Memórias de um repórter

Memórias de um repórter de Macapá durante a Ditadura dos Generais (1964-1985) na Amazônia
Por Ray Cunha

Ray Cunha

Em 31 de março de 1964, início da Ditadura dos Generais, que durou até 1985, eu tinha 9 anos de idade e vivia na minha terra natal, Macapá, cidade ribeirinha no estuário do maior rio do planeta, o Amazonas, na confluência com a Linha Imaginária do Equador, Amazônia Caribenha. Era a capital do então Território Federal do Amapá. Daquela época, lembro-me de prisões na Fortaleza de São José de Macapá e da minha mãe queimando livros do meu irmão mais velho, Paulo Cunha, leitor voraz, apenas porque era líder estudantil e poeta, o que seria suficiente para que ele fosse jogado na Fortaleza. Em 1968, aos 14 anos, comecei a frequentar uma roda de artistas, alguns dos quais tinham que se apresentar, de vez em quando, no quartel local do Exército. O poeta Isnard Brandão Lima Filho, pai da minha geração de escritores, foi preso na Fortaleza e no antigo presídio São José, em Belém.

Em 1971, houve uma grande mudança na minha vida. Continue lendo

Jornalistas na floresta nacional do Amapá

Projeto de Educomunicação leva comunicadores para conhecer a Floresta Nacional do Amapá
Por Alessandra Lameira

Com o objetivo de apresentar boas práticas de gestão e ampliar o potencial de divulgação de boas experiências envolvendo comunidades locais no uso sustentável de recursos naturais e conservação ambiental, o projeto de Educomunicação levou, nos dias 24 e 25 de novembro, profissionais da imprensa e comunicadores para a Floresta Nacional do Amapá. O projeto pretende aproximar a gestão do Mosaico de Áreas Protegidas da Amazônia Oriental dos meios de comunicação e qualificar a cobertura da mídia sobre os temas relacionados a estas áreas. Continue lendo

Orgulho

Poetisa Jhenni Quaresma exibe com orgulho seu diploma de jornalista pela Universidade Federal do Amapá. Solenidade de formatura foi ontem. Sucesso!

De ontem – Niver do Elton Tavares

De repente, sem convites especiais, sem nada programado, a turma resolveu reunir no Bar do Índio para cantar parabéns para o jornalista Elton Tavares.
O “godão” mais querido e mais brother da galera da imprensa, do rock e da cultura aniversariou ontem e a turma que ele chama de “Ô raça” não deixou a data passar em branco. No fim do trampo, um ligou para outro, o outro para o um, e rapidinho todos rumaram para o Bar do Índio para brindar e festejar a data.
Elton merece todo carinho.

E eu fui lá abraça-lo, claro, pois gosto demais desse pequeno.

Jornalismo Cultural – 10 dicas para iniciantes

Dez dicas para iniciantes
Por Franthiesco Ballerini

Com muita frequência, recebo perguntas de alunos e jornalistas recém-formados sobre o que é mais importante para se tornar um jornalista cultural de referência no Brasil atualmente. É óbvio que não existe uma fórmula para o sucesso – nesta vida o acaso prega mais surpresas que o planejamento, eu mesmo achava que seria jornalista econômico até me convencer de que não sabia fazer conta. Mas dicas são sempre importantes para quem está entrando neste conturbado e sempre mutável mundo do jornalismo. Então aqui vão algumas.

1-Não leia tudo. Seja seletivo com sua leitura. Essa história de que ler até bula de remédio já vale o hábito é bobagem. Há uma avalanche diária de textos, livros, revistas, jornais, sem falar de textinhos e textões de redes sociais pedindo sua atenção. Não há tempo pra tudo isso. Para mim, jornalista cultural deve priorizar os clássicos – Machado de Assis, Dostoievsky, Edgar Allan Poe, Nelson Rodrigues, Charles Dickens, Jean-Paul Sartre, Kafka, sem ter medo de não entendê-los. A prática e o convívio com estes gênios certamente ajudará na sua formação vocabular e no seu raciocínio humanístico.

2-Selecione as bobagens para ler.
Feito o item 1, é fundamental ler bobagens, ou melhor, textos e autores que não se aplicam diretamente a sua formação. Aprendi a ter gosto por leitura, aos 12 anos, lendo a seção Oráculo da Superinteressante. Desde então, sou assinante da revista. Ignorar autores como Paulo Coelho é um grande erro. Não se pode criticar aquilo que não se leu. Paulo Coelho vende, muito. Descubra o porquê.

3-Tenha dois mil anos.
Esses dias eu mostrei duas fotos históricas a uma sala com cem alunos de comunicação: uma do Tancredo Neves ao lado dos médicos, outra de Vladmir Herzog “enforcado” no DOI-Codi. Só dois alunos sabiam do que se tratava. Jornalista cultural precisa ter pelo menos dois mil anos de idade. Conhecer História a fundo, ter uma (Leia mais)

Jornalista Jorge Bastos Moreno morre aos 63 anos

O jornalista Jorge Bastos Moreno, repórter e colunista político do jornal O Globo, morreu na madrugada de hoje (14), aos 63 anos, no Rio de Janeiro. Segundo O Globo, jornal onde trabalhou por 35 anos, ele sofreu um edema agudo de pulmão, decorrente de complicações cardiovasculares, por volta da 1h desta quarta-feira.

Moreno foi o primeiro jornalista a noticiar a escolha do general João Baptista Figueiredo como sucessor do também general Ernesto Geisel na Presidência da República, quando ainda era repórter do Jornal de Brasília.

Ele também teve papel importante com a publicação de informações em 1992 que levaram ao impeachment do então presidente Fernando Collor. Conquistou o Prêmio Esso de Informação Econômica de 1999 com a notícia da queda do então presidente do Banco Central, Gustavo Franco.

Desde o fim da década de 90, mantinha uma coluna política em O Globo e, desde março deste ano, apresentava um programa de entrevistas na rádio CBN.

(Agência Brasil)