Nos tempos do Flip Guaraná

Festa, reunião de amigos, aniversário, batizado, casamento tinha que ter Flip Guaraná – um refrigerante genuinamente amapaense (Qualquer dia vou pedir autorização  pro advogado Ruben Bemerguy para publicar aqui uma maravilhosa crônica que ele escreveu sobre o Flip)

Mas  olha só esses moços  fazendo a maior farra com  Flip.
Consegue identificá-los? Sabe por onde eles andam hoje?

Retrato em branco-e-preto

A foto é do arquivo do João Lázaro.
Mostra o jornalista e escritor Hélio Penafort, no final dos anos 60,  entrevistando Renato Viana na Rádio Educadora.
Presta atenção no gravador. Era daqueles imensos com enormes rolos  de fita.

Retrato em preto-e-branco

Você estudou no IETA?

O Instituto de Educação do Território do Amapá (IETA), oferecia os cursos ginasial, normal (que formava as professorinhas normalistas, lembra?) e Pedagógico. O uniforme era calça ou saia azul-marinho e camisa branca. Quem estudava lá era chamado de “piramutada”, embora não fosse pitiú.
Hoje o prédio, totalmente reformado, abriga a Universidade Estadual do Amapá.

Macapá 252 anos – Lembras…

do cine João XXIII?

Ah, as famosas sessões de domingo à tarde, onde a gente se divertia com Carlitos, se empolgava com o Zorro e chorava com a Paixão de Cristo.

A entrada era pela Rua São José (hoje aí funciona uma papelaria) e a saída pelo Largo dos Inocentes, bem atrás da Igreja de São José.

A turma toda se encontrava no cinema. Os meninos levavam aquele monte de revistas embaixo do braço pra trocar na fila.

Depois do filme, um passeio no trapiche, um sorvete na taça na sorveteria do Macapá Hotel.

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E do Cine-Teatro Territorial, lembras?
Ficava no mesmo terreno da escola Barão do Rio Branco. Foi aí que aconteceu o primeiro Festival Amapaense da Canção (a música vencedora foi Canção Anti-Muro, de Alcy Araújo e Nonato Leal, interpretada por Célia Mont’Alverne).
No palco deste teatro se apresentaram grandes orquestras, famosos cantores e excelentes peças teatrais.
Era usado também para os programas de auditório da Rádio Difusora de Macapá. Também era um espaço muito bem aproveitado pelas escolas para realização de programações culturais.Quando criança integrei o grupo de teatro infantil da professora Aracy Mont’Alverne e tive o privilégio de me apresentar neste palco.
No palco do Cine Teatro Territorial brilharam cantores e músicos como Nonato Leal, Humberto Moreira, Aymorezinho, Sebastião Mont’Alverne, entre outros.

Macapá – O dia que a cidade nasceu

Av. Mendonça Furtado, ontem e hoje

Aniversário de Macapá é feriado municipal e ponto facultativo estadual. Portanto, não tem nenhuma desculpa para não festejar. Essa história começa em 1758, quando Macapá foi elevada à categoria de vila, com o nome de Vila de São José de Macapá. A cerimônia foi presidida pelo governador da Pará Francisco Xavier de Mendonça Furtado. Ele mesmo, cujo nome veio a ser dado a uma das mais bonitas avenidas da futura cidade, Av. Mendonça Furtado, que começa no Largo dos Inocentes onde está sediada a Confraria Tucuju.

Naqueles idos do século XVIII, Macapá era considerada um dos maiores centros urbanos do Norte, contando com cerca de 500 habitantes. Isso mesmo, dava para contar um por um e quando havia festa todo mundo comparecia pra ver. Nesse caso o governador marcou a data com o levantamento do Pelourinho, símbolo das franquias municipais e passou a palavra para o Ouvidor Geral do Estado, desembargador Paschoal Abranches Madeira Fernandes que fez a declaração solene da elevação à categoria de vila.

Segundo o pesquisador Edgar de Paula Rodrigues, alguns historiadores indicam esses fatos como ocorridos no ano de 1757, mas a maioria se refere a 1758. Sendo assim, a data ficou fixada como informa a maioria, o que determina também a idade cronológica da cidade. São 252 anos desde aquele dia diante dos 500 habitantes. De lá até os dias de hoje a cidade cresceu e se desenvolveu sob as bênçãos do padroeiro São José e com o esforço de cada pioneiro, seus descendentes e daqueles que a adotaram para viver. Os dados apresentados pelo pesquisador constam da obra “Amapá – Perfil Histórico”, de Artur César Ferreira Reis.
(Texto: assessoria de comunicação da Confraria Tucuju)