Também aparecem no relatório decisões contra o jornal “O Fato Novo” –de Taquari (RS)– e o blog “Alcinéa Cavalcante: Liberdade de Expressão!” –de uma professora aposentada de Macapá (AP).

Retrato em preto e branco

joaosilvaA foto é dos anos 7o, início da TV Amapá – Jornalista João Silva apresentando o programa Câmera Aberta.  Ele foi o primeiro jornalista a produzir e apresentar programa de esportes na televisão amapaense. E era ao vivo. João foi também editor de esportes de vários jornais e correspondente da revista Placar. Na minha opinião, João Silva era – ou melhor ainda é – um dos melhores comentaristas esportivos do norte do país. Hoje ele  pilota um blog jornalístico, político e cultural. O endereço é www.joaosilvaap.com.br . Eu leio diariamente e recomendo.