Lugar de destaque?

A FLAP é Feira do Livro do AMAPÁ.
O Governo banca tudo. As livrarias que montaram seus estandes lá  (o governo deu o espaço) tem a garantia de faturar no mínimo R$ 200 mil – que foi quanto o governo distribuiu em vale-livro. E a única coisa que pediu foi que os livros de autores amapaenses fossem colocados em lugar de destaque. Mas tem livraria que não deu ouvidos para esse pedido.
Numa delas, importantes livros de história do Amapá foram “expostos” no fundo do estande, na última prateleira, rés ao chão.
Olha aí:

flap-livros

Hoje na Flap

flap1Hoje na Flap uma das declamadoras é a poetisa amapaense Lara Utzig . Vou lá assistir. Gosto do que ela escreve, canta e declama.
Tem também o lançamento do livro Foz Florescente, dos jovens amapaenses  Tiago Quingosta e Rodrigo Ferreira . Já tenho o livro, estou lendo e recomendo.
Não sei se os lançamentos dos livros de Paulo Tarso Barros e Cesar Bernardo de Souza e o show de Zé Miguel   que estavam na programação de ontem, mas não aconteceram, se serão  feitos hoje ou outro dia.

Sarau da Melhor Idade

FotoEu ia adorar ver a Gloria Araujo (foto) declamando suas encantadoras – e de duplo sentido – poesias no Sarau da Melhor Idade da FLAP, marcado para hoje à tarde na Casa do Artesão.
Glória tem 73 anos, faz parte do Movimento Poesia na Boca da Noite e a todos encanta com sua alegria contagiante, risadas gostosas e belas poesias.
Muitas vezes seus poemas tem duplo sentido, mas ela nega. “Isso tá na cabeça de vocês, não na minha”, diz ela soltando uma gostosa gargalhada.Pena que ela não foi convidada.

A Rede
Glória Araújo

A rede velha comeu foi fogo
com nós dois pra lá e pra cá,
O suor cobria nosso corpo
Ajeita a rede, balança a rede,
A rede querendo rasgar
E nenhum queria parar.

Eu rangia os dentes e gemia
Ele dizia: agüenta, meu bem,
Que já vou terminar.

Depois de muito esforço
puxamos a rede e o que vimos
valeu todo o sacrifício
O peixe era enorme
dava para o almoço e jantar.

Feira de Livros

flap1 Começou hoje e vai até o dia 1 de novembro a Feira do Livro do Amapá. A abertura foi às 9h no Teatro das Bacabeiras.

Às 12h, na Casa do Artesão, foram abertos os estandes das livrarias.
À noite, a partir das 19h na Casa do Artesão, tem show musical, declamação de poesia e sessões de autógrafos.

Flap – Muito bem

O Comitê Executivo da Feira de Livros do Amapá (Flap) está orientando os livreiros a se empenharem mais na divulgação e venda dos autores amapaenses.
Tá certo.
Ano passado as livrarias praticamente “escondiam” os livros dos autores amapaenses. Eles eram colocados nos piores lugares, nas prateleiras rés ao chão, em local difícil de ser visto.
Nas vitrines, nas melhores prateleiras, nos lugares de destaque eram expostos livros de auto-ajuda, horóscopo e coisinhas assim.
Este ano tudo indica que vai ser diferente.
Tomara.

Livro de bolso completa 60 anos

Por Fernando Eichenberg, no Observatório da Imprensa

“Não se pode viver sem um livro em seu bolso”. Por meio deste slogan o editor francês Henri Filipacchi lançou, em 1953, a coleção Livre de Poche, da editora Hachette. Inspiradora de iniciativas similares por parte de seus concorrentes, ela fez do livro de bolso um objeto cotidiano na paisagem cultural francesa e um inseparável companheiro dos leitores. Completando 60 anos na França, o formato mantém prestígio e popularidade, embora comece a sentir efeitos de mudanças no comportamento editorial e o avanço, mesmo que ainda incipiente e bastante lento, dos e-books, uma potencial ameaça futura.

O livro de bolso, que teve entre seus principais pioneiros a inglesa Penguin Books (1936) e a americana Simon&Schuster (1939), é “o fenômento mais marcante da história da edição contemporânea”, diz Bertrand Legendre, do departamento de Políticas Editoriais do Laboratório de Ciências da Informação e da Comunicação (LabSic), da Universidade de Paris 13. (Leia mais)

Senador Capiberibe lança livro hoje em Macapá

SExatamente hoje quando completa 43 anos que ele e sua mulher foram presos pela ditadura, o senador João Capiberibe lança, às 19h no Museu Sacaca, em Macapá, seu livro “Florestas do Meu Exílio” (Editora Terceiro Nome, 367 páginas).
“Florestas do meu exílio” é um livro envolvente e emocionante. Daquele tipo que quando você pega não quer mais largar. É uma história de amor, de aventuras, de sofrimento, de luta por justiça social e de muita determinação do casal João-Janete Capiberibe, contada numa linguagem que envolve completamente o leitor. Aliás, não é uma leitura. É uma conversa. Nas mais de cem páginas do diálogo entre Janete, Capi e dom José, em Cochabamba, o leitor se sente participando deste diálogo, como se estivesse sentado à mesa com os três na humilde casa de dom José, morada da solidariedade.

Em todo o livro o texto flui de tal modo que nos leva a ver, sentir e viver paisagens, cheiros, dores, indignação, sustos e a rir com as peripécias de alguns personagens, como o presidiário Chico Pedreira, que fez uma réplica do Titanic e enchia o convés de cachaça. Ou o próprio Capi, metido num surrado terno branco –  maior que ele –  cantando desafinado numa praça na Bolívia para recolher algumas moedas para comprar leite para a Artionka. E a Janete morrendo de vergonha dessa performance do marido. Conto essas duas passagens (e são tantas) só para mostrar que não se trata de um livro amargo, de uma leitura maçante.
Sobre “Florestas do meu exílio”, Ana Miranda assim se expressou: “Além de apresentar ao leitor os momentos tensos e os instantes alegres da jornada que se inicia na prisão e termina no exílio, o livro traça um rico panorama da vida política do continente e das lutas contra governos ditatoriais em todo o mundo”.