Um poema de Flávia Assaife

Mistério
Escondido no baú dos sentimentos 
Acetinado pela leveza da sombra
Córregos de sensações 
Cachoeira de emoções
 
Estrada sem destino
Caminhar sozinho
Frio na espinha 
Arrepio contínuo
 
Olhos arregalados
Expressão de surpresa
Cartas na mesa 
Jogo desfeito
Escritora, administradora e professora,  Flávia Assaife – ou Flávia Flor –  nasceu em 1968 em Brasília.
Desde a infância escreve poesias e contos.
Tem vários livros publicados, entre eles : “Ouço a Voz do Coração através de um Mergulho Interior” (publicado em Portugal no ano de 2010 pela editora Corpos)  “Sussurros da Alma” e “Os Viajantes da Lua” .
Participa de dezenas de antologias poéticas nacionais e internacionais.
Saiba mais sobre Flávia Assaife aqui ou acessando o blog www.flviaflor.blogspot.com

Dois poemas de Naide Gouveia

OLHAR TRIUNFAL
A inquietude luz da grande lâmpada Alcinéa
Tem calor de  poemas novos…
Ver pessoas que nem sabia que existiam…
Ver poemas que escreveram sem ela pedir…
 
Alcinéa poetisa que escreve com os olhos
Para a beleza do seu escrever ficar para sempre
Fotografada!!!
 
E enquanto não nos recebe em forma de poemas,
Fica retida a sua esperança de ampliar o universo de entender
Pessoas…
 
Alcinéa é o presente de um passado calado…
Canta hoje,  o canto de múltiplos poemas de
Múltiplas pessoas de múltiplos sonhos.
 
E enquanto corre atrás de poemas desconhecidos
Se torna conhecida e querida …
Com uma escassez contemporânea de ter
No momento, algum de nós por perto…
 
Alcinéa.. Existe!

COISAS DA VIDA
Muito engraçado os nossos destinos!
Corremos tanto, à procura de nada…
 
Sonhamos, realizamos, entretanto,
Nos sentimos irrealizados…
 
Conquistamos e somos acidentalmente conquistados…
Usufruímos o sabor de uma vitória
Para curtirmos mais tarde a tristeza de uma derrota…
 
Um minuto a mais que passamos de vida,
Parece nos alertar que estamos no fim
Daquilo que é tão belo:
Coisas da vida…
Professora universitária, assistente social, poetisa e escritora premiada, Naide Maria Saraiva de Gouveia nasceu em Natal (RN). Aos cinco anos participou do seu primeiro momento teatral na peça Estrela do Céu, e a partir dos sete anos se interessou por poesias, quando foi treinada em decorar as poesias de Olavo Bilac, como: Ouvir estrelas, A boneca, e Velhas Árvores, para serem declamadas sempre às quintas-feiras, no momento cívico dos escoteiros e bandeirantes do Grupo Escolar Padre Miguelinho. Sempre preocupada com o bem-estar da juventude, já fez 101 conferências para estudantes do segundo grau, em especial os alunos das Escolas : Ferro Cardoso e Winston Churchill, onde centralizou a sua preocupação em formar uma consciência científica e despertar neles o interesse pelo hábito da leitura. Em 1981 escreveu o seu primeiro livro de poesias intitulado: Bate Coração. No mesmo ano escreceu o livro de prosa: Mosaico.
Em 1983 escreveu: Eco…Ondas de Momento, prosa; em 1984 escreveu: O Assumido Crepúsculo e Pelos caminhos de uma grande emoção…Ternura, prosa; em 1987 escreveu: Força Cigana,prosa; em 1988 escreveu: O Mar …e o eu trifásico prosa; Em 1997 escreveu: Vidas e passagens de um Deus vivo,prosa ; em 1998 escreveu: Pensares I e Pensares II, ainda em 1998 escreveu: Pensares III (poesias) e Poemas Divinos para os Aflitos do Vestibular. Em 1999 escreveu: Achados Poéticos. Em 2002 escreveu: Um grito de aleluia ou Dor (prosa); em 2004 escreveu: Cartas aos imortais das letras (prosa) e em 2005 escreveu: Ele…O mundo das multidões,prosa. Em 2006 escreveu : A Menina das Montanhas I e A Menina das Montanhas ll, prosa Em 2008 escreveu: O Caçador de Sonhos(prosa) e Descobrindo o amor. Em 2010 escreveu: Letras de …Instintos Emoções e Sentimentos.
É membro da União Brasileira de Escritores e da Rede de Escritoras Brasileiras(Rebra) .
Para saber mais sobre esta grande escritora clique aqui

Hoje é Dia Internacional do Poeta

“Qual seria o anel do poeta,
se o poeta fosse doutor?
– Uma saudade brilhando
na cravação de uma dor”
(Catulo da Paixão)

Se alguém te perguntar o quiseste dizer com um poema, pergunta-lhe o que Deus quis dizer com este mundo… (Mario Quintana)

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
(Fernando Pessoa)

Mas o que vou dizer da Poesia? O que vou dizer destas nuvens, deste céu? Olhar, olhar, olhá-las, olhá-lo, e nada mais. Compreenderás que um poeta não pode dizer nada da poesia. Isso fica para os críticos e professores. Mas nem tu, nem eu, nem poeta algum sabemos o que é a poesia. (Garcia Lorca)

O poeta é um jornalista da alma humana. (Affonso Romano de Sant’Anna)

Eu não forneço nenhuma regra para que uma pessoa se torne poeta e escreva versos. E, em geral, tais regras não existem. Chama-se poeta justamente o homem que cria estas regras poéticas. (Maiakovski)

 

Não sou alegre nem triste: sou poeta (Cecília Meireles)

Minha poesia é cheia de imperfeições. Se eu fosse crítico, apontaria muitos defeitos. Não vou apontar. Deixo para os outros. Minha obra é pública. (Carlos Drummond)

Dever do poeta é cantar com seu povo e dar ao homem o que é do homem: sonho e amor, luz e noite, razão e desvario. (Pablo Neruda)

 

MINHA POESIA
Alcy Araújo

A minha poesia, senhor, é a poesia desmembrada
dos homens que olharam o mundo
pela primeira vez;
dos homens que ouviram o rumor do mundo
pela primeira vez.
É a poesia das mãos sem trato
na ânsia do progresso.
Ídolos, crenças, tabus, por que?
Se os homens choram suor
na construção do mundo
e bocas se comprimem em massa
clamando pelo pão?
A minha poesia tem o ritmo gritante
da sinfonia dos porões e dos guindastes,
do grito do estivador vitimado
sob a lingada que se desprendeu,
do desespero sem nome
da prostituta pobre e mãe,
do suor meloso da gafieira
do meu bairro sem bangalôs
onde todo mundo diz nomes feios,
bebe cachaça, briga e ama
sem fiscal de salão.
– Já viu, senhor, os peitos amolecidos
da empregada da fábrica
que gosta do soldado da polícia?
Pois aqueles seios amamentaram
a caboclinha suja e descalça
que vai com a cuia de açaí
no meio da rua poeirenta.
Cuidado, senhor, para o seu automóvel
não atropelar a menina!…

Vamos ler?

Tarde de quinta-feira (e todas as tardes) é bom para ler poesia. Da minha estante coloco hoje à sua disposição essa prateleira de poesias. Qual destes livros você quer ler hoje tomando um cafezinho? Qual destes poetas você mais curte? Conte pra nós que poesia marcou um momento especial de sua vida

Recomendo

Tenda Multicultural: espaço das artes, literatura e saber da 49ª Expofeira do Amapá

Declamações de poesias, exposições de livros, literatura, contação de histórias, música, teatro, piadas, estátuas vivas, dança, tudo em um mesmo lugar e com muita diversão. Assim está funcionando a Tenda Multicultural, um espaço dedicado às artes, que está atraindo públicos bem distintos na 49ª Expofeira Agropecuária do Amapá.

Localizada à direita, na rua principal do Parque de Exposições da Fazendinha, a tenda é uma proposta organizada pelo governo do Estado, sob responsabilidade da Secretaria de Estado da Cultura (Secult).

Já passaram pelo espaço artistas e grupos como Cia. de Teatro Piracuí, Trupe Gargalhada, Os Paspalhões, Cia. de Animação Alegria Alegria, Galinha Pintadinha e Stand Up Bar.

Os grupos Abeporá das Palavras, Poemas de Quinta, Pássaros Cantam na Chuva, Desiderare, Pena e Pergaminho, entre outros, são responsáveis pela programação literária.

“Nosso foco é fomentar a literatura, o hábito da leitura, o gosto pelo saber, de forma lúdica, envolvendo as pessoas, por isso esse espaço é cheio de cores, sons, livros. E o principal: é uma proposta que integra os grupos. A organização é do Abeporá, mais o trabalho é de parceria, de um coletivo de artistas”, explica Mara Valdene, uma das coordenadoras do Abeporá, junto com Carla Nobre, Elisete Jardim, Rai Amorim e Benedita Dias.

E àquelas pessoas que quiserem se saborear com uma boa leitura: infanto-juvenil, contos, dramas, poemas, poesias e prosas, podem procurar a Tenda Multicultural nos turnos da manhã, tarde e noite, e a minibiblioteca fica aberta ao público nos três turnos.

O estudante Anderson Cardoso, 14 anos, aprovou a proposta. “É bacana quando se une leitura e música, e esse espaço está chamativo porque a gente passa pela frente e vê as pessoas trabalhando com muita alegria, elas leem brincando com a história”, declara.

(Rita Torrinha/Secult)