Vamos falar sobre livro infantil?

Na próxima terça-feira, 18, é comemorado o Dia do Livro Infantil.
O blog contactou leitores, escritores, contadores de histórias que a partir de hoje começam a contar aqui um pouco de suas experiências com os livros quando crianças e cada um recomenda livros que toda criança deve ler.

Começamos hoje com a escritora e economista Jô Araújo

“O primeiro livro que li foi o Patinho Feio. Quando li já tinha uns nove anos.
Mas o contato com o primeiro livro tive ainda muito pequena, com uns 3 anos, pois  minha mãe tinha uma cartilha de alfabetização que era o único artefato de saber que tínhamos em casa. Era uma relíquia! Nós só  olhávamos, era mamãe quem manuseava a cartilha para nos ensinar.
Onde morávamos não tinha acesso aos livros. Então aquela velha cartilha a gente só olhava sem tocar. O papel era escuro, envelhecido e a capa já estava quase toda rasgada. E como não tínhamos acesso aos livros os adultos contavam histórias infantis para uma rodada de crianças.
Livros infantis que amo e recomendo: O Pequeno Príncipe, Alice no País das Maravilhas, O Patinho Feio, João e Maria e o Pequeno Polegar.”

Escola e vida não podem ser separadas

Coletânea de textos traz a excelência da obra de Anísio Teixeira, um dos mais importantes filósofos da educação brasileira, cuja contribuição para a educação transcendeu seu campo de atividade e alcançou diversas áreas do conhecimento.

Por Inês Ulhôa

Anísio Teixeira nasceu em Caetité, pequena cidade do interior da Bahia, em 1900. Foi a partir das orientações paternas – “um espírito republicano, a quem não faltava uma nota de rebeldia voltairiana”, nas palavras do educador – que conquistou o mundo pela excelência de sua obra e sua paixão pela educação. Primeiro, formou-se em direito, e, apenas com 23 anos de idade, foi indicado para dirigir a educação no Estado da Bahia. Algum tempo depois, foi nomeado diretor de Instrução Pública no Rio de Janeiro, onde criou uma rede municipal de ensino que ia da escola primária à universidade.

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Retalhos & Linhas

Leio, releio e recomendo “Retalhos e Linhas“, livro de poemas e crônicas da poeta, cronista, contista e professora Deusa Ilário.

Lançado em 9 de março de 2012, o livro tem 284 páginas impregnadas de lirismo, ternura e amor..

O prefácio é do professor, músico e poeta Orivaldo Souza e capa de Ana Maria Barbosa e Márcio Wendel.
Sou um pouco de flor, sou um pouco de pedra, sou relva e sou selva”, define-se a poeta.  Sobre Deusa, a professora Maria  José Costa da Silva – que assina a orelha do livro – diz: “Essa doce mulher é a própria poesia no corpo, na alma.”

É verdade. Deusa é pura poesia, é maré cheia de versos, é chuva de lirismo.

Quem ler Retalhos e Linhas faz uma viagem em uma canoa. cujo remador tem habilidade, sensibilidade, carinho e desejo de sempre manter o remo no lugar certo, de modo que as águas que navegamos, enquanto leitores, estão sempre tranquilas. ternas como se tivessem, e estão cuidando de todas as vidas embarcada nesta canoa”, ressalta Orivaldo no prefácio.

Recebi e agradeço

Este é um convite que muito me honra. Domício Proença Filho é crítico literário, poeta, professor, ficcionista, roteirista, autor de projetos culturais e presidente da Academia Brasileira de Letras.

Autor de dezenas de livros de poesia, ficção, didádico-pedagógicos e ensaios, em Leitura do texto, leitura do mundo, Proença ressalta  a relevância da matéria literária como poderoso nutriente do imaginário nacional e o papel do escritor como testemunha do seu tempo, tratando, em relação à cultura, da rearticulação dos conceitos tradicionais diante da realidade globalizada

“A leitura, em especial a dos textos literários, ainda é, na contemporaneidade, uma das atividades mais eficazes na direção do nosso conhecimento de nós mesmos, dos outros, do mundo e de nossa relação com os outros e o mundo”,  diz  ele.

De acordo com os editores, neste livro  Proença  “aborda o ato de ler e a sua importância, refletindo sobre aspectos relevantes referentes à leitura como fonte de prazer e cultura no âmbito das conceituações e seu inter-relacionamento, o autor abre espaço para considerações sobre o processo linguístico da comunicação ao discutir as funções da linguagem e destacar sua interação com história, ideologia, cidadania e contexto social. No que diz respeito à obra de arte literária, por sua vez, propõe reflexões sobre sua especificidade, seu vínculo com a língua-suporte em que se concretiza e a representatividade cultural de que se reveste – apontando os múltiplos enfoques que, por sua natureza, o texto de literatura possibilita”.

 

Sugestão de presente de Natal

a1aLançado na Bienal Internacional do Livro, “Paisagem Antiga” (poemas e crônicas)  já está na segunda edição. Veja o que dizem os editores sobre o livro Paisagem Antiga: “Os poemas são de uma leveza admirável, com palavras exatas e frases sintéticas que atingem a essência da poesia lírica. Das crônicas – também chamadas de cronipoemas- surgem imagens plenas de de ternura em textos bem construídos, onde há a junção dos estilos jornalístico e poético.”
R$ 20,00

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As coletâneas “Poetas na Linha Imaginária”, “Poetas do Meio do Mundo” , “Quinze Dedos de Prosa” e “Poesia na Boca do Rio” reúnem belíssimos poemas e contos dos melhores poetas e escritores do Amapá.
“Estrela Azul” (poemas) foi lançado em 2001 na inauguração da biblioteca Hélio Penafort (Sesc) e até hoje é um dos livros mais comentados da literatura amapaense.
R$ 20,00 cada

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Coletâneas nacionais com poemas e crônicas de Alcinéa Cavalcante
R$ 30,00 cada

bolso

Livro de bolso “Em poucos versos”. São poemas curtos. O livro vem em embalagem estrelada e acompanha um origami poético.
R$ 10,00

Na compra de qualquer livro você ganha:

Embalagem exclusiva
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Exclusivo origami marcador de página
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Origami tsuru poético
Origami tsuru poético

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Aos 87 anos Esther Proença lança seu primeiro livro de poemas

proenca2Aos 87 anos de idade, a professora e escritora  Esther Proença Soares lança seu primeiro livro de poesias  no próximo sábado, 10, em São Paulo.Disco de Cartolina é um livro de poemas que estou tendo a coragem de publicar nesta já avançada idade. Tenho 87 anos e estou desafiando a crítica, acobertada pelo poeta Álvaro Alves de Faria, que me incentivou a fazê-lo”, diz. Esse livro , segundo ela, é uma autobiografia em versos pendurados nas cores do arco-íris.

Esther ressalta que este é seu primeiro livro de versos, mas não o último.  E a gente fica na torcida para venham logo os outros.

Em outros gêneros, ela já tem vários livros publicados, entre os quais destaco “Inventário das Sobras” (contos) e “A Arte de Escrever Histórias”.

Esther Proença Soares faz parte da Rede de Escritoras Brasileiras (Rebra).

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Entre ruas, becos e esquinas – O novo livro de Haydée Caruso

convite2O livro Entre ruas, becos e esquinas: A construção da ordem na Lapa Carioca tem como cenário o bairro mais boêmio do Rio de Janeiro.  A Lapa é parte de uma cidade cercada por múltiplos usos e sentidos, um lugar que se (re)inventa a partir dos novos significados que a ele são atribuídos, pelos mais diversos atores que o tomam como o espaço para construção de suas identidades e alteridades.

A autora, Haydée Caruso,  dedicou-se, entre os  anos de 2007 e 2008, a realizar uma etnografia sobre a “Lapa carioca”, focalizando suas “lentes etnográficas” em um dos personagens mais conhecidos da cena urbana: o/a Policial Militar.

Caruso procurou compreender o contexto em que se dão as interações entre a polícia e seus diversos públicos, como a polícia lida com os diferentes conflitos que emergem nesse lugar e constrói suas práticas, o que, para ela, passou a ser o desafio de pesquisa. Essa abordagem conforma um campo de rica observação sobre as lógicas de administração de conflitos no espaço público e suas implicações para a experimentação da cidadania. Continue lendo