Sobre celulares, boas maneiras e outras – Por Gabriel Birkhann

gabrielSobre celulares, boas maneiras e outras observações a mais
Por Gabriel dos Santos Birkhann

Esse texto é para “os chatos”. Os “otários” (sic) para alguns. Os “certinhos” (sic) para outros.
É. Sou meio chato. Na verdade, chato em totalidade.
Sou chato porque aprecio o mínimo (o mínimo, apenas isso!) possível de educação nos ambientes sociais.
Sou chato porque acho falta de respeito fumar num hospital!
Sou chato porque também acho falta de respeito buzinar, falar alto ao telefone em lugares proibidos (e convenhamos se houvesse bom senso e SIMANCOL, nós nem de lei precisaríamos!), e também porque vejo horrorizado quem acha normal parar e/ou estacionar em lugar proibido, ou fazer manobras radicais em áreas urbanas sem a menor preocupação ética (se a tivessem, não fariam isso!).


Sou chato porque acho falta de educação atender celulares na igreja!
E pior, porque acho má educação conversar fiado dentro da igreja, com ou sem celular!
Sou chato, pasmem, porque não gosto de estar assistindo uma aula com o “Zap Zap” ou outra rede social do meu colega berrando ao lado.
Sou chato porque, vejam: eu não acho que são boas maneiras conversar ao telefone enquanto o professor tenta lecionar (haja paciência!), seja no ginásio, faculdade, na autoescola (alguns parecem se esquecer de o CFC ensina!) ou numa “casinha de sapê”!
Sou chato, sabem, porque detesto que cortem fila, e detesto cortar fila.
Sou chato, porque odeio esse “jeitinho brasileiro”, inventado por alguém, com toda a certeza para disfarçar suas desonestidades sob a aparência de “comportamento geral” (sic) e “normal” (sic).
Sou chato, porque não gosto das frases “é por isso que o Brasil não vai pra frente” (quem disse? Felizmente a maioria dos honestos puxa esse país!), “ah, (mas) isso é Brasil” que pretendem simplesmente jogar a responsabilidade a outrem.
Sou chato, enfim, porque procuro (esse bobão já passou pela faixa quando o sinal de pedestre estava vermelho para ele quando viu que não vinha carro…!) seguir as leis, e fico decepcionado quando as pessoas não as seguem, simplesmente por preguiça, comodismo ou apenas pelo sentimento de “não estou nem aí para a Lei”.
Sou chato, mas já perdi aquela doce utopia de adolescente que consistia em me tornar presidente para botar ordem na casa!
Mas enquanto eu agir corretamente, ficando em paz com a minha consciência, continuarei podendo falar que sou um “chato feliz”.

E “SIGAM-ME OS CHATOS”, quero dizer “OS BONS”.

P.S: “Quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada”. Ayn Rand, escritora norte-americana.

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