Baleia Rosa – um antídoto ao jogo Baleia Azul

Muito provavelmente, você já ouviu falar em Baleia Azul, o jogo que ficou famoso no mundo todo por propor aos participantes desafios que vão desde realizar pequenas mutilações no corpo até cometer suicídio. Mas que tal uma corrente do bem que, ao contrário, propõe uma série de tarefas para espalhar atitudes inspiradoras e benéficas? Esta é, exatamente, a Baleia Rosa, um movimento que ganhou fama na internet e é tema do mais novo lançamento da Buzz Editora: “Baleia Rosa – Você está espalhando o bem?”. Continue lendo

O Amapá brilhou na XXI Feira Pan Amazônica do Livro

O Amapá brilhou na XXI Feira Pan Amazônica do Livro promovida pelo governo do Pará, que começou dia 26 e encerra neste domingo em Belém, reunindo centenas de escritores de toda a Amazônia.
O brilho do Amapá se deu com a participação do renomado sociólogo e escritor Fernando Canto, poeta Inácio Sena, escritora Rute Xavier e os contadores de história Nelma Del Castilho e Fábio Nescal.

Fernando Canto fez o pré-lançamento de Mana Guga (o lançamento está sendo aguardado com muita ansiedade em Macapá) e autografou mais alguns livros seus como o excelente Equino Cio

Poeta e editor Inácio Sena autografando “Lavra da Palavra”. Um livro que recomendo para quem gosta da boa poesia

Pedagoga, atriz e escritora, Rute Xavier autografou o já famoso “O Saci que não tinha uma perna só”,que ela escreveu com seu neto Adan Lucas, de 10 anos,  e a amiga Claudevania Carvalho. O livro traz uma abordagem inclusiva com o personagem Saci do folclore brasileiro e foi resultado de uma peça de teatro produzida para uma escola de Macapá.

Fábio Nescal e Nelma Del Castilho deram  show contando histórias

Meio século de Cem Anos de Solidão

Gabriel García Márquez no México, em outubro de 1965, enquanto escrevia ‘Cem anos de solidão’ (Foto: Guillermo Angulo/Harry Ransom Center/Reprodução)

Publicado há 50 anos, Cem anos de solidão fez de Macondo expressão simbólica da América Latina
Por Paulo Henrique Pompermaie

Gabriel García Márquez tinha 40 anos quando foi publicado, no dia 30 de maio de 1967, Cem anos de solidão. Morava no México há seis anos, com a mulher, Mercedes Bacha García, e o filho. Não fazia muito sucesso como escritor e jornalista. Entregou à Mercedes toda a sua economia de cinco mil dólares para passar os quatorze meses seguintes elaborando a obra. O livro não vinha, o dinheiro não dava. Carro, joias e utensílios foram penhorados.

Quando concluiu a obra, não tinha dinheiro para enviar os originais para seu editor. Enviou apenas metade do romance. Depois da publicação, rapidamente se tornou Gabriel García Márquez, um dos grandes nomes da literatura latino-americana. (Leia a matéria completa aqui)

Rute Xavier e o O Saci que Não Tinha Uma Perna Só

Página do livro O Saci que Não Tinha Uma Perna Só

Escritora, pedagoga e atriz, Rute Xavier é também contadora de história e co-autora de O Saci que Não Tinha Uma Perna Só – um livro infantil de grande sucesso, que ela escreveu com seu neto Adan Lucas, de 10 anos,  e a amiga Claudevania Carvalho. O livro traz uma abordagem inclusiva com o personagem Saci do folclore brasileiro e foi resultado de uma peça de teatro produzida para uma escola de Macapá.

Apaixonada por literatura infantil e incentivadora da leitura, Rute Xavier reúne, pelo menos uma vez por mês,  em sua casa (que já é conhecida como Toca do Saci),as crianças do bairro para ouvir histórias e  incentivá-las a ler, declamar, pintar e  escrever.

A criançada na Toca do Saci

Ela conta que essa paixão começou quando ainda era criancinha ouvindo as história que sua mãe contava.

“O contato com o mundo da “imaginação” veio da minha mãe que sempre contava histórias e “causos” quando eu era criança. As minhas histórias preferidas eram as de assombração. Hoje minha mãe com 76 anos, conta essas histórias para o Adan e para as crianças do meu projeto de incentivo à leitura “Toca do Saci” onde abro minha casa para as crianças do bairro Pacoval onde moro.

No mundo da leitura escrita comecei a ter contato entre 5 ou 6 anos lendo gibis. Meus preferidos eram os do Mickey, mas eu lia todos os que ganhava. Fui alfabetizada por meu pai, mas livros literários só passei a ter contato na escola por volta dos 9 anos. O primeiro que li foi A Cigarra e a Formiga. Penso que era da professora, pois minha turma da escola que estudei até a 4ª série, em Ananindeua no Pará, nunca foi levada a biblioteca da escola.  Não lembro muito dos detalhes da capa, mas era um verde espelhado com o desenho da cigarra tocando uma viola.”

Livros infantis recomendados por Rute Xavier:
1- O Saci que Não Tinha Uma Perna Só – Adan Lucas Claudevania Carvalho e Rute Xavier, pois a abordagem inclusiva e de respeito às diferenças que ele traz é algo que tem que fazer parte do cotidiano de qualquer criança.
2- O Cabelo de Lelê –  de Valéria Belém
3- Menina Bonita do laço de Fita – Ana Maria Machado
4- O Patinho Feio – Fábula de Hans Christian Andersen
5 – Marcelo, Marmelo, Martelo e outras histórias.  – Ruth Rocha

O saci da foto é o Adan Lucas, 10 anos de idade,  co-autor d’ O Saci que Não Tinha Uma Perna Só. Ele sempre é chamado nas escolas para autografar e falar de sua obra. Incentiva os coleguinhas a lerem e fala dos livros que já leu. O primeiro foi “O Boi Cavaco e a Vaca Valsa” aos seis anos de idade.
Os livros que ele recomenda?
O Saci que Não Tinha Uma Perna Só (claro, né?) e todas as fábulas infantis.

Nesta terça-feira, 18, data em que se comemora o Dia do Livro Infantil em nome de Adan Lucas este blog homenageia todos os autores de livros infantis.

E olha eu aí com o Lucas e a Rute no dia que conheci o pequeno escritor

Escritor Tiago Quingosta cita 10 livros que toda criança deveria ler

Poeta, escritor, advogado, fundador e presidente do “Pena e Pergaminho”, Tiago Quingosta fala sobre os primeiros livros infantis que leu e cita  10 livros que toda criança deve ler, entre eles dois de autores amapaenses: “O Saci que Não Tinha uma Perna Só” (Adan Lucas, Claudevania Carvalho, Rute Xavier) e “As Aventuras de Dona Florzinha” (Esmeraldina dos Santos).
Aproveite as dicas de Tiago para presentear uma criança na próxima terça-feira, 18, quando se comemora o Dia do Livro Infantil

“Difícil lembrar qual o primeiro livro que ganhei na infância, mas as primeiras estórias certamente foram “O Gato de Botas” (Charles Perrault), “O Patinho Feio” (Hans Christian Andersen) e “Chapeuzinho Vermelho” (Charles Perrault). Ainda não lia, foi mamãe quem as leu.
Em casa não sei o que havia mais, esculturas de argila ou livros, como minha mãe era artista plástica e assídua leitora, era difícil até se locomover onde morávamos, não só porque era local pequeno, também porque havia várias estantes cheias de obras.
Depois que comecei a ler, por volta dos 6 anos de idade, comecei com os quadrinhos da Turma da Mônica, revistas do Tio Patinhas, revistas de palavras cruzadas e uma Coleção incrível chamada “o Mundo da Criança”.
Contato com as obras do Monteiro Lobato, só aos 9 anos de idade, quando estudei na Escola Estadual Modelo Guanabara e por orientação da professora Noely (uma das minhas melhores professoras), passamos a conhecer os trabalhos do autor lá na Biblioteca Pública Elcy Lacerda.

Livros infantis que recomendo:
1- As Aventuras de Alice no País das Maravilhas (Lewis Carroll)
2- Através do Espelho e o que Alice Encontrou por Lá(Lewis Carroll)
3- O gato de botas (Charles Perrault)
4- O Patinho Feio (Hans Christian Andersen)
5- Chapeuzinho Vermelho (Charles Perrault)
6- O Pequeno Príncipe (Antoine de Saint-Exupéry)
7- O Monstruoso Livro dos Monstros (Libby Hamilton, Ruth Marschalek)
8- Saga “Harry Potter” (J. K. Rowling)
9- O Saci que Não Tinha uma Perna Só (Adan Lucas, Claudevania Carvalho, Rute Xavier)
10- As Aventuras de Dona Florzinha (Esmeraldina dos Santos).”

Neth Brazão fala do primeiro livro que leu

O Estudante, de Adelaide Carraro, publicado em 1975, foi o primeiro livro que a professora e poeta Neth Brazão leu. E ela conta hoje aqui no blog sua experiência e lembranças dessa sua primeira leitura:

“Li quando tinha 14 anos, foi meu primeiro livro fora dos didáticos. Eu não tinha essas opções na escola e esse foi uma professora que me deu.
Não tínhamos recursos financeiros o suficiente, e eu tinha alguns colegas que eram usuário de drogas, eles eram na maioria filhos de pais classe média, eu os ouvia e via que muitos sofriam por serem daquele jeito, eu não queria essa vida para mim, por vários motivos e uns eram: não ter como sustentar o vício; não queria me destruir como eles estavam e nem queria que minha família sofresse como sofriam as deles, então buscava uma forma, juntamente com outros colegas, de ajudarmos nossos amigos que estavam se afundando tão jovens no mundo das drogas, e quando conversei sobre esse problema com uma professora ela me deu de presente “O Estudante”. O livro tem duas fases:  a azul e negra, Renato o personagem principal da trama nos chama para uma reflexão muito forte. Confesso que chorava e passei muitos dias chocada com a história. Eu super recomendo essa obra.”

 

Sinopse – Publicado pela primeira vez em 1975, O Estudante, de Adelaide Carraro, vem sendo lido por gerações e gerações. A narrativa do adolescente Roberto Lopes Mascarenhas sobre o drama vivido por sua família tem comovido os leitores de todas as idades. Seu irmão mais velho, Renato, excelente filho, estudioso, ativo, fundador de uma associação de jovens do colégio com a finalidade de atuar nas comunidades carentes, envolve-se com as drogas através de um colega da escola: Você se lembra daquele dia em que eu estava com dor de cabeça e o Mário me deu aquele comprimido? Pois bem, era droga. Eu não sabia, você entende. (…) Os traficantes não querem que os estudantes corram risco para adquirirem a erva, por isso convidam a irem às suas casas. Isso até viciar o estudante (…) e se o estudante conseguir viciar outro estudante, tem desconto de dez por cento. A mudança brusca no comportamento de Renato desequilibra a família e leva o pai a cometer uma tragédia. Uma temática atual para ser lida e discutida por jovens e adultos.