Macapá 252 anos (II)

Av. Mário Cruz, ontem e hoje

Lembras quando a gente andava por esta ruazinha nas tardes de domingo?

Depois de assistir a segunda sessão no Cine João XXIII, a turma rumava para a frente da cidade – passando pela avenida Mário Cruz – para passear no trapiche e depois tomar sorvete, servido em taça pelo famoso garçom Inácio, no Macapá Hotel.

Domingo sem cinema, passeio no trapiche e sorvete, não era domingo.

Já não existem o Cine João XXIII e a sorveteria do Macapá Hotel com mesas ao ar livre.

O trapiche encurtou, morreu o bom e velho Inácio, contador de causos e histórias, que servia com a mesma elegância e simpatia tanto o peão como os presidentes da República e ministros que visitaram Macapá naquela época.

Macapá – 252 anos

Pioneiros da cidade recebem homenagem no aniversário de Macapá

Nada mais justo. Na festa de aniversário de Macapá, 4 de fevereiro, quem recebe as homenagens mais respeitosas são os pioneiros da cidade. Depois da alvorada, missa e divisão do bolo, a Confraria Tucuju recebe seus fundadores e membros das famílias tradicionais dos primórdios da Vila de São José para um almoço cheio de charme no Largo dos Inocentes. São 200 convidados que juntos contam a história da capital do Amapá.

A lista de convidados foi feita pelos primeiros membros da confraria e nós a respeitamos até hoje”, explica Telma Duarte, presidente da entidade. Patriarcas e matriarcas de sobrenomes históricos como Ramos, Montoril, Penafort, Inajosa, Façanha, Picanço, Néri, Nascimento, Milhomem, entre outros são os protagonistas do encontro. “Tem pessoas com mais de 90 anos, que se encontram para contar a história da nossa cidade”, celebra Telma.

Em respeito à idade dos pioneiros, a Confraria Tucuju encomenda um almoço com preocupação de não afetar a saúde dos mesmos. Peixe, frango e filé bovino feitos com leveza, ou seja, evitando-se as frituras e o excesso de condimentos, além da valorização de saladas com legumes e verduras frescos. A responsável pelo cardápio é a empresária Socorro Menezes do Menezes buffet. “Acrescentamos também as frutas ao cardápio como opção nutritiva”, explica Telma.

Na hora de festejar, muitos não dispensam mesmo é a gengibirra, bebida feita com cachaça e gengibre, tradicionalmente servida nos ciclos do Marabaixo e do Batuque. No aniversário da cidade ela ganha lugar de destaque no cardápio dos pioneiros. “Servimos em cálices e faz o maior sucesso”, conta Telma. Os convites já estão sendo entregues e os homens e mulheres que conhecem e vivem a história de Macapá por uma vida inteira já preparam a melhor roupa para a festa.
(Texto: Márcia Corrêa, da assessoria de comunicação da Confraria; fotos: Chico Terra)